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21 junho 2023

Carlos Ghosn tenta dar a volta por cima

O ex-chefe da Nissan Carlos Ghosn, de 69 anos, processa a montadora japonesa por demiti-lo em 2018 e por providenciarem sua prisão por suposta má conduta financeira. Ele pede mais de US$ 1 bilhão por “danos profundos” em suas finanças e reputação.



O ex-executivo, responsável pela aliança entre a montadora Nissan com a Renault e a Mitsubishi Motors, apresentou suas queixas ao promotor público no Tribunal de Cassação do Líbano, onde vive desde sua saída dramática do Japão no final de 2019 para fugir do julgamento. (...)

O processo reivindica US$ 588 milhões em compensações e custos perdidos e também US$ 500 milhões em medidas punitivas. Os acionistas da Nissan também sofreram perdas depois que a empresa desperdiçou sua vantagem de pioneirismo em relação aos veículos elétricos. O ex-executivo não faz mais parte do corpo de acionistas da empresa japonesa. (...)

Em 2020, um painel da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que a detenção de Ghosn em uma prisão japonesa por mais de 100 dias não era necessária e violava seus direitos. A decisão de prender Ghosn quatro vezes seguidas para estender sua detenção foi “fundamentalmente injusta”, de acordo com o Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. (...)

Fonte: Exame. Foto: John Cameron

10 agosto 2022

Faz sentido?

Algumas NFTs estão sendo vendidas por um valor acima do bem físico que representam. Parece ilógico e os exemplos da figura são de automóveis:

Uma NFT de um Nissan GTR foi leiloada por 2,3 milhões ou 10 vezes o valor do carro real. Outro exemplo: DuLoren tem uma NFT que foi comprada por 183 mil dólares, enquanto o automóvel vale 50 mil. 

Nem sempre o custo histórico é uma boa opção de avaliação. 

Para finalizar, eis um dado interessante: onde vivem os usuários dos NFTs? Eis a resposta:


03 janeiro 2020

A fuga de Ghosn

O ex-CEO da Nissan, Carlos Ghosn, fugiu do Japão na noite de domingo, após secretamente embarcar em dois aviões particulares para retornar à sua casa no Líbano.

Segundo Robert Allen, um professor da Tulane e especialista em segurança, estima-se que a fuga de Ghosn esteja na faixa de alguns milhões de dólares.

As descrições das pessoas que Ghosn contratou para coordenar a operação de fuga variaram. A Reuters se referiu a eles como uma "empresa de segurança privada", enquanto o Financial Times usou o termo "agentes de segurança privada". Quem planejou a fuga de Ghosn provavelmente era habilidoso, disse Allen, mas provavelmente não foi o trabalho de uma empresa de segurança respeitável, que não iria querer arriscar o dano de ser pego à reputação.

Para realizar esse tipo de operação de alto risco, você precisa planejá-lo de forma a minimizar suas chances de ser detectado. Isso significa viajar à noite e usar um aeroporto privado, o que permitiria ao passageiro embarcar em suas aeronaves mais rapidamente do que em um aeroporto público e evitar verificações de segurança extensas, disse Allen.

Adaptado de: aqui e aqui.

Ghosn na lista da Interpol

O Líbano recebeu um pedido de prisão da Interpol contra o ex-presidente da aliança Renault-Nissan Carlos Ghosn, o magnata do setor automotivo que fugiu do Japão para Beirute, anunciou o ministro da Justiça libanês nesta quinta-feira (2). [...]

Alvo de quatro acusações de crimes financeiros e em prisão domiciliar sob fiança desde abril de 2019, Ghosn vivia com certa liberdade de movimento no Japão, mas sob condições estritas.

O empresário teria conseguido escapar do país em um jatinho privado com a ajuda de uma empresa privada de segurança, segundo a Reuters, na última segunda (30). Ele mesmo divulgou um comunicado, afirmando que estava no Líbano, e que não fugiu da Justiça: "Escapei da injustiça".

Nascido no Brasil, ele também tem cidadania libanesa e francesa. [...]

Prisão de Ghosn
Carlos Ghosn foi preso no Japão no dia 19 de novembro de 2018 e, desde então, deixou a presidência do conselho das três montadoras que comandava: da Nissan, da Mitsubishi e da Renault.

