AI and the Quantity and Quality of Creative Products: Have LLMs Boosted Creation of Valuable Books? - Imke Reimers, Joel Waldfogel
Imagem: Bíblia de Gutemberg, verbete Book Wikipedia
Sobre débitos e créditos da vida real
AI and the Quantity and Quality of Creative Products: Have LLMs Boosted Creation of Valuable Books? - Imke Reimers, Joel Waldfogel
Imagem: Bíblia de Gutemberg, verbete Book Wikipedia
Qual a razão para os livros antigos terem um cheiro tão bom? Eis a resposta técnica:
Um perfume de amêndoa vem benzaldeído no papel. Vanilina, o principal composto da baunilha, é responsável por uma fragrância doce de baunilha. Etilbenzeno, usado em tintas e tintas, tem um cheiro de plástico doce. Hexanol de 2-etil, encontrado em solventes e aromas, cheira levemente floral.
O livro "O Infinito em um Junco" é, antes de tudo, uma declaração de amor ao livro e à leitura. Se a história narrada por Irene Vallejo fica restrita, basicamente, aos gregos e romanos, o amor está presente em cada página. Quem gosta de leitura, de livros, de ideias e de história deve ler este livro. Com cerca de 440 páginas, a obra divide-se nos gregos, em sua primeira parte e na maioria das páginas, e nos romanos, logo a seguir. Irene Vallejo consegue contar casos que ocorreram há milhares de anos, como a construção da Biblioteca de Alexandria, a invenção do pergaminho e a cópia dos manuscritos.
O livro conta muito mais do que isso. Regularmente, a autora espanhola lança algumas preciosidades, seja sob a forma de fatos curiosos, seja por levantar questões polêmicas, como a tendência moderna de reescrever os clássicos por ter neles palavras inadequadas para a realidade atual. Já no final, nas últimas páginas, há uma discussão sobre a escolha do título das obras – na época dos papiros, os livros geralmente não tinham títulos; quando muito, eram indicados pelas primeiras palavras do texto.
Este livro é muito indicado para aqueles que amam ler. Quem o ler fatalmente o considerará um livro cinco estrelas.
Scott lembra que a leitura é algo muito novo na história humana: apenas seis mil anos. Surgiu nas sociedades antigas da Mesopotâmia, Mesoamérica, Egito e China.
A ideia de democratizar a leitura é ainda mais recente. Como ele diz:
A linguagem escrita, associada à ascensão dos estados e à expansão do comércio, era vantajosa para os negócios, útil para a administração do governo e parte integrante de algumas práticas religiosas. A escrita era um meio para legislar, manter registros e criar escrituras, e a leitura era domínio dos religiosos e burocratas. Eles realizavam ritos, recitavam poemas e faziam circular informações dentro de uma esfera restrita e privilegiada.
Em termos históricos, a leitura era sinal de elite durante a maior parte desses seis mil anos. Mas tudo mudou em 1455, com Gutenberg, quando os livros se tornaram mercadorias e os leitores, consumidores.
Podemos notar que a contabilidade sempre esteve associada à escrita. Mas muito mais à escrita derivada de Gutenberg. Se as partidas dobradas surgiram antes da invenção da produção em massa de obras escritas - por volta de 1300 em alguma cidade italiana - a efetiva divulgação das partidas dobradas ocorreu através de um livro. Isso é tão relevante para a contabilidade que em muitos países o Dia da Contabilidade está associado à publicação do primeiro livro impresso que ensinava as partidas dobradas. E parece que teremos sempre a companhia de Lucca Pacioli, este segundo escritor, que publicou o primeiro livro impresso. (Lembro aqui que o primeiro autor de um livro de contabilidade, Benedetto Cotrugli, não publicou sua obra antes do Frei Pacioli e, por isso, não é mencionado em muitas resenhas históricas).
Somente trinta anos depois da chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro teremos a primeira obra de contabilidade feita por um brasileiro. Mais algumas décadas e teremos registradas algumas das discussões que os guarda-livros do reinado de Pedro II tinham no final do trabalho.
A leitura de obras estrangeiras em algumas bibliotecas iluminou a mente de alguns dos nossos mestres. Alguns deles aprenderam de maneira tortuosa alguns dos segredos contábeis através da popularização das obras, não apenas de livros, mas também de relatórios técnicos e artigos em periódicos. Nos dias atuais, nossa leitura talvez seja predominante em arquivos digitais, que acessamos de qualquer lugar do mundo. Mas isso certamente não tira a magia da leitura.
Este cartoon, de Tom Gauld, é compatível com o texto sobre livro. Quantas vezes estamos de férias e ao término sentimos que precisamos de mais um ou dois meses para finalizarmos todos os livros maravilhosos que planejávamos ler.
A notícia é de novembro, mas vale o registro.
A editora Simon & Schuster ofereceu uma edição especial do livro Philosophy of Modern Song, assinada à mão por Bob Dylan. Cada exemplar custaria 600 dólares, que incluía o livro autografado e uma carta do CEO da editora atestando a autenticidade.
Mas os compradores perceberam que a assinatura do livro é idêntica entre os exemplares, sem nenhuma diferença. E fotos dos livros e da assinatura de Dylan começaram a circular. Dylan pediu desculpas aos fãs e a editora resolveu devolver o dinheiro de quem comprou a edição especial. Segundo a editora, o livro continha a "assinatura original em forma de réplica", o que é realmente estranho. Dylan apelou para a pandemia e a impossibilidade de autografar todos os livros de forma "segura".
Aqui temos um caso interessante de mensuração contábil. A autenticidade da assinatura poderia justificar o elevado preço do livro. Como alguém que passou horas na fila de uma sessão de autógrafos. Mas uma réplica realmente não vale o preço pago. Além disto, uma editora que garante a autenticidade e não cumpre perde muito da reputação.
