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27 junho 2019

Rir é o melhor remédio

Toda empresa: Gostaríamos de promover a saúde mental no ambiente de trabalho.
Empregados: Que tal contratar mais pessoas para que possamos nos sentir menos pressionados e melhorar o nosso pagamento para que possamos nos manter em dia com os crescentes custos de vida, para que não fiquemos tão estressados.
Toda empresa: Não, não dessa forma. Tente ioga.

26 junho 2019

Facebook tem planos de criar uma nova moeda

Fonte da imagem: aqui
O Facebook anunciou um plano de lançar em 2020 uma nova moeda digital global, a Libra. Ela terá lastro em uma cesta de moedas com baixa volatilidade, como euro, dólar e iene. A Libra Association é formada por empresas privadas como Paypal, Uber e Mastercard, que serão responsáveis pela moeda.

Segundo o Financial Times (FT), caso fosse apenas modestamente bem-sucedida, a nova moeda já entregaria boa parte do controle da política monetária dos bancos centrais a essas empresas privadas.

Ainda conforme o FT:

A ideia marca um ataque "muito atrasado" da Big Tech sobre a indústria de pagamentos, diz David Yermack, professor de finanças da Stern School of Business da Universidade de Nova York. A Apple criou um papel limitado para o seu próprio sistema de pagamentos no iPhone: em contrapartida, o plano do Facebook é um ataque frontal.

O próprio Facebook criaria um "aplicativo matador" para tirar proveito desse dinheiro digital: um sistema de pagamento embutido em seus serviços de mensagens, para que os usuários possam enviar dinheiro a amigos ou fazer compras com facilidade e baixo custo. Com 2,4 bilhões de usuários, a empresa de redes sociais poderia, sozinha, impulsionar as criptomoedas para uma tendência atual, de acordo com seus apoiadores, cumprindo as esperanças provocadas pela bitcoin há uma década.

“A ameaça aos bancos existentes é severa”, diz Yermack. Empresas como Facebook, Google e Amazon têm duas vantagens significativas sobre os bancos, acrescenta: elas podem processar transações a um custo muito menor, e elas provaram ser mestres na criação de novos serviços digitais, atraindo bilhões de pessoas para suas plataformas.

Mas as barreiras à entrada também são altas e a resistência já é extensa. Políticos, ativistas da privacidade e banqueiros têm estado entre os que fazem fila para questionar a proposta desde quando ela foi revelada.

O fato de o Facebook e seus parceiros planejarem seguir em frente de qualquer maneira é uma prova do quanto está em jogo.

Algumas das preocupações: terrorismo, lavagem de dinheiro e privacidade.

Rir é o melhor remédio

Me atrasei porque eu segui esse cachorro por três blocos na direção errada.

25 junho 2019

Lista: livros mais vendidos


Lista dos livros mais vendidos da Amazon em 2019 nos Estados Unidos:

1.Um Lugar Bem Longe Daqui, por Delia Owens
2.Minha história, por Michelle Obama
3. A menina da montanha, por Tara Westover
5. Girl, stop apologizing, por Rachel Hollis. Ainda sem tradução.
6. Howard Stern comes again, por Howard Stern. Ainda sem tradução.
7. A mágica da arrumação, por Marie Kondo
9. Unfredom of the press, por Mark R. Levin. Ainda sem tradução.
10. The Wonky Donkey, por Craig Smith. Ainda sem tradução.

Sorteio no Instagram

Pessoal, está rolando um sorteio de dois livros que a editora SaraivaUni está querendo promover este mês. Eu sinceramente não conheço a obra... Mas como não incorremos em custos e é tudo cortesia da editora, acho válido como uma forma de presentear algum leitor. Para quem tem interesse, basta ler a postagem abaixo ou ir lá no nosso perfil do Instagram.





Olha mais um sorteio na área! Desta vez a editora disponibilizou duas edições do livro que aparece na foto e é aquele mesmo esquema pra concorrer: (i) seguir o @contabilidadefinanceira (ii) seguir a @saraivauni (iii) curtir a foto (iv) mencionar 3 amigos nos comentários [não vale perfil famoso]; (v) estar com o perfil aberto no dia do sorteio. Pq perfil aberto? Pq é a única forma que encontramos de verificar se o sorteado seguiu as regras. O resultado do sorteio sairá em uma story aqui no perfil no dia ***08/07*** Vamos deixar por um tempo arquivado em "parcerias" aqui no perfil. Caso você tenha interesse em adquirir a obra, o seguinte código de desconto está disponível até o dia 31/07 no site da editora (não é desconto afiliado - aka não ganhamos nada com isso): PROMO10 #CiênciasContábeis #Contabilidade #BlogContabilidadeFinanceira #Contábeis #SaraivaUni #ExameDeSuficiência #ContabilidadeParaConcurso #ContabilidadeParaConcursoEExameDeSuficiência #OsniMouraRibeiro
Uma publicação compartilhada por Blog Contabilidade Financeira (@contabilidadefinanceira) em

Rir é o melhor remédio


Quem disse que auditoria é estressante?
Eu tenho 35 e me sinto ótima.

24 junho 2019

Chip Kidd: Designing livros não é brincadeira. Ok, é sim.

Palestra maravilhosa que vale cada um dos 17 minutos.


Chip Kidd não julga os livros por suas capas, ele cria capas que corporificam os livros -- e ele o faz com um senso de humor inescrupuloso. Em uma das palestras mais engraçadas do TED2012, ele mostra a arte e o profundo pensamento no design de suas capas. (Da sessão Design Studio no TED2012, organizada por Chee Pearlman e David Rockwell.)


Rir é o melhor remédio

- Estou tendo um dia ótimo. Vamos ver o que está acontecendo na internet...
- Ah não
- O que é essa
- Merd@

23 junho 2019

Empresas e mercados: IFRS 16

Um blog muito bom é o Empresas e Mercados, do Roberto Ushisima. Abaixo um trecho da última postagem dele:
Uma das novidades das demonstrações contábeis a partir de 2019 é a implementação obrigatória das mudanças do IFRS 16 sobre contabilização de Arrendamento Mercantil.
Sem entrar em maiores detalhes, basicamente o que as empresas devem fazer é incluir no Ativo e no Passivo os contratos de arrendamento mercantil/leasing. O valor contábil é o valor presente dos contratos, no Ativo sendo considerado um Ativo de Direito de Uso e no Passivo uma dívida com Arrendamento Mercantil.
O impacto na DRE é um pouco mais complexo. Os gastos com locação dos contratos de arrendamento afetados pelo IFRS 16 deixam de ser contabilizados como despesa. A chave aqui é entender a movimentação do ativo e do passivo mencionados no parágrafo anterior. Conforme o tempo passa e os contratos de arrendamento vão sendo pagos, há uma despesa com a depreciação dos contratos. Quanto ao passivo, há o “accruamento” dos juros, com uma despesa financeira de arrendamento mercantil, aumentando o passivo. Além disso, há uma baixa por pagamento do passivo de arrendamento mercantil que corresponderia à antiga despesa com locação. Não há impacto fiscal porque a depreciação e os juros com arrendamento cobrem o espaço que seria das despesas com locação.
A polêmica maior é quanto às consequências disso na avaliação da empresa. O efeito imediato é aumentar o EBITDA por conta de menores despesas. O “Caixa gerado pelas operações” do DFC também é aumentado já que a “despesa” com locação passou para o “Fluxo de Caixa de Financiamento”, o que remete ao segundo efeito imediato, aumento da dívida, que passa a incluir Arrendamento Mercantil.
O que fazer diante disso? (...)
Eu escrevi um artigo mais longo e profundo com o exame dos efeitos em um caso específico (Cia. Hering). Certamente é um tema que ainda vai render muito e posso voltar a ele em textos futuros.

