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07 fevereiro 2023

Uma visão alternativa do Chatbot

Uma visão alternativa sobre os chatbots. O texto é de Cathy O'Neal, autora de Weapons of Math Destruction:

Ultimamente, tem havido uma enorme quantidade de confusão na imprensa de tecnologia em torno da mais nova geração de chatbots, sendo a versão ChatGPT a mais celebrada e / ou temida.

Não acho que a celebração ou o medo sejam justificados.


Antes de tudo, não precisamos temer que o ChatGPT substitua os seres humanos. Não tem um modelo para a verdade; é simplesmente escrever palavras e frases semelhantes aos padrões observados no discurso histórico em que foi alimentado. Portanto, em outras palavras, não está realmente respondendo a uma pergunta de maneira ponderada ou relevante. Qualquer tipo de consideração que possa ser observada em sua produção é uma combinação da sabedoria humana incorporada em seus dados de treinamento e do crédito projetado que tendemos a dar aos outros quando os ouvimos tentando formular pensamentos.

Mas e os alunos trapaceando usando o ChatGPT em vez de escrever por conta própria? O problema da tecnologia é que ela está interferindo nas proxies muito fracas que temos de medir a aprendizagem dos alunos, a saber, trabalhos de casa e testes. A verdade é que a internet permitiu que os alunos burlasse a lição de casa por um longo tempo e, nesse caso, muitos testes, e agora eles têm uma maneira um pouco melhor (embora ainda imperfeita) de trapacear. É apenas mais um lembrete de que é realmente difícil saber o quanto alguém aprendeu alguma coisa e, especialmente, se não estamos conversando diretamente com eles, mas contando com algum sistema automatizado ou quase automatizado ampliado para medir isso para nós. Suponho que haverá muito mais exames orais individuais no futuro, pelo menos quando se trata de testes de alto risco de conhecimento [o de instituições de ensino sérias]. E, nesse caso, haverá menos testes, porque muitos tipos de "conhecimento" que os humanos precisaram memorizar podem não ser necessários se a Internet estiver sempre disponível.

Em seguida, acho que também não temos motivos para comemorar. Não há sabedoria no ChatGPT ou em outro assim. Para ilustrar esse ponto, considere Galactica, uma IA que foi introduzida e depois comprada pela Meta, empresa controladora do Facebook. Galactica foi treinado em artigos científicos para produzir parágrafos científicos. Foi muito bom nisso. 

Galactica deveria ajudar os cientistas a escrever seu artigo e ajudar todos a procurar conhecimento científico. Às vezes funcionava, mas muitas vezes fazia merda. 

De qualquer forma, aqui está uma coisa que nunca fará: criar nova ciência. E é por isso que não há nada aqui para se animar.

Outra maneira de dizer é que a Galactica pode nos mostrar o que é "fácil" ao escrever artigos científicos: o idioma, o jargão, o estilo autoritário da terceira pessoa etc. versus o que é difícil: as novas idéias. Galactica pode fazer todas as coisas fáceis, mas nenhuma das coisas difíceis, e por que devemos ficar impressionados??

[Traduzido pelo Vivaldi] [Fonte original aqui]. Foto: Possessed Photography

Futebol europeu e folha de pagamento

Do Trivela

O Paris Saint-Germain tem a maior folha salarial do mundo para um clube profissional de futebol, com impressionantes € 728 milhões por ano, de acordo com o European Champions Report 2023. Além disso, o clube registrou prejuízo de € 369 milhões na mesma temporada analisada, 2021/22. Ou seja: é um clube que gasta muito, mas mesmo com os aumentos de receita, ainda não se paga. Claro, nem precisa, porque o QSI (Qatar Sports Investment, braço do governo do Catar que controla o clube) tem dinheiro a perder de vista.


Em termos de comparação, o Real Madrid, segundo colocado na lista, tem uma folha salarial, de € 519 milhões – 29% a menos que o PSG. E isso porque houve um aumento na folha salarial de 29% em relação à temporada anterior pelo bônus pago por vencer a Champions League. O Manchester City tem uma folha salarial de € 418 milhões e o Bayern de Munique tem uma folha salarial de € 324 milhões. (,..)

O que fica claro é que o Fair Play Financeiro é absolutamente leniente com o PSG, que tem prejuízos homéricos e ainda assim ganhou um acordo em que recebeu uma punição suave, pode pagar uma multa que ainda será suave se descumprir e não receberá a punição pesada, que seria ficar fora das competições, como aconteceu com outros clubes que descumpriram a regra. (...)

