Aqui está — “nove mais quatro?” e a resposta é “três”.
Três?
Ah, meu Deus…
Acho que não é tão perfeito
quanto eu pensava que seria.
Shel Silverstein - Homework Machine
Via aqui (com tradução de uma IA) (grande ironia, não?)
Sobre débitos e créditos da vida real
Shel Silverstein - Homework Machine
Via aqui (com tradução de uma IA) (grande ironia, não?)
Uma nova busca conduzida pela Ocean Infinity, empresa de robótica marítima com sede no Reino Unido e nos Estados Unidos, havia começado no início deste ano, mas foi interrompida em abril devido ao mau tempo. O Ministério dos Transportes da Malásia anunciou neste mês que a busca no fundo do mar será realizada de forma intermitente ao longo de 55 dias, a partir de 30 de dezembro. A Ocean Infinity firmou com a Malásia um contrato do tipo “no find, no fee” (sem descoberta, sem pagamento), segundo o qual a empresa irá vasculhar uma nova área oceânica de 5800 milhas quadradas (15000 km²) e receberá 70 milhões de dólares (£52 milhões) apenas se destroços forem encontrados. A empresa se recusou a comentar sobre a busca mais recente.
A questão da incerteza está presente tanto nas receitas quanto nas despesas. Caso o avião seja encontrado, a empresa receberá pelo resultado, mas isso também poderá gerar um goodwill relevante, na forma de receitas futuras e ganho de imagem. A receita, contudo, só deveria ser reconhecida ao longo das buscas se houver um grau elevado de certeza quanto ao desfecho positivo.
Já as despesas dependem do princípio da confrontação. Na ausência de receita — caso a busca fracasse —, a despesa deve ser reconhecida imediatamente no resultado. O contador, porém, precisa efetuar o lançamento da despesa no momento em que ela ocorre, não podendo condicioná-lo a um resultado que pode se materializar apenas meses à frente. Nessas situações, a prudência mostra-se útil: reconhecer a despesa de imediato pode ser uma solução adequada. Ou não?
Em tempos de fim de ano, de encerramentos, levantamentos, balanços, expectativas sobre para onde se espera ir, olhamos para o blog em números. Eles não explicam tudo, mas ajudam a iluminar parte do caminho.
Em 2025, até o momento, foram publicadas 1.321 postagens,
mais que o dobro do volume do ano anterior (634). O resultado foi um total de
quase 3 milhões de acessos ao longo do ano. Em meio a esse fluxo, houve uma
anomalia no tráfego entre o fim de outubro e o início de novembro. Não
encontramos uma explicação objetiva, que identifique um fator claro como
motivador, mas fica o registro.
Nas redes sociais, encerramos o período com 3.916 seguidores no Threads, 4.048 no Twitter (X) e 18 mil no Instagram. Como comentamos no registro sobre a 30.000ª postagem, temos experimentado diferentes possibilidades de divulgação, sem transformar isso em uma estratégia pesada a ponto de prejudicar a nossa própria curtição em postar. De todo modo, nosso maior fluxo sempre advém de resultados de pesquisas no Google. Na prática, isso significa que muita gente chega até aqui no meio de uma pesquisa, de um trabalho, de uma dúvida que apareceu no caminho.
Em outros anos, conseguimos detalhar melhor informações referentes a países de origem dos acessos, gênero e faixa etária dos nossos leitores. Porém, ultimamente esses dados deixaram de ser esclarecedores, principalmente em razão ao aumento de acessos por meio de rede virtual privada (VPN).
No fim, os números ajudam a dimensionar o alcance, mas não definem o projeto. O blog segue sendo um espaço de escrita contínua, observação e tentativa de organizar ideias, mesmo quando o contexto, os algoritmos ou o interesse do público mudam.E, apesar de os ganhos existirem e serem muitos, o blog não
é uma tentativa de sermos “influencers”. Ele é, antes, a nossa forma de ver,
registrar, analisar e arquivar acontecimentos. Felizmente, esse exercício também
nos conecta a uma comunidade que compartilha interesses semelhantes aos nossos.
Obrigado por estar com a gente até aqui e seguimos juntos em 2026!
O estudo completo está aqui e foi feito pela empresa internacional de idiomas EF. O Brasil está no 75o. lugar para um total de 123 países. Apesar de uma pequena melhoria, ainda é reduzido o desempenho na língua universal dos negócios e da ciência.
Os autores analisam o greenwashing digital praticado por grandes empresas de petróleo, com foco no uso de Google Ads nos meses que antecederam a COP30. Globalmente, os anúncios de companhias petrolíferas no Google aumentaram 218% em outubro de 2025, enquanto os anúncios direcionados ao Brasil cresceram 2900%. As maiores usuárias de Google Ads no setor registraram aumentos expressivos: a Saudi Aramco expandiu seus anúncios em 469.2% no mês de outubro, a TotalEnergies em 106.5% e a ExxonMobil em 156.3%. A BP apresentou o maior salto proporcional, de 1369.2%, partindo de uma base baixa. No caso dos anúncios exibidos no Brasil, a Petrobras se destaca, respondendo por quase 70% do total de Google Ads, com 665 anúncios publicados em 2025, um aumento significativo em relação aos quatro meses anteriores à COP30. Para enfrentar a estratégia de desinformação da indústria do petróleo, o texto defende o fortalecimento da intervenção regulatória, incluindo a possível proibição da publicidade de combustíveis fósseis, além do aprimoramento da fiscalização e da transparência e dos dados sobre greenwashing digital.
Fonte : A 2,900% Increase in Greenwash: Big Oil Targeted Brazil With Google Ads To Undermine COP30, Climate Action Against Disinformation, C3DS, and Climainfo. Via aqui
Investimentos significativos são direcionados para melhorar a precisão e a disponibilização antecipada de previsões. No entanto, o valor de prazos mais longos para essas previsões não é claro. Utilizando dados sobre alertas meteorológicos de inverno e acidentes de veículos nos Estados Unidos, demonstro que alertas emitidos com maior antecedência reduzem o número de acidentes, mesmo quando são menos precisos do que alertas divulgados com menor antecedência. Além disso, os benefícios marginais não diminuem à medida que o prazo de antecedência aumenta. Esses benefícios decorrem de respostas individuais e institucionais. Quando os alertas chegam mais cedo, as pessoas reduzem o número de deslocamentos, e as equipes de limpeza de neve intensificam as operações de manutenção das vias. Esses resultados têm implicações de política pública para o fornecimento de previsões mais eficazes.
Does Getting Forecasts Earlier Matter? Evidence from Winter Advisories and Vehicle Crashes Vaibhav Anand - American Economic Journal: Economic Policy, November 2025, Pages 106-134 via aqui, Imagem aqui
É certo que a periodicidade da previsão do tempo é bem diferente da previsão contábil. Assim como a experiência acumulada pela meteorologia. Mas sempre podemos aprender com outras áreas.