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31 agosto 2025

Educação sem internet

O que seria da educação atual sem a internet? Uma possível resposta está no experimento natural de Green Bank

De muitas maneiras, Green Bank foi um experimento não intencional em pedagogia. Enquanto o restante do país se apressava em levar tecnologia para as salas de aula, Green Bank permaneceu preso em 1999. Sem Wi-Fi, os 200 alunos da escola não podiam usar Chromebooks ou livros digitais, nem realizar pesquisas online. Os professores não conseguiam acessar programas de educação individualizada ou utilizar o Google Docs para reuniões de equipe. Até tarefas rotineiras, como as provas padronizadas exigidas pelo estado, tornaram-se desafiadoras, com os alunos revezando-se em um pequeno laboratório de informática cabeado para fazer os exames.

“A capacidade de individualizar o aprendizado com um iPad ou laptop — isso é basicamente impossível”, disse a professora Darla Huddle, que já lecionou na Pensilvânia. A escola utiliza o currículo Eureka Math, que também possui uma ampla plataforma digital com vídeos interativos e instrução personalizada, mas esses recursos adicionais não estão disponíveis nas salas de Green Bank.

“Sem o componente online do nosso currículo funcionando plenamente, isso prejudica bastante a nossa instrução”, afirmou a professora Sarah Brown, que já trabalhou em escolas na Carolina do Norte. “Parece muito antiquado porque a tecnologia que usamos está muito ultrapassada.”

Ao longo dos anos, surgiram propostas para que a escola tivesse Wi-Fi sem interferir no observatório. Uma ideia era instalar LiFi, que emite Wi-Fi de curto alcance por meio de lâmpadas, mas a tecnologia era instável e cara. Outra proposta era erguer um enorme monte de terra atrás da escola para impedir que o sinal se propagasse até os telescópios, mas isso destruiria os campos de futebol.

Enquanto essas discussões se arrastavam, os alunos ficaram ainda mais atrasados em matemática e leitura, com Green Bank registrando consistentemente as menores notas da região. “Nossas crianças não são diferentes das demais do condado”, disse a diretora Melissa Jordan. “A única diferença, na minha opinião, é a falta de acesso a tecnologias envolventes.”


 

Contextualizando, é uma pequena comunidade onde fica um famoso observatório com um radiotelescópio (foto). Em razão dos equipamentos, a área tem restrição ao uso de eletrônicos, que podem interferir nas observações astronômicas. 

Rir é o melhor remédio

A Ilha Volvo (Volvo Island) está localizada perto da fronteira do Canadá. Veja a localização pelo Google Maps:

A curiosidade é que a "ilha" não tem habitante e somente um automóvel, um Volvo:


 

Regulação, divulgação e clima

Reguladores em todo o mundo passaram a exigir que empresas de investimento forneçam informações sobre aplicações em combustíveis fósseis a partes interessadas externas. Neste artigo, examinamos se tais divulgações impactam os portfólios de investimento e/ou as políticas de investimento das empresas que as realizam. Utilizando como base um mandato de divulgação da Califórnia de 2016, que exigia que algumas seguradoras norte-americanas revelassem seus investimentos em combustíveis fósseis em um site público, constatamos que as seguradoras que divulgaram reduziram esses investimentos em aproximadamente 20% em relação às que não divulgaram. Apesar desse resultado médio, observamos variações significativas nas mudanças dos portfólios de investimento. Identificamos que seguradoras pressionadas por partes interessadas externas, incluindo acionistas públicos e ativistas ambientais, têm maior probabilidade de se desfazer dos ativos. Em contraste, o fortalecimento do poder regulatório californiano não se mostrou relacionado ao desinvestimento. Mesmo após a reversão do mandato de divulgação, verificamos que as seguradoras que divulgaram não retornaram às suas posições anteriores em combustíveis fósseis, sugerindo que o impacto gerou uma mudança de comportamento de investimento de longo prazo.

Isto é muito interessante, pois mostra que forçar a divulgação tem impacto sobre a ação das empresas. É lógico que a amostra está restrita à Califórnia, mas é um estado rico, que dita tendências. 

O artigo é do Journal of  Accounting and Economics 

Public Sector Financial Accountability Index

O Public Sector Financial Accountability Index foi desenvolvido pela IFAC (International Federation of Accountants), em parceria com o CIPFA (Chartered Institute of Public Finance and Accountancy). Trata-se de uma ferramenta que coleta, verifica e analisa os métodos e estruturas de relato financeiro utilizados por governos federais e centrais ao redor do mundo.