Ele foi solto sob pagamento de fiança em março de 2019, após mais de 100 dias detido, mas acabou preso novamente em abril, por novas acusações das autoridades. No mesmo mês, foi solto após pagamento de fiança de US$ 4,5 milhões, valor equivalente a R$ 17,8 milhões. E agora aguardava o julgamento, previsto para 2020.

As circunstâncias da fuga ainda não estão claras. Ele teria usado um jato particular que decolou do aeroporto de Kansai, no oeste do Japão. Segundo a imprensa japonesa, uma aeronave deste modelo teria deixado o país no dia 29 de dezembro, às 23h, em direção a Istambul. A aterrissagem teria acontecido no aeroporto de Atatürk, fechado para voos comerciais.

Na mídia libanesa levantou-se a hipótese que Ghosn teria escapado escondido em uma caixa de instrumento depois de um concerto privado na sua residência. "É ficção pura", disse a mulher Carole, em conversa com a Reuters.

Pessoas próximas a Ghosn disseram ele foi recebido pelo presidente do Líbano, Michel Aoun.
Já em Beirute, Ghosn divulgou um comunicado em que afirmou que não será "mais ser refém de um sistema judicial japonês fraudulento em que se presume culpa, onde direitos humanos básicos são negados. Não fugi da justiça. Escapei da injustiça e da perseguição política. Agora posso finalmente me comunicar livremente com a mídia e estou ansioso para começar na próxima semana".

Nesta quinta-feira (2), a secretária de Estado francês para a Economia, Agnès Pannier-Runacher, declarou que o empresário não será extraditado se vier para a França. “A França nunca extradita seus cidadãos, então aplicaremos a Ghosn as mesmas regras que aplicamos para todos. Não é por isso que achamos que ele não deva ser julgado pela Justiça japonesa”, declarou, em entrevista ao canal BFMTV.

Fonte: aqui. Mais sobre Ghosn: aqui.

09 setembro 2019

Novela Nissan

Saiu na Veja:

O CEO da Nissan, Hiroto Saikawa, renunciou ao cargo nesta segunda-feira, 9, segundo divulgou a montadora em comunicado. [...] Saikawa era o sucessor do franco-brasileiro-libanês Carlos Ghosn, preso em 2018 por atitudes ilícitas envolvendo a companhia — ele nega as acusações.

A saída vem na esteira de um novo escândalo que abala a fabricante japonesa. Na semana passada, Saikawa admitiu ter recebido pagamentos indevidos ligados à cotação das ações do grupo.

Segundo a Nissan, um novo nome deve assumir o comando da empresa até outubro. Enquanto isso, o atual diretor de operações, Yasuhiro Yamauchi, ficará à frente da montadora. Saikawa pediu perdão “pela perturbação provocada” e garantiu que vai devolver o dinheiro recebido indevidamente.

No comunicado, a companhia cita que a renúncia veio a pedido do conselho de diretores da empresa. Na semana passada, Saikawa admitiu ter recebido uma remuneração superior à que lhe correspondia. “Recebi uma retribuição sob uma forma que não corresponde às normas em vigor. Acreditava que era fruto de um procedimento correto”, declarou o CEO.

A confissão de Saikawa ocorreu após a publicação de uma série de artigos sobre investigações internas da Nissan, que revelam possíveis pagamentos irregulares que teriam beneficiado o CEO e outros executivos. Os pagamentos questionados foram realizados com base no mecanismo conhecido como “stock appreciation rights” (SAR)”, pelo qual os dirigentes podem receber um prêmio em dinheiro vinculado ao aumento do valor da ação do grupo durante um período definido.
[...]


Você pode ler mais sobre a novela Nissan: aqui.

19 julho 2019

Carlos Ghosn abre processo contra Nissan e Mitsubishi Motors

O ex-presidente da montadora francesa Renault,(...) Carlos Ghosn, entrou com uma ação contra as empresas japonesas Nissan e Mitsubishi Motors por violação abusiva de seu contrato em uma empresa com sede na Holanda. (...) O ex-CEO da Renault e da Nissan pede 15 milhões de euros (16,8 milhões de dólares) a título de indenização.

