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23 abril 2019

TCU recomenda blockchain


Recebido do Tiago Mota (grato). O TCU recomendou a adoção de blockchain na prestação de contas. Faz sentido? Veja o trecho:

9.3. determinar que, nos termos dos arts. 250, II, e 251 do RITCU, a Agência Nacional do Cinema adote as seguintes medidas: (...)
9.3.4. atente para o eventual emprego de novas tecnologias da informação, a exemplo do uso de blockchain, no bojo dos procedimentos de prestação de contas, com a subsequente análise dessas contas via robô virtual em prol do órgão federal repassador, podendo contribuir não apenas para a maior celeridade e efetividade no processo de prestação de contas dos repasses de recursos federais, mas também para a maior fidedignidade e confiabilidade das informações prestadas, de sorte a merecer os devidos estudos técnicos para o real desenvolvimento do aludido emprego, a partir da necessária implementação do correspondente projeto piloto para a efetiva aplicação dessas novas tecnologias da informação em determinado segmento de prestações de contas junto à Ancine, (...);

Mais notícias da BT


  • Em 2017 foi descoberto um escândalo contábil na BT da Itália
  • O problema envolvia a manipulação da receita para que a filial atingisse metas de desempenho
  • A investigação revelou recentemente que executivos da matriz inglesa incentivaram as práticas ilegais que ocorreram na Itália

No início de 2017 surgiram as primeiras notícias que algo de estranho tinha ocorrido na filial italiana da empresa BT. Haveria manipulação da receita, o que levou a matriz a trocar a empresa de auditoria, depois de 33 anos trabalhando com a PwC.
No início novas informações mostraram que os executivos deveria apresentar sua defesa no caso. A BT afirmava que os principais executivos não sabiam do problema, sendo o problema originário da filial italiana. Mas a investigação na Itália parece que está revelando que a matriz também tem sua parcela de culpa.

Segundo a Reuters, a matriz britânica fez pedidos insistentes no sentido da filial italiana conseguir atingir as metas, mesmo usando práticas contábeis agressivas e erradas. Um dos envolvidos era diretor financeiro da BT Europe.

Anteriormente, a BT dizia ser vítima dos fraudadores; com as novas provas, que incluem e-mails trocados entre a matriz e a filial italiana, três executivos baseados em Londres estão também sendo acusados de cumplicidade na fraude. Esta fraude inclui falsificação de nota fiscal, com transações fictícias e modo a cumprir as metas.

Rir é o melhor remédio


22 abril 2019

Estacionamento no Shopping

Se você acha que o preço do estacionamento do Shopping é elevado, a demonstração contábil da BR Malls mostra que ... você está certo. A BR Malls teve receita de 1,196 bilhão de reais em 2018. A receita de Alugueis foi de 914 milhões. Mas os shoppings obtiveram 258 milhões com estacionamento. O quadro a seguir foi retirado das demonstrações contábeis da empresa:

P/L volta a aumentar

O gráfico mostra a mediana do índice P/L. Após três anos de queda, que corresponde aos anos de recessão brasileira, o índice voltou a crescer em 2017 e também em 2018. O valor de 2018, por sinal, é um pouco superior ao de 2013: 9,49 versus 9,47. Este índice mostra o tempo de retorno quando alguém decide investir em uma ação. No final de 2016 eram necessários 5,63 anos para recuperar o investimento.

Outra forma de interpretar o número é considerar que o inverso corresponde ao retorno do mercado. Em 2018 isto corresponde a 10,54%, enquanto em 2016 era 17,76%.

(Usamos a mediana, pois é uma medida que não é influenciada pelos valores extremos. A fonte primária dos dados é a Economática.)

Efeito do acordo judicial na Oi

Mais de um mês após sua divulgação, as demonstrações contábeis da Oi ainda causam estranheza. Não pelo fato da empresa ter divulgado um “Ebitda de rotina”; nada de estranho ocorre quando a palavra “Ebitda” é escrita ou pronunciada.

