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22 agosto 2014

Rir é o melhor remédio

Trabalho mal feito:




Curso de Contabilidade Básica: Parecer com Ressalva

O parecer dos auditores é uma peça importante nas demonstrações contábeis. Na maioria dos casos este parecer não possui ressalvas. Em outras palavras, é um parecer “limpo”. Isto ocorre por três motivos. Em primeiro lugar, o processo de auditoria não é uma guerra entre o auditor e a empresa. Pelo contrário, na maioria dos casos existe muito dialogo entre as partes. Quando o auditor não concorda com um procedimento contábil ou tem alguma dúvida, ele geralmente procura a empresa para conversar. Expõe o problema e sugere correções. Como existe um interesse na empresa em divulgar as demonstrações contábeis sem ressalvas, as recomendações do auditor podem ser acatadas.

Em segundo lugar, temos que acreditar que as empresas e as pessoas são honestas e competentes por princípio. Assim, os erros e as manipulações na contabilidade são exceções. Talvez você seja incrédulo e não acredite muito nisto. Mas isto ajuda a explicar parte dos pareceres sem ressalva.

Finalmente, o processo de auditoria pode ser por diversos motivos falho. O auditor não encontrou o problema por usar uma amostra enviesada, ter outros interesses na auditoria, não ter competência etc.

Exatamente por ser uma exceção, o parecer com ressalva costuma chamar a atenção. Isto não significa que a empresa deva ser “execrada”; pelo contrário, muitas vezes a ressalva pode ser injusta, ou não ser expressiva para as conclusões que tomamos a partir das informações contábeis. Mas é um alerta. Uma ressalva é como um produto que causa mal para a saúde e existe um aviso no rótulo: “faz mal para saúde; é por sua conta e risco”.


Comitê da Basileia e o Tesouro

A Caixa Econômica Federal já conseguiu autorização do Banco Central para reclassificar R$ 8 bilhões que recebeu do governo originalmente na forma de empréstimo perpétuo para dentro do patrimônio líquido, como capital próprio. E mais R$ 28 bilhões estão em processo de validação para seguir o mesmo caminho.

O mesmo ocorrerá com o Banco do Brasil, que afirmou na semana passada que dentro de 60 a 90 dias espera receber sinal verde do BC para classificar R$ 8,1 bilhões em títulos híbridos de capital e dívida como capital principal.

Isso é possível porque as regras de Basileia 3 trazem uma abordagem mais principiológica do que jurídica para definir o que é capital genuíno de um banco. (...)


Comitê de Basileia entra no samba do Tesouro - Por Fernando Torres - Valor Econômico

Contabilidade e Software

Eis uma reportagem estranha (Contabilidade vai para o software, Valor Econômico, 21 de agosto de 2014, Tatiane Bortolozi)

Para contornar a burocracia, a contabilidade das empresas está migrando para o software.
Tive que ler duas vezes. Há uma mistura de assuntos aqui. Na frase se afirma que a contabilidade das empresas é burocrática (no decorrer do texto parece indicar que não é bem isto), que a solução é “software” e que isto está ocorrendo agora. Historicamente a contabilidade sempre esteve associado a automação (ou seja, software, que é um pedaço deste processo; mas iremos perceber a razão do uso deste termo aqui mais adiante). Processo não é de agora.

A facilidade de comunicação contribui para melhorar a eficiência do trabalho de um mercado com mais de 500 mil profissionais no país, de nível superior e técnico, segundo o Conselho Federal de Contabilidade.
Novamente confuso. Qual a relação com o parágrafo anterior? Nenhuma, apesar de serem frases do mesmo parágrafo. Aqui se afirma que a melhor comunicação melhora a eficiência do trabalho do profissional de contabilidade.

A burocracia dos processos contábeis é um grande problema, mas cria um amplo mercado potencial, diz Antoine Colaco, sócio da Valor Capital Group, fundo de venture capital com sede em Nova York que investe em empresas iniciantes brasileiras.
Continuo achando confuso. O processo contábil não é burocrático, mas o ambiente legal. O processo contábil está baseado no evento, registro pelo método das partidas dobradas e encerramento de resultado.

“O grande negócio é olhar quanto tempo os contadores ganham e a economia que isso gera. Com a comunicação mais fácil, as companhias poderão poupar muito tempo.”
Insistem na comunicação mais fácil. E que isto irá reduzir o tempo na atividade contábil.

As empresas brasileiras perdem 108 dias por ano com burocracia e impostos, segundo pesquisa divulgada pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP) em julho.
Aqui o tema muda novamente. Fala-se do tempo com a papelada, ou a burocracia da empresa (não dos processos contábeis)

“Um dos motivos para a alta mortalidade das novas empresas no Brasil é a falta de controle de fluxo de caixa”, diz Anderson Thees, sócio-fundador da Redpoint e.ventures, empresa com US$ 130 milhões em investimentos em empresas de tecnologia.
Outra mudança de rumo. Agora é sobre a mortalidade das empresas e o fluxo de caixa.