Fundada em 2017 para explorar as sinergias entre os dois grupos, a subsidiária Nissan-Mitsubishi B.V. (NMBV) foi dissolvida em março de 2019, após a prisão de Carlos Ghosn no Japão por suspeita de fraude financeira.

A Nissan e a Mitsubishi Motors disseram em janeiro que Ghosn havia recebido como administrador do NMBV “uma remuneração total de 7.822.206,12 euros”.

Segundo a Nissan, que quer recuperar o montante indevidamente recebido, Ghosn fez um contrato por conta própria em 2018, “sem discutir com os outros membros do conselho de administração da NMBV”, no caso os presidentes da Nissan, Hiroto Saikawa, e da Mitsubishi Motors, Osamu Masuko.

Fonte: Aqui. Leia mais sobre Ghosn: Aqui.

11 abril 2019

Mais sobre a esposa do Ghosn

Via G1:

Carole Ghosn, mulher de Carlos Ghosn, está de volta ao Japão, onde deve ser ouvida pela Justiça na investigação sobre as suspeitas de fraudes que teriam sido cometidas pelo ex-presidente da aliança Nissan-Renault-Mitsubishi - informou seu advogado, François Zimeray, nesta quarta-feira (10).

Ela havia deixado o Japão no último fim de semana, depois da recente detenção do marido, afirmando que "se sentiu em perigo". Segundo diferentes jornais japoneses, porém, a Justiça queria interrogá-la.
[...]

De acordo com a agência de notícias Kyodo, o escritório do promotor de Tóquio suspeita que somas de dinheiro desviado teriam passado por uma empresa administrada por ela.

Carlos Ghosn foi preso em 4 de abril em Tóquio por novas suspeitas de crimes financeiros, um mês depois de ser libertado sob fiança.

Sua mulher, que estava presente quando foi preso, disse que voltou para a França, apesar de seu passaporte libanês ter sido confiscado pela polícia japonesa. Carole disse que usou seu outro passaporte, americano.

05 abril 2019

Mais sobre Ghosn

Saiu no G1:

Um tribunal de Tóquio prorrogou nesta sexta-feira (5), até o dia 14 de abril, a prisão provisória do ex-presidente da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn. O executivo voltou a ser detido na quarta-feira (3) por novas suspeitas de sonegação financeira.
[...]

A detenção de Ghosn ocorreu apenas um mês depois de o executivo ter sido libertado e um dia depois de ter anunciado no Twitter uma coletiva de imprensa para 11 de abril.

O ex-executivo foi preso desta vez devido à existência de um "risco de destruição de provas", declarou o procurador adjunto Shin Kukimoto.

Ghosn havia saído da prisão - sob fiança - em 6 de março, acusado de três crimes por declarações inexatas de rendimentos entre os anos 2010 e 2018 em documentos que a Nissan entregou a autoridades financeira.

A investigação que motivou a nova prisão refere-se a uma transferência de milhões de dólares para uma distribuidora de carros da Renault e da Nissan em Omã, no Oriente Médio.

Segundo a promotoria, parte do dinheiro transferido, cerca de US$ 5 milhões, acabou em uma conta bancária controlada pelo Ghosn. De acordo com a mídia local, o dinheiro foi usado para pagar por um iate familiar e cobrir empréstimos pessoais.

A prisão, que especialistas jurídicos sem relação com o caso descreveram como muito rara para alguém já solto sob fiança, faz parte da quarta acusação obtida pelos procuradores contra o executivo, em um escândalo que abalou a indústria automotiva global e provocou questionamentos sobre o sistema judicial do Japão.

As demais, assim como a primeira, referem-se a má conduta financeira ligada à declaração de suas rendas. Ele nega os crimes.

Fonte: Aqui

29 março 2019

Novela Nissan Renault

A aliança entre a Renault e a Nissan comemorou 20 anos nesta semana. O acordo foi firmado em 27 de março de 1999, com o acréscimo em 2016 da Mitsubishi, após uma crise.

Os sócios fundadores marcaram a “celebração” na quarta-feira com mensagens opostas. Conforme o The Wall Street Jornal, a Nissan, do Japão, divulgou um relatório de governança condenando a concentração de poder do ex-chefe Carlos Ghosn, que veio da Renault. Da Europa, o Financial Times informou que a Renault quer reiniciar as negociações de fusão com a Nissan dentro de 12 meses.