Com quase 60 milhões de clientes, é a maior empresa brasileira de telefonia fixa, um negócio em declínio, e a quarta empresa de telefonia móvel. A Oi é uma empresa em recuperação judicial desde 2016. No início de 2018, um Plano de Recuperação Judicial foi homologado, o que resultou na reestruturação da dívida e aumento de capital da empresa. As consequências disto são as mais diversas possíveis, mas destaco dois aspectos:

a) a composição do endividamento foi substancialmente alterada - no final de 2017 a empresa tinha dívidas de curto prazo de 54,6 bilhões, sendo 39,7 em moeda estrangeira. A dívida líquida total da empresa era de 47,6 bilhões. Um ano depois, a dívida de curto prazo é muito pequena (673 milhões) e a dívida líquida reduziu para 11,8 bilhões.

b) reversão do prejuízo líquido para um substancial lucro líquido - Se em 2017 a empresa teve um prejuízo de 6,4 bilhões (para uma receita de 23,8 bilhões), em 2018 o resultado foi de 24,6 bilhões, para uma receita um pouco menor.

A estranheza contábil está justamente neste dois aspectos. Antes de detalhar, é bom lembrar que o fluxo de caixa das atividades operacionais caiu de 4,4 bilhões para 2,9 bilhões de reais. A margem bruta foi de 37% para 29%, já que a receita caiu e os custos aumentaram. E o patrimônio líquido, que era negativo em 13,8 bilhões, estava positivo no final de dezembro de 2018, em 22,9 bilhões. Parece mágina, mas não é.

A resposta para a mudança está na reestruturação da dívida. Com este fato, o passivo de curto prazo foi parcialmente transformado em passivo de longo prazo. Uma dívida que tinha um valor contábil de 54,6 bilhões passou a valer menos, graças ao acordo judicial. A contrapartida da “redução” da dívida foi uma receita financeira. Assim, conforme a nota explicativa 6 do balanço da empresa, teve um “ganho de reestruturação” de 11,1 bilhões, além de uma mudança no “ajuste a valor presente”, de 13,3 bilhões. Isto somado a uma reversão de 4,1 bilhões e outros valores menores, fez com que a Oi tivesse uma “receita financeira” de 30,95 bilhões. Quando confrontado com as despesas financeiras e outros encargos, tem-se um “resultado financeiro” de 26,6 bilhões de reais. Como o lucro líquido foi de 24,6 bilhões, foi somente com o “resultado financeiro” que a empresa obteve lucro.

O interesse contábil desta história é o fato de que ao renegociar sua dívida, reconhecendo que a empresa não teria condições de honrar seus compromissos, a Oi terminou MELHORANDO seu resultado. As novas condições do endividamento permitiu este fato. Mas isto realmente causa uma certa estranheza.

Riqueza em Game of Thrones

Qual é o valor de um dragão? Esta foi a grande pergunta para quem se dispôs a avaliar as fortunas das dinastias que movem Game of Thrones, a épica série que voltou para a HBO a 14 de abril.

A saga do Game of Thrones mistura cavaleiros medievais, castelos, bruxaria, zombies e dragões, mas, no fundo, é uma competição entre nove famílias muito abastadas. A Bloomberg News tem prática em calcular o património dos bilionários do mundo real. Por isso, decidimos criar um ranking dos mais ricos de Westeros, comparando quanto tinham no início da série e quanto têm antes da oitava e última temporada.

Material é o que não falta. Os cinco livros de George R.R. Martin foram transformados em mais de 60 horas de drama na TV, em alguns casos com desdobramentos bastante diferentes do que o autor escreveu. Usar essas informações para calcular o património das famílias dominantes desde o começo da série até os episódios finais é mais complexo do que levantar testamentos, demonstrações financeiras e dados de fundos de investimento para desvendar quem são os bilionários do planeta.

"Os livros detalham bastante a situação económica de cada família", mas nem tudo aparece no programa, disse o crítico Adam Whitehead, elogiado pelo próprio Martin.

Especialistas em finanças — e em Game of Thrones — ajudaram-nos a calcular os ativos dos Stark, Lannister e outras casas da nobreza. Para todos eles, no fim das contas, a grande pergunta foi: quanto vale um dragão?

Três ovos de dragão revertem a fortuna dos falidos herdeiros da Casa Targaryen. No mundo da fantasia do Game of Thrones, os dragões foram extintos há algumas gerações. Quando adultos, os dragões de Daenerys Targaryen são fonte de poder quase incomparável. Alguns métodos podem ajudar a estimar o seu preço. Um deles é compará-los à força de soldados humanos, propôs Michael Whitmire, presidente da companhia de contabilidade em nuvem FloQast.

"Quantos humanos seriam necessários para alguém escolher um grupo de pessoas em vez de um dragão", questionou. Há poucas batalhas na série que colocam os dragões diretamente contra soldados humanos. Quando lutam, os dragões quase sempre derretem a concorrência. Literalmente.

