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22 janeiro 2026

Moralidade das profissões

Na semana passada, a Gallup divulgou os resultados de sua pesquisa anual, o Índice de Ética das Profissões. O topo do ranking é ocupado por profissionais da saúde, reconhecidos por sua honestidade e elevados padrões éticos. No caso dos enfermeiros, eles mantêm a primeira posição desde 1999, com exceção de 2001 — ano do 11 de setembro —, quando o posto foi ocupado pelos bombeiros. Note, no gráfico, a posição dos contadores (accountants), que aparecem em sexto lugar.

 


21 janeiro 2026

Rir é o melhor remédio

 

Bom critério

Expansão da Deloitte 3


Eis o que diz um executivo de uma empresa de contabilidade:

Algumas empresas têm tentado aumentar seu quadro de funcionários terceirizando trabalho para países como a Índia e as Filipinas. Mas Goldstein [Philip Goldstein, CEI da Goldstein Lieberman & Co.] afirmou que sua firma decidiu não seguir esse caminho. “Acreditamos que isso coloca nossos clientes e suas informações corporativas e pessoais em risco de roubo de identidade”, já que as práticas de proteção contra roubo de identidade nesses países nem sempre atendem aos padrões dos Estados Unidos. 

A grande questão é que perdas de clientes e possíveis punições de reguladores possuem um custo baixo para uma empresa como a Deloitte.  

Expansão da Deloitte - 2


Ontem eu postei sobre o plano impressionante da Deloitte de contratar 50 mil empregados na Índia. Terminei esquecendo de comentar que a empresa foi a primeira Big Four que ultrapassou a marca de 70 bilhões de dólares em receita, no ano fiscal encerrado no final de maio. 

Em termos globais, a Deloitte é seguida pela PwC, EY e KPMG. A parte de auditoria dessas empresas estão com um crescimento quase vegetativo, avançando em impostos, estratégia e outras áreas. 

Mensurando a complexidade regulatória


Eis o resumo

Propomos um arcabouço para estudar a complexidade regulatória, baseado em conceitos da ciência da computação. Distinguimos diferentes dimensões de complexidade, classificamos medidas existentes, desenvolvemos novas, calculamo-las em três exemplos — Basel I, a Lei Dodd–Frank e as regras de reporte da Autoridade Bancária Europeia — e as testamos por meio de experimentos e de uma pesquisa sobre custos de conformidade. Destacamos duas medidas que capturam a complexidade para além do simples comprimento de uma regulação. Propomos uma abordagem quantitativa para o trade-off de política pública entre complexidade regulatória e precisão.

Imagem aqui

Depois de um processo, empresas ficam mais conservadoras

No quarto de século desde os colapsos da Enron (2001) e da WorldCom (2002), que aumentaram a conscientização sobre os perigos da fraude contábil, cerca de 25 empresas do S&P 500 são processadas em um ano típico por divulgações supostamente enganosas, segundo a Cornerstone Research.

Um artigo a ser publicado na Review of Accounting Studies, de autoria de Frank Heflin (Universidade da Geórgia), Mark P. Kim (UCLA Anderson), James R. Moon Jr. (Georgia Institute of Technology) e Spencer R. Pierce (Florida State), conclui que o simples fato de uma empresa ser processada por fraude em valores mobiliários — independentemente de as acusações virem ou não a ser comprovadas — altera o comportamento de divulgação financeira corporativa.

Os autores constatam que, nos três primeiros anos após o ajuizamento de uma ação coletiva por fraude em valores mobiliários, as empresas acusadas são significativamente mais propensas a reconhecer más notícias nas demonstrações financeiras mais rapidamente do que boas notícias — um indicador-chave de conservadorismo contábil conhecido como tempestividade assimétrica dos lucros.

Os pesquisadores comparam essa mudança repentina para relatórios mais conservadores a motoristas que tiram o pé do acelerador após receberem uma multa por excesso de velocidade… ao menos temporariamente.

Como mostra a linha vermelha pontilhada abaixo, o conservadorismo aumenta imediatamente quando o processo é iniciado (ano 0), permanece elevado por cerca de três anos e, em seguida, retorna gradualmente aos níveis anteriores ao litígio.

Traduzido daqui
 

20 janeiro 2026

Nigéria adota normas ISSB

Notícia do Iasplus 


O Conselho de Relato Financeiro da Nigéria (Financial Reporting Council of Nigeria – FRCN) lançou uma consulta pública sobre uma versão emendada do documento-roteiro para a adoção das normas do ISSB e das diretrizes de relatórios de sustentabilidade. O período para envio de comentários vai até 20 de janeiro de 2026.

O roteiro foi publicado originalmente em abril de 2024 e agora foi alterado para incluir também o governo e organizações governamentais, que, assim como as entidades de interesse público, deverão reportar para exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2028.

A exigência de asseguração limitada sobre as divulgações de sustentabilidade passará a ocorrer no quarto e quinto anos de reporte (antes, terceiro e quarto anos), com a transição para asseguração razoável a partir do sexto ano (antes, quinto ano). As divulgações sobre emissões de GEE do Escopo 3, análise de cenários e planos de transição exigirão asseguração limitada a partir do sexto ano (antes, quinto ano) e asseguração razoável a partir do sétimo ano (antes, sexto ano).

O FRCN também publicou uma diretriz de relato de sustentabilidade para esclarecer questões decorrentes da adoção e implementação das normas do ISSB na Nigéria, visando maior transparência e accountability.