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Mostrando postagens com marcador Arábia Saudita. Mostrar todas as postagens
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30 janeiro 2018

Receita pública

No início de novembro, o governo da Arábia Saudita prendeu princípes, funcionários públicos e empresários, sob a acusação de corrupção. Um dos interesses do caso foi a prisão: o hotel Ritz, de Riad, cinco estrelas. Divulgamos aqui um comentário do Value Walk que informava que a prisão era uma maneira do governo obter receita pública e uma estimativa de 100 bilhões de dólares de receita (o governo de Riad falava em 800 bilhões).

Agora o governo saudita confirma a estimativa do Value Walk: 106 bilhões dólares, segundo um comunicado divulgado hoje.

Isto pode representar uma grande fonte de receita pública, em um momento que os preços do petróleo estão em baixa.

16 janeiro 2018

Duas notícias da Arábia Saudita

Duas notícias da Arábia Saudita. A primeira: o hotel prisão de cinco estrelas da rede Ritz Carlton, localizado em Riad, deverá reabrir as portas para os hospedes comuns. Em dezembro de 2017 o governo saudita prendeu diversos princípes e funcionários do alto escalão no hotel de luxo acusando-os de corrupção e fechou o hotel para hóspedes tradicionais. Alguns dos presos já entraram em acordo com as autoridades e estão “devolvendo” dinheiro desviado pela corrupção. Um deles foi libertado depois de pagar 1 bilhão de US$.

A segunda notícia
refere-se a oferta pública de ações da Aramco. A empresa está convidando para ajudar no processo somente alguns instituições financeiras que nos anos recentes emprestaram dinheiro para a empresa. Isto deixa de fora o UBS e Merril Lynch. O Barclays também não foi convidado para as negociações.

12 dezembro 2017

Quem comprou Da Vinci?

Há dias a empresa de leilão Christie´s vendeu um quadro que teria sido pintado por Leonardo da Vinci. Apesar da controvérsia da autoria, os compradores apareceram e um deles venceu o leilão pagando o mais alto preço por uma obra de arte.

Agora o vencedor apareceu. Trata-se do princípe Bader bin Abdullah bin Mohammed bin Farhan al-Saud, da Arábia Saudita.Em termos de histórico em leilões, Bauder era um desconhecido. Outro aspecto interessante é que o governo saudita desencadeou uma campanha contra a corrupção e prendeu diversas pessoas, inclusive da aristocracia, congelou contas bancárias e exigiu um resgate.

Tudo leva a crer que a pintura deverá ficar na filial do Louvre, recentemente inaugurado em Adu Dhabi, nos Emiratos Árabes Unidos. Este país é um antigo aliado da Arábia Saudita.

Atualização: Entretanto a notícia acima pode não ser verdadeira. Aparentemente o comprador foi o Emirato:

“Trabalhamos muito de perto com o corretor neste quadro, fizemos a oferta e conseguimos adquiri-lo, graças a Deus, pelo preço que consideramos ser o valor certo”, disse Mohamed Khalifa Al Mubarak.

Esta declarações surgem três dias depois de a embaixada da Arábia Saudita em Washington ter dito que o príncipe Badr Al Saud atuou como intermediário para ajudar o Departamento da Cultura de Abu Dhabi a comprar o quadro no leilão da Christie’s. O New York Times revelou que a pintura foi comprada por um príncipe saudita chamado Badr bin Abdullah bin Mohammed bin Farhan al-Saud, amigo e associado do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. O Wall Street Journal por sua vez disse que o comprador era um representante do príncipe herdeiro.

21 novembro 2017

Receita pública

Uma postagem do Value Walk apresentou um aspecto interessante sobre os recentes acontecimentos na Arábia Saudita. Todos sabemos que a economia da Arábia Saudita depende do petróleo. Este commoditie faz do país um dos mais ricos do mundo em termos do PIB per capita. A questão é que o preço do petróleo nos últimos anos reduziu as principais fontes de receitas. E, segundo o Value Walk, “o governo está desesperado para aumentar a receita”.

Recentemente o país anunciou um plano de diversificação da economia. No plano está um nova estância no Mar Vermelho, onde as mulheres poderão usar biquini. Além disto, o governo deseja vender parte da empresa de petróleo, a Saudi Aramco, e obter 100 bilhões. Mas nenhuma destas alternativas ajuda no problema de curto prazo: “Arábia Saudita precisa de dinheiro. Agora.”

Surge então uma fonte alternativa de receita: o roubo. Usando o disfarce de “combate à corrupção”, o governo prendeu pessoas ricas e congelou contas bancárias. E levou os presos para um hotel em Riad. Conforme o texto:

Contudo, parece-me como uma farsa ver burocratas e políticos extremamente corruptos prendendo empresários corruptos ... e depois confinando-os ao muito elegante hotel Ritz Carlton em Riad.

Os cativos poderão ficar livres se eles doarem 70% das riquezas para o governo. Se isto ocorrer, serão 100 bilhões de dólares, segundo uma estimativa, mas o governo esperar arrecadar 800 bilhões de dólares. Sem qualquer julgamento ou processo. E o PIB do país é de 700 bilhões de dólares https://en.wikipedia.org/wiki/Saudi_Arabia.

Faz sentido.

07 novembro 2017

Cadeia da Arábia

Nas últimas horas, a Arábia Saudita surpreendeu o mundo com a prisão de diversos príncipes e autoridades por corrupção. Agora, outra surpresa: o local onde estas pessoas estão confinadas. Trata-se do Ritz-Carlton hotel, em Riad, capital do país. Uma acomodação cinco estrelas, com uma grande piscina e um bom spa:

05 novembro 2017

Arábia Saudita

Sob a justificativa de combater a corrupção, 11 príncipes, 4 ministros, funcionários, militares e homens de negócios foram presos no sábado e no domingo na Arábia Saudita. O rei Salmán fez algo inédito naquele país. Tudo leva a crer que está tentando neutralizar a oposição ao princípe herdeiro, Mohamed Bin Salmán (MBS), e suas reformas.

Além disto, o rei anunciou a destituição do ministro da Economia.

Recentemente o país anunciou uma oferta pública de ações para principal empresa, a Aramco. Ao mesmo tempo, um ambicioso projeto de uma mega cidade. Em ambos os casos, MBS estaria comandando os projetos.