"Se tiver dragões ganha um dos maiores benefícios económicos do mundo".

A determinada altura, uma transação entre a Daenerys e comerciantes quase é fechada e estabelecido um preço. Daenerys concorda em trocar um dos seus dragões bebés por 8.000 soldados escravizados e cerca 5.000 aprendizes. Ficou logo claro que a troca era uma apenas um truque. Daenerys ordena o seu dragão a incinerar os comerciantes e liberta os escravos.

Tratando-se de ativos difíceis de vender e sem comparação no mercado, especialistas em finanças provavelmente usariam dois métodos de cálculo, explicou Steve Schuetz, diretor da Valuation Research Corporation e viciado em Game of Thrones. Um é avaliar quanto custa ter um dragão — o tempo e dinheiro necessários para adquirir um ovo, chocá-lo e então criar e treinar o bebé. Outro método, o da renda gerada, calcula quanto um dragão pode gerar para o seu dono ou a potencial destruição que pode evitar.

Quando rivais descobrem a existência dos dragões da Casa Targaryen, a situação complica-se. Schuetz lembra que ameaças ajudam a determinar o risco e o desconto a ser aplicado ao valor de um dragão.

Os rankings abaixo baseiam-se em grande parte no trabalho de Whitehead, mas a Bloomberg concordou com outros especialistas, que argumentam que os dragões superam todos os outros ativos.

"Quem tem dragões tem o maior benefício económico naquele momento", disse Schuetz. "Quem tem dragões tem a capacidade não só de se proteger, mas de ser agressivo e pegar o que quiser."

Dada a escolha, qualquer um preferiria ter dragões.

Casa Targaryen
Classificação atual: 1
Classificação inicial: 9

No início da saga, a dinastia que um dia dominou Westeros não tem onde morar, sofre tentativas de assassinato e possui apenas o peso do seu nome e três ovos de dragão. Porém a sorte da família então mais pobre do Game of Thrones muda radicalmente. Além dos dragões, Daenerys Targaryen chega ao final da história tendo controlo de um exército, do Rochedo Casterly, da Casa Lannister e das cidades de Slaver’s Bay.

Casa Lannister
Classificação atual: 2
Classificação inicial: 1

O vasto património da família pode ser quantificado pelos 3 milhões de dragões de ouro em empréstimos concedidos ao Rei Robert Baratheon, além de exércitos bem equipados e comércio com cidades livres como Braavos. O acesso ao sistema financeiro global ajuda os Lannister a manter controlo do Trono de Ferro. Cersei cumpre a promessa de pagar dívidas com o Iron Bank e usa outro empréstimo para contratar 20.000 mercenários.

Casa Arryn

Classificação atual: 3
Classificação inicial: 3

As montanhas que formam a defesa natural do Vale são um ativo importante da família, permitindo que o povo trabalhe na terra e noutras atividades sem enfrentar guerras. O Vale abriga o porto de Gulltown, o mais perto da cidade livre de Braavos. Os Cavaleiros do Vale têm cavalos e valem bem mais do que soldados a pé.

Casa Stark
Classificação atual: 4
Classificação inicial: 4

Os Stark e as suas casas vassalas podem controlar mais terras, mas são pouco habitadas e difíceis de percorrer. Madeira, ferro e prata oferecem oportunidades de desenvolvimento, porém a mão de obra limitada e o inverno que se avizinha atrapalham essas empreitadas. Assim como a Sibéria, o Norte é um lugar onde é difícil lutar e prosperar.

Casa Greyjoy
Classificação atual: 5
Classificação inicial: 7

No início da série, os Greyjoy têm poucos recursos à disposição para progredir economicamente. Mas o panorama financeiro melhora. A promessa de Euron Greyjoy de construir 1.000 navios, no final da sexta temporada, é claramente um exagero. Mas os navios são valiosos, especialmente se usados para comércio e não para invasões. A expansão da frota indica ascensão da família.

Casa Martell
Classificação atual: 6
Classificação inicial: 6

Dorne é uma região pouco povoada e com pouca terra para cultivo, mas exporta vinho e uvas. A Casa Martell tem soldados e navios, apesar de haver pouca informação sobre a quantidade. Apesar da maioria dos personagens da família morrer até o final da sétima temporada, é possível que ainda existam alguns. Oberyn disse ter oito filhas na quarta temporada.

