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18 agosto 2025

A queda (?) da estatística bayesiana

Eu diria, porém, que ela [a estatística bayesiana] diminuiu como participação relativa dentro da estatística. Nos últimos vinte anos, o “bolo” da estatística e do aprendizado de máquina cresceu bastante, e a fatia bayesiana também aumentou em tamanho absoluto, mas ficou menor em relação ao bolo como um todo. O que é natural. Como John afirma, a estatística bayesiana amadureceu — e eu até gostaria de levar um pouco do crédito por isso! — e deixou de ser algo tão novo e empolgante. Ainda há muita pesquisa ativa e muitos problemas em aberto (veja aqui, por exemplo), mas eu diria que o auge da Bayes ocorreu por volta de 2010, antes de os métodos bayesianos se tornarem parte do pano de fundo.

A fonte da citação acima é de Gellman 

Kodak revela problemas de endividamento


A famosa empresa Eastman Kodak, responsável pelo período áureo das máquinas de fotografia não digitais, informou que precisa de dinheiro para quitar suas dívidas. Caso contrário, deverá deixar de operar. A empresa tem uma história de 133 anos e o volume de dívidas de curto prazo chega a 500 milhões de dólares, para uma receita de 1 bilhão e ativos de 2 bilhões. 

Com 3900 empregados, a empresa, ao divulgar a informação, teve uma redução no valor das ações em 26%. 

Fraude na ciência


Um estudo publicado na PNAS revelou que a fraude científica vem crescendo com o auxílio de redes maliciosas, por meio da análise de mais de 5 milhões de artigos em 70 mil periódicos (via aqui). Existem grupos de editores que conspiram para publicar em massa estudos de baixa qualidade, burlando o processo de revisão por pares, muitas vezes com ajuda de intermediários que conectam autores fraudulentos aos periódicos

Esses artigos podem conter dados falsificados, plágio ou imagens manipuladas e sua publicação sistêmica compromete análises científicas, atrasando avanços e tratamentos. Estima-se que até 1 em cada 7 artigos tenha informações falsas, alimentado pela ação de “fábricas de artigos”, periódicos predatórios e “autopromoção” — onde autores também atuam como editores. A inteligência artificial também facilita essa prática ao permitir a duplicação de imagens fraudadas em larga escala.

Imagem: aqui 

Gastos das grandes empresas de IA com segurança... dos seus executivos


Grandes empresas de tecnologia, como Meta, Alphabet, Nvidia, Amazon e Palantir, aumentaram drasticamente os gastos com proteção dos CEOs, ultrapassando US$ 45 milhões em 2024, segundo um levantamento do Financial Times (via aqui). 

Meta lidera o ranking, investindo US$ 27 milhões na segurança de Mark Zuckerberg e sua família, superando todo o orçamento combinado das cinco maiores empresas de tecnologia. Jensen Huang, da Nvidia, viu os custos subirem de US$ 2,2 milhões para US$ 3,5 milhões, enquanto Amazon destinou US$ 1,6 milhão para Jeff Bezos e US$ 1,1 milhão para Andy Jassy. 

Elon Musk teve despesa oficial de apenas US$ 500 mil, mas viaja com até 20 seguranças e chegou a fundar sua própria empresa de segurança, a Foundation Security. 

O aumento é reflexo de ameaças crescentes desde atentados contra executivos, que elevaram consultas e solicitações de segurança executiva. Além do setor de tecnologia, bancos, saúde e mídia também intensificaram a proteção a seus líderes, destacando a percepção de risco elevado no ambiente corporativo atual.

17 agosto 2025

Rir é o melhor remédio

 

Propaganda de uma academia: ninguém é tão ocupado. Se um CEO pode administrar uma empresa com três filhos, trair a sua esposa e ainda ir a um concerto do Coldplay, você tem tempo para fazer exercício. (tradução livre)

Diversificação das Big Four


As quatro maiores empresas de auditoria e consultoria (Big Four) — Deloitte, EY, KPMG e PwC — estão se reinventando com projetos inusitados para combater sua imagem tradicional. A Deloitte lançou um satélite com sistema de ciberdefesa em colaboração com a SpaceX e a Spire; a EY criou a divisão criativa EY Studio+ para marketing e experiência do cliente; a KPMG trabalha com IA médica via Hippocratic AI para aliviar a sobrecarga do sistema de saúde; e a PwC, no Reino Unido, investe em startups por meio do fundo de venture capital Raise | Ventures. Esses movimentos destacam o foco das empresas na tecnologia, inovação e atração de talentos.

Isto é bastante interessante. Os projetos listados mostram que as empresas parecem que não estão contentes com o setor tradicional de contabilidade e consultoria. E querem focar em áreas mais "inovadoras". Aguardar e ver se a aposta vai dar certo. Se tivesse que aposta, escolheria a KPMG, pois parece bem atrativo a aposta, com risco menor que as demais. Satélite? Studio? 

História da contabilidade: anúncio de 1860

 

Do Diário de Pernambuco de 1860 (29 de abril), um anúncio onde um moço com boa letra se oferece para um emprego na área contábil. Veja o destaque para a caligrafia, algo relevante para época. Sua habilidade é a escrituração por partidas simples, algo que também caiu em desuso, que sequer é ensinado. O título é "caixeiro", algo que comentamos em postagem na semana passada

O armazém de trapiche está vinculado ao porto. Ou seja, a pessoa quer trabalhar com o comércio maritimo, provavelmente.

O que achei curioso é o fato de que a pessoa anuncia a oferta das suas habilidade e coloca: quem precisar, anuncie. Parece que ela não quer indicar onde pode ser encontrada.