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26 fevereiro 2024

Como Decidir

Comecei a ler o livro Como Decidir e inicialmente não gostei. O estilo de deixar espaços em branco para que o leitor faça “exercícios” pareceu meio bobo. E realmente quase não fiz as tarefas que Anne Duke sugere ao leitor. Mas gostei muito do que li e recomendo a obra. E o principal motivo é que Duke apresenta conselhos que parecem óbvios, mas você fica pergunta, depois de ler um monte de livros, qual a razão de nunca ter pensado sobre o assunto. 


 Eis um pequeno exemplo. Duke mostra, logo na página 3, que qualidade de decisão e qualidade de resultado são coisas similares, mas não são iguais. Nós temos a tendência a achar que uma decisão foi boa em razão do seu resultado e isso não é verdade. Imaginei um exemplo aqui: você comprou um bilhete de loteria. Se você analisar sob a ótica da probabilidade a sua decisão foi péssima. Mas eis que você foi sorteado. O resultado foi ótimo, mas sua decisão não. As vezes tomamos decisões ruins e tudo acaba bem. Isso é pura sorte, como ela deixa claro no livro. 

Há também a possibilidade de tomar uma boa decisão e o resultado ser ruim, o que é um azar. Você recusou a entrar no bolão da loteria dos colegas e o número foi sorteado; seus colegas ganharam o prêmio, você não. É o azar. Outro ensinamento muito valioso do livro: nós sabemos coisas antes da decisão e sabemos coisas depois do resultado. 

A decisão do jogador Alex Sandro que avançar ao ataque, no jogo da Copa do Mundo de 2022 contra a Croácia, teve consequências que hoje sabemos. Mas sabemos porque temos o resultado do jogo. Há muito o que aprender no livro. Logo após ter completado a leitura deste livro, tomei a coragem de ler Pensar em Apostas, também de Duke. Eu gostei muito mais desta obra. Assim, se tiver que escolher um livro para ler, opte por este.

Livro: Mindshift

Eis que abro o livro Mindshift com grandes expectativas. Várias semanas depois de terminar sua leitura, volto ao texto e lembro que marquei o conceito da palavra: transformação intensa de vida que ocorre graças ao aprendizado. Isso parece realmente interessante e importante. Barbara Oakley é professora e já trabalhou com psicologia, bioengenharia e outros conteúdos. Segundo a orelha do livro, seus dois cursos abertos, um deles Mindshift, possui um grande alcance. A autora realmente usa sua experiência de ministrar sobre o assunto no livro e traz experiências que vivenciou sobre o assunto. 


O texto passa pela técnica pomodoro, pelo incentivo a uma vida ativa, pela mudança cultural, o uso de jogos para treinamento cerebral e por aí vai. Eu percebo claramente quando gosto de um livro ao folhear depois de ler e verificar se há muitas marcações. Meu exemplar tem duas marcações somente e isso me faz perguntar o que aconteceu de errado. Afinal, o assunto é interessante, a autora tem capacidade para escrever sobre o assunto e li com relativa atenção. 

Uma possível explicação talvez esteja na produção gráfica da BestSeller, algo que um leigo como eu não saberia compreender. Mas há a insistência da autora em vender os MOOCs (Massive Online Open Courses) como sendo a grande solução para os problemas do mundo. O capítulo 11 tem o título “A vantagem dos MOOCs e do aprendizado virtual”. Como leitor atento notei a ausência de uma capítulo com “a desvantagem dos MOOCs”. Talvez que a insistência em vender o currículo e não o conteúdo: em diversos locais é Dra. Barbara Oakley ou Barbara Oakley, phD. Ou quem sabe seja o fato de que livros de divulgação científica devem ter bons casos, contados de forma atraente.

