Translate

17 agosto 2025

Rir é o melhor remédio

 

Propaganda de uma academia: ninguém é tão ocupado. Se um CEO pode administrar uma empresa com três filhos, trair a sua esposa e ainda ir a um concerto do Coldplay, você tem tempo para fazer exercício. (tradução livre)

Diversificação das Big Four


As quatro maiores empresas de auditoria e consultoria (Big Four) — Deloitte, EY, KPMG e PwC — estão se reinventando com projetos inusitados para combater sua imagem tradicional. A Deloitte lançou um satélite com sistema de ciberdefesa em colaboração com a SpaceX e a Spire; a EY criou a divisão criativa EY Studio+ para marketing e experiência do cliente; a KPMG trabalha com IA médica via Hippocratic AI para aliviar a sobrecarga do sistema de saúde; e a PwC, no Reino Unido, investe em startups por meio do fundo de venture capital Raise | Ventures. Esses movimentos destacam o foco das empresas na tecnologia, inovação e atração de talentos.

Isto é bastante interessante. Os projetos listados mostram que as empresas parecem que não estão contentes com o setor tradicional de contabilidade e consultoria. E querem focar em áreas mais "inovadoras". Aguardar e ver se a aposta vai dar certo. Se tivesse que aposta, escolheria a KPMG, pois parece bem atrativo a aposta, com risco menor que as demais. Satélite? Studio? 

História da contabilidade: anúncio de 1860

 

Do Diário de Pernambuco de 1860 (29 de abril), um anúncio onde um moço com boa letra se oferece para um emprego na área contábil. Veja o destaque para a caligrafia, algo relevante para época. Sua habilidade é a escrituração por partidas simples, algo que também caiu em desuso, que sequer é ensinado. O título é "caixeiro", algo que comentamos em postagem na semana passada

O armazém de trapiche está vinculado ao porto. Ou seja, a pessoa quer trabalhar com o comércio maritimo, provavelmente.

O que achei curioso é o fato de que a pessoa anuncia a oferta das suas habilidade e coloca: quem precisar, anuncie. Parece que ela não quer indicar onde pode ser encontrada.  

Rir é o melhor remédio

 Acho que já postei antes, mas na dúvida:


 

16 agosto 2025

IA e Auditoria: somente vantagens?


Eis o resumo de um artigo do Accounting Web

A inteligência artificial está revolucionando o fechamento das revisões de demonstrações financeiras ao simplificar tarefas repetitivas e elevar a qualidade das auditorias. Os métodos tradicionais, muitas vezes manuais e propensos a erros — como recalcular valores ou revisar inconsistências — atrasam os processos e sobrecarregam as equipes. Os softwares de revisão com IA automatizam esses processos, reduzindo o esforço humano sem retirar o auditor do controle. O foco passa a ser na análise narrativa e qualitativa, enquanto a automação cuida da precisão numérica e da consistência entre versões, liberando o tempo dos profissionais para tarefas mais estratégicas e reflexivas. Essa transformação permite auditorias mais rápidas, eficientes e confiáveis — sem sacrificar a expertise humana.

Há outros aspectos que precisam ser considerados:

a) as empresas tenderam a dispensar os experientes auditores e contratar criadores de prompts. 

b) nada garante que a IA será usada para revisão. Acredito que também será usada para fazer o trabalho principal. 

c) quem irá perceber a alucinação de uma IA? Deveria ser uma pessoa, mas ela acabou de ser substituída por uma IA.  

Fake news para dar paz aos moradores


E quando a tecnologia e o fake news é usada pelo locais para ter paz, isso é ético? Veja o caso do bairro residencial de Parkbuurt, em Zandvoort, Holanda, onde moradores frustrados com o tráfego intenso e a falta de vagas criaram uma tática inusitada: “fecharam” virtualmente suas ruas no Google Maps. 

Eles aproveitaram a função de reportar incidentes de trânsito — dezenas de notificações simultâneas foram suficientes para o sistema redirecionar os visitantes a evitar o bairro nos finais de semana. E assim conseguiram que menos veículos passassem pelo local, com mais tranquilidade e alívio temporário sobre a infraestrutura. As áreas vizinhas sofreram, no entanto, já que tiveram que absorver o tráfego. 

A prefeitura procurou o Google para remover os bloqueios falsos.

Efeito Netflix

O conceito de “efeito Netflix” refere-se à facilidade com que pequenos gastos recorrentes — como R$ 15 ou R$ 40 por mês — são automaticamente contratados e raramente questionados, mesmo somando valores expressivos ao longo do tempo, fenômeno apelidado de “dinheiro invisível”. Diferente de grandes compras, esses gastos diluídos não passam por reflexão, pois parecem inofensivos. 


Além disso, ofertas com preços baixos reforçadas por “cancele quando quiser”, renovação automática e dificuldade para cancelamento criam uma percepção de conveniência que inibe nossa capacidade de escolher conscientemente e cancelamos menos do que deveríamos.

Para combater esse padrão, o autor do texto do link sugere quatro estratégias práticas: (1) revisar assinaturas a cada seis meses; (2) aplicar a “regra dos 12 meses” — perguntar-se se vale pagar a vista o valor anual; (3) concentrar as cobranças em um único dia do mês para sentir o impacto financeiro real; (4) usar um cartão único para rastrear todos esses gastos na fatura. 

Tenho um adendo aqui: use a regra de multiplicar por 100 cada gasto. Isso é uma forma grosseira de trazer a valor presente uma perpetuidade - considerando um custo de oportunidade de 1% ao mês. Assim, uma assinatura de um streaming que você não usa, de 40 reais, corresponde a 4.000 reais a longo prazo.  Vale a pena?