Leia aqui a postagem completa.

Rir é o melhor remédio

"Amanhã eu conserto"

22 junho 2019

Números do Facebook sob suspeita


Desde o escândalo da Cambridge Analytica, o uso do Facebook caiu: 10% no primeiro mês e 20% desde abril 2018, segundo dados da Mixpanel (via aqui). Estes números são aproximadamente iguais aos da Emarketer, onde o uso médio diário caiu de 41 minutos para 38.

Entretanto, os números são divergentes do Facebook. Segundo a empresa, ocorreu um aumento nos usuários ativos diários e mensais. Mas estes números não são auditados.

It's possible to reconcile the gap between Facebook's picture of increased usage and independent auditors' claims of a decline: it may be that people still feel like the must use Facebook to coordinate with other Facebook users (they are unable to overcome the collective action problem of convincing their friends to leave Facebook all at once and shift their discussions of their little league games, family reunions and rare diseases somewhere else), but they no longer use it to "share" with friends, only to perform the utility functions that they must use the service for.

Rir é o melhor remédio


21 junho 2019

Excel X Blockchain

Para o aclamado economista Nouriel Roubini, o Blockchain "não é melhor que uma planilha de Excel" :


Nouriel Roubini, um notório crítico das criptomoedas, afirmou que o blockchain "não é melhor que uma planilha de Excel" durante um painel patrocinado pela exchange cripto LaToken em 25 de janeiro.

Roubini também é conhecido por ter previsto a crise financeira de 2008, o que lhe valeu o apelido de Doutor Destino.

Falando durante um painel no Fórum Econòmico Blockchain em Davos, Roubini definiu a blockchain como “a tecnologia mais exagerada de todos os tempos”, ao mesmo tempo em que observou que o Bitcoin e outras criptomoedas são a mãe de todas as bolhas. Ele também apontou durante a palestra que blockchain e cripto não têm nada a ver com fintech e tecnologia de ledger distribuído privado (DLT).

O DLT privado, segundo Roubini, nada mais é do que um banco de dados sofisticado, já que não é nem sem confiança nem descentralizado. Ele também apontou que, assim como o DLT, as moedas digitais de banco central (CBDCs) também não têm nada a ver com blockchain e cripto. Roubini vê as CBDCs principalmente como uma maneira de estender o acesso ao banco central a todos os indivíduos, em vez de conceder acesso apenas aos bancos.

Além disso, Roubini expressou sua ideia de que as CBDCs dominariam as criptomoedas e transformariam o sistema bancário de maneiras radicais. Além disso, enquanto ele prevê que a fintech vai mudar o financiamento e que o dinheiro vai desaparecer, ele é da opinião que blockchain e cripto não terão lugar nesta mudança.

Nouriel também criticou duramente o que ele descreveu como a "tokenização de tudo", explicando que ter um token para tudo seria equivalente a voltar ao escambo. Ele também apontou como os personagens do famoso desenho animado Flintstones têm uma moeda, que são as conchas, argumentando que a tokenização é pior do que isso.

Falando sobre a privacidade, Nouriel apontou que nenhum governo ou órgão regulador permitirá o uso de criptomoedas centradas no anonimato, como o Monero. Conforme relatado pela Cointelegraph em junho do ano passado, o órgão autorregulatório japonês Associação de Câmbio de Moeda Virtual (JVCEA, na sigla em inglês) proibiu o comércio de altcoins orientadas para o anonimato, como Zcash e Monero.

A posição negativa de Roubini sobre a criptomoeda não é uma novidade para ele: em uma entrevista concedida à Cointelegraph em outubro do ano passado, ele declarou que, segundo ele, 99% das criptomoedas valem zero.

Crítico das criptos Nouriel Roubini: Blockchain 'não é melhor que uma planilha de Excel'

Teoria da Contabilidade -4a edição

Nos últimos dias estive ocupado em finalizar a quarta edição do livro Teoria da Contabilidade, em co-autoria com o professor Jorge Katsumi. Muitas alterações. E usei muito o blog para inspirar em algumas partes que fiquei responsável. Vários exercícios tem sua fonte no blog. Eis um trecho da apresentação, onde estão detalhadas as alterações na nova edição:

Esta quarta edição traz alterações profundas. Já incorporamos aqui os aspectos que sofreram alteração com a nova estrutura conceitual do Iasb, aprovada no início de 2018. Também alteramos todos exercícios no final de cada capítulo, que representa uma atualização das discussões. A seção sobre pesquisa, que existia no final de cada capítulo, foi suprimida. O volume de pesquisas existentes em cada tópico é cada vez maior, tornando difícil para os autores manter este ponto de forma adequada e justa. Optamos por inserir no final de cada capítulo, quando couber, um tema emergente.

No capítulo 1, deixamos claro a diferença entre regulação e padronização, optando por usar o primeiro termo. Discutimos também o texto como informação, já que esta é uma área que está sendo objeto de análise e atenção da teoria. E incluímos o princípio da evidenciação plena. No capítulo 2, fizemos uma atualização das mudanças recentes na estrutura do Iasb. Em razão dos rumos da convergência internacional das normas contábeis, o capítulo 3 foi alterado e atualizado. O resultado é um capítulo mais enxuto em relação às edições anteriores.

O capítulo 5 é novo e trabalha a questão da estrutura conceitual. O capítulo inicia descrevendo as premissas básicas da contabilidade. O capítulo discute as vantagens e desvantagens de se ter uma estrutura conceitual, assim como as razões que levam as mudanças nesta estrutura. Um aspecto específico da estrutura, a questão da prudência, é objeto de discussão. O capítulo encerra contemplando o papel do CPC na contabilidade brasileira.

O Capítulo 6 reúne material novo sobre a teoria da mensuração, além de apresentar, de maneira mais resumida, a questão da inflação. Assim, a discussão sobre mensuração, que constava do capítulo do Ativo passa a compor este capítulo.

O capítulo sobre o Ativo, o de número 7, foi atualizado com as novas definições da estrutura conceitual de 2018. Isto inclui uma discussão sobre desreconhecimento. Os temas “intangível” e “recuperabilidade” foram agregados a este capítulo. A discussão sobre a relevância da incerteza e da probabilidade foi expandida nesta nova edição. Também discutimos o problema da primazia conceitual dos termos ativo e passivo. Ao final do capítulo iniciamos uma discussão sobre ativos virtuais.

O capítulo 8 é resultado da junção dos antigos capítulos de passivo e patrimônio líquido. A experiência didática revelou que não existia uma necessidade de um capítulo específico para o patrimônio líquido e por este motivo os autores optaram por esta medida. Pequenas atualizações foram feitas no capítulos

No capítulo 9 incorporamos a discussão sobre o reconhecimento da receita de incorporadoras e inserimos um texto sobre a qualidade do lucro.

O capítulo do setor público foi reformulado, com a inclusão de uma abordagem histórica e os avanços recentes na área, incluindo a convergência das normas internacionais no Brasil e a abordagem conceitual do IFAC, baseada na abordagem do Iasb. Também melhoramos a abordagem histórica do capítulo.