Falsidade

De um longo artigo de Tim Harford sobre falsificação:

Considere uma nova análise no Journal of Experimental Psychology dos psicólogos Ariana Modirrousta-Galian e Philip Higham. Eles examinam jogos como Bad News e Go Viral!, desenvolvidos por pesquisadores da Universidade de Cambridge para ajudar a "inocular" as pessoas contra notícias falsas. E funcionam, até certo ponto. Após jogar esses jogos, os sujeitos experimentais são de fato mais propensos a identificar notícias falsas como falsas. Infelizmente, eles também são mais propensos a identificar histórias de notícias genuínas como falsas. Sua capacidade de discriminar entre verdadeiro e falso não melhora. Em vez disso, eles se tornam mais cínicos sobre tudo.


O texto é sobre o falsificador Eric Hebborn, mas este trecho achei bem interessante. 

25 fevereiro 2024

Rir é o melhor remédio


 

Longo Sono dos Cães de Guarda do Capitalismo

Do pluralistic:

(...) Um dos aspectos mais estranhos do capitalismo em estágio final é o colapso da auditoria, o pilar do investimento. Auditores - profissionais independentes que atestam as finanças de uma empresa - são a única maneira pela qual os investidores podem ter certeza de que não estão entregando seu dinheiro a empresas falidas dirigidas por vigaristas.

Não é viável para os investidores conversarem com parceiros de cadeia de suprimentos e varejistas e verificar se os pedidos e custos de uma empresa são reais. Investidores não podem entrar no banco de uma empresa e exigir ver seus históricos de conta. Auditores - que são pagos pelas empresas, mas trabalham para si mesmos - são como os investidores evitam despejar dinheiro em buracos de Ponzi.


Leitores atentos terão notado que há uma tensão intrínseca em um arranjo onde alguém é pago por uma empresa para certificar sua honestidade. A empresa decide quem são seus auditores, e esses auditores dependem da empresa para futuros negócios. Para gerenciar esse conflito de interesses, os auditores juram lealdade a um código de ética profissional e são supervisionados por conselhos profissionais com o poder de emitir multas e banir trapaceiros.

(...) Cada uma das quatro grandes empresas de contabilidade também é uma consultoria corporativa. Alguns desses serviços de consultoria são o trabalho normal de consultores corporativos - conselhos padrão para demitir trabalhadores e reduzir a qualidade do produto, além de fornecer software empresarial perigosamente defeituoso. Mas você pode obter isso dos facilitadores superpagos da McKinsey ou da BCG. A vantagem de contratar uma grande empresa de contabilidade para consultoria é que elas podem ajudá-lo a cometer fraude financeira.

(...) Ao comprar seus conselhos de trapaça da mesma empresa que é paga para certificar que você não está trapaceando, você melhora muito suas chances de evitar detecção até ter fugido da cidade.

Isso me leva à ideia do "bezzle". Este é o termo de John Kenneth Galbraith para "as semanas, meses ou anos que transcorrem entre a comissão do crime e sua descoberta". Este é o período em que tanto o criminoso quanto a vítima sentem que estão melhorando. O trapaceiro tem o dinheiro da vítima, e a vítima não sabe disso. O Bezzle é esse intervalo em que você ainda está assumindo que a FTX não está mentindo para você sobre os retornos loucos que estão gerando para sua criptomoeda. É o período entre você receber a caixa selada com um PS5 com desconto de 90% de um cara em um beco e chegar em casa e descobrir que está cheia de tijolos e isopor.

A contabilidade de grande porte é uma fábrica para produzir bezzles em escala. O jogo é viciado, e eles são os viciadores. 

(...) Então: em vez de cultivar um relacionamento adversário com as Quatro Grandes, a PCAOB efetivamente se fundiu com elas. Dois de seus assentos no conselho são reservados para contadores, e esses dois assentos foram ocupados por veteranos das Quatro Grandes quase sem exceção

(...) Esse arranjo corrupto atingiu um clímax em 2019, com a nomeação de William Duhnke - anteriormente do gabinete do senador Richard Shelby [R-AL] - que assumiu como Contador-Chefe. Sob a liderança de Duhnke, o cão de guarda já sem dentes foi primeiro castrado, depois eutanasiado. Duhnke demitiu todos os quatro chefes da principal divisão da PCAOB e depois deixou seus assentos vagos por 18 meses. Ele cortou o orçamento da agência, "enfraqueceu os requisitos de inspeção e as políticas de independência do auditor e ignorou as obrigações de realizar reuniões do Conselho e divulgar sua agenda".

