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30 junho 2015

Débitos e Créditos

Na reportagem publicada na Veja desta semana um exemplo de aplicação correta do conceito contábil

As planilhas em poder do Ministério Público demonstram que os repasses eram cuidadosamente contabilizados pelo empreiteiro, como se fosse uma conta-corrente. Havia a coluna dos "créditos" que o tesoureiro recebia como propina das obras da Petrobras e a dos "débitos" com a deduções de pagamentos solicitados por Vaccari [tesoureiro do PT] ou pelo PT (...) (Propina de 15 milhões, Veja, 1 de julho de 2015, p 45)

28 junho 2012

A contabilidade e seus escritores

Hoje em dia está absurdamente mais fácil publicar um livro. Nem editora é necessário caso você queira se aventurar por aí... Há sim editores e agentes literários, como também sites que incentivam a publicação de livros eletrônicos pelo próprio escritor. Isso me torna ainda mais crítica ao comprar algo - acho muito bom quando disponibilizam o primeiro capítulo da obra para que saibamos o nível da peça que estamos pensando em adquirir.

Enfim... recebi um e-mail de um leitor que me fez rir um bocado. Agradeço a contribuição e divido o momento "paciência zero" com vocês:


Pérola 1:

"MECANISMO DE DÉBITO E CRÉDITO

Como podemos notar, os fatos contábeis provocam aumentos e diminuições nos componentes patrimoniais. Para melhor entender esse mecanismo, vamos retornar à equação contábil: ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO.

Ora, se sempre haverá igualdade entre o Ativo e o Passivo + Patrimônio Líquido, podemos também afirmar matematicamente que

ATIVO - (PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO) = ZERO.

Ou seja: ATIVO - PASSIVO - PATRIMÔNIO LÍQUIDO = ZERO.

Isso nos leva a concluir que o Ativo é o lado dos componentes positivos do patrimônio e o Passivo e Patrimônio Líquido, o lado dos componentes negativos.

[Comentário crítico: Se eu inverter a lógica matemática do amigo, e colocar que Passivo + Pl - Ativo é igual a zero, eu desconstruo o raciocínio do rapaz, né não!?]

Vejamos o exemplo a seguir: (desenho de um balanço patrimonial simples, com caixa e contas a pagar e capital). Sendo o ativo o lado positivo do patrimônio, as suas contas são positivas, isto é, os seus saldos são sempre positivos (denominados devedores). [Comentário crítico: Pronto, deu o nó geral na cabeça dos coleguinhas...] As contas do Passivo e Patrimônio Líquido, por sua vez, são negativas, isto é, seus saldos são sempre negativos (credores)."

Pérola 2:

"Lembre-se: Toda vez que tiver uma despesa, debitar a conta, toda vez que tiver uma receita, creditar a conta!"
[Comentário crítico: Tá, mas e o coleguinha que ler isso e pegar a conta "Despesa de assinatura paga antecipadamente"... ou "Receita antecipada de serviços"?????]

Ordem do dia: Tomem cuidado com os livros que utilizam! E senso crítico é um "must have".

16 maio 2012

Débito e Crédito

O Fleury, empresa de medicina diagnóstica, conseguiu manter no primeiro trimestre sua margem operacional mesmo com uma provisão de R$ 10 milhões para devedores duvidosos. A margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em 22%, empatada com os 21,9% do mesmo período do ano passado. O mercado previa uma queda maior na margem por conta desse débito, informado pela companhia na divulgação do último balanço. Desconsiderando essa provisão, a margem Ebitda da empresa aumentaria para 24,1%.

Fleury faz provisão de R$ 10 milhões, mas mantém margem - 4 de Maio de 2012 - Valor Econômico - Beth Koike

Observe o leitor o uso da palavra débito no texto. Refere-se a provisão para devedores duvidosos.

08 abril 2011

Qui dit crédit dit créance

Por Pedro Correia


A música Alors on danse é um sucesso internacional. Por isso, tive a curiosidade ver sua tradução.Pra minha surpresa encotrei isto:


Alors on danse


Qui dit étude dit travail;


Qui dit taf te dit les thunes;


Qui dit argent dit dépenses;


Qui dit crédit dit créance;


Qui dit dette te dit huissier;


Então, vamos dançar; Quem diz estudo; diz trabalho; Quem diz moeda; diz nota; Quem diz dinheiro;diz despesa ;Quem diz crédito, diz débito Quem diz dívida, diz fiscal


Ouça aqui.