Na parte do terceiro setor, fizemos pequenas atualizações. Finalmente, o capítulo de leasing foi reformulado diante das novas normas. Este capítulo contou com a participação da pesquisadora Nyalle Barboza Matos.

Obviamente que a capa também será alterada.

Práticas Administrativas importam?

Um artigo, publicado na American Economic Review, busca responder uma velha questão: afinal, a prática administrativa faz diferença? Os autores usaram dados de 35 mil fábricas (é isto mesmo, não errei o número) ou 70 mil observações, de uma pesquisa obrigatória feita pelo governo dos Estados Unidos entre 2010 e 2015. O foco é verificar se existe uma relação entre administração e desempenho. Com base em um questionário desenhado pelo Banco Mundial, aplicou uma pesquisa denominada de Managemente and Organizational Practices Survey. Entre as perguntas, questões sobre monitoramente, metas e incentivos. Foco da análise ficou nos direcionadores de práticas administrativas relacionadas com o ambiente de negócios e o spillover (transbordamento). Com um índice de resposta de 75% a pesquisa mostrou que

a) Há uma grande variação nas práticas administrativas. A surpresa é que isto é válido também para fábricas de uma mesma empresa. Além disto, quanto maior a empresa, maior esta variação.

b) Usando dados de duas regiões que estavam concorrendo entre si para receber uma indústria, os autores mostraram que spillovers positivos ocorreram quando também existia fluxos frequentes na mão-de-obra gerencial. Em outras palavras, será no movimento dos gerentes (não dos executivos ou dos trabalhadores ou da governança corporativa) que ocorrerá um mecanismo de aprendizado

Bloom, N., Brynjolfsson, E., Foster, L., Jarmin, R., Patnaik, M., Saporta-Eksten, I., & Van Reenen, J. (2019). What drives differences in management practices?. American Economic Review, 109(5), 1648-83.

Hackeando Blockchain

Once hailed as unhackable, blockchains are now getting hacked

More and more security holes are appearing in cryptocurrency and smart contract platforms, and some are fundamental to the way they were built.

Early last month, the security team at Coinbase noticed something strange going on in Ethereum Classic, one of the cryptocurrencies people can buy and sell using Coinbase’s popular exchange platform. Its blockchain, the history of all its transactions, was under attack.

An attacker had somehow gained control of more than half of the network’s computing power and was using it to rewrite the transaction history. That made it possible to spend the same cryptocurrency more than once—known as “double spends.” The attacker was spotted pulling this off to the tune of $1.1 million. Coinbase claims that no currency was actually stolen from any of its accounts. But a second popular exchange, Gate.io, has admitted it wasn’t so lucky, losing around $200,000 to the attacker (who, strangely, returned half of it days later).

Just a year ago, this nightmare scenario was mostly theoretical. But the so-called 51% attack against Ethereum Classic was just the latest in a series of recent attacks on blockchains that have heightened the stakes for the nascent industry.


In total, hackers have stolen nearly $2 billion worth of cryptocurrency since the beginning of 2017, mostly from exchanges, and that’s just what has been revealed publicly. These are not just opportunistic lone attackers, either. Sophisticated cybercrime organizations are now doing it too: analytics firm Chainalysis recently said that just two groups, both of which are apparently still active, may have stolen a combined $1 billion from exchanges.

We shouldn’t be surprised. Blockchains are particularly attractive to thieves because fraudulent transactions can’t be reversed as they often can be in the traditional financial system. Besides that, we’ve long known that just as blockchains have unique security features, they have unique vulnerabilities. Marketing slogans and headlines that called the technology “unhackable” were dead wrong.

That’s been understood, at least in theory, since Bitcoin emerged a decade ago. But in the past year, amidst a Cambrian explosion of new cryptocurrency projects, we’ve started to see what this means in practice—and what these inherent weaknesses could mean for the future of blockchains and digital assets.

[...]

Fonte: aqui

20 junho 2019

Discussão sem fim: conceito de passivo

Pelo visto, a nova estrutura conceitual Iasb-Fasb não foi suficiente. O FASB, que possui o melhor padrão do mundo, continua discutindo o conceito de passivo. Desde 2017 e ainda não acabou. Segundo uma reunião de fevereiro de 2019 (divulgado agora):

The Board continued its discussion of the definition of a liability. The Board decided that:

All present obligations to transfer assets and obligations to deliver shares sufficient in number to satisfy a determinable or defined obligation should meet the definition of a liability.


An analysis discussing the measurement of obligations to issue a fixed number of shares is unnecessary for the Board to deliberate on in the elements phase.

Além disto, o Fasb decidiu por uma divisão da terminologia das medidas de mensuração diferente do Iasb.

There are three categories of initial measurement:
Entry price
Exit price
Estimated future cash flows.

Exit price is appropriate as an initial carrying amount of an asset when the subsequent measure of the asset will be at exit price.

For transactions in which something other than cash is exchanged, the initial measure of an asset may be based on the exit price for the asset transferred.

The overall objective in identifying costs to be included in the initial carrying amount of an asset at entry price should be to capture the costs incurred to bring the asset to the location and condition necessary for it to be capable of operation.

The following categories help identify the types of costs that should be included in an initial carrying amount consistent with the objective described in (4):

Government-imposed charges
Costs of services related to the acquisition of the asset and readying the asset for use
Costs to participate in the market for the asset.
Gains and losses on cash flow hedges are neither part of the entry price of assets nor a cost to be included in initial carrying amounts of assets based on the objective and categories described in (4) and (5), respectively.
The Board directed the staff to develop a revised project plan to address the elements of financial statements (which are currently defined in FASB Concepts Statement No. 6, Elements of Financial Statements) concurrently with presentation and measurement concepts.

Criptomoedas são inúteis

De acordo com o Professor de Criptografia de Harvard Bruce Schneier, as criptomoedas são inúteis:

Cryptocurrency is useless to anyone other than nefarious groups or individuals trying to move money without being noticed by the government. This is apparently the cutting-edge opinion of Harvard University cryptographer and technology researcher Bruce Schneier.

Citing a series of regularly discredited and debunked talking points, Schneier believes that the aims of Bitcoin according to its original whitepaper have been defeated by the reality of its deployment, which means that in addition to being operationally difficult and risky, it also fails to deliver on its basic premise, which essentially renders it useless


bruce scneier cryptocurrency harvard

Expanding further on this point he says:

“If your bitcoin exchange gets hacked, you lose all of your money. If your bitcoin wallet gets hacked, you lose all of your money. If you forget your login credentials, you lose all of your money. If there’s a bug in the code of your smart contract, you lose all of your money. If someone successfully hacks the blockchain security, you lose all of your money. In many ways, trusting technology is harder than trusting people. Would you rather trust a human legal system or the details of some computer code you don’t have the expertise to audit?

While the other criticisms may have had some measure of technical accuracy, Schneier also cites the hackneyed “crypto-mining-uses-vast-amount-of-energy” argument to back up his belief that cryptocurrency is pointless. According to him – you’ve certainly never heard this before – it constitutes a large environmental hazard due to the amount of energy it consumes.

Schneier argues that bitcoin transaction charges such as processing fees are hidden, unlike bank charges which can be easily calculated. Where he gets the impression that crypto transaction fees are hidden is anyone’s guess at this point, but it certainly makes a good – if inaccurate – talking point.