A base das informações são contábeis. E como existe uma ligação entre desempenho e salário, a falta de implantação efetiva do Fair Play significa, em outras palavras, a permissão para o desequilíbrio entre as equipes. 

Rir é o melhor remédio

 Uma seleção:







Fonte: aqui




06 fevereiro 2023

Pesquisa de satisfação do CFC tem um erro de cálculo

De uma página do Conselho Federal de Contabilidade:

A meta de 2022 para o grau de satisfação dos profissionais de contabilidade era de 70%, porém o resultado obtido foi de 76,99%, ou seja, 109,99% de desempenho.

Já no índice de avaliação da profissão contábil perante a sociedade, com meta também de 70% para o período, o resultado alcançado foi de 87,50% e, assim, o desempenho ficou com a marca de 125,00%.


Esclarecendo: 

O CFC fez uma pesquisa de opinião entre os profissionais. A resposta variava entre 1 e 5. Neste ponto vamos tentar extrapolar que o resultado da escala Likert foi transformado em uma escala decimal, de 0 a 10. O Conselho definiu que 7 seria a nota de aprovação. Acho que isto é bem razoável, embora a pesquisa pudesse usar logo a escala de 0  a 10. Ou o resultado trazer o valor obtido entre 1 e 5. 

Agora, se a nota obtida foi 76,99% e a meta era 70%, afirmar que o desempenho foi de 109,99% é ... 

[Complete como achar melhor] [O print da tela está abaixo, para quem não acredita no que leu...]

Na verdade, a variação seria de 9,99% acima da meta ou [76,99/70 - 1] x 100.  

Obviamente dizer que o valor ficou 109,99% da meta é melhor que 9,99%. Mas isto me faz lembrar de um livro publicado nos anos 50, sobre estatística. (Sabem qual?)

Para finalizar: seria interessante que divulgasse não somente a percentagem, mas as estatísticas descritivas (tendência central, dispersão, assimetria e curtose). 



Perdas do grupo indiano Adani

 


A mudança no valor de mercado do Grupo Adani, um conglomerado indiano com ativos em energia, cimento e infraestrutura, nos últimos dias mostra o efeito do relatório publicado pela empresa Hindenburg na semana passada.

O relatório fala em manipulação das ações, endividamento excessivo e problemas contábeis. Em alguns dias, o grupo perdeu 100 bilhões de valor de mercado. Ou quase 60% do seu valor. A empresa opera alguns dos maiores portos da Índia, uma grande quantidade de linhas de transmissão de energia, armazéns e um quinto do cimento do país. 

Braiscompany e a pirâmide financeira

Felipe Pontes divulga o caso da Braiscompany, uma empresa que oferece um investimento em Bitcoin para alguém e depois o investidor cede o ativo em aluguel. Típica pirâmide financeira. O texto completo está aqui. Eis um trecho revelador:


Ano a ano, de 2019 até 2022, eles tiveram respectivamente os seguintes retornos anuais: 88,50%, 83,19%, 87,44% e 83,28%. Isso quer dizer que quem “investiu” R$ 1 milhão em 2019, teria acumulado até dezembro de 2022 cerca de R$ 12 milhões. DOZE MILHÕES!

Como é que eles conseguiram esses retornos, mesmo com o inverno das criptomoedas e mesmo assim não estão conseguindo devolver o dinheiro aos seus “investidores”? Como é que eles estão devendo quase R$ 150.000,00 em alugueis no DF, segundo veículo da Paraíba?

Uma estratégia da empresa é aproximar de "famosos": 

Eles tentam mostrar que são amigos de pessoas famosas, como Romário (também político), Neymar, Falcão (o Rei do Futsal), Ronaldinho Gaúcho, Cafu, além de matérias em revistas famosas, para, mais uma vez, validar toda a sua relevância e inteligência para negócios como “um gênio obstinado”.

