O vinagre está liderando a lista de palavras mais procuradas no Google nesta sexta-feira, 14, segundo o site trendsmap.com, que permite ver no mapa global as principais palavras chave buscadas na internet mundial por região a cada instante.
Presente diariamente na mesa do brasileiro, o preço do produto subiu quase nove vezes acima da inflação em maio na cidade de São Paulo, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O vinagre subiu 0,86% em maio, enquanto a inflação média dos produtos pesquisados, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ficou em 0,10%.
Mas, o motivo da fama do vinagre da noite para o dia não foi a inflação, e, sim, a prisão de manifestantes nos protestos contra as tarifas de ônibus.
Mais de 30 pessoas foram detidas por porte de vinagre. O produto costuma ser usado pelos frequentadores assíduos de manifestações pela sua qualidade química de abrandar efeitos do gás lacrimogêneo, outra presença garantida nos protestos que terminam em choque com a polícia.
Inflação do vinagre. A inflação do vinagre desde o início do ano, porém, é negativa, ou seja, houve deflação de -8,86% no preço do produto na capital paulista. A inflação da Fipe este ano foi de 1,57%.
Em 12 meses, a alta do vinagre é de apenas 1,5%, enquanto a alta inflação da Fipe chega a 5,11%.
Mas, se na matemática dos preços o comportamento do vinagre é exemplar, na área de segurança o produto virou figura procurada pela polícia.
Segundo o tenente-coronel Ben-Hur Junqueira, comandante da operação militar que resultou em pancadaria em São Paulo, o vinagre representa uma série de riscos em grandes aglomerações, e pode até ser usado na fabricação de bombas.
As demais palavras mais buscadas no Google também referem-se às manifestações. As palavras 'policial', 'viatura' e 'borracha' mostram outro efeito da manifestação desta quinta-feira: a moral da polícia foi, literalmente, para o vinagre.
Fonte: Aqui
Autor da charge: Carlos Ruas
14 junho 2013
João Gilberto Falleiros
Faleceu no dia 12 de junho o professor João Gilberto Falleiros, da Universidade de Brasília. Falleiros, como era conhecido por todos nós, era mestre em administração e foi o segundo chefe da história do departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de Brasília. Ele geralmente ministrava as disciplinas de Contabilidade Geral 1, Comercial, Administração dos Recursos Materiais e Prática Comercial.
Durante anos trabalhamos juntos para criar e consolidar o Departamento. Logo após a criação do mesmo, quando o então coordenador do curso assumiu a chefia do novo departamento, Falleiros esteve sempre presente ajudando no processo de conquista do espaço físico e da organização da nova unidade. Lembro-me quando fomos procurados por uma entidade filantrópica e ele prontamente interessou em ajudar a arrumar a contabilidade da mesma. Era um jovem mestre e aprendi muito com ele nesta ocasião.
Depois de aposentado, Falleiros costumava passar pela Faculdade para uma conversa e um cafezinho. Sempre bem humorado e sábio, estas conversas era uma situação ideal para continuarmos aprendendo com sua experiência.
Existiu alguém que não gostava dele?
Durante anos trabalhamos juntos para criar e consolidar o Departamento. Logo após a criação do mesmo, quando o então coordenador do curso assumiu a chefia do novo departamento, Falleiros esteve sempre presente ajudando no processo de conquista do espaço físico e da organização da nova unidade. Lembro-me quando fomos procurados por uma entidade filantrópica e ele prontamente interessou em ajudar a arrumar a contabilidade da mesma. Era um jovem mestre e aprendi muito com ele nesta ocasião.
Depois de aposentado, Falleiros costumava passar pela Faculdade para uma conversa e um cafezinho. Sempre bem humorado e sábio, estas conversas era uma situação ideal para continuarmos aprendendo com sua experiência.
Existiu alguém que não gostava dele?
Myriad Genetics, Angelina Jolie e Mercado de Capitais
Myriad Genetics possui tecnologia capaz de avaliar riscos, progressões de doenças e tratamentos mais indicados para cada caso
As ações da Myriad Genetics, responsável pelo teste genético a que Angelina Jolie se submeteu para detectar risco de câncer - e que a levou à mastectomia dupla - subiram 15% desde o caso ganhar as páginas dos jornais do mundo todo.
O teste, conhecido como BRCA, custa US$ 3 mil - aponta matéria do El País.
A Myriad é pioneira na medicina preventiva. Seu exame avalia riscos e progressões de doenças e pode sinalizar quais os tratamentos mais indicados. E, embora seja de última geração, já é acessível nos Estados Unidos em 95% dos planos de saúde.
