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07 setembro 2025

Consumo e dívida

 O Brasil iniciou um grande programa de expansão do crédito por meio de bancos estatais em 2011. O programa teve como principal alvo os trabalhadores do setor público, oferecendo empréstimos consignados. Usando dados administrativos em nível individual, constatamos que o programa levou a um aumento de 15 pontos percentuais na razão dívida/renda inicial para os servidores públicos. Desenvolvemos um novo método para estimar o crescimento esperado da renda dos trabalhadores e mostramos que o “suavizamento do consumo” não pode explicar o aumento do endividamento. Em vez disso, as evidências apontam para um “excesso de consumo”: trabalhadores menos sofisticados financeiramente tomaram mais empréstimos a taxas de juros reais elevadas e acabaram experimentando tanto maior volatilidade no consumo quanto menor consumo médio.

Link aqui 

Rir é o melhor remédio

Quando a estratégia vence a força
 

Falando em impostos, Lady Godiva ...


(...) uma nobre anglo-saxã do século XI, teria cavalgado nua pelas ruas de Coventry para protestar contra os impostos opressivos que seu marido, o conde Leofric de Mercia, impunha aos habitantes da região. De acordo com a lenda, após as repetidas súplicas dela, Leofric finalmente concordou em reduzir a tributação, mas impôs uma condição incomum: que ela fizesse o trajeto completamente nua. Assim, Lady Godiva aceitou o desafio, anunciando que os cidadãos deveriam manter-se em suas casas e fechar as janelas. Apenas um homem, mais tarde apelidado de "Peeping Tom", desobedeceu — e foi, conforme a tradição, punido por isso. Como resultado, Leofric cumpriu sua promessa e reduziu os impostos.

Fonte: Wikipedia 

Imposto e a lógica de Morton

A lógica de Morton era a seguinte: se o súdito vivia no luxo e gastava muito consigo mesmo, obviamente tinha renda suficiente para contribuir com o rei. Por outro lado, se o súdito vivia de forma frugal e não mostrava sinais de riqueza, então devia ter economias substanciais — e, portanto, também podia pagar ao rei.

Fonte: aqui 

Relação dívida PIB em 25 anos


Desde 2000, especialmente após a crise financeira de 2008 e a pandemia de COVID-19, os níveis de endividamento público cresceram significativamente em diversas economias avançadas. O indicador dívida/PIB mede quanto um país deve em relação ao tamanho de sua economia e reflete sua capacidade de administrar e pagar obrigações futuras.

Segundo dados do FMI, os países com maiores aumentos foram Japão (+116 pontos percentuais), Singapura (+86 pp) e Estados Unidos (+71 pp). Apesar de possuírem economias estáveis e pouco risco de calote, enfrentam o peso crescente dos pagamentos de juros.

Em contrapartida, apenas Bélgica (-2,8 pp), Islândia (-21,2 pp) e Israel (-20,6 pp) reduziram sua relação dívida/PIB desde 2000. Os dados da figura acima estão desatualizados, mas isto não afeta a análise da tendência. 

A relação para o Brasil acompanha o crescimento mundial. Em 2000, no governo FHC, a relação era de 62%. Agora, em 2025, está em 92%, com estimativa, para 2030, de 99,4%, ainda abaixo das economias mais avançadas.  

A evolução da relação dívida/PIB está diretamente ligada à contabilidade pública, pois esse indicador resulta da mensuração e do registro das obrigações financeiras do Estado em comparação com a riqueza gerada pela economia. A contabilidade pública não apenas cumpre uma função técnica de registro, mas também exerce um papel estratégico: oferece transparência, subsidia análises sobre solvência e capacidade de endividamento e orienta tanto os órgãos de controle quanto a sociedade sobre a viabilidade das políticas fiscais e a necessidade de reformas estruturais.

Efeitos da obrigação de divulgação ESG no mundo


 Eis o resumo:

Compilamos um novo conjunto de dados sobre a divulgação obrigatória de informações ambientais, sociais e de governança (ESG) ao redor do mundo para analisar os efeitos dessas exigências na liquidez das ações. Documentamos um efeito positivo das exigências de divulgação ESG sobre a liquidez das ações em nível de empresa. Os efeitos são mais fortes quando os requisitos de divulgação são implementados por instituições governamentais, não em regime de “cumprir ou explicar”, e quando estão associados a uma forte aplicação por instituições informais. Empresas com ambientes informacionais mais frágeis se beneficiam mais das exigências de divulgação ESG. Nossos resultados apoiam a visão de que a regulação da divulgação ESG melhora o ambiente informacional e gera efeitos benéficos nos mercados de capitais. 

Fonte: The Effects of Mandatory ESG Disclosure Around the World - Philipp Krueger et al