He also says that automated systems cannot be fully trusted and human input will always be better, adding that blockchain technology is only theoretically trustless. Practically, he says, crypto users still have to trust cryptocurrency exchanges and wallets when they trade or otherwise make transactions. Unsurprisingly, no mention is made of decentralised exchanges, which apparently are not good talking points for the purpose of Schneier’s polemic.

Rounding up his attack on cryptocurrencies, Schneier states that blockchain immutability is a problem because in the event of a mistake, “all of your life savings could be gone.” In his view, cryptocurrency is inherently useless and not needed.


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19 junho 2019

Auditoria de Criptmoeda - Parte 2

A PwC anunciou a criação de um software para a auditoria de criptmoeda. Mas tem um grande limitação no uso desse software, conforme a própria PwC:

“Nossa capacidade de auditar uma entidade envolvida em atividades de criptomoeda é muito influenciada pelo ambiente de controle de nossos clientes e, nesse estágio, pela amplitude de tokens suportados por nosso software Halo. Essas considerações serão fundamentais para determinar se nos sentimos confortáveis ​​em aceitar um compromisso de auditoria”.

Parece que a PwC está muito mais interessada em surfar na onda das criptmoedas e do bitcoin. A competição, busca por inovação e marketing faz parte dos negócios. Como tem muito gente falando dessa tema, a PwC logo tratou de anunciar uma solução para o tema.

Eu tenho a mesma opinião do professor de criptografia de Harvard Bruce Schneier:

“If your bitcoin exchange gets hacked, you lose all of your money. If your bitcoin wallet gets hacked, you lose all of your money. If you forget your login credentials, you lose all of your money. If there’s a bug in the code of your smart contract, you lose all of your money. If someone successfully hacks the blockchain security, you lose all of your money. In many ways, trusting technology is harder than trusting people. Would you rather trust a human legal system or the details of some computer code you don’t have the expertise to audit?

Ou seja, blockchain e bitcoin são inúteis.


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Nasa acusada de manipular custos

Pense em uma entidade confiável. Nasa? Não mais. A entidade responsável pelo programa espacial dos Estados Unidos pretendia levar astronauta à Lua novamente em 2024 (ou até 2024). Mas uma reportagem do Washington Post descobriu que a entidade tem problemas graves. Um relatório de prestação de contas do governo dos EUA mostrou que o custo real do programa foi manipulado na sua contabilização. Além de falta de transparência sobre os voos tripulados. Na realidade, o GAO, que fez o documento sobre a NASA, afirma que não é possível saber o custo do programa.

Apesar do atraso no programa, a Nasa continuou pagando "prêmios" para Boeing, principal fornecedora do foguete, relacionada com o desempenho. Ou seja, a Boeing atrasou o programa e sua avaliação não mudou.

Uma estimativa do custo do programa: entre 20 a 30 bilhões de dólares em cinco anos. Mas o custo do foguete, a parte mais importante do programa, não é conhecido, segundo o GAO

Auditoria de Criptomoeda

Ontem tivemos uma postagem do Pedro Correia sobre a inutilidade do Blochain. Hoje, a PwC anuncia uma solução para auditoria de transações com criptomoeda. A empresa tem um conjunto de ferramentas de auditoria que chamou de "Halo". Agora, entre as soluções, a ferramenta é capaz de

(1) provide independent, substantive evidence of the “private key and public address pairing” which is one of the pieces needed to establish ownership of cryptocurrency
(2) securely interrogate the blockchain to independently and reliably gather corroborating information about blockchain transactions and balances.

Rir é o melhor remédio


Caixa-preta do BNDES

A controversa demissão de Joaquim Levy da presidência do BNDES tem um motivo, segundo o presidente da república: a falta de evidenciação. Relatos indicam que Levy recebeu do presidente a missão de "abrir a caixa-preta" do BNDES. Em termos práticos, a investigação de operações de financiamentos do banco desde 2003 a 2016. Alguns meses antes, o ex-presidente do BNDES tinha afirmado que a entidade era a mais transparente do mundo. Assim, há controvérsias sobre a existência ou não de transparência na instituição.

Talvez a questão passe pela missão do BNDES. Durante os governos Lula e Dilma a entidade tinha objetivo de ajudar no crescimento do país. Eis uma discussão interessante da Época Negócios sobre o assunto:

(...) Sob gestão petista, o governo federal repassou recursos volumosos ao BNDES para que ele pudesse ampliar seus empréstimos - isso era feito por meio da emissão de títulos públicos, o que implica em aumento da dívida.

Entre 2008 e 2014, por exemplo, foram injetados no banco R$ 416,1 bilhões com essa finalidade, além de mais R$ 24,7 bilhões com destinação específica para compra de ações da Petrobras com o objetivo de capitalizar a estatal.

O resultado foi que o BNDES atingiu recordes de desembolsos (crédito concedido), chegando ao recorde de R$ 190 bilhões em 2013. A partir de 2016, esses valores caíram bruscamente, ficando em R$ 69,3 bilhões em 2018.

O crescimento das operações veio acompanhado de alta nos resultados. Em valores atualizados pela inflação, o lucro anual do banco passou de uma média de R$ 2,7 bilhões entre 2001 e 2004 para R$ 11,7 bilhões entre 2005 e 2014. Desde 2015, tem ficado abaixo de R$ 7 bilhões, refletindo o enxugamento.

Muitas das operações realizadas durante esse boom dos governos do PT, porém, viraram alvo de questionamentos.

Algumas delas foram os empréstimos para obras realizadas por empreiteiras brasileiras no exterior, em países como Venezuela, Cuba e Moçambique. As dívidas não têm sido pagas - o débito dos três países por causa dos atrasos já soma mais de R$ 2 bilhões.

(...) Além das obras financiadas no exterior, outra fonte de polêmica sobre o BNDES durante os governos do PT foram os empréstimos para grandes empresas crescerem e se internacionalizarem - conhecida como política dos "campeões nacionais".

Entre elas, a processadora de carne JBS, cujos executivos confessaram em acordos de delação terem praticado corrupção, e a operadora de telefonia Oi, que passou por recuperação judicial.

Para completar, não havia transparência sobre essas operações, já que o BNDES alegava que isso violaria o sigilo bancário das empresas. No entanto, após grande pressão de órgãos de controle e da opinião pública, o banco foi obrigado a abrir seus dados a partir de 2015, ainda no governo Dilma.

Naquele ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o BNDES atendesse a uma solicitação do Tribunal de Contas da União (TCU) para detalhar operações financeiras de R$ 7,5 bilhões com o grupo JBS. Com a decisão, o banco passou a atender a todos os pedidos do órgão de controle.

Depois, criou em seu site uma área de transparência, em que detalha as operações, e publicou recentemente o Livro Verde, com um balanço de 340 páginas da sua atuação entre 2001 e 2016.

Nesse documento, o BNDES procurou também responder às críticas sobre o financiamento de obras em países alinhados ideologicamente com os governos do PT. O banco afirma que não financia obras, mas "exportações de serviços de engenharia" do Brasil, já que os recursos emprestados para governos estrangeiros só podem ser usados para pagar empresas brasileiras.

continue lendo aqui 

18 junho 2019

Petrobras não foi vítima

Muito antes da Petrobras reconhecer o problema de corrupção, uma investigação interna realizada na empresa já apontava operações suspeitas, informa a Reuters. A empresa descobriu em 2012 que estava pagando muito caro por produtos de petróleo. Um ano depois, alguns funcionários recomendaram a interrupção das transações com uma empresa em particular, a Seaview, que fazia regularmente esta operação. Mas as operações continuaram.