Casa Tully
Classificação atual: 7
Classificação inicial: 5

Tully deveria ser uma região rica, com terra fértil e central. Infelizmente, a sua localização central também implica que é devastada sempre que uma guerra explode por ali. Vassalos voláteis como Walder Frey, um nobre que controla uma travessia determinante para a rota comercial, implica menos receitas de impostos no início da série.

O Tully mais importante a sobreviver fica prisioneiro dos Frey e dá ordens aos seus soldados para se renderem. Não é claro se sobrou alguma fortuna no fim da série.

Casa Baratheon
Classificação atual: 8
Classificação inicial: 8

Mesmo sentado no Trono de Ferro, o Rei Robert Baratheon não era assim tão rico. Baratheon começou a série com uma dívida de mais de 6 milhões de dragões de ouro, sendo 3 milhões devidos aos Lannister. No final da sétima temporada, os irmãos Robert, Stannis e Renly Baratheon estão mortos. Mas o filho ilegítimo de Robert, Gendry, parece ter melhor sorte ao participar da comitiva de Jon Snow.

Casa Tyrell

Classificação atual: 9
Classificação inicial: 2

No começo da série, os Tyrell disputavam com os Lannister a posição de maior fortuna de Westeros. Tinham vastas terras férteis, uma grande população pagadora de impostos e capacidade de arregimentar grandes exércitos. Porém, o seu aparato militar era considerado muito inferior aos batalhões dos Lannister.

A continuidade da família Tyrell (após a morte de Margaery e Loras) é duvidosa. Lady Olenna, que de facto comanda a família, ingere veneno após a captura de Highgarden pelos Lannister. Esta família outrora tão rica pode desaparecer.


Fonte: Aqui

Rir é o melhor remédio

Namoro em tempos modernos.

21 abril 2019

História da Contabilidade: Revista do Grêmio dos Guarda-Livros

O oitavo número da Revista do Grêmio, na sua primeira página, duas curiosidades.

Primeiro, uma nota "política":
Segundo, na mesma página, ao falar do presidente do Grêmio, Ernesto Gavião Peixoto, afirma:

versado na arte dos Diversos a Diversos

O que seria isto? Pelo contexto, me pareceu um elogio, para alguém versado em escrituração.

História da Contabilidade: Revista do Grêmio dos Guarda-livros 3

No último número existente na hemeroteca da Biblioteca Nacional (edição 8 de 1896), a Revista do Grêmio traz um balanço da Associação, assinado pelo seu presidente Ernesto Gavião Peixoto:
Sobre Ernesto, descobri que foi guarda-livros em São Paulo, com escritório na Rua Glória. Depois chegou a assinar balanços, indicando ser "Contador" (um título diferente do que temos hoje). Era bastante ligado a juri popular. No mesmo número que aparece um desenho de Ernesto e uma breve descrição da sua vida.

História da Contabilidade: Revista do Grêmio dos Guarda-Livros 2

O primeiro número da Revista do Grêmio dos Guarda-Livros, publicada em 1896, traz também uma série de problemas denominados de "recreações algebricas". Veja alguns deles a seguir:

A Revista, no seu número dois, indicava a solução dos problemas.

História da Contabilidade: Revista do Grêmio dos Guarda-livros 1

Na semana passada comentamos sobre a Revista da Associação dos Guardas-Livros. Esta revista que existiu em meados da década de 70 do século XIX tinha sede no Rio de Janeiro. Durou dois anos e três meses, mas seu conteúdo é um pouco decepcionante. Os 27 exemplares que constam da Hemeroteca da Biblioteca Nacional mostram um grande número de páginas em discussões sobre a crise de 1864.

Vinte anos depois nasce em São Paulo a Revista do Gremio dos Guarda-livros. Esta publicação possui, na hemeroteca, somente quatro exemplares, de oito páginas cada. Também de periodicidade mensal, a Revista do Grêmio é bem mais interessante. Seu primeiro número conta com discussões contábeis e inclui, no final, com a publicação de parte de um livro do Padre Antonio Vieira, Arte de Furtar.

Um detalhe importante: não foi o Padre Antonio Vieira quem escreveu este livro e sim o Padre Manuel da Costa. Mas esta autoria só ficou estabelecida anos depois.

20 abril 2019

Paciência

Usando uma base com 80 mil respondentes (da Gallup) em 76 países, uma pesquisa (via aqui) captou a "paciência" em diversos países. Paciência seria a tendência a desistir de algo hoje em troca de algo no futuro. O mapa mostra os países mais pacientes com cores escuras e os menos pacientes com cores claras.
Em um extremos, a Suécia e os Estados Unidos como países mais pacientes. No outro, Nicarágua, Ruanda e Geórgia. Países com maior descendência européia tendem a maior paciência. Isto é muito relevante pois muitas decisões econômicas dependem das recompensas futuras.

