Da revista Piauí:
Em novembro de 2023, quando contabilizava quase dois anos como ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça e sua esposa, Janey, lançaram um instituto próprio: o Iter, que oferece cursos livres, programas de treinamento e MBAs em áreas como segurança, gestão pública, advocacia e compliance. São temas na medida para despertar interesse de prefeituras, governos e órgãos públicos - e, assim, o ministro “terrivelmente evangélico” que chegou à corte por indicação de Jair Bolsonaro passou a ter órgãos públicos como clientes. (...)
O Conselho Federal de Contabilidade contratou a instituição [Iter] por 1,73 milhão de reais em dois instrumentos. Um deles, de 349.800 reais, descrevia um curso de oratória “ministrado pelo Prof. Dr. André Luiz de Almeida Mendonça, Ministro do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral”. O outro, de 1,38 milhão, previa uma imersão corporativa em Campos do Jordão com “conferência Magna de abertura” do próprio Mendonça. Os contratos não demonstram que ele tenha recebido remuneração pessoal pelos serviços. Seu gabinete afirma que o ministro jamais auferiu lucro do instituto, do qual anunciou desligamento em setembro de 2026. Em nota à imprensa do dia 3 de setembro, o gabinete disse que o instituto será transformado em entidade sem fins lucrativos. Ainda segundo o gabinete, sua esposa já saiu do Iter.

Nenhum comentário:
Postar um comentário