Se os franceses conseguissem o que querem, a Renault e a Nissan reuniriam seu capital acionário na Holanda, onde a administração da aliança está baseada. As montadoras permaneceriam como operadoras independentes, mas sob um único conjunto de contas e ações, que geraria mais economia de custos. Atualmente as despesas só são compartilhadas quando ambos os lados se beneficiam; após uma fusão, as despesas também poderiam ser compartilhadas quando o benefício para um é maior que para o outro.

A Nissan, no entanto, parece ter desejos contrários aos dos franceses, ao enfatizar a necessidade de reequilibrar as participações cruzadas e os direitos de voto. A participação de 43% da Renault na Nissan vem com direito a voto, mas a participação de 15% da Nissan na Renault não.

O relatório de governança da Nissan, escrito por seus três diretores independentes e quatro consultores externos, não abordou participações cruzadas. Mas suas recomendações, se adotadas, enfraqueceriam o controle da Renault sobre a Nissan, incluindo a introdução de mais membros independentes do conselho e a obrigatoriedade de um presidente independente.

Dada a potencial redução de custos, os investidores comemorariam uma fusão: as ações da Renault subiram 3% na quarta-feira em resposta à reportagem do Financial Times reforçando o interesse na fusão. Em março passado, quando o governo francês e Ghosn estavam secretamente pressionando por um acordo e o rumores começaram a surgir, elas subiram 10%.

28 março 2019

Por que Carlos Ghosn caiu?

O Chairman da Renault, Jean-Dominique Senard (esquerda), e o CEO da Nissan Motor, Hiroto Saikawa
Hoje o The Wall Street Journal publicou uma reportagem falando sobre a possibilidade de a prisão de Carlos Ghosn, ex-CEO da Nissan, ter ocorrido para atrapalhar a fusão com a Renault.

Segundo o texto, os executivos nacionalistas da Nissan teriam tomado medidas para que Ghosn fosse preso, na expectativa de atrasar ou terminar qualquer tentativa de fusão da japonesa Nissan com a francesa Renault, que formaram uma aliança em 1999.

O advogado de Ghosn disse que utilizará essa motivação na defesa. Segundo ele, os executivos agiram por causa de disputas em estratégias de negócios e isso pode manchar a parte criminal do caso.

Leia mais sobre o caso: aqui.

12 janeiro 2019

Acusação contra Ghosn

Na medida que o tempo passa e novas informações são apresentadas, a prisão de Carlos Ghosn, ex-CEO da Nissan, torna-se mais "estranha". Preso desde novembro e sem chances de sair tão cedo da cadeia no Japão, Ghosn é acusado de "violação de confiança" e "declaração a menor de renda", o que tem implicações sobre o pagamento de imposto de renda. O executivo negou as acusações.

O executivo, que esteve à frente da aliança entre as montadoras Renault, Nissan e Mitsubishi - que vende cerca de 10 milhões de veículos por ano e tem 500 mil funcionários -, é suspeito de usar a Nissan para encobrir perdas financeiras de investimentos pessoais no valor de US$ 17 milhões (cerca de R$ 63 milhões).

Ele é acusado ainda de fazer pagamentos equivalentes a US$ 14,7 milhões (aproximadamente R$ 55 milhões) ao empresário saudita Khaled al-Juffali usando recursos da Nissan em troca de uma carta de crédito que seria usada também para cobrir prejuízos com seus investimentos pessoais.

Ghosn foi detido pela primeira vez em 19 de novembro de 2018, para que fosse interrogado pelas autoridades japonesas, e teve a prisão prorrogada por duas vezes em dezembro.

Se considerado culpado, o executivo pode ser condenado a até 10 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de até 700 milhões de ienes (cerca de R$ 24 milhões), conforme as leis japonesas.


Uma auditoria realizada pela Renault não encontrou, no entanto, qualquer indício de fraude.

Pouco depois da prisão de Ghosn, as montadoras japonesas Nissan e Mitsubishi removeram-no da posição que ocupava nas empresas, de presidente do conselho.

A Renault, contudo, o manteve no cargo de CEO, alegando não ter encontrado qualquer indício de fraude fiscal.