Segundo a investigação realizada agora, quatro grandes empresas de commodities do mundo - Vitol, Trafigura, Glencore e Mercuria - usavam a Seaview e outras empresas para pagar propinas para funcionários da Petrobras. As operações eram rotineiras entre 2011 e 2014 e ocorriam em Cingapura.

Anteriormente, a empresa alegou de forma sistemática que era “vítima” involuntária da corrupção. Muitos acreditaram nesta história (aqui também). Nas demonstrações de 2016 a empresa tentou reescrever a história do escândalo. Mas o fato de existir uma investigação interna que descobriu um problema de corrupção mostra que esta narrativa não convence, afirmou a Reuters.

In the first months of 2013, an internal debate emerged at Petrobras about whether to halt business with Seaview, according to the documents and the people. Petrobras declined to do so, they said, after some senior managers argued that the oil company could lose money by limiting the number of brokers it interacts with.

Blockchain é inútil

Ótimo artigo do professor Bruce Schneier, especialista em segurança digital e professor da Universidade de Harvard, sobre o Blockchain:

[...]

Much has been written about blockchains and how they displace, reshape, or eliminate trust. But when you analyze both blockchain and trust, you quickly realize that there is much more hype than value. Blockchain solutions are often much worse than what they replace.



[...]

What blockchain does is shift some of the trust in people and institutions to trust in technology. You need to trust the cryptography, the protocols, the software, the computers and the network. And you need to trust them absolutely, because they’re often single points of failure.

When that trust turns out to be misplaced, there is no recourse. If your bitcoin exchange gets hacked, you lose all of your money. If your bitcoin wallet gets hacked, you lose all of your money. If you forget your login credentials, you lose all of your money. If there’s a bug in the code of your smart contract, you lose all of your money. If someone successfully hacks the blockchain security, you lose all of your money. In many ways, trusting technology is harder than trusting people. Would you rather trust a human legal system or the details of some computer code you don’t have the expertise to audit?

Blockchain enthusiasts point to more traditional forms of trust—bank processing fees, for example—as expensive. But blockchain trust is also costly; the cost is just hidden. For bitcoin, that's the cost of the additional bitcoin mined, the transaction fees, and the enormous environmental waste.

Blockchain doesn’t eliminate the need to trust human institutions. There will always be a big gap that can’t be addressed by technology alone. People still need to be in charge, and there is always a need for governance outside the system. This is obvious in the ongoing debate about changing the bitcoin block size, or in fixing the DAO attackagainst Ethereum. There’s always a need to override the rules, and there’s always a need for the ability to make permanent rules changes. As long as hard forks are a possibility—that’s when the people in charge of a blockchain step outside the system to change it—people will need to be in charge.

Any blockchain system will have to coexist with other, more conventional systems. Modern banking, for example, is designed to be reversible. Bitcoin is not. That makes it hard to make the two compatible, and the result is often an insecurity. Steve Wozniak was scammed out of $70K in bitcoin because he forgot this.

[..]


These issues are not bugs in current blockchain applications, they’re inherent in how blockchain works. Any evaluation of the security of the system has to take the whole socio-technical system into account. Too many blockchain enthusiasts focus on the technology and ignore the rest.

To the extent that people don’t use bitcoin, it’s because they don’t trust bitcoin. That has nothing to do with the cryptography or the protocols. In fact, a system where you can lose your life savings if you forget your key or download a piece of malware is not particularly trustworthy. No amount of explaining how SHA-256 works to prevent double-spending will fix that.

Similarly, to the extent that people do use blockchains, it is because they trust them. People either own bitcoin or not based on reputation; that’s true even for speculators who own bitcoin simply because they think it will make them rich quickly. People choose a wallet for their cryptocurrency, and an exchange for their transactions, based on reputation. We even evaluate and trust the cryptography that underpins blockchains based on the algorithms’ reputation.

To see how this can fail, look at the various supply-chain security systems that are using blockchain. A blockchain isn’t a necessary feature of any of them. The reasons they’re successful is that everyone has a single software platform to enter their data in. Even though the blockchain systems are built on distributed trust, people don’t necessarily accept that. For example, some companies don’t trust the IBM/Maersk system because it’s not their blockchain.

Irrational? Maybe, but that’s how trust works. It can’t be replaced by algorithms and protocols. It’s much more social than that.

Still, the idea that blockchains can somehow eliminate the need for trust persists. Recently, I received an email from a company that implemented secure messaging using blockchain. It said, in part: “Using the blockchain, as we have done, has eliminated the need for Trust.” This sentiment suggests the writer misunderstands both what blockchain does and how trust works.

Do you need a public blockchain? The answer is almost certainly no. A blockchain probably doesn’t solve the security problems you think it solves. The security problems it solves are probably not the ones you have. (Manipulating audit data is probably not your major security risk.) A false trust in blockchain can itself be a security risk. The inefficiencies, especially in scaling, are probably not worth it. I have looked at many blockchain applications, and all of them could achieve the same security properties without using a blockchain—of course, then they wouldn’t have the cool name.

Honestly, cryptocurrencies are useless. They're only used by speculators looking for quick riches, people who don't like government-backed currencies, and criminals who want a black-market way to exchange money.

To answer the question of whether the blockchain is needed, ask yourself: Does the blockchain change the system of trust in any meaningful way, or just shift it around? Does it just try to replace trust with verification? Does it strengthen existing trust relationships, or try to go against them? How can trust be abused in the new system, and is this better or worse than the potential abuses in the old system? And lastly: What would your system look like if you didn’t use blockchain at all?

If you ask yourself those questions, it's likely you'll choose solutions that don't use public blockchain. And that'll be a good thing—especially when the hype dissipates.

Fonte: aqui

Retorno para Tudo

Uma das premissas do processo de avaliação é usar dados previstos. Entretanto, é muito difícil prever o futuro. Por este motivo, muitas previsões realizadas nas avaliações utilizam dos dados passados, partindo da suposição de que o futuro é uma repetição da história. Obviamente não é preciso alertar para a chance da previsão estar errada em razão desta suposição.

Mas o analista não tem muita alternativa disponível. Em certos laudos, é importante estar sustentado em algo mais “objetivo”, como são os dados passados. Por este motivo, é sempre bom estar atento as pesquisas históricas que possam ajudar nos argumentos utilizados nas avaliações.

Uma pesquisa recente utilizou dados de 1870 até 2015 para calcular alguns dos parâmetros mais importantes para a avaliação. Pesquisadores dos Estados Unidos e da Alemanha reconstituíram o que ocorreu com o retorno de ativos de algumas das economias desenvolvidas. E pela primeira vez eles incluíram o retornos dos imóveis residenciais em um cálculo tão longo. Além disto, também calcularam o retorno das ações, dos títulos do governo e dos títulos de curto prazo. Estes dois últimos foram considerados como investimentos “sem risco”; imóveis e ações foram classificados como investimentos “com risco”.

Os países que foram investigados: Alemanha, Austrália, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Itália, Japão, Noruega, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça.

