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31 julho 2015

Rir é o melhor remédio


TCU contrata matemáticos do IMPA para análise de contas


Diante da gigantesca quantidade de contas públicas para serem analisadas por uma equipe pequena, o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu ajuda a um grupo de matemáticos para encontrar uma forma mais rápida e eficaz de realizar esse processo. O tribunal firmou nesta quarta-feira um acordo de cooperação com o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). O objetivo é desenvolver operações matemáticas que identifiquem contas com indícios de irregularidades - e necessitem, portanto, de investigação.


O diretor-geral do Instituto, César Camacho, selecionou um grupo de estudiosos das mais diversas áreas da matemática para auxiliar os auditores. Juntos, eles desenvolverão uma operação capaz de agilizar o processo. "Nossa contribuição será no sentido de desenvolver modelos matemáticos destinados a identificar determinados padrões em bancos de dados utilizados pelo TCU em seus processos de auditoria. A análise destes padrões pode sugerir a necessidade, em alguns casos, de uma investigação mais aprofundada", explica.

[...]
Fonte: aqui

Então caros leitores... Parece que usar matemática em auditoria não faz sentido nenhum, né?
Pelo contrário, talvez no futuro os computadores sejam capaz de realizar as tarefas dos auditores de forma bem mais barata e eficiente. Segue um artigo bem recente de pesquisadores da Universidade de Brasília acerca uso da matemática (neste caso, a lei de Benford, que já foi alvo de várias postagens neste blog) em auditoria pública:



Auditing of public works is a time consuming task because budget worksheets are often long and difficult to analyze. The present work illustrates the application of Newcomb-Benford Law (NB Law) to detecting overpricing in worksheets of public works. That law suggests that the frequency of the first digit in a multitude of non-manipulated numerical databases is decreasing from digit 1 to digit 9. The paper describes the relevant statistical tests of NB Law and applies these tests to the work of Brazil's Maracanã Soccer arena renovation for the 2014 FIFA World Cup. Next, it compares NB Law's results with those obtained with the analysis of prices conducted by the Brazilian Court of Accounts (TCU). The tests identified 17 items in the worksheet that did not comply with the Law and corresponded to 71.54% of the total overpricing uncovered by TCU. 

30 julho 2015

Rir é o melhor remédio


Delação premiada

Um novo acusado aceitou o acordo de delação premiada e vai colaborar com Polícia Federal e Ministério Público Federal. Na última sexta-feira (24), em uma entrevista coletiva, o Ministério Publico Federal tinha dito que a Operação Lava-Jato tem no total 22 delatores e que seis nomes eram mantidos em sigilo.

Um desses delatores é Mário Góes, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção. Ele foi preso acusado de ter repassado dinheiro de propina das construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez.

[...]

Na 16ª fase da Operação Lava-Jato, dois depoimentos importantes são aguardados. Um será com o presidente licenciado da Eletronuclear, Othon da Silva, e o outro com o executivo da Andrade Gutierrez Flavio Barra. [...] Os dois são acusados de participação também no repasse de propina, envolvendo contratos de obras e serviços na construção da usina de Angra 3.

O Ministério Público Federal informou que ofereceu denúncia a mais cinco nomes envolvidos na 14ª fase da Operação Lava-Jato. O ex-diretor da Petrobras Renato Duque, a advogada Cristina Maria da Silva Jorge e os empresários João Antônio Bernardi Filho, Antônio Carlos Bernardi e Julio Gerin Almeida Camargo foram denunciados pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. O juíz Sérgio Moro vai decidir se aceita essa denúncia.

Fonte: Aqui

Leia mais sobre depoimentos de Mário Góes: Aqui

O poder secreto do tempo

The Secret Powers of Time



A palestra apresentada no TED está com legendas melhores:


O psicólogo Philip Zimbardo afirma que a felicidade e o sucesso são originados numa característica que a maioria de nós ignora: o jeito como nos orientamos em relação ao passado, presente e futuro. Ele sugere que a calibração da nossa perspectiva sobre o tempo é o primeiro passo para melhorar nossas vidas.

Dados contábeis, valores do mercado e retorno esperado

Resumo:

Under fairly general assumptions, expected stock returns are a linear combination of two firm fundamentals―book-to-market ratio and return on equity. This parsimonious relation is pervasive, producing expected return proxies (ERP) that predict the cross section of out-of-sample returns in 26 of 29 international equity markets. The average slope coefficient on the ERP is a highly significant 1.05. In contrast, factor-model-based proxies fail to exhibit predictive power worldwide. Integrating the model with a dynamic information structure, we show analytically, and verify empirically, that the importance of return on equity in forecasting future stock returns depends on the quality of the accounting information. This extension also reconciles our model with alternative characteristic-based forecasters. These findings suggest that a tractable accounting-based valuation model provides a unifying framework for obtaining reliable proxies of expected returns worldwide.

Chattopadhyay, Akash, Matthew R. Lyle, and Charles C.Y. Wang. "Accounting Data, Market Values, and the Cross Section of Expected Returns Worldwide." Harvard Business School Working Paper, No. 15-092, June 2015.

29 julho 2015

Rir é o melhor remédio


Denúncia contra executivos ligados à Odebrecht

A Justiça Federal aceitou, nesta terça-feira (28), a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente da Odebrecht S.A., Marcelo Odebrecht, e outras 12 pessoas investigadas na Operação Lava Jato.