A paciência parece lembrar muito o conceito de Garra, de Angela Duckworth. A pesquisadora considera a garra como a principal razão do sucesso ou fracasso das pessoas. 

Rir é o melhor remédio


19 abril 2019

Venezuelanos ganhando com jogos

Com uma economia com hiperinflação e recessão profunda, os venezuelanos parece que encontraram no "gold farming" uma alternativa. Através dos videogames, os venezuelanos fazem tarefas repetitivas que produzem "moedas", que podem ser trocadas em dinheiro ou dólar. Um dos jogos preferidos é o Runescape, que não exige uma grande velocidade na internet e é gratuito para jogar. Em outubro de 2018 a Amazon, proprietária do jogo, deu inscrição gratuita para novos jogadores e 2/3 deles eram originários da Venezuela.

Recentemente a Venezuela sofreu com uma queda na energia. O preço de um item do jogo (gráfico) mudou substancialmente, reflexo da ausência da energia naquele país.

Fonte: Aqui

Fasb estuda norma de imposto

O Financial Accounting Standards Board (FASB), entidade que produz normas contábeis nos Estados Unidos, divulgou uma proposta de Atualização de Normas Contábeis (ASU) sobre a evidenciação da divulgação de imposto de renda. A divulgação ocorreu em março e o prazo para comentário termina no final de maio.

Esta norma incorpora as mudanças recentes na tributação dos Estados Unidos e esta foi a razão da mudança.

A proposta revisada da ASU (1) removeria as divulgações que não são mais consideradas custo-benefício ou relevantes e (2) adicionaria requisitos de divulgação identificados como relevantes para os usuários das demonstrações contábeis.

O que fazer entre a casa e o trabalho

O tempo que as pessoas gastam entre casa e o trabalho (ou a escola) geralmente parece chato e complicado. Uma forma de aliviar o problema da “dor do trajeto” é pensar no trabalho, fazendo plano para o dia, indica uma pesquisa (via Gerdeman, The Best Way to Cope With a Bad Commute).

Ao usar o tempo de viagem como uma oportunidade para entrar na mentalidade do trabalho, os funcionários estão dando a si mesmos a chance de mudarem mais facilmente do papel de casa para o trabalho, e isso faz com que as pessoas se sintam mais felizes com o trabalho.

Enquanto isso, fazer coisas relaxantes ou puramente prazerosas no caminho para o escritório, como ouvir música no carro ou percorrer a mídia social no trem, pode interferir na capacidade das pessoas de fazer a transição para o modo de trabalho sem problemas - o que as deixa mais desanimadas e mais propensas em abandonar seus empregos.

Previsão: sem aprender com o erro



Yes, the market is expecting rate cuts (forward rate) but the market has been exactly wrong about everything for 10 years (and longer) first forecasting the recovery that never came, then forecasting much slower interest rate rises than actually happened. Survey expectations seem to match the forward curves well except perhaps at the very end.

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Rir é o melhor remédio

Contabilidade é minha vida

18 abril 2019

Frase

Confiança é tudo. Veja:

We have access to a lot of capital in a lot of pockets and we have a big opportunity ahead

Michael Gross, vice chairman WeWork

A empresa teve receita de 1,8 bilhão em 2018. E prejuízo de 1,9 bilhão no mesmo ano.

Fonte da imagem aqui

Para ser mais inteligente

No Quora, uma pergunta sobre como, em cinco minutos, ser mais inteligente. A resposta me agradou. Duas imagens que compartilho aqui:
 Nos dias de hoje as pessoas sabem o preço de tudo, mas o valor de nada.
O segredo da criatividade é saber esconder suas fontes.

Econometria é inútil!

