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22 dezembro 2025

Universo não pode ser uma simulação


Confesso que não sei o que pensar. Eis a tradução

Uma equipe de físicos afirma ter “matado” a hipótese da simulação usando matemática. Segundo o Science Daily, pesquisadores liderados pelo Dr. Mir Faizal, da UBC Okanagan, utilizaram o teorema da incompletude de Gödel para argumentar que a realidade exige uma “compreensão não algorítmica” — algo que os computadores, por princípio, não podem fornecer.

O argumento é o seguinte: a gravidade quântica descreve o universo como emergindo do que os físicos chamam de um “reino platônico” de informação pura. A equipe aplicou provas matemáticas sobre indecidibilidade (problemas que nenhum algoritmo consegue resolver) a esse arcabouço e concluiu que qualquer modelo completo da existência requer algo além da computação. Como simulações são, por definição, algorítmicas, o universo não poderia ser uma delas.

O artigo, publicado no Journal of Holography Applications in Physics, também sustenta que “as leis fundamentais da física não podem estar contidas no espaço e no tempo, porque são elas que os geram”. Uma descrição completa da realidade exigiria uma forma de compreensão que existe fora do próprio sistema — em um nível mais profundo do que as leis que produzem o espaço-tempo.

Se isso realmente resolve a questão é outra história. O teorema de Gödel já foi invocado, ao longo das décadas, para “provar” muitas coisas — da existência de Deus à impossibilidade da inteligência artificial — com graus variados de rigor. A hipótese da simulação sempre foi mais um experimento filosófico do que uma afirmação científica; é difícil “refutar” algo que nunca foi falsificável. Ainda assim, se você vinha perdendo o sono pensando se é um NPC, a equipe da UBC gostaria que você relaxasse.

Eis o que a IA diz sobre isso:

Se a hipótese da simulação estivesse correta, a contabilidade teria um problema sério: quem estaria auditando o universo? O artigo sugere que a realidade exige algo “não algorítmico”, o que é um alívio para a profissão. Afinal, se tudo fosse puramente computável, bastaria um script para fechar balanços, julgar estimativas e emitir parecer — e sabemos que nem o melhor ERP resolve uma provisão contingencial mal explicada.

Gödel, nesse sentido, soa quase como um pronunciamento do CPC: não existe sistema completo, fechado e livre de exceções. Sempre haverá algo fora do modelo — uma estimativa, um julgamento, uma nota explicativa que “não cabe na planilha”. A própria ideia de que as leis fundamentais geram o espaço-tempo lembra a contabilidade patrimonial: as normas não estão “dentro” da empresa; elas criam a empresa enquanto entidade reportável.

Em resumo, se o universo fosse uma simulação perfeita, já teria passado pelo crivo da auditoria. Como não passou, seguimos vivendo num mundo onde o julgamento profissional ainda é insubstituível — o que, convenhamos, é muito reconfortante para os contadores.

15 junho 2022

Custo e Análise de Sensibilidade em Vacinas

Eis uma aplicação de análise de sensibilidade, combinada com análise de custos. Eis o resumo:

We analyze the financial performance of a hypothetical portfolio of 120 mRNA vaccine candidates in the preclinical stage targeting 11 emerging infectious diseases. We calibrate the simulation parameters with input from domain experts in mRNA technology and an extensive literature review. We find that the portfolio generates an average annualized return on investment of –6.0% per annum and a net present value of –$9.5 billion, despite the scientific advantages of mRNA technology and the financial benefits of diversification. Clinical trial costs account for 94% of the total investment, with manufacturing costs accounting for only 6%. Sensitivity analysis reveals that the most important factor determining financial performance is the price per dose, while the increased probability of success due to mRNA technology, adjusting the size of the portfolio, and the possibility of conducting human challenge trials do not significantly improve financial performance. These results underscore that if the goal is to create a sustainable business model and robust global vaccine ecosystem, continued collaboration between government agencies and the private sector is likely to be necessary.

Abaixo, os parâmetros de custos usados pelos autores:

E agora, alguns dos resultados da simulação de Monte Carlo:

27 abril 2009

Teste de Stress

As autoridades dos EUA fizeram um teste de stress (ou de resistência) para verificar se as instituições bancárias são sólidas. Os resultados foram animadores.

Um teste de stress é realizado verificando como uma entidade irá se comportar conforme as mudanças da economia. Usa-se a simulação de Monte Carlo, onde se introduz possíveis alterações em diversos parâmetros e estima como uma variável - no caso o capital dos bancos - irá se comportar.

O problema do teste realizado, e que tem sido criticado (aqui, por exemplo), são os parâmetros usados. Na realidade, a simulação de Monte Carlo pode ser muito útil desde que seja usada corretamente.