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23 abril 2014

Sorteio de livros


Ainda no espírito da comemoração de 8 anos de blog, vamos a mais sorteio de livros! Os da editora Atlas foram doados pelo autor, o professor César Augusto Tibúrcio Silva. Como nós já sorteamos o de Exame de Suficiência organizado por ele e quebramos a trinca, decidimos incluir o do IOB. Este sorteio vai até o dia 28 de abril, pois ainda temos mais um sorteio para realizar antes do fim do mês!

#8AnosDeBlog

Neste só haverá um ganhador. Preencha o seu nome e e-mail, e fique atento! Quando entrarmos em contato com o ganhador, ele terá 72h para nos responder ou escoheremos um segundo sorteado. Lembramos que é necessário morar no Brasil e ser maior de idade.

Rir é o melhor remédio


Resenha: A Informação

O novo livro de James Gleick, de Caos, tem uma missão ambiciosa: explicar a teoria da informação. Em 15 capítulos e mais de 400 páginas (500, com notas e índice), Gleick tenta mostra a história da informação. O capítulo cinco, por exemplo, mostra a expansão do telégrafo, os códigos desenvolvidos para mandar as mensagens, as abreviaturas utilizadas para economizar no custo da mensagem e a análise booleana. O livro mostra uma grande pesquisa por parte do autor.

A finalidade desta coluna neste blog é falar de livros. Espera-se geralmente recomendação. Mas não é este o caso. Pensamos até em colocar uma unidade para sorteio entre os leitores. Não iremos fazer isto.

Vale a pena? Não. Aqui e ali tem alguns trechos interessantes. Mas como obra de divulgação científica este livro possui um grave problema: é chato. Esta não é um livro que você irá pegar e só largar quando terminar a leitura. A mistura de muitos assuntos num mesmo capítulo, a falta de uma redação mais atrativa, a ligação inadequada entre os tópicos são fatores que não ajudam. O grande número de páginas também é um obstáculo. Eu não irei recomendar este livro em sala de aula, por exemplo. 


Evidenciação: o livro comentado nesta seção foi adquirido pelo autor do comentário. 

O Estado e o sistema financeiro



EVER since Lehman Brothers went bankrupt in 2008 a common assumption has been that the crisis happened because the state surrendered control of finance to the market. The answer, it follows, must be more rules. The latest target is American housing, the source of the dodgy loans that brought down Lehman. Plans are afoot to set up a permanent public backstop to mortgage markets (see article), with the government insuring 90% of losses in a crisis. Which might be comforting, except for two things. First, it is hard to see how entrenching state support will prevent excessive risk-taking. And, second, whatever was wrong with the American housing market, it was not lack of government: far from a free market, it was one of the most regulated industries in the world, funded by taxpayer subsidies and with lending decisions taken by the state.

Back in 1856 one of this newspaper’s editors, Walter Bagehot, blamed crashes on what he called “blind capital”—periods when credulous cash, ignoring risk, flooded into unwise investments. Given not only the inevitability of such moments of panic but also finance’s systemic role in the economy, a government had to devise some special rules to make finance safer. Bagehot invented one: the need for central banks to rescue banks during crises. But Bagehot’s rule had a sting in the tail: the bail-out charges should be punitive. That toughness rested on the view that governments should as far as they could treat financiers like any other industry, forcing bankers and investors to take as much of the risk as possible themselves. The more the state protected the system, the more likely it was that people in it would take risks with impunity.


That danger was amply illustrated in 2007-08. Having pocketed the gains from state-underwritten risk-taking during the boom years, bankers presented the bill to taxpayers when the bubble went pop. Yet the lesson has not been learnt. Since 2008 there has been a mass of new rules, from America’s unwieldy Dodd-Frank law to transaction taxes in Europe. Some steps to boost banks’ capital and liquidity do make finance more self-reliant: America’s banks face a tough new leverage ratio (see article). But overall the urge to regulate and protect leaves an industry that depends too heavily on state support.

Turning in his grave

The numbers would amaze Bagehot. In America a citizen can now deposit up to $250,000 in any bank blindly, because that sum is insured by a government scheme: what incentive is there to check that the bank is any good? Most countries still encourage firms and individuals to borrow by allowing them to deduct interest payments against tax. The mortgage-interest subsidy in America is worth over $100 billion.

Even Bagehot’s own financial long-stop has been perverted into a subsidy. Since investors know governments will usually bail out big financial firms, they let them borrow at lower rates than other businesses. America’s mortgage giants, Fannie Mae and Freddie Mac, used a $120 billion funding subsidy to line shareholders’ pockets for decades. The overall subsidy for banks is worth up to $110 billion in Britain and Japan, and $300 billion in the euro area, according to the IMF. At a total of $630 billion in the rich world, the distortion is bigger than Sweden’s GDP—and more than the net profits of the 1,000 biggest banks.