Os americanos que não possuem planos podem, em breve, conseguir fazer o teste. O mais alto tribunal dos Estados Unidos avalia se a tecnologia da Myriad deve ser compartilhada para incentivar a inovação. E, caso a decisão seja positiva, os exames devem se tornar mais baratos e, provavelmente, serão fornecidos no sistema público de saúde.
Mas, por enquanto, a Myriad impede que outros cientistas e laboratórios desenvolvam exames alternativos semelhantes aos seus.
Fonte: Aqui
13 junho 2013
Consequências econômicas da criação de municípios
Por Cristiane Agostine e Raphael Di Cunto
O projeto de lei que regulamenta a criação de municípios, aprovado na semana passada pela Câmara, deve trazer pelo menos três problemas econômicos, segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As pesquisas indicam que a divisão de cidades pode reduzir os investimentos nas áreas sociais dos novos municípios, em detrimento ao custeio da máquina. Além disso, tende a diminuir o crescimento econômico dos municípios vizinhos às novas cidades e a reduzir recursos para as regiões metropolitanas.
O projeto de lei que regulamenta a criação de municípios, aprovado na semana passada pela Câmara, deve trazer pelo menos três problemas econômicos, segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As pesquisas indicam que a divisão de cidades pode reduzir os investimentos nas áreas sociais dos novos municípios, em detrimento ao custeio da máquina. Além disso, tende a diminuir o crescimento econômico dos municípios vizinhos às novas cidades e a reduzir recursos para as regiões metropolitanas.
De acordo com o economista Rogério Boueri, diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, os municípios do entorno das cidades que se dividiram tendem a crescer anualmente, em média, 0,8 ponto percentual a menos do que as demais cidades do mesmo Estado. "O efeito sobre o crescimento econômico da região é negativo", diz. Segundo Boueri, isso ocorre porque a cidade que deu origem a um novo município deve receber menos recursos e, por isso, tende a prejudicar o crescimento de cidades vizinhas.
Outro problema apontado pelo pesquisador é o impacto sobre os municípios das regiões metropolitanas. Eles já recebem proporcionalmente menos recursos per capita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do que as cidades do interior e com mais cidades veem sua fatia diminuir ainda mais.
O FPM é composto de parte da arrecadação dos impostos de renda e sobre produtos industrializados (IPI) e é repartido de acordo com o tamanho da população. Nos municípios com menos de 10 mil habitantes, há uma cota mínima igual para todos, o que faz com que a criação desse tipo de cidade tire dinheiro dos que terão de repartir o bolo.
Isso provoca uma distorção nos recursos em favor das cidades com até 5 mil habitantes, cuja receita corrente per capita era de R$ 2,9 mil em 2010, acima da obtida por outras prefeituras (veja tabela). É o dobro, por exemplo, da receita de municípios com população entre 20 mil e 100 mil. O problema se agrava ao considerar que 53% das 1,4 mil cidades criadas desde 1989 têm até 5 mil moradores.
Quando há emancipação de um município, a soma das transferências do FPM para as cidades resultantes da divisão é maior do que o FPM recebido pelo município original, segundo o Ipea. Por exemplo, o FPM per capita recebido por uma região originalmente constituída por um município de 10 mil habitantes e que se divide em dois de 5 mil moradores dobrará. Esses recursos adicionais serão compensados por uma redução do FPM dos demais municípios - prejudicando especialmente as cidades da região metropolitana. As capitais têm regras próprias para o FPM.
De acordo com estudo de Gustavo Gomes e Maria Cristina Dowell feito em 2000 para o Ipea, a criação de cidades não causa mais gastos para a União ou aos Estados, mas resulta em uma queda nos investimentos sociais na medida em que os novos municípios retiram dinheiro dos que já existem e usam os recursos para custear a administração pública, como a Câmara de Vereadores e o funcionalismo.
[...]
Fonte: aqui
Índios Capitalistas
Miseráveis até há vinte anos, os índios americanos
fazem fortunas com cassinos e outros negócios
fazem fortunas com cassinos e outros negócios
Denise Dweck
Os indígenas americanos, aqueles idealizados pelo cinema como guerreiros indômitos do oeste selvagem, chegaram aos tempos modernos em condições nada gloriosas. Pobres, habitando aldeias precárias ou a periferia de grandes cidades, ainda enfrentaram ao longo do século XX sucessivas quebras de acordos feitos com o governo sobre a delimitação de suas terras. Há vinte anos, a sorte dos peles-vermelhas começou a mudar. A Suprema Corte americana decidiu que os estados não poderiam proibir os jogos de azar nas reservas indígenas caso os permitissem no restante de seu território. A lei foi promulgada para proteger um dos negócios de fundo de quintal mantidos na época pelos índios: as casas de bingo. Livres para explorar a jogatina, os caciques transformaram os bingos em pequenos cassinos. O negócio se expandiu a tal ponto que hoje os indígenas são os reis do jogo nos Estados Unidos – têm nada menos que 391 cassinos, inclusive alguns dos maiores e mais suntuosos do mundo. Entre eles está o Morongo Casino Resort Spa, a 150 quilômetros de Los Angeles, erguido por 250 milhões de dólares pela tribo morongo. Juntos, os cassinos pertencentes a tribos indígenas faturam 22,6 bilhões de dólares por ano, mais do que Las Vegas e Atlantic City juntas.
