Eis o resumo:
Este artigo tem como objetivo evidenciar as práticas de valuation no mercado de fusões e aquisições em um país de mercado emergente, como é o Brasil. Como lacuna, há a ausência de uma análise das especificidades da prática de valuation em um mercado emergente sem restrições a um nicho específico de atuação ou a uma associação profissional, além da ampliação do escopo do questionário. Os resultados deste artigo trazem percepções importantes sobre a prática de valuation no mercado brasileiro de fusões e aquisições. O estudo é relevante para avaliadores, acionistas e diretores de empresas que adotam como estratégia o crescimento inorgânico, bem como para o fisco, pois o goodwill é dedutível fiscalmente em caso de incorporação pela adquirente. Um questionário estruturado com respostas pré-definidas foi aplicado a profissionais envolvidos em valuations, e foram realizadas análises de distribuição e de correspondência. Os resultados indicam que não há uma prática comum entre os avaliadores, havendo maior similaridade entre os profissionais de empresas de assessoria financeira e consultoria. Sugere-se que as transações podem ocorrer a preços superiores ao valor justo da empresa adquirida, especialmente por parte dos investidores estratégicos. Cerca de 15% dos avaliadores sinalizam estar sujeitos à influência do efeito manada. A maioria dos avaliadores considera prêmios adicionais à base conceitual do Capital Asset Pricing Model, sustentados majoritariamente por conhecimento privado do avaliador. Contudo, parece que os investidores estratégicos não os consideram, tendo uma maior preocupação com a representatividade do período perpétuo. Há espaço para discutir os vieses cognitivos e outros fatores que podem influenciar a definição do preço em uma fusão e aquisição, bem como os erros conceituais e metodológicos que podem ocorrer no processo de avaliação.
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