In many cases the rationale for the rules and the rescues has been to protect ordinary investors from the evils of finance. Yet the overall effect is to add ever more layers of state padding and distort risk-taking.

This fits an historical pattern. As our essay this week shows, regulation has responded to each crisis by protecting ever more of finance. Five disasters, from 1792 to 1929, explain the origins of the modern financial system. This includes hugely successful innovations, from joint-stock banks to the Federal Reserve and the New York Stock Exchange. But it has also meant a corrosive trend: a gradual increase in state involvement. Deposit insurance is a good example. Introduced in America in 1934, it protected the first $2,500 of deposits, a small multiple of average earnings then, reducing the risk of bank runs. Today America is an extreme case, but insurance of over $100,000 is common in the West. This protects wealth, and income, and means investors ignore creditworthiness, worrying only about the interest-rate offer, sending deposits flocking to flimsy Icelandic banks and others with pitiful equity buffers.

The overall effect is not just to enrich one industry, but to mute the beneficial effects of finance. Healthy financial markets speed up an economy, channelling credit to firms that need it. They can also make an economy fairer and more competitive, providing the funds for those without them to challenge incumbents. Modern finance is a more slanted system in which savings are drawn towards subsidies and tax distortions. Debt-fuelled housing goes wild while investment in machines and patents runs dry. All this dulls growth.

Blame the grandparents

How can the zombie-like shuffle of the state into finance be stopped? Deposit insurance should be gradually trimmed until it protects no more than a year’s pay, around $50,000 in America. That is plenty to keep the payments system intact. Bank bosses might start advertising their capital ratios, as happened before deposit insurance was introduced. Giving firms tax relief on financing costs is sensible, but loading it all onto debt rather than equity is not. And still more can be done to punish investors, not taxpayers, for failure. A start has been made with “living wills”, which describe how to wind down a megabank, and loss-absorbing bonds, which act as buffers in a crisis. But Europe is far behind America here, and the issue of how to resolve huge, cross-border banks remains.

The chances of politicians withdrawing from finance are sadly low. But they could at least follow Bagehot’s advice and make the cost of their support explicit. The safety net for finance now stretches well beyond banks to undercapitalised clearing-houses and money-market funds. Governments should report these liabilities in national accounts, like other subsidies, and exact a proper price for them. Otherwise, they have merely set up the next crisis.

From the print edition: Leaders

Curso de Contabilidade Básica: Imobilizado

O ativo imobilizado pode representar uma grande parcela do ativo de uma empresa. Por este motivo deve ser acompanhado de perto; isto inclui a política de depreciação, de aquisição e de venda. Considere o caso da Localiza, uma empresa de aluguel de automóveis. No primeiro trimestre de 2014 a empresa tinha um ativo de R$4,1 bilhões. Deste valor, R$3,1 bilhões era não circulante, sendo R$1,9 bilhão imobilizado. Conhecendo o negócio da Localiza é fácil imaginar a razão do elevado imobilizado, que representa 45% do ativo: o valor dos automóveis.

Entretanto, ao observar o balanço da empresa não é possível fazer uma análise mais aprofundada. Temos que observar as notas explicativas, onde a composição do imobilizado está detalhada. Veja o que diz a nota explicativa da empresa:


No final de março de 2014 o valor dos automóveis era de 1,8 bilhão, quase totalidade do imobilizado. O leitor poderá observar que a depreciação acumulada deste ativo é de 4% do valor de custo (64 milhões por 1796). É realmente um valor muito baixo. Um valor reduzido também é esperado já que a empresa deve manter uma frota nova para satisfazer seus clientes.

Observe que esta última afirmação tem uma consequência operacional para a empresa: o negócio de venda de carros usados é relevante e deve ser lucrativo. Eis um outro extrato das informações da empresa:

A empresa divulgou um extrato da demonstração do resultado segundo três segmentos: aluguel – seu negócio principal, gestão de frotas e franchising. A gestão de frotas é justamente a compra e venda de veículos, que apresentou receita trimestral de 220 milhões de reais.

Curso de Contabilidade Básica - Editora Atlas - César Augusto Tibúrcio Silva e Fernanda Fernandes Rodrigues (prelo)

Blogs de Contabilidade

Contabilidade Pública... não tenho palavras para te descrever.