Há quatro meses, a tribo dos seminoles, da Flórida, deu seu passo mais ambicioso: desembolsou 965 milhões de dólares pela rede de restaurantes, hotéis e cassinos temáticos Hard Rock. Ao anunciar a compra, numa cerimônia em Times Square, no coração de Nova York, o chefe da tribo fez blague referindo-se ao fato de que a Ilha de Manhattan foi comprada dos índios pelos colonizadores no século XVII. "Vamos comprar todas as terras de volta, um hambúrguer de cada vez", disparou. A riqueza ainda não chegou a todas as 561 tribos do país. Calcula-se que, do total de 1,8 milhão de índios americanos, 26% ainda vivam abaixo da linha de pobreza. Mas, para a maioria deles, os tempos mudaram. Além dos cassinos, seus negócios incluem redes de postos de gasolina, shopping centers e atrações turísticas. No mês passado, a tribo hualapai inaugurou uma passarela sobre uma parte do Grand Canyon que fica em sua reserva, e cobra 25 dólares pelo ingresso. A obra custou 40 milhões de dólares. Para tocar suas empresas, os índios lançam mão de recursos dos grandes bancos e fundos de investimento americanos. Parte do lucro dos negócios é dividida entre os membros das tribos e parte é gerenciada por administradores. Cada um dos 775 morongos adultos recebe hoje entre 15 000 e 20 000 dólares por mês.
O sucesso dos índios incomoda muita gente. Como as reservas são consideradas nações soberanas em muitos aspectos, os empreendimentos que estão dentro de seus limites não seguem as mesmas leis dos estados onde estão localizadas. Isso significa que os negócios indígenas pagam muito menos impostos, ou não pagam imposto algum, criando uma concorrência desleal com os caras-pálidas. Em cidades próximas às reservas, comerciantes vão à falência por cobrar preços mais altos que os dos estabelecimentos indígenas. Além disso, disseminou-se entre os índios enriquecidos a prática de comprar terras e requerer do governo que estenda a elas – e aos negócios que passarão a abrigar – os privilégios fiscais das reservas. Geralmente os pedidos são atendidos, já que os índios possuem um lobby forte em Washington. Nas últimas eleições legislativas americanas, eles doaram 7,6 milhões de dólares para campanhas de candidatos. A soma é o dobro do que foi doado pela indústria de tabaco, um dos setores que mais contribuem para campanhas eleitorais nos Estados Unidos. São freqüentes as denúncias de corrupção na concessão de privilégios aos índios. "O sistema que regula os cassinos indígenas está totalmente corrompido. Os índios já constroem cassinos em estados onde a lei os proíbe", disse a VEJA o advogado americano John Warren Kindt, professor de administração da Universidade de Illinois.
No caso da recém-adquirida rede Hard Rock, os seminoles terão de abrir mão de suas prerrogativas com relação aos impostos. Não seria possível transformar legalmente todas as filiais do complexo, a maioria delas fincada no centro de grandes metrópoles, em território indígena. Mas os seminoles, que compõem uma das tribos mais ricas dos Estados Unidos, não sentirão a mordida do Leão. Seus sete enormes cassinos instalados na Flórida geram capital suficiente – livre de impostos – para quitar as dívidas contraídas com bancos para a compra da rede. A prosperidade dos índios americanos é ainda mais surpreendente quando se considera que três décadas atrás eles ainda faziam invasões armadas em áreas que pertenceram a seus antepassados, como Wounded Knee, em Dakota do Sul, para exigir mais atenção do governo. Hoje, eles compram terras em lugar de invadi-las.
O IMPÉRIO PELE-VERMELHA
• Os Estados Unidos têm hoje 1,8 milhão de índios em 561 tribos
• Os indígenas são donos de 391 cassinos, que faturam 22,6 bilhões de dólares por ano, mais do que Las Vegas e Atlantic City juntas
• A tribo seminole, da Flórida, comprou recentemente a rede Hard Rock por 965 milhões de dólares
• Nas últimas eleições legislativas americanas, os índios doaram 7,6 milhões de dólares a campanhas de candidatos
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Fonte: aqui
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