Há uma tendência de os governos adotarem o regime de competência, embora muitas jurisdições ainda utilizem um modelo híbrido ou parcial. Diversos países adotam as normas de competência do IPSAS (International Public Sector Accounting Standards), ainda que um número considerável o faça com adaptações locais.

A situação em 2020 era a seguinte:


Em verde, estão os países que utilizam o regime de competência (30%). Em marrom, os países que adotam um regime parcial (40%). O regime de caixa, representado pela cor vermelho-escura, é adotado por Alemanha, Índia e Noruega (30%). Já em cinza, aparecem os países para os quais não há informação disponível. 
Os países que adotam o IPSAS sem modificação são minoria. No mapa acima, estão representados na cor azul e incluem Nicarágua, Casaquistão, Quênia, Paquistão e Sérvia. O IPSAS modificado para o contexto local corresponde aos países em azul-escuro, como Mongólia, Turquia e Colômbia. Entre os que possuem padrões nacionais baseados na IFRS, destacam-se Austrália e Inglaterra. Já os padrões nacionais com referência ao IPSAS incluem Brasil, Rússia, México, Espanha e Suécia. Os padrões nacionais distintos — com regime de competência ou não — abrangem Argentina, Estados Unidos, Canadá, China, Índia e grande parte da Europa.

Serviços postais e tarifas


A União Postal Universal das Nações Unidas, que reune os serviços de correios dos diversos países do mundo, indicou que 25 países membros suspenderam seus serviços postais para os Estados Unidos. A lista inclui Reino Unido, Austrália, Japão e China, mas não o Brasil. 

O governo Trump quer que as tarifas sejam pagas por quem envia os bens. Esta vontade é para evitar que os novos valores sejam considerados como impostos de importação sobre empresas e consumidores dos Estados Unidos. 

Posse e propriedade: caso real da família de Shakespeare


O escritor William Shakespeare foi casado com Anne Hathaway. Eles tiveram uma filha, a mais velha e principal herdeira, chamada Susanna Hall. A Susanna casou com John Hall e ambos tiveram uma filha, Elizabeth Hall. Ou seja, Elizabeth foi a única neta legítima sobrevivente do escritor e casada com Thomas Nash. 

Esquematicamente:

William + Anne => Susanna + John => Elizabeth + Thomas Nash 

Shakespeare, enquanto vivo, comprou uma casa em Stratford-upon-Avon, por 60 libras, um valor elevado. Mas a casa era construída em madeira e tijolos, com 20 cômodos, 10 lareiras, um terreno com dois celeiros e um pomar. A segunda maior residência de Stratford. 


No seu testamento, Shakespeare deixou seus bens, incluindo a casa, para sua filha Susanna. Susanna ainda era viva quando o marido de Elizabeht, Thomas, fez um testamento deixando a casa para seu primo Edward, que não tinha nenhuma relação familiar. Ele tinha então 59 anos e sua esposa 34. 

Quando Nash morreu, Edward quis obter a casa prometida. Mas Elizabeth e Susanna eram vivas. Documentos foram descobertos nos papeis do Arquivo Nacional do Reino Unido mostrando parte do processo. 

Edward argumentava que o testamento de Thomas havia sido validado na corte de propriedade de Canterbury e que Elizabeth, como viúva e executora, tinha o dever de cumprir os termos do documento e entregar a casa para ele. Elizabeth respondeu que as terras e propriedades tinham sido concedidas a ela e a sua mãe por “meu avô William Shakespeare”.  

Afinal, a casa era um ativo de Edward? Ou seria de Elizabeth?  

Propaganda em um pedido de noivado


Há uma suspeita de que o anúncio do noivado de Taylor Swift com Travis Kelce, compartilhado em suas redes, pode ser, na verdade, uma publicitária disfarçada de postagem pessoal. Ambos aparecem vestindo roupas da Ralph Lauren — ele com polo e bermuda, ela com um vestido de linho que já esgotou. O New York Times também destacou o visual com manchete como “The Ralph Lauren Look of Taylor Swift and Travis Kelce’s Engagement Photos”, o que sugere uma relação comercial, em vez de uma escolha espontânea.

Dois eventos reforçam a hipótese: o pedido de casamento ocorreu duas semanas antes e, na entrevista com Jason Kelce, um livro sobre Ralph Lauren aparece claramente ao fundo do estúdio

No mundo moderno, dos influencers, nada é por acaso.