Qualidade dos Modelos de avaliação

The key purpose of corporate finance is to provide methods to compute the value of projects. The baseline textbook recommendation is to use the Present Value (PV) formula of expected cash flows, with a discount rate based on the CAPM. In this paper, we ask what is, empirically, the best discounting method. To do this, we study listed firms, whose actual prices and expected cash flows can be observed. We compare different discounting approaches on their ability to predict actual market prices. We find that discounting based on expected returns (such as variants on the CAPM or multi-factor model), performs very poorly. Discounting with an Implied Cost of Capital (ICC), imputed from comparable firms, obtains much better results. In terms of pricing methods, significant, but small, improvements can be obtained by allowing, in a simple and actionable way, for a more flexible term structure of expected returns. We benchmark all of our results with flexible, purely statistical models of prices based on Random Forest algorithms. These models do barely better than NPV-based methods. Finally, we show that under standard assumptions about the production function, the value loss from using the CAPM can be sizable, of the order of 10%.


O artigo original pode ser obtido aqui

Exxon previu o aquecimento global

A empresa Exxon sempre esteve no centro da polêmica sobre aquecimento global. A companhia de petróleo dos Estados Unidos negou, de maneira insistente, os efeitos do clima no futuro. Uma empresa de petróleo tem interesse neste assunto, já que a emissão de carbono é, de maneira geral, considerada uma das causas do aquecimento global, sendo que as empresas de petróleo responsáveis por uma grande parcela do problema. 

Assim, admitir o problema do aquecimento global corresponde, para as petrolíferas, reconhecer parte de sua responsabilidade na questão, o que pode induzir a eventuais passivos futuros. Afinal, governo e sociedade podem querer responsabilizar alguém pelo problema do clima e as empresas de petróleo, com grande volume de riqueza e uma associação com o problema, são as candidatas naturais para ações judiciais.

Entre as empresas do setor, a Exxon, pelo porte e pela posição firme na defesa de que não há um problema com o clima global, é o grande destaque. Uma pesquisa publicada este ano na revista Science expôs um aspecto importante da questão. Segundo os autores do estudo, os cientistas da Exxon previram o aquecimento global com precisão no período de 1977 a 2003. Isto, de certa forma, contradiz o discurso da administração, que negava o problema. 

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores coletaram os relatórios realizados pelos cientistas da empresa e constantes dos documentos internos. Isto permitiu chegar a previsões, que quando confrontadas com a realidade, mostraram muito próximas da realidade. 

Veja o gráfico abaixo:

O gráfico mostra a evolução de dados desde 1960 e vai até o ano de 2080. Este gráfico foi realizado no início dos anos 80. O incremento da temperatura está na parte de baixo do gráfico, onde a previsão é a linha escura e o valor observado a linha vermelha. Na verdade, neste gráfico, a previsão do estudo interno era de um aumento na temperatura acima do valor que foi observado; ou seja, a previsão interna era mais pessimista do que ocorreu, muito embora a diferença não seja tão substancial para uma estimativa de longo prazo. 

Mesmo com estes estudos, a Exxon negava, em público, as conclusões dos estudos. Ou mesmo denegria os modelos climáticos que faziam previsões de mudanças no futuro. 

O estudo é importante pois traz evidências que a empresa previu com precisão o aquecimento global, muito embora adotasse outra postura para o público externo. Para a contabilidade também pode servir de estudo para confrontar o discurso das informações constantes dos relatórios - e das estimativas de mensuração dos valores dos ativos e passivos - com o conhecimento da área técnica. 

Além disto, a divulgação da pesquisa pode servir de munição para àqueles que desejam uma alteração no pensamento das empresas poluidoras mundiais. 

Supran, G., Rahmstorf, S. & Oreskes, N. (2023). Avaliando as projeções de aquecimento global da ExxonMobil. Science. 379(6628). 

Veja também aqui. E aqui

Rir é o melhor remédio

Volte em 5 páginas. Para quem gosta de ler. 
 

Rir é o melhor remédio

 

Fonte: Aqui

05 fevereiro 2023

Musk absolvido

A famosa mensagem que Elon Musk digitou no Twitter sobre o fechamento de capital da Tesla, indicando que teria recursos para fechar a empresa por um valor de 420 por ação teve um julgamento público, quatro anos depois. Os jurados decidiram, depois de duas horas de deliberação e três semanas de juri, que Musk não foi culpado. 


A integridade de Musk esteve em causa no julgamento, bem como parte da sua fortuna que o estabelece como uma das pessoas mais ricas do mundo. Poderia ter sido condenado a pagar milhares de milhões de dólares por prejuízos, se o júri o tivesse considerado culpado pelas mensagens na Twitter em 2018, já qualificadas como falsidades pelo juiz que presidiu ao julgamento.