“Sem a ajuda de um software ou de ferramentas de tecnologia, o acesso a informações de clientes pode demorar semanas, senão meses”, diz Frederico Fernandes, sócio da L.A. Contab, um escritório de contabilidade no Rio de Janeiro com 48 funcionários. “Algumas vezes, o cliente não consegue entender quais informações deve disponibilizar; em outras, o contador tem dificuldade ao explicar quais documentos são necessários.”
Acredito que este problema sempre existirá. É um problema de comunicação. A presença de software e tecnologia não resolve isto.

A Redpoint e a Valor Capital Group são fundos de investimento em participação focados em empresas iniciantes (startups) com um relevante potencial de crescimento futuro. Juntos, apoiaram a startup Nibo, que lançou há uma semana uma plataforma de informações integradas de fluxo de caixa para ser acessada por contadores e pequenas e médias empresas. O software, que dá nome à companhia, permite a unificação dos formatos de arquivos contábeis e seu compartilhamento entre as duas partes.
Agora eu entendi o texto. O objetivo é informa que o Nibo resolve seus problemas. Mas é jornalismo? Volte para as primeiras frases do texto e compreenderá a razão. Para finalizar:

O Nibo estima aumentar com a nova plataforma a eficiência dos processos de contabilidade para empresas em, ao menos, dez vezes, diz o fundador e presidente Gabriel Gaspar. “Quando o produto alcança o contador, ele tem o interesse de expandir para outros clientes”, afirma Gaspar, que espera passar dos atuais 50 mil para 300 mil clientes até o fim do ano.

SS e o Pan

O empresário Silvio Santos, dono do SBT, minimizou a participação de alguns dos principais executivos na fraude contábil do Banco PanAmericano, durante seu primeiro depoimento à Justiça Federal sobre o caso, na terça-feira (19). De acordo com relatos de advogados que estiveram presentes, o empresário disse que o ex-presidente do PanAmericano Rafael Palladino não parecia ser o "autor intelectual" da fraude contábil, que ocasionou um rombo de R$ 4,3 bilhões. Segundo os mesmos relatos, ele disse ao juiz Marcelo Cavali, titular da 6ª Vara Criminal, que o executivo mais capacitado para elaborar manobras era Wilson de Aro, ex-diretor financeiro

Fonte: Aqui

Listas: Os livros mais vendidos

Livros mais vendidos

1. De volta ao Mosteiro
2. O monge e o Executivo
3. Sonho Grande
4. Pai Rico, Pai Pobre
5. O Livro dos Negócios
6. O Poder do Hábito
7. A Arte da Guerra
8. Os segredos da mente milionária
9. Casais Inteligentes enriquecem jungos
10. A Arte de Fazer acontecer

Fonte: Valor Econômico, 19 de agosto de 2014.

21 agosto 2014

Rir é o melhor remédio

Trabalho mal feito:



Curso de Contabilidade Básica: Receita recorrente

Uma empresa está sujeita a eventos que são razoavelmente comuns e, por consequência, fáceis de serem previstos. Mas existem eventos que não ocorrem todo o ano. Considere o caso da receita: a receita de ocorre todo ano recebe a denominação de receita recorrente. O nome não é muito simpático, mas quer dizer que aquela receita provavelmente irá ocorrer nos próximos períodos. Existe outro tipo de receita, que não se espera que sua ocorrência irá ocorrer novamente nos próximos períodos; este tipo de receita é denominado de receita não recorrente.

Quando observamos uma demonstração do resultado de uma entidade pode ser útil saber qual parcela da receita que é não recorrente. Sabendo isto, podemos avaliar o impacto desta receita sobre o resultado da entidade.

Considere o caso do São Paulo FC que apresentou no seu balanço de 2013 e 2012 os seguintes valores:


A receita do clube aumentou de 283 milhões de reais para 363 milhões. Este aumento ocorreu principalmente na área de negócios “futebol profissional e de base”, onde a receita chegou a 306 milhões. É fácil verificar que apesar da redução dos direitos de transmissão (de 112 para 72 milhões), o valor da negociação de atletas aumentou em mais de 100 milhões de reais.