Essa é opinião do pesquisador Marcos Lopez de Prado, eleito o Quant do ano de 2019 pelo Journal of Portfolio Management. Resumo dos 7 pontos que ele destaca:


  1. Most econometric analyses typically rely on structured datasets, whereas the most interesting datasets are unstructured. In other words, “econometric models effectively model uninteresting data.”
  2. Most econometric studies do not include methods to de-noise correlation matrices. As a result, “most econometric studies reach spurious conclusions, supported by noise, not signal.” Cross-sectional studies are particularly prone to classification errors .
  3. Econometric specifications attempt to adjudicate the variance of a random variable in-sample, but in-sample adjudication is rarely useful for strategy development. In general, “regression is the wrong tool for investing.”
  4. Many econometric methods require that the user simultaneously get the predictive variables and the functional form correct. Given the complexity of financial systems, these are unrealistic demands.
  5. At a statistical level of p = 0.05, most strategies are false. Suppose, for instance, that the probability of a backtested strategy being profitable is 1%. Then at standard thresholds of 5% significance and 80% power, users are expected to make 58 discoveries, where 50 are false positives. In other words, 86% of the discoveries will be false. In practice, the percentage is even higher, often nearly 100%, due to multiple testing, specification errors and arbitrage forces.
  6. Statistical models can be overfit in two ways: training set overfitting and testing set overfitting. The traditional econometric toolset fails to quantify, much less address these problems.
  7. Many researchers employing traditional econometric tools and models fail to understand the extent to which overfitting compromises financial strategies. This is because even with Sharpe ratios of, say, three or higher, selection bias and confirmation bias errors can lead to false positives, often with financially disastrous outcomes.

Resumo da apresentação:

This presentation reviews the main reasons why investment strategies discovered through econometric methods fail. As a solution, it proposes the modernization of the statistical methods used by financial firms and academic authors.


López de Prado, Marcos, The 7 Reasons Most Econometric Investments Fail (April 16, 2019). 


Nassimm Taleb ja fala isso há muito tempo: econometria é inútil.


Resultado de imagem para marco lopez de prado

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Adaptado daqui

17 abril 2019

Taxando as multis

As empresas multinacionais possuem diversos mecanismos para evitar ou reduzir os pagamentos de tributos. O Google transferiu, em 2017, 23 bilhões de dólares para as Bermudas, via uma empresa com sede na Holanda. Este é somente um exemplo.

Há um grupo de defende a tributação "unitária" das multinacionais. A taxa efetiva mínima de impostos seria estabelecida em todo mundo, o que reduziria o incentivo na utilização das transferências de recursos entre subsidiárias. E acabaria com a luta, entre países, para redução nas alíquotas.

Um dos problemas da proposta é como alocar a receita entre os países. Critérios como receita, número de empregados ou número de usuários poderiam ser usados. Esta discussão encontra-se detalhada em um artigo do Project Syndicate. Há uma certa simpatia pela medida por parte de alguns países da OCDE, que pretende padronizar algumas regras. Apesar disto, creio que a pressão das empresas e o interesse dos paraísos fiscais tornam inviável esta discussão; e muitos dos reguladores possuem vínculos com estas empresas.

Como sobreviver sem assinar periódicos

A Revista Fapesp apresenta uma discussão sobre as alternativas de obter um artigo sem possuir assinatura de periódicos. A parte interessante do texto é a figura abaixo, com algumas das estratégias possíveis:
Em muitos casos, um artigo pode ser obtido através de um download nas páginas de busca ou diretamente do periódico. Quando isto não funciona, uma possibilidade é obter uma versão anterior do texto; o problema é fazer a citação de um texto preliminar, que não é bem visto nos artigos científicos. Existem diversos caminhos alternativos, que inclui um site ilegal, como o Sci-Hub, cópia via torrent ou obter o texto através de amigos (ontem consegui um texto por este caminho). Outra alternativa é evitar citar as referências com acesso restrito; quando isto for possível é uma boa forma de protestar contra o abusivo preço cobrado pelas editoras. 

As dicas do artigo podem realmente serem uteis. Não conhecia algumas delas e poderei usar em uma próxima oportunidade. 

Auditoria do Banco Espírito Santo é punida

Em 2014, o banco português Espírito Santo apresentou uma série de problemas. Deste banco, foi criado o Novo Banco, que também não escapa das dificuldades de uma instituição financeira. Desde 2014, o papel dos gestores e dos auditores tem sido questionado.

Agora, o Banco de Portugal acusou a auditora do BES por informação incompleta e falsa, entre 11 de fevereiro a 30 de maio de 2014. Além da condenação da empresa de auditoria, a KPMG, dois auditores também foram condenados. A KPMG deve pagar um multa de 3 milhões de euros. Os dois auditores a uma multa de 825 mil euros, o que totaliza uma punição de 3,825 milhões de euros.

