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Mostrando postagens com marcador Irã. Mostrar todas as postagens
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17 janeiro 2026

Experimento, Irã e Contabilidade

Uma dos métodos científicos importantes na ciência moderna é o chamado experimento natural. Algo ocorreu no mundo exterior e os pesquisadores estudam o impacto do fato sobre algum aspecto. 

Um texto da Exame  me levou a pensar em uma interessante pesquisa na nossa área. O governo do Irã, diante dos protestos que está ocorrendo por lá, desligaram os serviços de internet e telefonia. A medida visa bloquear a rede, que estava sendo usada para troca de informações e organização dos protestos. 

Pense em um contador do Irã que tem o seu trabalho limitado pela ausência da rede de comunicação. Temos aqui pesquisas interessantes sobre o impacto da falta de meios sobre o trabalho do profissional.  

Recentemente postamos sobre a questão do Irã e a Contabilidade pública. Leia aqui

15 janeiro 2026

Irã e Contabilidade pública


Desde o final do ano, uma onda de protestos surgiu no Irã, com uma resposta violenta do governo. A questão econômica parece ter um papel importante na instabilidade. Um artigo na The National Interest chama a atenção para a crise hídrica do país, fruto de um problema ambiental. 

Atualmente, o Irã atravessa uma das piores secas, com racionamento de água. Parece que parte da culpa é a construção de barragens e políticas agrícolas inadequadas. Em resposta, o governo acusa vizinhos e inimigos pelo problema, inclusive de manipular o clima. Mesmo sendo um país produtor de petróleo, a questão da água tem levado a apagões de energia. 

Para contribuir, as sanções dos Estados Unidos forçou o Irã a buscar geração de receita, o que afetou o orçamento público. Em termos práticos, o governo tem usado o escambo para apoiar políticas de segurança, por exemplo. Explicando melhor, em lugar de transferir riais, a moeda local, para a defesa, o governo transfere barris de petróleo. Os recursos para armas só chegam depois de vender, de forma independente, esse petróleo.  

A inflação tem aumentado, o que impacta no custo dos alimentos, no valor das pensões, nos salários e na instabilidade econômica. 

Um notícia do Wall Street Journal acrescenta que uma instituição financeira, o Ayandeh Bank, apresentou US$5 bilhões de prejuízos com uma carteira de empréstimos. A quebra fez com que o governo incorporasse a instituição e imprimisse dinheiro para encobrir o rombo. 

A newsletter de Noah Smith de 14 janeiro é uma boa fonte dessa discussão. Não posso deixar de citar a importância da qualidade contábil nas nações do mundo, conforme a análise de Jacob Soll, que já citamos aqui

23 outubro 2012

Comércio de Rim

O Irã é o único país onde a compra e venda de um rim é legal. O resultado desta política é a existência de "competição" na venda de órgão, segundo o economista premiado com o Nobel em 2012, Al Roth. Esta competição aparece em "propagandas" em árvores e na existência de um eBay do Rim nas ruas de Teerã.

O sistema é controverso, sendo elogiado por alguns e criticado por outros. O preço oficial de um rim é de 7 milhões de rials ou aproximadamente 1150 reais. A maioria dos vendedores possui entre 20 e 30 anos de idade.

Estes dois aspectos (o preço e a idade) mostra que a maioria das pessoas que vendem seus rins são pobres.  O resultado do sistema iraniano é que não existe lista de esperada na doação desde 1999, como ocorre em outros países, inclusive no Brasil.