Os achados são interessantes e um deles indica que o retorno obtido com imóveis é aproximadamente o mesmo do retorno com o mercado acionário, algo em torno de 7%. Veja no gráfico abaixo que a linha verde (retorno de imóveis) acompanha o retorno do mercado de ações, mas com uma importante diferença: é menos volátil. Ou seja, no longo prazo, quem investiu em imóveis obteve o mesmo retorno, com menor risco. A pesquisa aponta, no entanto, que esta regra tem exceções: em alguns países as ações tiveram um desempenho melhor. Além disto, a diversificação com imóveis é mais difícil, já que o custo de transação é maior e a liquidez é menor. Mas os autores observam que a correlação mundial do investimento em ações é cada vez maior, reduzindo o ganho com a diversificação

Ao comparar os dois tipos de investimentos “seguros”, a pesquisa encontrou que o retorno destes títulos são mais voláteis no curto prazo. Em tempos de paz, o retorno dos ativos seguros esteve entre 1 a 3%. Assim, uma comparação usando o trade-off risco e retorno mostra que os investimentos “seguros” são ruins: são famosos por serem sem risco, mas não o são; e possuem um retorno baixo, típico de investimento sem risco. Esta equação termina ser boa para as finanças públicas dos países, como chamam a atenção a pesquisa, pois é possível lançar um título com baixo rendimento, sem ter baixo risco.

A comparação entre estes dois tipos de investimento - com e sem risco - resulta no prêmio pelo risco. Os autores encontraram que em média o prêmio foi entre 4 a 5% nos tempos de paz. Este prêmio cresceu substancialmente no período após as duas guerras, mas nos anos recentes esteve abaixo dos 4%.

Baseado nesta série histórica, uma boa estimativa para os parâmetros usados no cálculo do retorno esperado é a seguinte: Rf = 1 a 3%; Rm = 7%.

Jordà, Òscar et al. The Rate of Return on Everything, 1870–2015 December 2017 Working Paper.

17 junho 2019

Geometria das bandeiras

A figura mostra a falta de originalidade das bandeiras:
Brasil é criativo, não?

KPMG multada em US$ 50 milhões

Segundo o Wall Street Journal (WSJ), a KPMG LLP concordou em pagar à Securities and Exchange Commission (SEC) uma multa de US$ 50 milhões relacionada a alegações de que ex-funcionários conseguiram dar uma “olhadinha” nos planos dos reguladores de inspecionar seus trabalhos e auditores da empresa fraudaram provas de treinamento interno.

Em março, um ex-sócio da KPMG foi condenado por estar envolvido em esforços para roubar informações confidenciais, a fim de ajudar a empresa a parecer melhor ao Conselho de Supervisão Contábil das Companhias Abertas (Public Company Accounting Oversight Board), que regulamenta as empresas de auditoria. A SEC afirmou que ex-integrantes da alta patente da KPMG, responsáveis pelo controle de qualidade da empresa, obtiveram e usaram indevidamente informações confidenciais que pertenciam ao conselho contábil. Segundo a SEC, os funcionários da KPMG procuraram as informações porque a empresa havia ido mal nas investigações anteriores e queriam melhorar os seus resultados.

Funcionários da KPMG também fraudaram exames internos destinados a testar conhecimentos sobre uma variedade de princípios contábeis e outros tópicos. Os profissionais compartilhavam as questões entre si, enviando as respostas principalmente por e-mail.

Além da penalidade, a KPMG concordou em avaliar suas práticas de ética e integridade, identificar auditores que violaram as regras em conexão com os exames nos últimos três anos e contratar um consultor para avaliar os controles de ética e integridade da empresa, segundo a SEC.

A multa de US $ 50 milhões é uma das maiores já impostas a um auditor em uma ação da SEC.

Comercial da Deloitte

Comercial muito criativo da Deloitte. No link, a explicação dos diretores.

Rir é o melhor remédio

Quando você diz que acha que está trabalhando demais, o que você quer dizer?

16 junho 2019

Previsão de Falência via Accrual

Resumo:

Financial information has been widely used to design bankruptcy prediction models. All research works that have studied such models assume that financial statements are reliable. However, reality is a bit different. Indeed, firms may tend to present their financial accounts depending on particular circumstances, especially when seeking to change the perception of the risk incurred by their partners, and thus distort or alter some of them. Consequently, one may wonder to what extent such “manipulations”, called earnings management, may influence any model that relies on accounting data. This is why we study how earnings management may affect financial variables and how it can indirectly distort predictions made by failure models. For this purpose, we used a measure that makes it possible to assess potential account manipulations, and not effective manipulations. Our results show that when these distortions are measured and used with other financial variables, models are more accurate than those that solely rely on pure financial data. They also show that the improvement of model accuracy is essentially due to a reduction of type-I error—the costliest error in economic terms.

fONTE: du Jardin, P., Veganzones, D. & Séverin, E. Comput Econ (2019) 54: 7. https://doi.org/10.1007/s10614-017-9681-9

Resultado de imagem para earnings management

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

Arnav Kapur: Como a inteligência artificial pode se tornar uma extensão da sua mente


Tente falar sozinho sem abrir a boca, simplesmente dizendo palavras internamente. E se você pudesse pesquisar na internet assim e obter uma resposta? Na primeira demonstração pública ao vivo de sua nova tecnologia, o Bolsista TED Arnav Kapur apresenta o AlterEgo: um dispositivo de inteligência artificial com o potencial de permitir que você fale silenciosamente e receba informações de um sistema de computador, como uma voz dentro de sua cabeça. Saiba mais sobre como o dispositivo funciona e as implicações de longo alcance desse novo tipo de interação humano-computador.

15 junho 2019

Baumol ainda vive


Esta figura foi publicada aqui (original em Marginal Revolution). Acompanhando os preços desde 1950, alguns setores aumentaram em muito seus preços (educação, saúde, manutenção de automóvel) e outros reduziram seus preços (telecomunicações, roupas, automóveis novos). Qual a razão disto? Segundo Alex Tabarrok: regulamentação, burocracia, monopólio e Efeito Baumol).

O efeito Baumol já foi comentado várias vezes no blog (aqui, aqui ou aqui). Refere-se ao aumento nos custos em algumas atividades que não conseguem usufruir dos ganhos de produtividade. O exemplo clássico é o número de músicos que toca a nona sinfonia de Beethoven.

Tese e ensaio-maternidade

Na semana passada postamos um Rir mostrando uma pessoa que fez um ensaio fotográfico com a sua tese. Hoje tropecei nesta postagem do HypeSscience falando sobre ela:

Sarah Whelan Curtis, de 26 anos, acaba de terminar sua pesquisa de doutorado. Para comemorar o árduo trabalho de quatro anos, ela participou de um ensaio de maternidade. Mas ao invés de exibir um recém-nascido fofo, ela mostrou orgulhosamente a sua tese.
“Eu tenho vários sobrinhos e sobrinhas, e minha mãe me disse: ‘consiga um doutorado ou me dê um neto’. Eu consegui meu doutorado”, disse ela ao Yahoo Lifestyle.
Depois de ver tantos amigos compartilhando fotos de seus bebês, ela teve esta ideia. Quando o trabalho ficou pronto, ela pegou uma manta de bebê, enrolou sua tese nela, e pediu ao seu marido que tirasse fotos de seu recém-nascido. Ela postou as fotos no Twitter e elas fizeram grande sucesso entre outros acadêmicos que também sentem que suas pesquisas são como filhos.
“Sim, eu fiz um ensaio com a minha tese. O trabalho de parto mais longo de todos. #phdlife”, escreveu ela na legenda das imagens.
Ela fez seu programa de Ph.D. na Universidade Emory em Atlanta (EUA), na área de epigenética.

