A notícia me deixou confuso: empresas de inteligência artificial estariam comprando livros antigos, digitalizando-os e destruindo os exemplares físicos remanescentes. Essas obras teriam a vantagem de estar livres de textos produzidos pelos algoritmos, o que as tornaria mais confiáveis para o treinamento desses sistemas. Vendedores de livros em grandes quantidades confirmam que o mercado está aquecido e que esse movimento tem ajudado a reduzir os estoques de obras que permaneciam paradas.
Fico em dúvida, pois imagino que grande parte do uso atual da inteligência artificial envolva assuntos recentes, que não estariam contemplados em livros antigos. Essas obras, entretanto, poderiam apresentar a vantagem de contribuir não apenas para o treinamento relacionado ao conteúdo, mas também para a formação de uma base de conhecimento, oferecendo fundamentos científicos consolidados e modelos de linguagem e comunicação.

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