Então, a pergunta importante é saber se estamos diante de uma receita recorrente ou não recorrente. É preciso entender o que provocou este aumento na receita. Para aquele que acompanha o futebol, a resposta parece fácil. Mas para quem interessante distante neste assunto, a sugestão é olhar todas as informações e tentar descobrir uma “pista” do que ocorreu. Veja o que descobrimos numa das notas explicativas:

Este é o valor das transações que ocorreram em 2013. Fica muito claro que a maioria dos montantes decorre da negociação do atleta “Lucas Moura” (aquele que fazia propaganda da Volkswagen) e Casimiro. Então, estas receitas são recorrentes ou não recorrentes?

Parecer com ressalva na Oi

O relatório de revisão das informações trimestrais da Oi, referente ao segundo trimestre deste ano, foi emitido com ressalva pela KPMG Auditores Independentes. Os motivos são incertezas geradas com o acordo fechado entre a Oi e a Portugal Telecom (PT), em julho, após um calote tomado pela tele portuguesa, com a qual a Oi está em processo de fusão.

Os novos termos da fusão entre as companhias ainda precisam ser aprovados pelos acionistas da PT, em assembleia marcada para o dia 8 de setembro, e também dependem do aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)e do conselho de administração da empresa. "Em caso de não aprovação até 31 de março de 2015, nenhuma das companhias terá a obrigação de consumar a permuta nos termos previstos nos contratos", diz o relatório.

Após o posicionamento da KPMG, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo administrativo para analisar o formulário da tele, o que é um procedimento padrão em situações como essa. No site da autarquia, é possível verificar que o processo 2014/8166 foi aberto no último dia 7 para análise do formulário de Informações Trimestrais (ITR).

A PT fez um investimento de 897 milhões em títulos comerciais da Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo (GES), mas não recebeu o pagamento da empresa, que enfrenta dificuldades financeiras.

A Oi alegou não ter sido informada sobre a transação. Com o objetivo de manter a fusão, foi acertado que a PT receberá os títulos podres - que tinham passado para a Oi em meio à união dos negócios - e entregará ações da Oi no valor equivalente. Com isso, o calote ficará isolado na PT.

"Em virtude das incertezas quanto aos consequentes efeitos nas informações contábeis intermediárias da companhia, não nos foi possível concluir quanto aos consequentes impactos nos montantes resultantes da combinação de negócios", diz o documento.
Procurada, a Oi não comentou. Fonte que acompanha a operação afirmou, no entanto, que a empresa avalia que a ressalva é "transitória" e deve ser equacionada até a divulgação do próximo balanço, diante da possibilidade de aprovação dos novos termos do acordo na assembleia da PT.

Relatório de revisão. Esse tipo de documento é elaborado por auditores independentes, após análise das demonstrações financeiras trimestrais apresentadas pela empresa. Trata-se de um procedimento para verificar se a companhia seguiu as práticas contábeis adotadas no País, mas não tem a classificação de auditoria - que é mais complexa e é realizada uma vez por ano, com os dados consolidados do período.

Há três tipos de ressalvas, sendo a que foi emitida nesse caso da Oi a mais comum. A conclusão é de que, exceto pelo que foi destacado na ressalva, as demonstrações financeiras estão de acordo com as normas brasileiras e internacionais.

Outros dois tipos, considerados mais graves, são aqueles em que o auditor declara que a demonstração financeira está incorreta e, no outro, em que informa não poder opinar porque os problemas relatados não o permitem formar uma opinião.

O advogado Raphael Martins, sócio do escritório Faoro & Fucci e especialista em direito societário, diz que uma ressalva sobre demonstrações financeiras é algo muito sério. 'Significa que uma parte da demonstração financeira não pôde ser adequadamente mensurada pela auditoria externa", afirmou.


Fonte: Estado de S Paulo

Turismo do suícidio

A Suíça é o único país que permite o suicídio assistido. Com isto, é grande o número de pessoas que estão viajando para aquele país, a maioria da Alemanha e Reino Unido. (Fonte: aqui e aqui)

Premiação e Infância

Este gráfico é bastante interessante (via aqui). Uma pesquisa questionou se as pessoas achavam se numa competição esportiva, somente os vencedores deveriam receber troféus ou todos os que participaram? Da amostra, 57% afirmaram que somente os vencedores. Mas foi observado uma grande diferença conforme a característica do respondente. Os homens foram mais propensos a apoiar os vencedores (62% versus 52% das mulheres), confirmando pesquisas anteriores que mostram que os homens são mais competitivos. Escolaridade, raça e renda também influenciaram na resposta. O gráfico mostra que quanto maior a renda, maior a propensão a ser favorável a premiação dos vencedores.

Para onde foi a renda?

No domingo o Botafogo jogou contra o Fluminense em Brasília. Da renda de mais de dois milhões de reais, o lucro foi somente de 585 mil reais (sem contar os salários dos jogadores e despesas indiretas). Um gráfico interessante mostra o destino do dinheiro
Fonte: Aqui