Rir é o melhor remédio


Fonte: Aqui

14 junho 2019

Renúncia da auditoria

Algo interessante ocorreu na Índia. A Reliance Capital é uma das maiores empresas do país asiático, gerenciando ativos, seguros de vida, entre outros produtos. Possui mais de 20 milhões de clientes e 15 mil funcionários.

A empresa PwC encaminhou uma carta para Reliance, afirmando estar abandonando a auditoria por não receber uma resposta satisfatória para algumas dúvidas. Na quarta a Reliance divulgou este fato. As ações, cotadas a 93$ na manhã de quarta terminou o dia cotada a 87 e agora, na sexta, estava a 76$. A empresa disse que as observações da empresa eram infundadas e injustificadas; a decisão da PwC seria motivada pela “psicose do medo”, sem uma discussão com o comitê de auditoria.

Aparentemente, a PwC apontou problemas contábeis na empresa e na Reliance Home Finance ligado a desvios de recursos entre as partes relacionadas. O executivo, Anil Ambani, indicou que seriam boatos injustificados.

Criptomoeda

Uma empresa que possui criptomoeda tem um ativo? Sendo algo que gera riqueza e esta riqueza será controlada pela entidade, a resposta é afirmativa. Mas que tipo de ativo? A princípio, e em razão da denominação, a criptomoeda deveria ser classificada como ... uma moeda.

Mas parece que o Iasb não entende desta forma. O Comitê de Interpretação discutiu este assunto em 2018 e considerou que a criptomoeda não atende a definição de ativo financeiro da IFRS 9 (CPC 14) ou equivalente caixa (IAS 7 ou CPC 03). Assim, resta a classificação como ativo intangível (IAS 38 ou CPC 04)

A decisão não é pacífica, mas o assunto foi considerado como “finalizado” na agenda do comitê.

P.S. Aqui um link sobre blockchain. Dica de Polyana

Valor de um Software Aberto

Qual o valor de um software aberto? Geralmente este tipo de software foi desenvolvido através da contribuição de várias pessoas, sem que tenham sido remunerados por isto. O Linux foi desenvolvido na Finlândia, em uma universidade; o R, em uma universidade da Nova Zelândia. As pessoas que trabalharam nestes softwares, o fizeram de maneira gratuita. Por este motivo, o software aberto não é considerado para fins do cálculo do valor ou da produção de uma economia.

Seis pesquisadores propuseram uma maneira de mensurar uma estimativa do custo do software aberto. Para isto, eles mensuraram o valor de quatro “pacotes”: R, Python, Julia e JavaScript. Estes pacotes tiveram aplicações desenvolvidas por diferentes pessoas e o processo está armazenado no GitHub, uma repositório onde os programadores deixam seus produtos para qualquer pessoa ter acesso. Usando esta informação, os pesquisadores olharam as linhas adicionadas e deletadas em um esforço comum para o desenvolvimento de aplicações. Com base nisto, determinaram o custo do desenvolvimento através da seguinte expressão:

Custo do Desenvolvimento = Salário mensal x Tempo de desenvolvimento nominal.

O salário mensal foi estimado a partir do valor recebido por um programador médio. O tempo de desenvolvimento é função das linhas de código, o número de pessoas por mês e a quantidade de tempo que levou para desenvolver uma aplicação.

O resultado mostra que a contribuição dos pacotes em R desenvolvidos corresponde a um custo de US$854 milhões por ano, para um total de 3.396 pacotes. Ou seja, se uma empresa tivesse que desenvolver estes pacotes, seus gastos seriam neste valor. Para os demais, a estimativa foi a seguinte: Python = 747 milhões, Julia=239 e JavaScript = 1.199. Isto totaliza mais de 3 bilhões de dólares por ano.

Open source software is everywhere, both as specialized applications nurtured by devoted user communities, and as digital infrastructure underlying platforms used by millions daily. This type of software is developed, maintained, and extended both within the private sector and outside of it, through the contribution of people from businesses, universities, government research institutions, nonprofits, and as individuals. This paper proposes and prototypes a method to document the scope and impact of open source software created by these sectors, thereby extending existing measures of publicly-funded research output. We estimate the cost of developing packages for the open source software languages R, Python, Julia, and JavaScript, as well as re-use statistics for R packages. These reuse statistics are measures of relative value. We estimate that the resource cost for developing R, Python, Julia, and JavaScript exceeds $3 billion dollars, based on 2017 costs.

Fonte: The Scope and Impact of Open Source Software: A Framework for Analysis and Preliminary Cost Estimates. Carol A. Robbins* (NCSES, NSF) et al.

Rir é o melhor remédio


Fonte: Aqui

13 junho 2019

Aversão à Informação

Quando você está em um montanha russa e o medo surge, a reação instintiva é fechar os olhos. Este fechar os olhos também funciona nas nossas atividades diárias. A maioria das pessoas evitar olhar regularmente para o saldo do conta, pois “sabe” o que irá encontrar. Muitos investidores evitam acompanhar seus investimentos, com “medo” do que irá ocorrer. Evitamos ver quantas pessoas curtiram nossa postagem, para evitar o desapontamento da nossa pouco expressão.

Dois pesquisadores, um da Toulose e outro da Universidade da Califórnia, tentaram entender o mecanismo da aversão à informação. Marianne Andries (Toulouse) e Valentin Haddad usaram um modelo para mostrar que não ter a informação pode seus benefícios. Isto depende da pessoa, mas investidores com menor apetite para o risco acompanham menos seus investimentos. São os investidores avestruz, que param de olhar suas carteiras quando o mercado cai.

A análise dos dois mostra que “ser bem informado” pode não agregar valor. E estar propositalmente desinformado pode ter uma explicação “racional”.

The main features of households' attention to savings are rationalized by a model of information aversion, a preference-based fear of receiving flows of news. In line with the empirical evidence, information averse investors observe the value of their portfolios infrequently; inattention is more pronounced for more risk averse investors and in periods of low or volatile stock prices. The model also explains how changes in information frequencies affect risk-taking decisions, as observed in the field and the lab. Further, we find that receiving state-dependent alerts following sharp downturns improves welfare, suggesting a role for financial intermediaries as information managers.

12 junho 2019

Estrelas desbotadas

As grandes empresas estão cada vez maiores e, aparentemente, mais produtivas. Além disto, são responsáveis por uma grande quantidade de empregos, investimentos e pesquisa. Em 2016, nos Estados Unidos, as empresas com mais de 5 mil empregados foram responsáveis por 2/3 dos investimentos em P&D. Ao mesmo tempo, observa-se um aumento na margem de lucro, acompanhado pela maior concentração.

Existem duas possíveis explicações para tal fato. As maiores empresas ficaram mais eficientes; neste caso, a concentração é uma boa notícia. A segunda explicação é que as maiores empresas estão entrincheiradas no seu mercado e se aproveitam disto; isto não é bom.

Usando informações das maiores empresas de cada setor, Germán Gutiérrez e Thomas Philippon verificaram o que ocorreu com as Fading Stars. Os autores concluíram que a contribuição destas empresas para a produtividade da economia caiu desde os anos 2000. Na realidade, segundo os autores, a produtividade destas empresas é justificada pelo chamado efeito realocação: as empresas atraem mais recursos por serem “estrelas” e isto justifica a maior produtividade.