O julgamento centrou-se em saber se as mensagens de Musk, em 2018, enganaram os acionistas da Tesla, induzindo-os para uma direção que os fez perder milhares de milhões de dólares. O caso civil focou-se m duas mensagens divulgadas por Musk na Twitter, a 7 de agosto de 2018 sobre a retirada da Tesla da bolsa, através da compra das suas ações, o que nunca aconteceu.

Fonte: aqui

Dona da Ortopé é suspeita de fraude

O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar suspeitas de fraudes envolvendo a fabricante de calçados Dok, dona das marcas Ortopé e Dijean. A empresa é investigada por suspeitas de crimes como fraude, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Há também outros 17 inquéritos instaurados pela Polícia Civil por acusações de estelionato. Procurada há dias pela reportagem, a empresa e seus advogados não responderam.


O grupo é acusado de usar notas frias, com base em vendas simuladas a grandes varejistas, para levantar dinheiro junto a bancos e fundos de investimentos. As transações falsas teriam gerado uma dívida estimada em R$ 382 milhões, com 90 instituições financeiras.

As notas fiscais simuladas indicavam vendas de R$ 20 milhões à Riachuelo, R$ 14,4 milhões com a Renner e R$ 4 milhões com a Puma. O Estadão/Broadcast teve acesso a e-mails e comunicados internos da C&A, Riachuelo e Renner, nos quais elas afirmam não reconhecer as movimentações. Há suspeita de falsificação do carimbo das varejistas para falsificar as operações.

“As referidas cobranças sequer foram acompanhadas dos números de pedidos de compra referentes às solicitações de fornecimento que seriam objeto de aludidas notas fiscais, tampouco foram encaminhados canhotos idôneos relacionados à efetiva entrega das mercadorias. Foram identificados, apenas, canhotos com carimbos e assinaturas falsos”, informou a C&A, em um comunicado interno que circulou no início de janeiro. (...)

Segundo a acusação, o esquema de fraudes teria origem em contratos simulados com grandes varejistas, ou seja, sem que a venda tivesse sido realizada. A partir deles, o grupo buscava antecipar recursos no mercado, com bancos e fundos de investimentos.

A partir de novembro, os títulos devidos às instituições financeiras começaram a atrasar. “Eles alegavam fornecimento contínuo, então todo mês havia liquidação dos títulos. Em dezembro, começou a surgir a inadimplência. Na sequência, os supostos devedores dos títulos [varejistas] começaram a informar que não tinham nenhuma pendência financeira. Ou seja, os títulos eram frios e não tinha ocorrido venda nenhuma”, afirma o advogado José Luis Dias da Silva, representante do Evolut Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, que negociava com o Grupo Dok.

Fonte: aqui

04 fevereiro 2023

Concentração na música

O mundo da música não é para qualquer um. Somente 33 artistas possuem mais de 50 milhões de ouvintes por mês. Isto não inclui The Beatles. The Weeknd (ok, confesso minha ignorância aqui), Taylor Swift e Ed Sheeran dominam. 

Bieber , possui 70 milhões de ouvintes, recentemente vendeu seu catálogo por 200 milhões de dólares. Mas a relação entre a posição do artista no ranking do Spotify e o seu valor não é absoluta: Bruce Springsteen, em destaque no gráfico e abaixo dos 20 milhões de ouvintes, vendeu sua obra, há dois anos, por 500 milhões. 

03 fevereiro 2023

Pandemia e Capital Humano

Qual o impacto da pandemia no capital humano? Eis uma possível resposta:

A pandemia do COVID-19 levou ao fechamento parcial ou total das escolas em quase todos os países do mundo. Em média, nos países da OCDE, os prédios escolares foram totalmente fechados por 13 semanas e parcialmente fechados por mais 24 semanas entre março de 2020 e outubro de 2021, o que combinado é equivalente a cerca de um ano letivo completo. As perdas de aprendizado decorrentes do fechamento da escola podem ser difíceis de compensar e, portanto, podem ter um impacto econômico a longo prazo nos alunos afetados, com possíveis conseqüências macroeconômicas duradouras (Ilzetzki 2020, Kuhn et al. 2020, Popova et al. 2020).

