Eis o resumo:
Recentemente, a norma internacional de relatório financeiro vigente para ativos intangíveis tem sido alvo de críticas, sobretudo em razão da falta de comparabilidade entre intangíveis adquiridos e gerados internamente e da divulgação limitada de intangíveis não reconhecidos. Este estudo busca informar o International Accounting Standards Board (IASB) sobre a extensão desses problemas, concentrando-se nas tendências de reconhecimento e divulgação de itens intangíveis em empresas que realizam aquisições (adquirentes) e naquelas que não realizam (não adquirentes). A amostra é composta por empresas listadas no Reino Unido entre 2017 e 2022. A divulgação é capturada por meio da contagem de palavras-chave relevantes nas demonstrações financeiras e em suas notas explicativas, distinguindo-se entre intangíveis contratuais, não contratuais e amplos. Os resultados indicam que os ativos intangíveis reconhecidos representam, em média, 32% do total de ativos nas empresas adquirentes, contra apenas 9% nas não adquirentes. Em contraste, a divulgação de intangíveis não contratuais — que inclui intangíveis gerados internamente — é maior nas empresas não adquirentes, sugerindo que estas compensam a não reconciliação contábil com maior divulgação de informações intangíveis. O estudo também examina a relevância para o valor dos intangíveis reconhecidos e divulgados e constata que a divulgação reduz a relevância dos lucros nas empresas adquirentes, enquanto aumenta a relevância do valor contábil, especialmente nas empresas não adquirentes. Em conjunto, as evidências apontam para uma heterogeneidade no reconhecimento e na divulgação consistente com as críticas recentes à norma de intangíveis e reforçam a necessidade de uma reavaliação por parte dos normatizadores.
Recognition and Disclosure of Intangibles Under International Financial Reporting Standards - Abacus - 2025
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