Tudo isso acabou em 2021, quando o presidente da SEC, Gary Gensler, demitiu Duhnke e o substituiu por Erica Williams, a pedido de Bernie Sanders e Elizabeth Warren. Em menos de um ano, Williams emitiu 42 ações de execução, o maior número desde 2017, impondo mais de US$ 11 milhões em sanções.

(Tradução ChatGPT. Foto: Unsplash+

Rir é o melhor remédio


 Vida imita a arte

24 fevereiro 2024

Hackers e Sustentabilidade

Os hackers estão abrindo uma nova frente nas guerras de segurança cibernética corporativa ao sequestrar a torrente de dados sensíveis relacionados ao clima e à energia que saem das empresas.

Em janeiro, a empresa de consultoria Schneider Electric foi atingida por um ataque de ransomware em sua divisão Sustainability Business, que ajuda as empresas clientes a monitorar suas emissões, melhorar sua eficiência energética e obter energia renovável, entre outros serviços. O ataque deixou alguns dos softwares essenciais da divisão off-line por duas semanas, durante as quais um volume não revelado de dados de clientes foi comprometido. Um porta-voz da Schneider se recusou a especificar o que exatamente foi roubado (ou responder a quaisquer perguntas além de um comunicado de imprensa conciso), mas o principal programa atingido gerencia os dados de uso de energia dos clientes, incluindo estimativas de emissões, faturas de serviços públicos e informações em nível de instalação que são mais detalhadas do que as que as empresas normalmente tornam públicas.


A Schneider se recusou a dizer se pagou um resgate para recuperar os dados roubados, mas por enquanto o episódio parece ter terminado. A empresa disse que está investigando e planeja tomar "ações adicionais" para melhorar sua segurança cibernética.

O ataque à Schneider ilustra uma nova vulnerabilidade para as empresas que já estão enfrentando pressão dos órgãos reguladores e dos acionistas para rastrear e reduzir suas emissões. As empresas estão compilando mais dados sobre energia e clima do que nunca, o que tem o potencial de revelar detalhes confidenciais de suas operações e fatos embaraçosos sobre sua pegada ambiental. E, muitas vezes, estão compartilhando esses dados com uma proliferação de empresas terceirizadas de contabilidade e consultoria: a própria Schneider está desenvolvendo planos de descarbonização para pelo menos um terço das empresas da Fortune 500. Os dados climáticos precisam de uma atualização de segurança, ou a disposição das empresas para lidar com suas emissões poderá ser reduzida.

Fonte: Semafor NetZero. Tradução DeepL

23 fevereiro 2024

Desafio do Escopo 3 exige rigor no que se diz

A divulgação de informações climáticas representa um novo desafio para as empresas. Nesse sentido, as informações são classificadas em Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3, conforme indicariam a responsabilidade da empresa que divulga a informação. Os dois primeiros escopos estão vinculados à responsabilidade da empresa com a emissão de poluentes, direta (escopo 1) ou indireta (escopo 2). A grande polêmica sempre foi o escopo 3, que são as emissões da cadeia de valor da empresa.

Os reguladores gostariam de obrigar a empresa a divulgar a informação sobre a emissão da cadeia de valor. Faz certo sentido, na medida em que uma empresa pode terceirizar uma atividade poluente e isso não aparecer no relatório de sustentabilidade. Uma empresa que produz e vende um celular pode terceirizar a produção de uma peça que terá um maior impacto para o clima para um fornecedor. Em seu relatório de sustentabilidade, essa emissão não será divulgada caso não exista a obrigatoriedade de fornecer a informação do escopo 3.

Um argumento contra a divulgação dessa informação é que a responsabilidade não é da empresa que divulga, mas de outra entidade. E que essa informação deveria ser evidenciada pelo fornecedor, que terá mais condições de apresentar algo que seja útil para o usuário. Há outra questão que envolve o constrangimento de exigir a informação de um fornecedor, que muitas vezes não possui condições de obter o dado.