A figura a seguir mostra a mensuração da produtividade das grandes empresas de 1960 até os dias atuais, usando uma medida chamada Hulten Contribution.

Eis o abstract:
We study the evolution of super star firms in the U.S. economy over the past 60 years. Contrary to common wisdom, super stars firms have not become larger, have not become more productive, and the contribution of star firms to aggregate U.S. productivity growth has fallen by more than one third since 2000.

Atletas mais bem pagos

Eis os dez atletas mais bem pagos (via aqui):

1. Lionel Messi $127m (£99.8m) - Futebol
2. Cristiano Ronaldo $109m (£85.6m) - Futebol
3. Neymar $105m (£82.5m) - Futebol
4. Canelo Alvarez $94m (£73.8m) - Boxe
5. Roger Federer $93.4m (£73.3) - Tênis
6. Russell Wilson $89.5m (£70.3m) - Futebol Americano
7. Aaron Rodgers $89.3m £70.1m) - Futebol Americano
8. LeBron James $89m (£69.9m) - Basquete
9. Stephen Curry $79.8m (£62.7m) - Basquete
10. Kevin Durant $65.4m (£51.3m) - Basquete

Dos 100, 62 são dos Estados Unidos. Serena Willians é 62a. da lista. Outro brasileiro na lista é Oscar (66o). Do total recebido por Neymar, 75 milhões são salários e 30 milhões propaganda. Já Federer recebe 86 milhões de propaganda, o maior valor na lista.

O esporte dominante é a NBA, com 35 atletas. O número 1 do ano passado, Floyd Mayweather, não faz parte da lista deste ano.

Clube de Futebol e Valor

O processo de avaliação é antes de tudo uma opinião. Cabe ao analista indicar se sua opinião é crível ou não. Se o analista usa uma base de dados passado e de qualidade, analisando os diferentes aspectos do objeto avaliado, poderemos ser convencidos de que a opinião é razoável ou não. Caso os dados sejam frágeis ou baseados em métodos não claros, podemos acreditar ou não no analista baseado em outros parâmetros, como a expertise do mesmo ou a qualidade do seu acerto.

Aqui temos um outro ponto importante: para verificar se a opinião do analista é coerente, precisamos ter algo com que confrontar. Se um analista afirma que as ações de uma empresa valem um determinado montante e aparece investidores dispostos a comprar as ações por um valor próximo a estimativa realizada, podemos acreditar que o analista acertou na sua opinião. Mas mesmo neste caso podemos duvidar da capacidade do analista, pois não sabemos se seu acerto ocorreu pelo acaso ou pela qualidade da sua opinião.

A tarefa pode complicar ainda mais quando o objeto a ser analisado é complexo o suficiente para termos somente métodos que se aproximam da mensuração adequada.

Toda esta introdução é para falar do relatório sobre marcas do futebol, elaborado pela BDO. Esta empresa teve a sagacidade de escolher um assunto de interesse de muitos. Entretanto, avaliar o futebol brasileiro é uma tarefa ingrata, em razão da qualidade dos dados. As demonstrações contábeis dos clubes são de baixa qualidade, como é o caso recente do Corinthians e outros clubes brasileiros. Além disto, temos problemas sérios relacionados com a mensuração de marca. E para finalizar, é muito difícil fazer a comprovação da qualidade da mensuração realizada, pois não temos negociações (quando temos é um exceção) ou ações negociadas em bolsa, como ocorre na Europa.

Com respeito aos dados, os valores são enviesados pela existência de uma receita de valor elevado e que não necessariamente é recorrente: a receita proveniente da comercialização de atletas. Eis um exemplo: em 2017 a receita do Flamengo foi de 649 milhões de reais. Mas esta receita cai para 466 milhões se retirar a transferência. A diferença refere-se a comercialização de alguns atletas, entre eles um jogador chamado Vinícius Júnior. Como lidar com esta situação? Retirar a comercialização permite ter uma comparação mais estável ao longo do tempo; mas parte do valor de um clube (e sua marca) é originária da capacidade de revelar novos jogadores.

Se as informações de qualidade são um problema, o método usado para estimar o valor de uma marca de um clube de futebol pode ser outro complicador. Existem diversas metodologias que podem ser usadas como proxy em tais situações. Um delas é mensurar quanto é possível gerar de receita pela existência de uma marca. Se um torcedor está disposto a pagar um valor elevado por uma camisa oficial de um clube, a diferença entre o preço da camisa e o preço de uma camisa sem esta “marca” poderia ser considerada dentro do valor da marca. Neste caso, o clube consegue internalizar sua marca, gerando receita com a mesma. Isto provavelmente não ocorre no Brasil, já que usualmente os torcedores não compram a camisa oficial do clube (nem um ex-deputado e presidente da república paga por uma camisa oficial, preferindo uma cópia pirata).

Em resumo, é difícil opinar sobre o valor de uma marcar, mas esta tarefa talvez seja mais difícil quando se trata de uma marca de um clube de futebol brasileiro. Segundo a BDO:

“O estudo seguiu rigorosa métrica que inclui mais de 30 diferentes variáveis entre dados financeiros, históricos dos clubes, informações publicadas em pesquisas com os torcedores, dados de marketing esportivo, hábitos de consumo dos torcedores, engajamento em mídias sociais e dados sociais e econômicos do mercado em que atuam os clubes analisados.”

Isto não ajuda a esclarecer muito sobre o método. Em postagem anterior, discutimos sobre o uso de múltiplo para avaliar clubes de futebol. Vamos usar esta discussão para fazer nossa análise. Na figura abaixo coloquei o valor da marca dos clubes e o valor usando o múltiplo de 3,2 (método CATS). Note que estamos comparando algo diferente: a BDO mensura a marca; estamos mensurando o valor do clube, que é mais abrangente que a medida da BDO. Além disto, usamos a receita total; ou seja,  nosso resultado pode estar sendo influenciado pela venda de jogadores.

O gráfico mostra que em geral nossa estimativa é maior que a BDO, o que era esperado. Em média, os 25 clubes foram avaliados em 672 milhões usando o múltiplo e a marca recebeu uma avaliação de 435 milhões. Em alguns casos, a diferença foi expressiva. Avaliamos a Chapecoense em 319 milhões, enquanto a BDO considerou que a marca deste time tem um valor de 58 milhões. Mas nossa estimativa coloca o Corinthians como tendo um valor de R$1,25 bilhão versus R$1,74 bilhão da BDO. (Este é o único clube onde o valor do múltiplo foi menor que o valor da marca)

Em geral, as diferenças entre os dois métodos foi menor para os clubes de maior valor e aumentou substancialmente para os pequenos clubes, como é o caso da Chapecoense. Mas qual o método é melhor? É impossível responder a esta pergunta por dois motivos. Em primeiro lugar, não temos um conjunto de negociações de marcas (ou de clubes) que possa indicar quem estaria com a razão. Se ocorressem 25 transações de clubes e caso meus valores estivessem mais próximos dos valores transacionados, o meu método seria melhor. Em segundo lugar, estamos mensurando algo diferente e não temos condições de analisar se o método da BDO é razoável ou não. A afirmação da empresa, reproduzida acima, não permite verificar se os seus valores são razoáveis ou não.