Figura 1 Duração do fechamento da escola entre março de 2020 e outubro de 2021

Exploramos uma nova medida do capital humano, derivada em Égert et al. (2022), que combina os anos médios de escolaridade (MYS) e os dados da OCDE do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (PISA). A nova medida é uma média ponderada pela coorte das pontuações anteriores do PISA (representando a qualidade da educação) da população em idade ativa e os anos médios correspondentes da escolaridade (representando a quantidade de educação). Os pesos para pontuações de PISA e anos médios de escolaridade são estimados a partir de regressões que consideram quão bem as variáveis ponderadas pela coorte explicam pontuações do Programa de Avaliação Internacional de Competências para Adultos (PIACC).

Com base nessa nova medida, podemos calcular separadamente o efeito da pandemia nas pontuações do PISA e nos anos médios de escolaridade (MYS) e alimentá-lo na medida de estoque do capital humano. Para cada coorte impactada, somamos os efeitos da pandemia nos resultados dos testes MYS e PISA para estimar o efeito geral no capital humano. Nós os calculamos usando as elasticidades do MYS e do PISA em relação ao capital humano, estimado em Égert et al. (2022). Em seguida, calculamos uma média ponderada da população do impacto de cada coorte afetada para fornecer o efeito global no capital humano.

A nova medida do capital humano mostra uma correlação robusta com a produtividade dos países da OCDE nas regressões do painel de séries temporais entre países. Isso nos ajuda a quantificar as perdas macroeconômicas devido ao fechamento de escolas, refletidas nas perdas nas pontuações do PISA e nos anos médios de escolaridade.

Usando essas estimativas, consideramos três cenários:

O efeito do fechamento das escolas na primavera de 2020 experimentado em muitos países da OCDE, que correspondiam aproximadamente a um terço do fechamento de um ano letivo. Esse período de fechamento se traduz em uma redução de -2,6% nos anos médios de escolaridade correspondendo a uma redução de 1,1% no Pontuações do PISA.

O efeito de um fechamento escolar de um ano, correspondendo amplamente ao fechamento total médio (total e parcial) de escolas observado nos países da OCDE desde o início da pandemia e, de acordo com uma primeira avaliação, à perda de aprendizado dos estudantes mais desfavorecidos dos EUA (Departamento de Educação dos EUA, 2022). Esse cenário se traduz em uma redução de -8,2% no MYS e uma queda de desvio padrão de -0,37 nas pontuações do PISA, correspondendo a uma redução de 2,9% nas pontuações do PISA.

O efeito de um fechamento escolar de dois anos, que ocorreu apenas raramente e amplamente correspondendo ao fechamento total (total e parcial) da escola na Colômbia, Chile, Coréia e México desde o início da pandemia, o que se traduz em uma redução de -16,5% no MYS e de 5,6% e -0,72 desvio padrão cai nas pontuações do PISA

Estimamos o impacto do fechamento da escola na produtividade por meio do efeito do capital humano nesses três cenários. (...)


Envolvimento das empresas de auditoria com a FTX é maior do que o anunciado

Francine McKenna informa que o envolvimento das empresas de auditoria com a ruína da FTX parece maior do que o anunciado inicialmente. 

Recapitulando: a FTX Trading era uma queridinha dos negócios, com seu principal empresário aparecendo na mídia e sendo badalado por políticos (exemplo, Bill Clinton e os Democratas) e outros. Recentemente descobriu que a empresa era uma grande fraude, com uma contabilidade bagunçada. Tendo sede em Bahamas, a empresa parecia que não seria punida por seus problemas. Mas o valor era muito alto para manter os reguladores passivos. 


As primeiras notícias apontavam um vínculo da FTX com duas empresas de auditoria: a Prager Metis e a Armanino. Depois, a Forbes indicou que a PwC e a Deloitte prestaram consultoria para a FTX. E agora, Mckenna mostra que a BDO e a EY também trabalharam para FTX, em diversos escritórios das empresas. 

Lembre-se de que a PwC audita a Tesla que se interessou em possuir ativos de criptografia, a EY audita o Block (Square), que registra mais receita na compra e venda de Bitcoin do que em seus dispositivos de pagamento e a KPMG audita a Microstrategy, que é essencialmente um fundo de hedge Bitcoin que a Deloitte aconselha.

A Deloitte também é a auditor externa registrada da Coinbase, a bolsa pública, corretora, banco pseudo-não regulamentado, custodiante e empresa que possui dois corretores registrados na SEC.

Foto: SUNBEAM PHOTOGRAPHY

Rir é o melhor remédio

Desinformação como arma