19 janeiro 2011

Por que falamos “estou em débito com você”?

Em contabilidade, a palavra débito corresponde a um termo neutro. Quando uma empresa compra uma mercadoria, debita estoques e credita bancos, indicando que uma aplicação dos recursos em estoques. Quando se paga uma dívida com o banco, debita empréstimos e credita bancos, mostrando que recursos foram destinados a redução da dívida. Se a empresa obteve receita, debita bancos e credita receita, indicando que valores apareceram na conta corrente da empresa em razão das receitas geradas. Assim, no método das partidas dobradas, o termo é uso de uma maneira neutra, referindo o destino dos recursos. (Para uma explicação mais detalhada, vide o livro de minha co-autoria "Contabilidade Básica".)

Entretanto no senso popular é comum as pessoas falarem: "estou em débito com você". Neste caso, indica que estaria em dívida com alguém. O sentido do termo débito é negativo na linguagem popular. Qual a razão para que isto ocorra?

O dicionário registra que a origem do termo deve-se ao latim debitum que corresponde a uma dívida especial de dinheiro. Do latim existe a palavra debere que corresponde a dever, estar obrigado a alguma coisa. O Houaiss informa que o termo aparece na língua portuguesa em 1485, nove anos antes da publicação do livro de Luca Pacioli. Isto indicaria que o termo já existia antes de ser incorporado pela contabilidade. Assim, talvez o problema esteja no fato da contabilidade ter usado uma palavra errada para referir-se a destino.

Mas o fato de ainda hoje permanecer usando "débito" com o sentido negativo pode ter uma explicação. As pessoas geralmente usam conta corrente numa instituição financeira. Quando um banco retira dinheiro da conta corrente do cliente, em virtude de um pagamento feito com um cheque, aparece no extrato um débito. Observe que neste caso o banco está informando a transação sob sua ótica: saiu dinheiro da conta corrente do cliente e conseqüentemente saiu dinheiro do banco. Assim, as pessoas quando retiram seu extrato observam que ocorreu um "débito" quando o dinheiro saiu da sua conta, que é um evento negativo.

11 janeiro 2010

Teste #209

Parece bastante claro que as abordagens sobre a questão padecem de uma enfadonha mesmice, que oblitera do alcance da visão a efetiva possibilidade de que a prática do pagamento de malas brancas venha, sim, caracterizar um crime tributário. Não podemos nos esquecer de que os clubes de futebol são pessoas jurídicas, cuja contabilidade está adstrita a regras tributárias formais. Assim, surge a dúvida: sob qual rubrica os valores que vão rechear a mala branca são sacados? Qual o documento contábil que dá suporte a essa operação? Como isso é escriturado e declarado perante a Receita Federal?


A mala branca - David Rechulski - 30/12/2009 - Jornal da Tarde

O teste de hoje é o seguinte: como seria o lançamento contábil no clube que está pagando a mala branca (incentivo para que jogadores de outros clubes possam ganhar jogos que interessa ao clube)?

Resposta do anterior: Interbrew. Trata-se de um caso estranho. Fonte: Backstory (biased*), Financial Times, 15/12/2009

20 janeiro 2009

Expressão

O mercado de compra e venda de precatórios está se beneficiando das empresas que têm débito em caixa e das bolsas cada vez mais voláteis, em função da crise financeira global. Segundo Nelson Lacerda, do Lacerda e Lacerda Advogados, nos últimos três meses a banca teve aumento de 50% na demanda para aquisição desses títulos. "Várias empresas estão com débito em caixa e a compra desses papéis é uma maneira de reduzir as dívidas garantidas", explica. Lacerda diz acreditar que a tendência deve prosseguir porque até os "mais conservadores" estão optando pela compra de precatórios.
Empresas recorrem ao mercado de precatórios para saldar dívidas
19/1/2009
A11(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Fernanda Bompan) – Grifo meu

08 dezembro 2008

Crédito

Nunca diga que um contador é um crédito para sua profissão; um bom contador é um débito para sua profissão

Sir Charles Lyell , American Accountant, 1797-1875


Fonte: Aqui