Custo da construção de igrejas góticas em Paris

Marginal Revolution escavou uma dissertação de Amy Denning (com 20 páginas!!) que mostra o custo da construção de igrejas góticas entre 1100 a 1250. Segundo a tese, em média 21,5% da economia regional de Paris foi dedicada a construção das igrejas góticas (incluíndo Notre Dame), sendo 1,5% de custo da mão-de-obra implícita.

Denning trabalha com estimativas, mas indica na conclusão que os valores talvez sejam conservadores. Ela especula que o gasto excessivo com estas edificações tiveram os efeitos típicos de alocações ruins existentes em monopólios: crescimento ruim da economia, falha na inovação, recursos distribuídos de maneira inadequada, entre outros aspectos. Ela conclui o trabalho

Knowing the detrimental effects that resource misallocation has on economies, I stipulate that the costs of the ecclesiastical building campaigns could have added several hundred years to the Dark Ages

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Novo CPC para estudar

16 abril 2019

Em 2024 a Índia será o pais mais populoso do mundo

O gráfico mostra a história da população de seis países do mundo. Há muitos anos a China é o país mais populoso do mundo. Em 1750, 28% da população mundial, ou 225 milhões de pessoas, tinha nascido na China.

Com base nas projeções atuais, em 2024 a Índia deverá ser o país mais populoso do mundo. Deve atingir a 1,6 bilhão de pessoas. A Nigéria poderá ser o terceiro país mais populoso da Terra a partir de 2050.

Notre Dame 3

Qual a razão de ficarmos horrorizados com um incêndio como Notre Dame? Quartz lembrou com precisão escritora crota Slavenka Drakulić

We expect people to die. We count on our own lives to end. The destruction of a monument to civilization is something else. The bridge, in all its beauty and grace, was built to outlive us; it was an attempt to grasp eternity. Because it was the product of both individual creative and collective experience, it transcended our individual destiny. A dead woman is one of us—but the bridge is all of us, forever.

Notre Dame 2

Uma visão otimista do incêndio de Notre Dame:

A destruição da catedral de Notre Dame é lamentável. Um ícone maravilhoso foi em grande parte destruído pelo fogo. No entanto, não devemos nos desesperar.

Parte da razão pela qual essa perda é tão perturbadora é porque estamos imersos em um modo de pensar ocidental que iguala a autenticidade à preservação dos materiais originais usados ​​para criar um objeto ou edifício.

Mas nem todas as sociedades pensam assim. Alguns têm noções bem diferentes do que é autêntico. Construções icônicas como o Palácio de Catarina na Rússia e os monumentos históricos do Japão da Antiga Nara foram restaurados com sucesso, às vezes após grandes danos, e hoje são apreciados por milhões de pessoas. (...)

a autenticidade de um edifício é determinada em relação à sua localização e configuração, uso e função, espírito e sentimento, bem como forma e materiais. (...)

Outra maneira seria restaurar a estrutura de maneira semelhante à do palácio de Catarina I, em que um olho não treinado tem dificuldade em distinguir entre as partes antiga e nova da estrutura. Dada a extensão do dano, esta seria a abordagem mais esteticamente agradável e menos dissonante.

Ao contrário de outros lugares de profundo significado cultural, que podem ser destruídos para sempre devido ao desenvolvimento comercial, a Notre Dame pode ser reconstruída. Com a tecnologia moderna, é totalmente possível que a catedral seja recriada com precisão aproximada ao original. Podemos fazer isso e manter o espírito e sentimento do prédio anterior.

Notre Dame


  • A discussão contábil sobre o incêndio em Notre Dame passa pelo conceito de heritage asset e sua mensuração
  • A estimativa do custo de reposição irá depender das decisões sobre restaurar ou replicar e o nível de detalhe na reconstrução do prédio.

O incêndio que atingiu a Catedral de Notre Dame deve ter chocado o leitor deste blog. Como nosso lema é “débitos e créditos da vida real”, fiquei na obrigação de escrever algo sobre o fato, sob a ótica contábil. Vamos cometar dois conceitos importantes: heritage asset e custo de reposição.

A contabilidade estuda edíficios como a Catedral de forma aprofunda há muitos anos e o termo usado é “heritage asset”. Este tipo de ativo fornece uma contribuição para sociedade, para uma nação, podendo ser um ativo físico, como a catedral, ou uma herança cultural intangível. Sabemos que um ativo como este possui um valor. A grande dificuldade da contabilidade é mensurar o quanto vale. Os métodos existentes não conseguem captar plenamente o “valor” de um heritage asset e seriam muito mais uma aproximação do seu valor real.

