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Mostrando postagens com marcador Elizabeth Holmes. Mostrar todas as postagens
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07 janeiro 2022

Theranos e Auditoria

Francine McKenna analisa o papel da auditoria no caso Theranos. Eis um trecho:
 
Durante o julgamento de quatro meses de Elizabeth Holmes, descobrimos que pelo menos três grandes empresas de contabilidade pública prestaram serviços a Theranos, incluindo auditoria, durante seus 15 anos de vida como empresa (1).

Na segunda-feira, um júri na Califórnia considerou a fundadora da Theranos e ex-CEO Elizabeth Holmes culpada de quatro acusações que ela traiu seus investidores. Ela foi absolvida ou o júri não pôde decidir sobre outras sete acusações, incluindo que ela havia enganado os pacientes sobre a prontidão e a precisão de seu dispositivo defeituoso para testar o sangue com apenas uma gota. Em 2018, eu escrevi que os investidores ultra-ricos de Theranos haviam abandonado a devida diligência básica e nunca solicitaram demonstrações financeiras auditadas (2) antes de entregar centenas de milhões. (...)

Philippe Poux assumiu o cargo de Diretor Financeiro da Theranos em meados de 2017, quando a empresa foi inundada por investigações e ações judiciais. Seu objetivo era obter uma melhor posição de caixa e das necessidades de financiamento da empresa. Com exceção dos primeiros anos após Holmes fundar a empresa em 2003, aos 19 anos, a Theranos não tinha um CFO ou um auditor.

Elizabeth Holmes foi forçada a sair de sua própria empresa depois de envolver em acusações de fraude de valores mobiliários na SEC em março de 2018. Mas foi uma auditoria que finalmente forçou Theranos a fechar.

(1) uma delas é a EY. A KPMG também auditou a empresa, mas como discordou da contabilidade de opções, não emitiu o parecer. Mas continuou na empresa como consultoria. A internet recuperou uma fotografia do atual presidente, Biden, com a executiva, expressando sua admiração com a empresa. 

(2) Apesar do problema da Theranos ser operacional - a impossibilidade de desenvolver a tecnologia de análise clínica que prometia - a questão financeira também afeta o processo. A imagem destaca que o juri condenou Holmes pela questão financeira somente. É estranho isto, já que exames imprecisos pode colocar em risco a vida das pessoas.

04 janeiro 2022

Elizabeth Holmes é condenada por enganar investidores, mas não pacientes

A empresária Elizabeth Holmes foi considerada culpada por enganar investidores. Este foi o veredito de um júri composto por oito homens e quatro mulheres que depois de mais de 50 horas de deliberação absolveu Holmes de enganar pacientes, mas não conseguiu chegar a uma decisão para a acusação relacionada com fraude eletrônica do investidor.

Outro juri deverá ser convocado exclusivamente para analisar este último ponto por parte do juiz Edward Davila. Após a decisão, também deverá ser anunciada a sentença, que pode ir de prisão a uma elevada multa ou ambos.

Foram 15 semanas de julgamento de um caso que atraiu a atenção por envolver uma empresária jovem e que durante um tempo foi um exemplo para os empreendedores. Holmes prometia revolucionar o mercado de exames clínicos, com uma tecnologia que seria superior a atual. Entretanto, a empresa Theranos, de Holmes, não conseguiu entregar o que prometia, usando as máquinas tradicionais de exames.

Holmes aproveitou para constituir um conselho composto de figuras notáveis e obteve apoio financeiro de diversos investidores, que acreditaram nas promessas da Theranos. Ao mesmo tempo que imitava algumas manias de Jobs, vestindo roupas escuras, seu comportamento era admirado por muitos. Holmes, por exemplo, evitava piscar os olhos. Isto atraiu quase 1 bilhão de investimento de pessoas como Rupert Murdoch, Larry Ellison, a família Walton, entre outros. A empresa chegou a ser avaliada em 9 bilhões e Holmes foi capa de revistas.

Uma investigação do Wall Street Journal, em 2015, mostrou que a empresa tinha problemas com sua tecnologia. Holmes não conseguiu responder adequadamente a reportagem e três anos depois a SEC acusou de fraude. Durante o julgamento, Holmes adotou a estratégia de afirmar que era manipulada por um ex-executivo.

É importante destacar que Holmes foi absolvida de enganar pacientes

Foto: aqui

24 agosto 2021

Julgamento de Holmes

Começa em 31 de agosto o julgamento de Elizabeth Homes. A empresária está sendo acusada de fraudar investidores que colocaram seus recursos na empresa fundada por ela,  a Theranos. 


Nascida em 1984, Elizabeth fundou a empresa e foi a principal executiva de uma empresa de tecnologia na área de saúde. A empresa prometia revolucionar o teste de sangue: com uma pequena quantidade seria possível conhecer uma grande quantidade de doenças.  Durante anos, Holmes recebeu a admiração da imprensa e de poderosos até que em 2015 uma reportagem mostrou que a tecnologia da empresa não funcionava. Durante o apogeu, Holmes tinha o apoio de Henry Kissinger, George Shultz e outros poderosos. 

São diversas acusações, que inclui destruição de provas. Holmes, se condenada, poderá pegar até 20 anos e uma multa, que poderá ser expressiva. O julgamento está atrasado devido a pandemia e a gravidez de Holmes. 

29 junho 2019

Julgamento de Holmes

O escândalo da empresa Theranos parece que tem uma data para seu julgamento. Esta empresa, criada por Elizabeth Holmes, propunha uma revolução nos exames médicos. Posteriormente revelou-se que a solução tecnológica era uma farsa. Recentemente um documentário mostrou a saga da fraude: The Inventor.

Agora Elizabeth Holmes já tem uma data para seu julgamento: verão de 2020. Serão nove acusações de fraude eletrônica e duas de conspiração para cometer fraudes. Isto inclui fraudar investidores e médicos/pacientes. Em julho será a seleção do juri e abre-se o julgamento em agosto de 2020. A defesa tentou postergar; a acusação começou em junho de 2018.

Existe a possibilidade de 20 anos de prisão, multa de 250 mil dólares e outras sanções pecuniárias. A empresa, que fechou em 2018, chegou a valer 9 bilhões. Holmes chegou a ter uma fortuna de 5 bilhões. O esquema caiu com reportagens investigativas do WSJ. O documentário The Inventor mostra como John Carreyrou, o repórter do Wall Street Journal, teve um papel importante neste caso.