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30 agosto 2016

Lavagem de dinheiro

Fonte: Aqui
O The InnerAuditor é um blog muito bom sobre fraude contábil cuja missão é reduzir a incidência de fraude e crimes de colarinho branco, assim como assistir membros na detecção e dissuasão de fraude. Abaixo trechos da postagem que se encontra aqui:

Lavagem de dinheiro é o crime ou a atividade de mover fundos de origem ilícita; é o processo feito por ou em benefício de criminosos com o objetivo de esconder ou disfarçar suas atividades criminais e a origem das rendas ilícitas. Em seu oposto, “anti-lavagem” de dinheiro são sistemas e controles formais e informais desenvolvidos com o objetivo de frustrar tentativas de lavar dinheiro e reportar incidentes de lavagem de dinheiro quando suspeitos ou detectados.

A lavagem de dinheiro é um processo empreendido por ou em benefício de criminosos com o objetivo de esconder ou disfarçar suas atividades e a origem de suas fontes ilícitas. As metas da lavagem de dinheiro são alcançadas por meio de uma série de transações financeiras, às vezes envolvendo diversos países e instituições e tipicamente por meio de diversos produtos financeiros. É historicamente algo difícil de ser detectado. Poucos auditores (financeiros ou não) conhecem bem o assunto e seus mecanismos e então há dificuldade em sequer suspeitar a presença da fraude.

O esquema típico se desenvolve em três estágios típicos: arranjo, inserção de camadas, integração. Desses três o primeiro é o mais arriscado para o fraudador a medida em que tenta introduzir o dinheiro do crime dentro de um sistema financeiro mais amplo. Os bancos têm sido veículos tradicionais para essa introdução, mas em anos recentes, com o impacto de intensas regulamentações governamentais, bancos tornaram seus controles mais árduos, ao ponto de fraudadores agora concentrarem seus esforços na infiltração em negócios com giro de caixa intensivo tal como restaurantes, clubes esportivos, que fornecem cobertura plausível para a movimentação constante de grandes quantidades de dinheiro.


No segundo passo são colocadas “camadas”, uma série de transações relacionadas com o propósito de obscurecer a origem dos fundos ao destruir trilhas de auditoria. Para isso são transferidos fundos entre produtos financeiros, instituições e jurisdições. Após a inserção das camadas, dá-se início ao processo de integração. Os fundos agora têm uma aparência mais respeitável e podem ser reintegradas à economia ao serem investidos, emprestados ou gastados. Em uma fraude típica, o cenário aplicado pelo fraudador geralmente resulta em perda ou desaparecimento de ativos ou receitas. Todavia, a atividade de inserção de camadas trará consideráveis retornos porque permitem que a empresa cobre taxas por transações que permitem os lucros das atividades ilícitas estarem distantes das fontes.

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