Translate

19 fevereiro 2013

Suspense na Big Four

O mercado de auditoria britânico, assim como da maioria dos países capitalistas desenvolvidos, é dominado pelas quatro grandes empresas - denominadas de Big Four. Uma Comissão de Concorrência, a partir de uma provocação da Câmara dos Lordes, deverá divulgar seus resultados esta semana, informou o The Guardian. A comissão começou sua investigação em 2011 e pode verificar que o mercado de auditoria é um oligopólio.

Para complicar, existem os pareceres limpos que as auditorias deram para empresas problemáticas. Isto irritou os contribuintes e promoveu o apoio a medida do legislativo.

Investindo em maconha

BRENDAN KENNEDY received an engineering degree, started a software firm and sold its assets to Boeing, studied for a Yale MBA and then joined a Silicon Valley bank reviewing new-business proposals. His latest venture takes a sharp turn off the beaten path. Mr Kennedy has become an investor in the marijuana business.

[...]The second is that despite its heft, the cannabis industry operates like, well, a grass-roots movement. The drug’s legal status is messy: although medical marijuana is legal in 18 states and in the District of Columbia, cannabis is illegal elsewhere in America. For social reasons, too, the industry is unfinanceable through normal channels. People in the business lack expertise in everything from branding to staffing.
Data are scarce. Formal benchmarks for quality, such as tests for the presence of contaminants including mould, mildew and pesticides, do not exist. Neither do proper classifications for the different varieties of the drug. Thousands of strains of cannabis can be grown, many with odd names like Apollo 11, Sour Kush, Broke Diesel and the less-than-mellow Chernobyl. Characteristics vary, too. Some strains depress; some stimulate; some suppress nausea, a key reason why marijuana is used by cancer patients undergoing chemotherapy. Consumers cannot compare what is legally produced in California with what is legally produced in Colorado— to say nothing of what is illegally sold in New York’s Washington Square Park (where a small army of salesmen all have the same patter: “Smoke. The good stuff”).
At first, Mr Kennedy wanted to create a cannabis-focused venture-capital fund but concerns about legal liabilities, as well as a desire to take majority stakes in portfolio firms, led him and a few partners to set up a different sort of fund, called Privateer Holdings. Its first investment is a website, Leafly, which offers user reviews on dispensaries and varieties of cannabis. An app was created for both Android and iPhones and there are now 50,000 downloads a month (for the forgetful, the password hint is “favourite strain”). Work is proceeding on how to add information on things like each variety’s content of tetrahydrocannabinol (THC), the active chemical in cannabis.
Mr Kennedy says Privateer has received over 200 investor pitches since November: potential acquisitions include a testing lab and a clothing company. The fund is now raising another $7m privately, and a public offering is possible once the Securities and Exchange Commission finalises new rules on “crowd-sourced funding” and small public flotations. That will write a new chapter in the story of high finance.

Por que Lemann precisa do BNDES?


A oferta de aquisição, junto com Warren Buffett, da multinacional americana de alimentos Heinz (conhecida pela tradicionalíssima marca de ketchup do mesmo nome) pela 3G Capital coloca em destaque os três bilionários brasileiros – Jorge Paulo Lemann, Marcelo Telles e Carlos Sicupira – que podem ser considerados os maiores símbolos nacionais do capitalismo liberal, desimpedido e agressivo. Desde o início da sua carreira, Lemann, ex-campeão de tênis (e também um dos pioneiros do surf no Brasil, detalhe menos conhecido), tornou-se conhecido, e até cultuado, como um visionário empreendedor, que aplica na prática, e com feroz zelo, as leis de mercado pregadas por Adam Smith e que contribuem mais para geração de riqueza para os indivíduos e para as nações do que qualquer outro sistema econômico.
A história dos bilionários brasileiros da 3G Capital é bem conhecida. Do ultra agressivo e competitivo (inclusive internamente) Banco Garantia, fundado no início da década de 70 e posteriormente vendido ao Credit Suisse, às aquisições espetaculares das Lojas Americanas e da Brahma, à fusão desta com a Antarctica na AmBev, e à posterior formação da Inbev (hoje Anheuser-Busch InBev), maior grupo de bebidas do mundo, com a fusão com a belga Interbrew.
Nos Estados Unidos, o trio esteve à frente da aquisição da Anheuser-Busch, fabricante da conhecidíssima cerveja Budweiser, pela InBev; da aquisição da empresa ferroviária CSX (a maior do Leste dos Estados Unidos); e, agora, a aquisição conjunta, por US$ 28 bilhões, da Heinz. Essas são, claro, apenas algumas das operações mais conhecidas dos três bilionários.
[...]Mas o economista acha irônico que o trio de bilionários brasileiros, que é uma aula viva sobre o funcionamento e as vantagens do capitalismo liberal, aja em solo pátrio exatamente como o grosso dos grandes grupos nacionais, buscando todas as oportunidades de usufruir de financiamentos públicos subsidiados.
“Apesar de eles não precisarem de governo, como mostra esta operação da Heinz, aqui no Brasil eles têm vários empréstimos com o BNDES”, diz Almeida. Segundo o economista, entre os dez maiores emprestadores do BNDES em 2011, na categoria que inclui indústria e varejo, constam três empresas ligadas ao trio de bilionários: a AmBev, as Lojas Americanas e a B2W, resultado da fusão da Americanas.com com o Submarino. O total de créditos do BNDES às três em 2011, de acordo com Almeida, é de pouco mais de R$ 3 bilhões.