Mas, para tentar mudar isso, há um blog novo na área:

Blog do Marilson Dantas

Para mais dicas, clique no nosso BlogRoll ou acesse o site "Blogs de Contabilidade"


Cotação e Desempenho no Futebol

O gráfico mostra a cotação das ações do Manchester United, clube de futebol da Inglaterra (linha azul), e o índice SP500, que representa a média do mercado dos EUA. Nos últimos dias a cotação do clube apresentou alta. E na segunda foi anunciado que o clube estava demitindo seu técnico, que em dez meses de clube não trouxe muito sucesso: desclassificação na Champions League, o lucrativo torneio continental, e um lugar distante na tabela do campeonato inglês, que retira qualquer chance de participar da próxima Champions. O treinador demitido tinha o encargo de substituir Sir Alex Fergunson, que em mais de 20 anos transformou o clube inglês num dos maiores do mundo. Não conseguiu.

O aumento nas ações talvez reflita o comportamento dos investidores com uma provável mudança nos rumos do clube.

22 abril 2014

Rir é o melhor remédio



Eu tinha uma chefe que só falava "se eu for aí....". E tive um outro chefe que para eu encontrar algo era só chamá-lo que x aparecia (ou o computador voltava a funcionar, ou alguma outra mágica ocorria). Todos são (e foram)  sensacionais e aprendi muito. Ri um bocado também.

É a qualidade do disclosure, estúpido !

When Bill Clinton was running for president for the first time, one of the catch phrases of his campaign was, “It’s the economy, stupid”. One of the things meant by this (with Bill Clinton, you’re never sure if you’ve captured all of the intended meanings) was that people should focus on the main issue and stop talking about the many smaller peripheral issues that can distract voters from what is important. That’s the way I feel about many earnings press releases I read.


Take, for example, Walgreens recently released second quarter 2014 earnings. Readers of this blog will know that I often write about Walgreens, but when you write, its best to write about something you know, and having worked at Walgreens, I think I know it better than the average investor (I also own the stock). There are a lot of things going on in the second quarter earnings release, and to a certain extent, Walgreens finds itself boxed in by all the adjusted earnings they’ve reported in the past. 


[...]

However, what really caught my eye in the earnings release was a claim of combined synergies for Walgreen and its strategic partner, Alliance Boots, of approximately $236 million in the first half of fiscal year 2014. When I see a claim for such a big number, a red flag always goes up in my mind and I start looking for where all this money has filtered into the earnings statement. After all, if you are claiming a synergy, you either have to be buying better and thus reducing your cost of goods, or lowering your expenses, reducing your selling, general and administrative expense.

[...]


Which brings me full circle. These types of claims detract from and make it look as if the company is trying to obscure what is really going on - “Look at the great synergies we’re getting, not at the fact that earnings are down”. So my advice to companies that engage in this sort of junky accounting is: “It’s the quality of disclosure, stupid.”


Curso de Contabilidade Básica: Relatório dos Auditores

O relatório dos auditores independentes irá informar se a empresa elaborou suas demonstrações conforme as normas e práticas contábeis adotadas no Brasil. Seria de esperar que o relatório afirmasse "sim" ou "não" a esta questão.

Existem situações onde os auditores independentes não emitem opinião. Isto é interessante já que estes profissionais são pagos para fazer este trabalho. Eles naturalmente precisam justificar a razão de não emitir a opinião.

Esta semana isto ocorreu com o relatório da OSX. Esta é uma empresa do grupo X que está em recuperação judicial. Em razão disto, a empresa de auditoria, EY, apresentou as justificativas abaixo:



Curso de Contabilidade Básica - Editora Atlas - César Augusto Tibúrcio Silva e Fernanda Fernandes Rodrigues (prelo)

Listas: Os atletas mais bem pagos

1. Floyd Mayweather Jr (boxe) — $73.5 milhões de dólares
2. Cristiano Ronaldo — $50.2 milhões
3. Lionel Messi — $50.1 milhões
4. Aaron Rodgers (football) — $40.0 milhões
5. Zlatan Ibrahimovic (soccer) — $35.0 milhões
6. Matthew Stafford (football) — $31.5 milhões
7. Tom Brady (football) — $31.0 milhões
8. Kobe Bryant (basquete) — $30.5 milhões
9t. Matt Ryan (football) — $30.0 milhões
9t. Joe Flacco (football) — $30.0 million

Fonte: Aqui

Encontro para discutir Leasing

Durante os últimos anos, o Financial Accounting Standards Board (Fasb) e o International Accounting Standards Board (Iasb) tentaram desenvolver um conjunto de regras comum. Entre os projetos, uma norma para o arrendamento. A principal finalidade da norma seria colocar estas operações no balanço das empresas. Depois de realizado a primeira etapa, a construção de uma minuta, as duas entidades colocaram o documento em audiência. As primeiras reações foram ruins. E Fasb e Iasb começaram a divergir.


Nesta quarta feira, dia 24 de abril, tem um encontro de conciliação entre as entidades. Não se sabe se as entidades optarão por uma abordagem para todos os arrendamentos ou uma opção dupla, dependendo do tipo de contrato. A decisão poderá alterar em muito as demonstrações contábeis de várias empresas.