28 novembro 2018

Cinismo

Quando surgiu o escândalo relacionado com a gestão de Carlos Ghosn na Renault-Nissan, imediatamente da empresa japonesa descartou a proximidade com o executivo e aproveitou para criticá-lo. Agora a Reuters mostra como a empresa foi cínica.

A Ernst Young ShinNihon LLC questionou a administração da Nissan várias vezes, principalmente por volta de 2013, sobre compras de casas de luxo no exterior para uso pessoal de Ghosn e de direitos de valorização de ações que lhe foram conferidos.

Mas a montadora japonesa disse que as transações e os relatórios financeiros são apropriados, disse a fonte à Reuters sob condição de anonimato.


A empresa japonesa, através de uma coletiva do seu CEO, afirmou que Ghosn e um ex-diretor eram culpados. Este é um dos acertos de um auditor que não aparece para o público externo.

19 novembro 2018

Queda de Ghosn

Um dos mais admirados executivos mundiais, o brasileiro Carlos Ghosn, foi detido hoje em Tóquio. Com 64 anos, Ghosn foi considerado o responsável por salvar a Nissan da falência, em 1999. O brasileiro é presidente do conselho de administração da Nissan, executivo-chefe da Renault e presidente do conselho da Mitsubishi.

Ghosn teria manipulado sua declaração de imposto, informando um salário menor do que aquele que foi recebido. Esta redução seria de 44 milhões de dólares. Além disto, o executivo teria usado ativos da empresa.

Além da detenção, a sede da empresa Nissan foi objeto de busca por parte das autoridades japonesas. Como consequência, as ações da Renault cairam na bolsa de valores.

A empresa Nissan afirmou ter descoberto a conduta do executivo e pretende retirar o mesmo do cargo. Segundo informação da imprensa, a Nissan está cooperando com as investigações.

Em 2011, em uma pesquisa de opinião pública, foi perguntado aos japoneses quem eles gostariam que governasse o país. Ghosn ficou em sétimo lugar. Isto mostra o prestígio dele no país.

31 janeiro 2018

Já não se fazem japoneses como antigamente...

As recentes fraudes em empresas japonesas mostraram que a imagem Made in Japan de qualidade talvez seja falsa. Os exemplos: a montadora Nissan fez um recall de dois milhões de veículos, a Kobe Steel falsificava dados de qualidade do produto, a Toshiba manipulava os dados contábeis, entre outros exemplos. Um texto do Financial Times (publicado em português aqui) analisa esta imagem construída e estes episódios recentes. Para Peter Wells e Leo Lewis:

A sensação de que os problemas foram frutos de conspirações dentro das empresas aumentou ainda mais depois das admissões de que as fraudes e mentiras existiam há anos e, em alguns casos, há décadas. Há inúmeros casos difíceis de explicar. Os escândalos implicam, segundo especialistas, uma disposição institucionalizada de violar regras dentro de instituições que se orgulham especificamente por segui-las de forma inflexível.


Fotografia: executivos da Sony

04 agosto 2015

Game como profissão

Felix Kjellberg (foto) nasceu na Suécia em 1989 e é muito conhecido na internet como PewDiePie. Possui verbete na Wikipedia, inclusive em Português. Nada mal para quem abandonou o curso de Economia Industrial e Gestão da Tecnologia. Kiellberg já apareceu em dois episódios de South Park.

A popularidade de Kjellberg deve-se ao seu canal do YouTube, que possui a maior quantidade de inscritos: 38 milhões. O segundo colocado tem 22 milhões, enquanto Taylor Swift possui 15 milhões. Kjellberg faz algo pouco usual por muitas pessoas: jogar games. O canal mostra Kjellberg fazendo comentários com games variados.

O número de pessoas que se dedica a assistir outra jogando cresce a cada dia. Um dado diz que 125 milhões nos Estados Unidos fazem isto. E que no mundo pode atingir a mais de 400 milhões. As razões para que uma pessoa assista alguém jogar games são as mesmas de alguém que assiste a uma partida entre Federer e Djokovic: diversão e dicas para melhorar seu próprio nível de jogo. As competições de games estão sendo transmitidas por canais de esportes e já existe programas específicos na TV aberta brasileira. E os jogadores também possuem treinadores, como informa Needleman, com salários que chegam a 50 mil dólares por ano, que pode incluir bônus por desempenho. Kjellberg ganhou 4 milhões de dólares em 2013, mas este valor certamente é reduzido em relação ao que ele ganha hoje ou ao seu potencial na internet. Algumas “equipes” de jogadores possuem contratos de marketing, como é o caso da Team Liquid, que é apoiada pela Nissan e HTC.