O regulador parece entender que a divulgação do escopo 3 é uma forma de olhar o processo como um todo, incluindo as atividades terceirizadas. O celular talvez não seja tão poluente, mas a sua bateria, um componente feito por terceiros, sim. O processo de produção da bateria só ocorreu pela existência do celular. Essa é uma visão que tem prevalecido no mundo dos negócios, onde as empresas devem ser rigorosas não somente com suas políticas sociais e de sustentabilidade, mas também com os fornecedores.

Se o escopo 3 é um grande desafio para as empresas, a qualidade da informação divulgada desse item também sofre. Simi Thambi faz algumas considerações interessantes sobre esse assunto. Segundo ele, o escopo 3 corresponde a 70% das emissões totais de uma empresa. Não há uma informação detalhada de onde surgiu esse número, e acredito que o percentual varie conforme a empresa. Ou seja, desconfio desse percentual. A proposta do ISSB, a entidade criada para emitir normas de divulgação relacionadas com os relatórios contábeis e vinculada à Fundação IFRS, apoia a divulgação do escopo 3. Esse apoio já permite que sejam feitos estudos sobre essa informação. Thambi mostra que o resultado não é bom, mas vejo uma série de lacunas em sua análise. (O texto de Thambi está em itálico)


Uma análise de 4 mil grandes e médias empresas, divulgada no dia 25 de janeiro, mostr a que, embora muitas empresas relatem várias categorias de emissões de Escopo 3, muitas vezes elas ignoram as emissões mais materiais – aquelas com a maior parcela das emissões totais. Mais da metade das 2 mil empresas que reportam emissões de mbito 3 omitem estas categorias cruciais das suas divulgações.

[Isso é estranho. Se a informação é omitida, como foi possível saber que isso ocorreu ou se a informação é imaterial?] 

Isto indica uma tendência em que as empresas, para efeitos de elaboração de relatórios, dão prioridade a dados de emissões que são mais fáceis de obter, ignorando potencialmente dados que, embora mais difíceis de recolher, poderiam levar a oportunidades para reduções mais significativas de gases com efeito de estufa.

[Como é possível saber se isso está ocorrendo? São muitas empresas, onde as informações podem não estar sendo divulgadas por outro problema. Assume aqui que a não divulgação é pela não obtenção da informação]

Além disso, a análise mostra que apenas duas categorias – uso de produtos vendidos e bens e serviços adquiridos, entre as 17 subcategorias do Escopo 3 – representam mais de 80% da maioria das emissões do Escopo 3 das empresas, destacando sua importância para o relatório. 

[Novamente, se há lacunas nos relatórios divulgados, como é possível ter tanta certeza desse percentual? Baseado na lei de Pareto, onde 20% dos itens irão representar 80% dos valores, o percentual pareceu exagerado]

Confiança alta nos cientistas

Uma pesquisa global envolvendo mais de 70.000 participantes, em 67 países, revela que as pessoas em todo o mundo geralmente confiam nos cientistas e desejam sua maior participação na formulação de políticas. Apesar da possível polarização causada pela pandemia de COVID-19, os níveis de confiança permanecem altos em diferentes grupos demográficos. 


O estudo, conduzido por pesquisadores de todo o mundo, emprega uma abordagem abrangente para medir a confiança, destacando a integridade, competência, benevolência e abertura dos cientistas. Em média, os participantes atribuíram uma confiança moderadamente alta, com percepções de que os cientistas são competentes e benevolentes, embora a abertura ao feedback tenha recebido uma pontuação mais baixa. 


Os níveis de confiança variaram entre os países, com Egito (4,30), Índia (4,26) e Nigéria (3,98) exibindo mais confiança, enquanto Albânia (3,05), Cazaquistão (3,13) e Bolívia (3,22) mostraram menos confiança. A Rússia, celeiro de grandes cientistas, teve uma nota de 3,23. O Brasil está no patamar superior, com uma média de 3,78. 