O incêndio destruiu um ativo. Mas certamente não sabemos o que isto representa em termos de unidade monetária. Uma das formas de mensurar é fazer uma estimativa de quantas pessoas visitavam este local e o que significava para a economia do local este turismo. Parece lógico e simples, mas isto não diz muita coisa sobre o valor; no caso de Notre Dame, “talvez” o incêndio possa atrair mais turistas que antes. (Aqui uma informação sobre as doações para reconstruir o prédio) Se isto ocorrer, a mensuração deveria indicar que ocorreu uma valorização contábil, o que não faz sentido.

Outro aspecto importante, também sobre a ótica contábil, é o conceito de custo de reposição (mas não o de custo corrente). O custo de reposição lida com a necessidade de reconstruir o local, da forma mais próxima ao que existia anteriormente. Certamente será esta a decisão dos franceses (mas não foi esta a decisão com respeito as torres gêmeas do 11 de setembro), o que implica no cálculo da reposição. Isto parece simples, mas o rigor na reposição pode afetar o montante que a França irá desembolsar para reconstruir Notre Dame. A decisão entre restaurar ou replicar o que existia mudará o valor da reposição. Se incluir os ativos portáteis também.

Um olhar sobre tragédias similares, como o incêndio do Palácio de Catarina (destruído pelos nazistas), o templo Toda-ji (restaurado no século XIX), o Museu Nacional, o Palácio de Inverno Russo e a Catedral de York, pode ajudar a entender um pouco o significado do incêndio em Notre Dame. Talvez não.

Queda no dinamismo dos négocios: 10 fatos

Queda do dinamismo dos négocios nos EUA


1. Market concentration has risen.



2.Average markups have increased.




3.Average profits have increased.



4.The labor share of output has gone down.



5.The rise in market concentration and the fall in labor share are positively associated.



6.The labor productivity gap between frontier and laggard firms has widened.




7.Firm entry rate has declined.


8.The share of young firms in economic activity has declined.


9.Job reallocation has slowed down.


10.The dispersion of firm growth has decreased





Ufuk Akcigit and Sina T. Ates
NBER Working Paper No. 25755April 2019

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Via aqui

15 abril 2019

Palmas para Grant Thornton

Em 2014 a Grant Thornton apresentou problemas na inspeção realizada pelo PCAOB em 65% dos trabalhos fiscalizados de 2012. Era o pior desempenho entre as empresas de auditoria.

Agora, em relatório de março, o PCAOB informou que inspeciou 34 auditorias de 2017 realizadas pela Grant Thornton. E encontrou problemas em 6 delas. Isto representa 18% de deficiência. É a primeira vez que uma empresa apresenta um índice abaixo de 20% desde 2019.

Danske, Parte 2


  • Descobriu que o maior banco da Dinamarca, o Danske, estava envolvido em lavagem de dinheiro através da filial da Estônia
  • A investigação também atingiu o Deutsche Bank, o Swedbank e, agora, a empresa de auditoria EY
  • As autoridades acusam a EY de ter falhado na comunicação do problema.


O Danske Bank, instituição financeira da Dinamarca, está envolvido em um escândalo relacionado com lavagem de dinheiro (aqui um resumo publicado no Blog). Na sexta passada, as autoridades da Dinamarca comunicaram que estão investigando a qualidade do trabalho da auditoria do banco. A investigação também está sendo realizada nos Estados Unidos, Estônia (de onde o banco foi “expulso”), França e Grã-Bretanha. Os pagamentos realizados na filial da Estônia, entre 2007 a 2015, para pessoas da Rússia e outras localidades do leste europeu, parece ter incomodado.

A EY foi a empresa responsável pela auditoria do Danske até 2015, quando a Deloitte assumiu a função. A empresa de auditoria não teria feito seu papel, tendo falhado na comunicação com as autoridades. A EY sabia do problema. A questão parece que sobrou também para a KPMG, que auditou o Kobenhavns Andelskasse, também usado para lavagem de dinheiro.

Mas existem críticas para as autoridades reguladoras, tanto da Dinamarca quanto da Estônia, que demoraram a reagir ao escândalo. As denúncias também alcançaram o Deutsche Bank e o Swedbank. Por sinal, o banco sueco contratou a EY para ajudar no trabalho de investigação, mas cancelou o contrato diante da pressão pelo fato da auditoria estar envolvida no escândalo, via Danske.