02 julho 2013

Custo dos Estádios

Segundo o Valor Econômico:

No ranking de 19 estádios (Brasil, África do Sul, Coreia/Japão e Alemanha) construídos ou reformados, o Mané Garrincha, em Brasília, tem o custo por assento de US$ 8.830. É o quarto estádio de custo mais elevado, sendo ultrapassado pelo Saporo Dome (Japão/US$ 10.373), o Cape Town Stadium (África do Sul/US$ 10.041) e o Nissan Stadium (Japão/US$ 8.846).

Os estádios brasileiros Fonte Nova (custo de US$ 5.639), Arena Pernambuco (US$ 5.518) e Mineirão (US$ 5.512) estão abaixo da média geral, de US$ 6.429 por assento das arenas construídas ou submetidas a grandes reformas para as últimas quatro Copas do Mundo.


Estes valores são diferentes daqueles que encontramos aqui no Blog em 2012, onde o custo por assento era de 7 mil dólares.Além disto, o texto do Valor Econômico deixa de considerar a construção dos estádios da Eurocopa.

18 agosto 2012

Teste da Semana

Eis um teste para verificar se você estava atento ao que ocorreu na contabilidade esta semana:


1 - Uma empresa japonesa teve sua auditoria, realizada pela PwC, reprovada por um órgão regulador:
Financial Services Authority (FSA) do Japão
Ministério das Finanças japonês
PCAOB dos EUA

2 – Qual o nome da empresa japonesa da questão anterior?
Nissan
Sony
Toyota

3 – A safra de balanços das empresas de capital aberto do Brasil revelou um desempenho abaixo do ano anterior. A principal causa, segundo os jornais econômicos, foi:
Aumento das despesas com pessoal
Comportamento do dólar
Redução nas receitas financeiras com títulos públicos

4 – O Chairman desta entidade afirmou que não haverá novidades sobre a convergência para normas internacionais nos EUA até as eleições presidenciais:
AICPA
Fasb
Iasb

5 – Um executivo do frigorífico Minerva foi condenado por divulgar informações indevidas. O balanço onde isto ocorreu era do exercício social encerrado em 31 de dezembro de:
2008
2009
2010

6 – Jana Ryan é esposa do candidato a vice-presidência pelo partido republicano. Descobriu-se que Jana tem um vínculo com a contabilidade:
É filha de um contador famoso, Hendricksen Ryan
Tem o CPA, que permite fazer contabilidade nos EUA
Trabalhou como lobista na PwC

7 – Anunciou-se o tamanho do rombo do banco Cruzeiro do Sul. É de
2,23 bilhões
3,1 bilhões
8,9 bilhões

8 – Esta famosa cantora está envolvida numa confusão com seus antigos contadores. Esta semana os contadores resolveram comprar briga com:
Lady Gaga
Madonna
Rihana

9 – Esta semana o prefeito do Rio de Janeiro informou sobre o orçamento do Rio 2016:
Que não existe orçamento atualizado
Que o orçamento foi reajustado para 15 bilhões de dólares
Que os custos serão menores que anteriormente divulgados

10 – A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, resolveu incorrer na falácia do custo perdido, investindo 36 milhões de reais num empreendimento que tem apresentado uma grande história de prejuízo:
Costa do Sauípe
Perdigão
Valec

Verifique a resposta nos comentários. 
Acertou de 9 a 10 = parabéns. Medalha de Ouro
7 ou 8 questões certas = está no caminho. Prata
5 ou 6 questões = quem sabe um dia você chega ao ouro.
Abaixo de 5 questões = não desanime. 

23 dezembro 2011

Ganho no desastre

A Nissan ganhou uma grande propaganda com o tsunami japonês. Seu carro elétrico, Leaf, permaneceu intacto após o desastre em março, relatou o New York Times.

22 outubro 2010

Carro elétrico

O esforço para pôr carros elétricos nas estradas é apoiado por governos e montadoras de todo o mundo, mas eles enfrentam um obstáculo que pode ser difícil de superar: o custo teimosamente alto das enormes baterias que alimentam os veículos.

Tanto a indústria quanto os governos apostam que um rápido aumento das vendas de carros elétricos vai derrubar o preço das baterias, que podem corresponder a mais de metade do custo de um veículo elétrico.

Mas vários cientistas e engenheiros do setor acreditam que será difícil obter reduções de custo. Diferentemente de pneus ou torradeiras, as baterias não devem desfrutar das tradicionais economias de escala à medida que os fabricantes aumentem a produção.

Alguns especialistas dizem que a maior produção das baterias fará com que o preço dos principais metais usados em sua manufatura continuem estáveis — ou talvez até subam —, pelo menos no curto prazo.

Esses especialistas também dizem que o preço das peças eletrônicas usadas nas baterias, bem como das caixas que as abrigam, não devem declinar consideravelmente.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos estabeleceu uma meta de redução nos custos das baterias de carros de 70% em relação ao preço do ano passado, estimado em US$ 1.000 por quilowatt hora de capacidade, até 2014.

Jay Whitacre, um pesquisador de bateria e analista de política tecnológica da Universidade Carnegie Mellon, está cético. As metas do governo "são agressivas e dignas de esforço, mas não são alcançáveis nos próximos três a cinco anos", disse ele ao Wall Street Journal. "Vai levar pelo menos uma década" antes que essa redução de preço seja obtida.

O alto custo das baterias é evidente nos preços definidos para os primeiros carros elétricos. O Leaf da Nissan Motor Co., que deve chegar ao mercado americano em dezembro, vai custar US$ 33.000. As atuais estimativas da indústria são de que só sua bateria custe à Nissan cerca de US$ 15.600.

O custo vai tornar difícil para o Leaf dar lucro. E também pode diminuir suas vendas, já que mesmo com os incentivos fiscais do governo ele vai custar mais que o dobro do preço inicial do Nissan Versam que tem tamanho similar e sai a partir de US$ 13.520.A Nissan não comenta o preço das baterias, além de informar que as primeiras versões do Leaf não darão lucro. Só depois, quando a empresa começar a produzir em massa as baterias em 2013, o carro será lucrativo, segundo a Nissan.

A montadora japonesa acredita que pode cortar os custos da bateria por ganhos de escala. Ela está erguendo uma fábrica no Tennessee que terá a capacidade de montar até 200.000 baterias por ano.

Outros proponentes dos elétricos concordam que os custos da bateria vão cair com o aumento da produção. "Eles vão baixar pela metade, se não mais, nos próximos cinco anos", diz David Vieau, diretor-presidente da fabricante americana de baterias A123 Systems, de Watertown, Massachusetts, que recentemente abriu uma fábrica em Michigan.

Alex Molinaroli, diretor da divisão de baterias da Johnson Controls Inc., está confiante de que pode cortar o custo de produção das baterias em 50% nos próximos cinco anos, embora a empresa não informe qual o custo atual. A redução de custo vai decorrer sobretudo da gestão eficiente de fábrica, corte de desperdícios e outras despesas relacionadas à administração, não de alguma melhora básica na tecnologia da bateria, diz.

Mas pesquisadores como Whitacre, as Academias Nacionais de Ciência dos EUA e mesmo algumas montadoras não estão convencidos, principalmente porque mais de 30% do custo das baterias é de metais como níquel, manganês e cobalto. (O lítio representa apenas uma pequena porção dos metais nas baterias.)

Os preços desses metais, que são definidos pelos mercados de commodities, não devem cair com o aumento da produção de baterias — e podem até subir por causa do crescimento da demanda, segundo um estudo das Academias de Ciência divulgado este ano e engenheiros familiarizados com a produção de baterias.

As células de baterias de íon de lítio já são produzidas em massa para computadores e celulares e o custo delas caiu 35% de 2000 a 2008 — mas não baixou muito mais nos últimos anos, segundo o estudo das Academias de Ciência.


Alto custo das baterias é obstáculo para carros elétricos - 20 Out 2010 - The Wall Street Journal Americas - Mike Ramsey