A orientação política influenciou a confiança, com visões de esquerda geralmente associadas a uma maior confiança, embora essa correlação tenha variado entre os países. Muitos participantes defendem uma maior participação dos cientistas na formulação de políticas, apesar de reconhecerem os desafios que os cientistas enfrentam nas arenas de políticas públicas. 

O estudo destaca a importância da comunicação eficaz e do treinamento para os cientistas que se envolvem na formulação de políticas. Embora o estudo forneça uma visão geral ampla da confiança nos cientistas, os níveis de confiança podem variar entre os campos científicos. Os pesquisadores pretendem disponibilizar o conjunto de dados global de forma aberta para facilitar estudos adicionais sobre o tema.

22 fevereiro 2024

ChatGPT explica a pandemia usando jargões contábeis


Eu: Você pode resumir a pandemia usando o máximo de jargões de contador possível?

Chat: "Então, basicamente, começou com um aumento repentino nas 'vendas de álcool em gel' e 'máscaras faciais', o que levou a uma grande demanda por 'estoque de emergência'. As empresas foram obrigadas a 'reduzir as horas de trabalho' e 'fechar as portas temporariamente' devido a 'ordens de confinamento' e 'bloqueios'. Isso resultou em uma queda drástica nas 'vendas a descoberto' e 'margens de lucro'. Enquanto isso, o governo estava ocupado implementando 'injeções de estímulo' e 'programas de auxílio' para tentar 'reduzir os impactos econômicos'. Houve um aumento significativo nas 'transações online' e 'trabalho remoto', levando a uma mudança para 'contabilidade digital' e 'ferramentas de colaboração virtual'. No entanto, também vimos um aumento alarmante em 'fraudes de desemprego' e 'ciberataques' devido à falta de 'controles internos' eficazes. Agora, estamos esperando ansiosamente pela 'recuperação econômica' e 'reabertura total', enquanto tentamos manter nossos 'ativos líquidos' e 'fluxo de caixa' sob controle."

Interessante

Sofisticação financeira e qualidade de investimento

Este estudo tem como objetivo analisar a relação entre a sofisticação financeira (SF) do chief executive officer (CEO) e a eficiência dos investimentos corporativos por meio de análise empírica em uma amostra de 189 empresas listadas na B3 S.A. - Brasil, Bolsa, Balcão (B3), no período de 2010 a 2021. As pesquisas sobre as características pessoais dos gestores têm explorado, principalmente, os aspectos relacionados à tomada de decisão nas políticas financeiras das empresas. Assim, este estudo busca adicionar um novo elemento à discussão, investigando como essas características estão relacionadas à eficiência na utilização dos recursos disponíveis para investimentos. Ao explorar a relação entre a SF do CEO com a eficiência do investimento, acrescenta-se à discussão na literatura sobre como as características dos gestores impactam a forma com que os tomadores de decisão conduzem as empresas. Isso acrescenta novos insights à compreensão de como as habilidades financeiras e as características individuais dos gestores podem influenciar o desempenho e os resultados das organizações. A pesquisa é relevante ao apresentar a relação entre a expertise do CEO e as decisões de investimento no mercado brasileiro, em que a oferta de capital tende a ser baixa (restrição financeira); consequentemente, investir de forma mais assertiva e eficiente impacta o resultado e na perpetuidade da organização. Por meio de uma proxy que mede a eficiência dos investimentos, realizaram-se regressões pelo método dos momentos generalizado sistêmico [generalized method of moments (GMM-Sis)] e regressão multinomial. As análises sugerem que a SF do CEO está relacionada à eficiência dos investimentos de diferentes maneiras. Quando a SF é mensurada na forma de componentes, a experiência passada tem relação negativa com os desvios do nível ótimo dos investimentos. No entanto, o componente internacional tem relação positiva com tais desvios. Além disso, uma análise multinomial mostrou que a experiência do CEO ajuda a diminuir a probabilidade de realizar subinvestimento, indicando que o CEO experiente tende a contribuir para a eficiência dos investimentos das empresas.

A variável de sofisticação financeira foi obtida da seguinte forma:

O artigo pode ser baixado aqui

Rir é o melhor remédio


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