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19 junho 2025

Fair play financeiro no futebol brasileiro


Eis a notícia:

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu inscrições de 27 clubes interessados em integrar o grupo de trabalho que vai elaborar as bases do Fair Play financeiro no futebol brasileiro. Oito federações estatuais também têm interesse em participar. (...) A primeira reunião oficial do grupo será após o Mundial de Clubes, que tem a final em 13 de julho. Depois, serão 90 dias até a apresentação da proposta final do que a CBF chama por Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF).

(...) Além de clubes e federações, a portaria que lançou o grupo prevê a participação de consultores técnicos independentes, “com notório saber nas áreas de finanças, contabilidade, governança, direito desportivo ou administração esportiva, que atuarão de forma consultiva e voluntária”.

Mais do que criar um regulamento, é importante a sua aplicação.  

Sobre o perigo de ser editor da Wikipedia


Tomo para mim que a Wikipedia é a grande fonte de conhecimento do mundo moderno. Uso-a com muita frequência e encontro enorme inspiração em suas palavras, que me remetem à sabedoria das antigas enciclopédias Barsa e Mirador. No entanto, fiquei estarrecido ao descobrir que, desde 2012, cinco editores da Wikipedia foram presos — e um deles, executado — pelo “crime” de tentar contribuir com o conhecimento mundial.

Os países responsáveis por esses atos são: Arábia Saudita, com penas de 32 e 8 anos de prisão; Bielorrússia, com a prisão de dois editores — um deles condenado a dois anos; e Síria, onde, em 2015, um editor foi morto.

A verdade é, de fato, perigosa. 

18 junho 2025

V Congresso Glenif

 

O Glenif é o grupo de países da América Latina que apoia as iniciativas da Fundação IFRS. A programação está aqui. O encontro é pago, no valor de 40 (??) unidades monetárias. 

Progresso na adoção das normas

Eis a notícia 

O Brasil é uma das 17 jurisdições divulgadas na lista “perfil” da Fundação IFRS, por adotar as normas do International Sustainability Standards Board (ISSB). A publicação dos 17 perfis jurisdicionais ocorreu nesta quinta-feira (12) e representa uma etapa fundamental para esclarecer o progresso na obtenção de uma base global de divulgações de sustentabilidade para os mercados de capitais. O documento menciona a regulação do CFC para relatórios de sustentabilidade.


Mais adiante

Das 17 jurisdições analisadas, 14 estabeleceram a meta de “adotar integralmente” as normas do ISSB, duas estabeleceram a meta de “adotar os requisitos climáticos” das normas do ISSB e uma meta de “incorporar parcialmente” as normas do ISSB. 

Aqui eu fiquei curioso em saber qual grupo está o Brasil. Prosseguindo: 

Além do Brasil, as jurisdições analisadas incluem a Austrália, Bangladesh, Chile, Gana, Hong Kong SAR, Jordânia, Quênia, Malásia, México, Nigéria, Paquistão, Sri Lanka, Taipei Chinês, Tanzânia, Turquia e Zâmbia. 

Esse grupo de países representa cerca de 10% da economia mundial e da população.  É bem verdade que trata dos países que já completaram o processo e que existem alguns outros em situação de consulta. 

Data Center e a questão ambiental


Uma extensa investigação feita pelo site Business Insider usou dados de 1240 licenças ambientais de centros de dados nos Estados Unidos. Os dados incluem o consumo de água e energia e mostram o impacto ambiental desse negócio.

No que se refere ao consumo de energia, todos os centros irão consumir o equivalente a eletricidade usada na Flórida. O consumo de água também é substancial, mas o que preocupa é o fato de que os centros estão localizados em regiões onde existe escassez do insumo. Em alguns casos, a estimativa de uso da água equivale ao consumo de quase 50 mil pessoas. 

Há consequências também em termos de poluição pelo uso de energia poluente para manter os centros em funcionamento. Se os centros geram emprego, os mesmos recebem incentivos fiscais generosos. Em alguns casos, cada vaga gerada equivale a 2 milhões de dólares de incentivo fiscal. 

Dois problemas com a Meta


Duas notícias não boas para a empresa Meta (Instagram e Facebook). A primeira é que a empresa lançou, em abril, uma funcionalidade chamada Discover, onde suas conversas podem ser compartilhadas com o chatbot. Como algumas dessas conversas são sensíveis, pois inclui questões pessoais, e muitas vezes o usuário não tem consciência disso, o que gerou uma reação negativa de alguns usuários.

O outro problema é que o modelo LLaMA da Meta está usando trechos completos de obras que são protegidas por direitos autorais, como Harry Potter e 1984. Essa não é a primeira controvérsia, já que a Meta foi acusada de usar obras obtidas via torrent. A estimativa é que a multa pode chegar a 1 bilhão, sem considerar as indenizações por lucro. 

Qualidade do aço e o problema atual com a IA


Que a IA está poluindo a internet já é conhecido. Os dados gerados pela IA, e isso inclui textos, estão fundidos com informações que foram criadas pelo ser humano, de tal forma que não sabemos como lidar com isso. A cada nova IA treinada em dados que já contêm saídas de outras IAs, cria-se um ciclo em que as informações estão distorcidas. Isso leva ao que chamam de "colapso de modelo": modelos futuros aprendem menos dos humanos, menos da realidade e mais de conteúdo artificial de qualidade inferior.

Um artigo da Futurism traz uma analogia bem interessante com o aço. Antes dos anos cinquenta, o aço produzido estava livre de contaminação por radiação. Com os testes nucleares que ocorreram a partir dessa época, a radiação emitida ficou no ar. Na fabricação do aço, usa-se o ar atmosférico, o que significa dizer que o aço produzido depois dos anos cinquenta possui traços de isótopos radioativos, como o cobalto-60. Ou seja, não é um aço de boa qualidade e, por isso, não pode ser usado em equipamentos científicos ultrasensíveis. Assim, utiliza-se aço produzido antes da energia nuclear, como aquele encontrado em navios afundados ou em estruturas antigas.

A analogia ocorre com os dados usados pela IA. Os dados antes do GPT, ou seja, antes de 2022, são dados de alta qualidade. Tudo que foi produzido após 2022 pode estar contaminado, sendo dados de baixa qualidade.