[...]Esses são os melhores capitalistas brasileiros, um exemplo, e se dão muito bem lá fora, inclusive conseguem entrar no mercado americano, o mais competitivo do mundo, e comprar empresas e marcas históricas. Por que aqui dentro do Brasil eles precisam do BNDES?”, indaga Almeida.
Ele ressalva que não se trata de uma crítica particularista, aos três sócios da 3G. Afinal, como raciocina o economista, se há o dinheiro barato do governo, disponível, seria “burrice” por parte de três águias como Lemann, Telles e Sicupira se não o pegassem. E ele nota que a prática, obviamente, não se limita aos três. Outro sensacional homem de negócios e financista brasileiro, o jovem André Esteves, do BTG Pactual, também se aliou ao governo, entrando junto com a Caixa Econômica no banco PanAmericano. A própria Vale privatizada, uma potência internacional, também é grande usuária dos recursos do BNDES.
Essa absorção de financiamento público por parte de alguns dos mais audazes e competitivos capitalistas do mundo ocorre, continua Almeida, num momento de extraordinária expansão do BNDES. Os empréstimos do Tesouro para os bancos públicos saíram de R$ 14 bilhões, ou 0,5% do PIB, no final de 2007, para R$ 406 bilhões, ou 9,22% do PIB, ao fim de 2012. Ele nota que o salto de 8,7 pontos porcentuais do PIB é maior do que os dois grandes programas
americanos de saneamento financeiro e reativação da economia (respectivamente, de George W. Bush e de Barack Obama), lançados para tirar o país do abismo da crise financeira global.
Juntos, eles somam 8,4% do PIB norte-americano.
Fonte: aqui


18 fevereiro 2013

Rir é o melhor remédio





Fotografias no exato momento

1862 a 1864 na Contabilidade Brasileira


É razoável imaginar que nos idos de 1860 a contabilidade no Brasil estivesse muito atrasada em relação aos países europeus. Entretanto, quando analisamos de forma mais detalhada este período encontramos algumas surpresas agradáveis. E também revela que alguns males atuais tem sua origem nos séculos passados.

Recentemente tivemos o governo manipulando as contas públicas. Em 1862 o jornal A Actualidade trazia o seguinte texto: 

Ora, é a imprensa liberal, que, pelo órgão do nobre deputado, Sr. Francisco Octaviano, ensino ao thesouro a sommar algarismos, e convence-o de inqualificáveis espertezas na escripturação dos creditos supplementares. Ora, é o próprio ex-ministro da fazenda, o Sr. Paranhos, que da tribuna reclama contra uma picardia da contabilidade do thesouro que, para fazer serviço ás sombrias prophecias do assessor do Sr. Viana, insiste em figurar um déficit aonde havia um saldo.” 

Muito próximo ao que temos hoje: uso de creditos suplementares, manipulação da contabilidade pública, “espertezas” dos políticos.

Uma descoberta interessante nas páginas do A Actualidade é a existência de uma organização de contadores – na época denominada de guarda-livros. Em 1863 o jornal publica as normas da sociedade “Club dos Guarda-livros”, que passou a denominar-se de “Circulo Commercial”. No artigo 2º.

1.      Estudar as importantes questões comerciaes e a sua jurisprudencia peculiar
2.      Analysar os usos e costumes das diversas praças mercantis, e comparal-os entre si, fazendo por adoptar o que hover de melhor nas praças estrangeiras, quando isso não fôr contrario á nossa legislação
3.      Procurar uniformisar o systema das transacções e dos contractos mercantis de todas as praças do Brasil, bem como as escripturações e mais actos relativos á sua contabilidade.

Isto indica que em 1863 tínhamos um embrião de uma associação profissional no Brasil que estava interessada em padronização da escrituração. E isto incluía o estudo do que era feito em outros países para sua adoção no Brasil. Ou seja, a convergência no Brasil começou bem antes do CPC. Esta entidade, para atingir suas finalidades, se propunha ensinar ciências comerciais, como aparece no artigo terceiro.

Um fato interessante é que o profissional cuidava da escrituração e contabilidade (eram termos de uso distinto para época) e o serviço poderia ser feito pelo guarda livros ou pela figura do “caixeiro”:

Naquele ano, algumas empresas já publicavam suas demonstrações contábeis. Eis o caso de uma ferrovia, onde se apresenta as receitas, as despesas e o lucro (denominados de rendimento, despeza e saldo creditado ao thesouro).


Esta mesma empresa publicava um relatório da diretoria:

Para finalizar, eis o que diz um artigo publicado em 1863 sobre a atuação do guarda livros em casos de falência. O texto é de João Lessa e comentava a condenação de um guarda-livros no caso da falência de uma empresa da época.

Mais adiante, o autor afirma que a responsabilidade da contabilidade é do dono da empresa, não do funcionário:


Análise das empresas de auditorias

Uma análise das receitas das grandes empresas de auditoria - as denominadas Big 4 - revela algumas coisas interessantes. Em primeiro lugar, a receita combinada é de 110 bilhões de dólares. Mas a competição entre elas é intensa: a diferença de receita entre a Price e a Deloitte é de 200 milhões de dólares.

Os gráficos mostram que a participação do serviço de auditoria caiu em todas as empresas em 2008. Hoje, menos da metade da receita é com auditoria. Por outro lado, a receita com consultoria aumentou para quase 40% (Deloitte). Nos últimos anos o crescimento anual da receita tem sido substancial, principalmente o derivado de consultoria. É o que mostra o último gráfico abaixo.



Proporção áurea

A proporção áurea é uma das constantes da matemática. É representada pela letra phi (\phie possui um valor aproximado de 1,618. Esta proporção tem sido empregada na arte e pode ser encontrado nas conchas, nos seres humanos, nas colméias e outros exemplo. Por estar associado ao crescimento, esta proporção é muito frequente na natureza. E isto torna o número "quase mágico".

A seguir uma explicação usando Kate Upton: