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24 outubro 2014

Rir é o melhor remédio


Tesco

A rede de supermercado Tesco descobriu uma grande diferença na sua contabilidade. O presidente da empresa, Richard Broadbent, anunciou sua saída da empresa ao receber a notícia de que a diferença encontrada era muito maior do que o esperado. A diferença pode chegar a 332 milhões de euros no primeiro semestre de 2014, conforme estimativa da Deloitte.

Listas: Discos mais vendidos

Em vendas certificadas:

1. Thriller - Michael Jackson - 1982 - 42,4 milhões
2. The Greatest Hits - Eagles - 1976 - 32,2
3. Come on Over - Shania Twain - 1997 - 29,6
4. Led Zeppelin IV - Led zeppelin - 1971 - 29
5. The Bodyguard - Whitney Houston e outros - 1992 - 27,4
6. Rumours - Fleetwood Mac - 1977 - 26,8
7. Back in Black - AC/DC - 1980 - 25,9
8. Jagged Little Pill - Alanis Morissette - 1995 - 24,8
9. The Dark Side of the Moon - Pink Floyd - 1973 - 22,7
10. 1 - The Beatles - 2000 - 21,6 milhões

Fonte: Aqui

23 outubro 2014

Rir é o melhor remédio

Adorei este vídeo. É uma paródia, com os trejeitos do campeão mundial de xadrez Magnus Carlsen

Curso de Contabilidade Básica: Influência da Economia sobre o Desempenho

Uma empresa não está isolada do mundo. Pelo contrário, afeta o ambiente a sua volta, mas também recebe influencia do mundo que a cerca. Se as demonstrações contábeis é a representação de uma empresa, em termos não somente dos seus valores monetários mas das informações qualitativas, o seu desempenho é profundamente influenciado pelo que ocorre no ambiente. Os exemplos são os mais variados possíveis. Uma sorveteria depende da temperatura para aumentar suas vendas. Uma loja de roupas pode queimar seus estoques conforme a estação do ano. Um endereço da internet pode ter mais acesso com um link que “bombou” nas redes sociais. E assim por diante.

Assim, uma grande parcela do desempenho de uma empresa está associada ao ambiente. Em geral os gestores gostam de lembrar este aspecto quando o desempenho não foi tão bom, mas tendem a esquecer dele quando o resultado é melhor. É algo natural. Geralmente o ser humano enfatiza muito suas capacidades e gostam de tentar encontrar explicações (ou desculpas) para os fracassos. Isto também ocorre numa empresa.

Talvez por esta associação tão próxima ao que ocorreu no ambiente, os resultados globais das empresas são acompanhados de perto. Quando se começa a divulgar estes resultados, temos a confirmação ou não de que o período anterior foi bom ou não para os negócios. Quando escrevemos esta postagem estamos no final de outubro de 2014. O terceiro trimestre encerrou no final do mês de setembro e, portanto, algumas empresas já começam a divulgar seus resultados. E esta divulgação atrairá a atenção por diversas razões.

Vejamos o caso de uma das primeiras empresas a divulgar os resultados trimestrais: a Cremer. Eis o que diz a empresa:

Ela começa “chorando” o desempenho do primeiro semestre, prejudicado pelos feriados, copa do mundo e baixa demanda do setor. Mas destaca que o terceiro trimestre foi “o melhor trimestre histórico da Cremer”. Por quê? Se o primeiro semestre o “desafio” foi explicado por três motivos externos à empresa, o desempenho do terceiro, o melhor da empresa, não merece uma explicação. O ambiente ajudou?

Botafogo

Sua dívida fiscal, tributária e trabalhista beira à casa dos R$ 700 milhões. O faturamento bruto em 2013, na casa dos R$ 154 milhões, foi mais de quatro vezes menor do que seu passivo. Prova do desequilíbrio financeiro, o orçamento do departamento de futebol, estimado em R$ 167,7 milhões, foi maior do que toda a arrecadação do clube no ano passado. (...) Para completar, na quinta-feira passada foi eliminado da Copa do Brasil ao ser goleado pelo Santos por 5 x 0. Um dia antes, quatro jogadores afastados do elenco por reclamar publicamente do atraso de salários, entre eles o controverso Emerson Sheik, convocaram uma entrevista na qual fizeram duras críticas ao presidente Maurício Assumpção. A única boa notícia é a promessa da Prefeitura do Rio de reabrir o Engenhão até dezembro. Uma réstia de luz para aquela que outrora foi a mais brilhante estrela do futebol brasileiro.

Fonte: Brasil Econômico (cartoon aqui). Quem leu Soccernomics sabe que a chance de um time fechar as portas é muito pequena.

O silêncio das mulheres

Para medir o grau com que as mulheres ficam em silêncio, [eu] parti dos quase 1 milhão de comentários feitos no site do New York Times em resposta a artigos publicados entre junho de 2013 e janeiro de 2014, e apenas 25% dos comentários foram feitos por mulheres, mesmo embora 44% dos leitores do New York Times são do sexo feminino . (Eu inferi o sexo do autor pelo seu primeiro nome usando uma lista de 40.000 nomes internacionais para cerca de metade dos comentários. Eu filtrei gênero os nomes ambíguos como "Pat", bem como iniciais e pseudônimos.) As mulheres constituem a maioria apenas em cinco dos 144 fóruns (...): o Blog Motherlode (79% mulheres), o blog de New Old Age (70%), a seção Moda / Casamentos (63%), o o blog Diner (53% ), e as páginas Projetos (52%). As mulheres eram mais propensas a comentar artigos escritos por mulheres (...)

Raro, mas valorizado

(...) As mulheres fizeram apenas 18% dos comentários do fórum de futebol, por exemplo, mas cada comentário de uma mulher recebeu 39% mais recomendações que a média. Para os homens, vi o efeito oposto: quanto mais machista o artigo, a menos recomendações os homens receberam. (...)

Inclinando-se para fora

Mas também vi algo menos animador: [comentários d] as mulheres podem ser raras em parte porque eles são menos confortáveis. As fêmeas que comentam são significativamente menos propensos a incluir seus sobrenomes, o que está de acordo com uma pesquisa anterior em que as mulheres se preocupam mais com a privacidade on-line , já que eles são mais propensas a enfrentar assédio . (...)

Perspectiva Vital

(...) As mulheres eram mais propensas a usar frases relacionadas à família, educação e saúde. Elas também eram mais propensas a usar frases específicas do sexo feminino ("mama", "misoginia", "gravidez"), bem como frases relacionadas a questões que afetam desproporcionalmente as mulheres ("controle de natalidade", "violência doméstica").

Em um artigo sobre a necessidade de os empregadores a fornecer contracepção , 26% dos comentários dos homens se opôs à exigência, mas nenhum dos comentários de mulheres que examinei o fez. Ou considere a carta aberta em que Dylan Farrow acusou Woody Allen de abusar sexualmente dela. As mulheres foram significativamente menos propensos a incluir um link para uma refutação das alegações de Farrow em seus comentários. (...)

O que acontece quando as mulheres ficam em silêncio

(...) Parece muito mais plausível que as mulheres são raras [em comentários] por causa das forças sociais mais amplas. Estudos mostram que as mulheres são menos inclinadas a falar ainda na infância; estudos sobre a participação das mulheres em fóruns on-line encontrar grandes sinais de desigualdade. Os efeitos que observamos são, portanto, susceptíveis de ocorrer em outros lugares também.

(...) Nós vemos as consequências deste [mundo] não apenas quando as mulheres comentam no New York Times, mas quando uma mulher que foi violentada sexualmente permanece em silêncio em vez de comunicar o crime a um departamento de polícia dominado por homens; quando um Congresso historicamente masculino não aprova uma legislação para proteger as vítimas de violência sexual nos campi universitários ;quando as mulheres no serviço militar dominado por homens são mais propensas a ser estupradas por outros soldados do que morreram pelo fogo inimigo .

Precisamos de mulheres para falar porque esses problemas ficam sem solução se ficar em silêncio. Precisamos delas para falar por causa de meio milhão de comentários que mostram que elas têm algo importante a dizer.

Adaptado: Daqui

Listas: Maiores vendedores de música

1. The Beatles - 264,2 milhões de vendas certificadas (foto)
2. Elvis Presley - 207,8 milhões
3. Michael Jackson - 174,3
4. Madonna - 165,8
5. Elton John - 161,1
6. Led Zeppelin - 138,3
7. Mariah Carey - 128,8
8. Eagles - 127,3
9. Rihanna - 122,1
10. Celine Dion - 121,9

Fonte: Aqui

22 outubro 2014

Rir é o melhor remédio








Jogadoras de tênis do passado. 

Resenha: Bartleby o Escrevente


Em geral fazemos resenhas de livros técnicos ou não ficção. Mas ousamos escrever sobre um conto, inicialmente publicado em 1853 e relançado em 1856, de autoria de Herman Melville. Melville ficou mundialmente conhecido pelo livro Moby Dick, de 1851 e Bartleby é seu conto mais conhecido.

O narrador é um escrivão que decide contratar um novo empregado. Aparece Bartleby disposto a ocupar o cargo de “copista”. Naquele tempo era usual o emprego de pessoas que escreviam, à mão, cópias dos documentos. O livro apresenta o estranho relacionamento do narrador com Bartleby em Wall Street. A história foi transformada em filme duas vezes e existem adaptações para o teatro. É uma das novelas mais famosas, precursora de Kafka e Camus. No Brasil, Veríssimo, o filho, possui um conto muito parecido com este. A frase do personagem, “Prefiro que não”  (I would prefer not to do) e derivados ficou famosa. (imagem)

Pessoalmente, sempre tive interesse por esta novela desde que encontrei numa lista das obras literárias com uma ligação com a contabilidade. É bem verdade que nenhum dos personagens é contabilista, mas o enredo poderia se passar num escritório de contabilidade. A única ligação é uma nota de rodapé sobre John Caldwell Colt, um contador e autor de um manual de contabilidade, referência no ensino da disciplina nos Estados Unidos. O irmão do inventor do revolver Colt ficou muito conhecido pela morte de Samuel Adams, um crime famoso no século XIX.

O texto é curto, afinal é um conto, com cerca de 80 páginas. O formato do livro é agradável e faz parte de uma coleção denominada “A Arte da Novela”, da Gruá Livros. Mas se você gosta de ler a orelha de um livro, esqueça. Como a capa e contracapa estão em amarelo e a letra em branco, a leitura é um teste para a visão. De noite então é impossível saber o que está escrito na orelha. Apesar do formato agradável, as paginas soltam facilmente.

Vale a pena: É uma novela interessante e que pode agradar aqueles que gostam de Kafka e de Melville.

MELVILLE, Herman. Bartleby o Escrevente. São Paulo: Grua, 2014.
Evidenciação: Esta obra foi adquirida com recursos do blogueiro.

Curso de Contabilidade Básica: Passivo em Outra Moeda

Nos dias de hoje é comum que as empresas façam transações comerciais em diversas moedas. Estas transações podem ser decorrentes de venda para o exterior (afetando a receita), compra de mercadorias importadas (com reflexo no CMV), aquisição de máquinas e equipamentos (imobilizado) ou captação de empréstimo em outra moeda (passivo). Estes eventos passam a contar com um risco adicional: a variação cambial. Se uma empresa vende seu produto para um cliente no exterior e recebe em euro, um aumento da taxa de câmbio euro/real permitirá que a empresa receba mais reais pela venda realizada. Mas se a taxa de câmbio reduzir, o efeito é inverso.

Vamos analisar o efeito do câmbio no passivo de uma empresa. Para isto escolhemos a empresa Fibria que produz celulose. A seguir encontra-se um extrato do passivo da empresa referente ao final do primeiro semestre:

O volume de empréstimo e financiamento da empresa era de R$6 bilhões ou 23% do ativo. Para entender os efeitos da variação cambial é necessário descobrir qual moeda era usada nestas operações. Este detalhamento encontra-se nas notas explicativas:


Assim, dos R$6 bilhões, R$5,66 bilhões estão em dólar. Vamos agora analisar os efeitos da variação cambial neste empréstimo. No final do segundo trimestre a taxa US$/real era de 2,2025; três meses depois, a taxa era de 2,45. Ocorreu uma desvalorização do real e isto irá afetar o passivo da empresa. Para verificar o efeito disto vamos converter os empréstimos e financiamentos para dólar de final do segundo trimestre e depois iremos fazer a conversão para real do terceiro trimestre:

Passivo em Dólar = 5.658.243 / 2,2025 = US$2,569,009
Passivo em Real do Terceiro Trimestre = 2,569,009 x 2,45 = R$ 6.294.073
Diferença no Passivo = 6.294.073 – 5.658.243 = 635.829

A movimentação no câmbio aumentou o passivo 636 milhões de reais. Só para que o leitor tenha uma ideia, isto corresponde ao lucro do primeiro semestre da empresa, de R$647 milhões.

Esta análise precisa ser considerada de forma cuidadosa por três motivos. Em primeiro lugar, estamos considerando somente o efeito negativo da desvalorização cambial. Se a empresa tiver receita em dólar, o aumento do passivo pode ser compensado (em parte ou não). Em segundo lugar, a empresa sabe que a questão cambial é relevante para seu resultado e pode ter adotado medidas preventivas, como operação de proteção cambial. Finalmente, o efeito da desvalorização pode não aparecer no resultado se a empresa optar pela “contabilidade de hedge”; neste caso, parte dos efeitos da desvalorização da moeda será registrada diretamente no patrimônio líquido, sem passar pelo lucro.

Multa por manipulação

A Comissão Europeia aplicou nesta terça-feira uma multa de € 61,6 milhões ao banco americano JP Morgan por, junto com o banco Royal Bank of Scotland (RBS), fixar a taxa Líbor em francos suíços entre março de 2008 e julho de 2009. Líbor é a taxa média interbancária com a qual um grupo de instituições financeiras se propõe efetuar os empréstimos.

"Estes bancos, invés de competir entre si, fizeram um acordo", indicou o comissário de Concorrência, Joaquín Almunia, em um comunicado. Segundo ele, essa manipulação de taxas transgride as regras de concorrência dentro do bloco europeu.


Fonte: Brasil Econômico