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18 março 2011

Valor Justo

Ao contrário do que fez a rival BR Malls, a administradora de shopping centers Multiplan optou por manter a prática contábil de avaliar seus empreendimentos pelo custo e não pelo valor justo. A norma contábil internacional IFRS, que as duas empresas seguem a partir do balanço de 2010, permite essa escolha, embora a troca do custo pelo valor justo seja facilitada, enquanto o caminho inverso não. "Fomos conservadores e consistentes. Se tivéssemos trazido a valor justo o patrimônio, teríamos um efeito muito positivo", explica Armando d'Almeida Neto, diretor vice-presidente e de relações com investidores da Multiplan.
Com isso, as propriedades para investimento foram avaliadas em R$ 2,5 bilhões no ativo, embora em nota explicativa o valor justo divulgado seja de R$ 12,3 bilhões. Se a opção contábil fosse outra, essa diferença teria impacto no lucro líquido da Multiplan.
(Téo Takar e Paola de Moura - Fonte: Valor Econômico - IFRS: Multiplan rejeita VALOR JUSTO para shoppings

Preço da Gasolina

Um estudo, parcialmente publicado no Valor Econômico de 15 de março (Gasolina está 13% mais barata no Brasil) mostra que as grandes distribuidoras pagavam, em junho de 2009, US$ 0,56 por litro de gasolina vendido pela Petrobrás. Este valor corresponde a 11,1% a mais que o cobrado na Costa do Golfo. Nos dias de hoje, o preço na Costa do Golfo é de US$0,75, enquanto a Petrobrás cobra US$0,64 por litro, ou 12,9% a menos.

Já as distribuidoras cobram R$2,28 dos postos, enquanto estes possuem um preço médio de 2,61 reais. 

Quando se analisa os dados percebe algo estranho. Se as distribuidoras compram o produto por US$0,64, isto corresponde a R$1,10, aproximadamente. Repassando o produto a R$2,28, a margem seria muito grande. A diferença provavelmente estaria nos impostos.

Petrobras e Dívida

A relação entre a Petrobras e os bancos públicos nunca foi tão próxima. A estatal terminou 2010 com uma dívida líquida recorde de R$ 46,3 bilhões com BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, revelam dados coletados pelo pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto de Almeida, no balanço mais recente divulgado pela empresa. 
Esse montante respondeu por quase 40% do endividamento total da estatal, que chegou a R$ 117,9 bilhões em 2010. O levantamento demonstra um crescimento exponencial da dívida da Petrobras com BNDES, BB e Caixa nos últimos três anos. Em 2006, a companhia tinha crédito a receber de R$ 2,55 bilhões com os bancos públicos.[1] 
Essa mudança suscita críticas entre os especialistas. "Uma empresa do porte da Petrobras não deveria recorrer aos bancos públicos, porque tira recursos de outros setores da economia", diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) [2]. BNDES, BB e Caixa negam que, por causa dos empréstimos da Petrobras, faltem recursos para outras empresas. 
De acordo com a assessoria de imprensa da Petrobras, o endividamento crescente reflete o apetite por novos projetos. Nos últimos quatro anos, os investimentos da Petrobras mais que quadruplicaram, saindo de R$ 16,5 bilhões em 2006 para R$ 76,4 bilhões no ano passado. Foi uma mudança importante no perfil da petroleira, que desde o início dos anos 2000 privilegiava a redução da dívida e a remuneração dos acionistas.
Petrobras deve R$ 46 bi a bancos oficiais - Estado de São Paulo [1] É estranha esta frase. O texto analisa a situação atual e insere uma informação de 2006 [não seria final de 2006?] [2] Depende da política do governo. Parece que uma política econômica do nosso governo é formar grandes conglomerados, muitos deles com a participação ativa do governo. É o caso da Petrobrás, JBS e Vale.

Pirataria e poder de compra

A pesquisa aponta que o brasileiro, ao comprar produto pirata, sente no bolso quase o mesmo que os moradores dos Estados Unidos sentem quando adquirem o produto original. O Batman saía por cerca de US$ 3,50 no mercado ilegal do Brasil em 2008 (ano em que foi feita a tomada de preços), só que esse valor, para a renda de um morador do País, corresponde ao que seria um gasto de US$ 20 para um americano. 
O Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil foi de US$ 10,5 mil em 2008, pouco mais do que um quinto do americano (US$ 47,2 mil), segundo base de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Entre cinco países em desenvolvimento pesquisados, a Índia é o que se encontra em pior situação. O DVD do Batman pesa no bolso dos indianos o que equivaleria a US$ 641 para os moradores dos Estados Unidos. No país asiático, o PIB per capita foi de apenas US$ 2,9 mil no ano em que os dados foram coletados. 
A Rússia, um dos países que estão na berlinda por questões relacionadas à pirataria e à falsificação, está melhor que o Brasil quando se analisa o peso do produto original no bolso do cidadão. O preço do Batman oficial ajustado ao poder de compra da população é de US$ 75. A versão ilegal do mesmo filme fica em US$ 25 no preço relacionado ao poder de compra - praticamente o mesmo valor do produto original nos EUA. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
No Brasil, DVD pirata custa mais que o triplo nos EUA - Estado de São Paulo

Os maiores acordos de divórcio


Fonte: Aqui

Fato Gerador, Tributo, Nike e Robinho

Sobre o caso Robinho versus Nike:


Em correspondência de 17 de fevereiro, a Nike responde que não pagou a parcela de janeiro porque "não recebeu a respectiva fatura".
A carta diz ainda que a nota deve ser enviada "com seis semanas de antecedência".
No final do documento, Otto Volgenant, advogado holandês da empresa, pede que Robinho mande a fatura em questão para a Nike. 
A correspondência pegou o jogador de surpresa. "Não existe essa obrigação constituída no contrato, na versão em português", diz a ação de Robinho no Brasil, assinada pela advogada Marisa Alija. 
A Nike argumenta que tal obrigação está no contrato em inglês _e que Robinho concordou com a cláusula que dá preferência a essa versão em caso de dúvidas. 
Na ação no Brasil, o atleta afirma que "nos últimos quatro anos, não se emitiu uma única fatura" e sustenta ainda que, no dia 11 deste mês, venceu o prazo para que a empresa quitasse a dívida. Nesta quinta-feira, a advogada do atleta, Marisa Alija, disse que, desde que o Robinho foi morar na Europa, "não mais existe a tributação no Brasil, e sim no país onde ele tem domicílio fiscal". Daí, segundo ela, a desobrigação de emitir fatura [*]. Ainda segundo a ação, "as notas não mais foram emitidas porque o pagamento passou a ser feito na Europa --na Holanda-- onde não se emite nota".

[*] Receita Federal: observe a questão do fato gerador. No período que o jogador esteve atuando no Brasil deve ser emitida a fatura, e pago todos os impostos.

É interessante notar que a Nike patrocina a Seleção Brasileira. E que na última convocação não apareceu o nome do jogador.