Recentemente estava olhando a listagem de um site dos livros do ano. Ao meu lado, uma pilha de livros, que comprei no passado, que ainda não li. Alguns deles estavam em alguma lista de "livro do ano". Este cartoon expressa um pouco isto.
Bill Gates é um conhecido leitor. Eis uma lista dos cinco melhores livros de todos os tempos. Confesso que esperava algo como Bíblia Sagrada ou uma obra literária mais conhecida.
Os cinco melhores livros de sempre? Bill Gates diz quais
Nesta época festiva, o magnata partilha os seus favoritos literários, do que considera ser a melhor introdução à ficção cientifica, à melhor biografia de uma estrela de rock, passando pelo melhor livro sobre a tabela periódica.
A ideia não é propriamente nova, já que o fundador da Microsoft todos os anos faz uma lista de livros preferidos. Mas em 2022, o magnata quis dar-lhe um pequeno twist. Ao invés de ser uma lista com os livros de que mais gostou de ler nos últimos 12 meses, é uma lista que abarca toda a sua vida - são os melhores livros de sempre. Porém, Bill Gates sublinha que esta não é uma lista completa, mas sim um conjunto de recomendações que foi dando a família e amigos ao longo dos tempos, e que agora partilhou no seu blogue.
A melhor introdução à ficção cientifica para adultos: "Stranger in a Strange Land", de Robert Heinlein
Bill Gates e Paul Allen, co-fundador da Microsoft, apaixonaram-se pelo escritor Heinlein quando eram ainda crianças. Apesar disso, Gates continua a considerar o livro como um dos melhores romances de ficção cientifica de todos os tempos. As obra conta a história de um homem que regressa ao planeta Terra depois de ter crescido em Marte, e que quer agora implementar uma nova religião.Nas palavras do empresário, um bom livro de ficção científica impulsiona o leitor a pensar no futuro e nas suas possibilidades. Para Bill Gates, o autor do livro foi capaz de prever o movimento da cultura hippie, muitos anos antes deste ter acontecido.
A melhor biografia de uma estrela de rock: "Surrender", de Bono
Nesta categoria, Bill Gates escolheu um livro recente, que foi lançado em dezembro deste ano. Quer o leitor seja fã ou não dos U2, este é um livro "muito divertido de ler, sobre um rapaz dos subúrbios de Dublin que se tornou numa estrela de rock mundialmente famosa". O magnata confessa que apesar da amizade com o artista Bono, muitas das histórias do livro eram-lhe desconhecidas.
O melhor guia para liderar um país: "Team of Rivals", de Doris Kearns Goodwin
Sendo um ávido leitor sobre Abraham Lincoln, Gates considera que este é um dos melhores livros sobre o tema. "Goodwin é uma das melhores biógrafas dos EUA e este livro é a sua grande obra de arte", diz o empresário. Gates sublinha ainda a importância desta obra numa altura em que os Estados Unidos enfrentam, uma vez mais, não só um aumento da violência, bem como, o surgimento de profundas divisões ideológicas.
O livro que data do ano de 1974 é classificado por Bill Gates como sendo um essencial para todos os que jogam ténis. No entanto, acrescenta que "mesmo pessoas que não praticam o desporto podem retirar algo de valor deste livro". O autor discute que a vertente mental do ser humano é tão ou mais importante que a vertente física. Além disso, dá ainda concelhos de como seguir em frente de forma construtiva depois de se ter errado. Bill Gates diz ter adotado esta forma de pensar ao longo de toda a sua vida.
O melhor livro sobre a tabela periódica: "Mendeleyev’s Dream", de Paul Strathern
A história da química está cheia de personagens peculiares, uma delas sendo Dimitri Mendeleyev, um cientista russo que inicialmente propôs a ideia da tabela periódica, depois de esta lhe ter aparecido durante um sonho. Esta obra pega nesse pequeno acontecimento e faz uma viagem às suas origens na Grécia antiga. "É um olhar fascinante sobre como a ciência se desenvolve e como a curiosidade humana tem evoluído ao longo do tempo", acrescenta Bill Gates.
Bom, eu confesso que não conhecia nenhum deles.
Foto: Tom Hermans
Em uma entrevista à Bloomberg, o CEO da Pearson plc, Andy Bird, discute os benefícios de mover as vendas de livros didáticos digitais para as tecnologias blockchain e Non-Fungible Token (NFT) como um mecanismo para capturar partes das vendas em segunda mão :"No mundo analógico, um livro didático da Pearson é revendido até sete vezes e só participaríamos da primeira venda", disse ele a repórteres, após [a divulgação d] os resultados intermediários da empresa com sede em Londres na segunda-feira, falando sobre oportunidades tecnológicas para a empresa.
"A mudança para o digital ajuda a diminuir o mercado secundário, e tecnologia como blockchain e NFTs nos permite participar de todas as vendas desse item em particular (...)
Andy Bird também mencionou que outras tecnologias também estão sendo consideradas :
"Temos uma equipe inteira trabalhando nas implicações do metaverso e no que isso poderia significar para nós"
Um vídeo da Forbes analisa o valor de um livro. No caso, um manuscrito de Leonardo da Vinci. Em 3:30 um especialista comenta algumas das variáveis que podem determinar o valor, resumida por ele em "o que temos em mãos". Logo a seguir, em 5:20, surge o valor de 50 milhões de dólares (foi vendido por um pouco menos de 30 milhões para Bill Gates), chamado de Valor Justo. Mas com a ressalva de que só saberemos o valor quando for a leilão. Mas seria inferior ao valor de um pintura de Da Vinci, pois um quadro seria mais raro.