O grupo foi denunciado pelo MPF na sexta-feira (24). Com o recebimento da denúncia pela Justiça, a partir de agora eles são réus na ação penal que vai apurar os supostos crimes cometidos por eles, como organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro nacional e internacional.

Segundo a denúncia, os envolvidos participariam de um esquema de corrupção na Petrobras. [...]

No despacho em que aceita a denúncia, o juiz federal Sérgio Moro considerou que as provas apresentadas pelo MPF até o momento justificam a abertura do procedimento contra os acusados.

"Portanto, há, em cognição sumária, provas documentais significativas da materilidade dos crimes, não sendo possível afirmar que a denúncia sustenta-se apenas na declaração de criminosos colaboradores", pontuou o magistrado.

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Lavagem de dinheiro
Para o MPF, a Odebrecht montou uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro. Com isso, a companhia pôde pagar propinas a executivos da Petrobras para fechar contratos com a estatal.

As denúncias partiram de depoimentos de ex-funcionários da Petrobras, como o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, que firmou um acordo de delação premiada com a Justiça e detalhou o funcionamento do esquema.

A Odebrecht é uma entre as várias empresas investigadas no âmbito da Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014 e que tem apurado desvios de dinheiro da Petrobras.

A 14ª fase da operação, deflagrada em junho deste ano, culminou na prisão de Marcelo Odebrecht e de outros executivos ligados à empresa. Atualmente, apenas Marcelo, filho do fundador da companhia, tem vínculo direto com a empreiteira. Os demais réus já foram desligados da empresa.

[...]

Em entrevista coletiva na sexta-feira (24), em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol disse que são 13 denunciados de cada empresa.

Um dos esquemas envolvendo a Odebrecht ocorreu na construção do Centro Administrativo da Petrobras em Vitória, no Espírito Santo.

Outro envolveu a Braskem, empresa do grupo Odebrecht, em um contrato com a Petrobras para compra de nafta, que teria dado um prejuízo de R$ 6 bilhões à estatal petroleira.

Nesta transação, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teria recebido propinas de R$ 5 milhões por ano e passado parte do dinheiro para o ex-deputado José Janene (PP), já falecido, e depois ao próprio Partido Progressista, afirmou o procurador.

De acordo com o MPF e a Polícia Federal, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez formavam um cartel para fraudar licitações da Petrobras, obtendo preços favoráveis e, com isso, lucros extraordinários. Parte desse lucro excedente era usada para pagar propina a agentes públicos e partidos políticos, conforme os procuradores.

[...]

Segundo Dallagnol, documentação obtida nas investigações mostra que a Odebrecht e denunciados no esquema tinham contas e valores em empresas offshore, fora do país.

Uma investigação das autoridades suíças apontou que empresas do Grupo Odebrecht utilizaram contas bancárias naquele país para pagar propina a ex-diretores da Petrobras.

Fonte: Aqui

Resultados do 2o trimestre: Lucro da BP despenca

O lucro da petroleira BP no segundo trimestre caiu quase dois terços em comparação ao ano passado, com preços menores do petróleo, uma baixa contábil na Líbia e um encargo de 10,8 bilhões de dólares pelo vazamento de óleo de 2010 no Golfo do México.

Esperando um período prolongado de preços baixos de petróleo, a companhia britânica de óleo e gás também cortou seus planos de investimento para este ano pela segunda vez, levando o valor para menos de 20 bilhões de dólares, ante 22,9 bilhões anunciados no ano passado. A rival norueguesa Statoil também anunciou mais cortes de gastos.

O vice-presidente financeiro da BP, Brian Gilvary, disse que espera que os preços do petróleo continuem fracos no médio prazo devido ao excesso de oferta no mundo todo.

A BP fechou um acordo de 18,7 bilhões de dólares com o governo federal e cinco Estados norte-americanos no começo deste mês para resolver a maioria das reinvindicações ligadas ao vazamento de petróleo há cinco anos, o maior acordo corporativo na história dos Estados Unidos.

Os lucros também foram atingidos por uma baixa contábil de 600 milhões de dólares em exploração na Líbia devido a questões de segurança.

No geral, o lucro da companhia alcançou 1,3 bilhão de dólares, abaixo da projeção de 1,64 bilhão entre analistas e dos 3,6 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Fonte: Aqui

Informações sobre o resultado do segundo trimestre da BP: Aqui e aqui (em inglês).

28 julho 2015

Rir é o melhor remédio


Golpes Bilionários

[...]

No livro “Golpes Bilionários – Como os maiores golpistas da história enganaram tanta gente por tanto tempo”, o finlandês Kari Nars elenca dez trapaças financeiras de grandes proporções, começando com a bolha da South Sea Company no século XVIII e terminando com o caso Madoff em 2008. Os tipos de fraudes variam desde escândalos corporativos como o da própria South Sea Company, o da companhia elétrica Enron e o da líder mundial em fósforos na década de 30 Swedish Match Company (STAB) a esquemas financeiros sustentados por pirâmides como o do pioneiro Carlos Ponzi, o do fundo de investimento International Overseas Service (IOS) de Bernard Cornfeld, o do clube de investimento finlândes WinCapita e o da empresa Bernard L. Madoff Investment Securities.

O livro ainda conta casos bizarros como o da venda de terras em um país fictício na América Central em 1820 e a tentativa de venda da Torre Eiffel por um golpista que se passava por representante do governo francês a negociantes de ferro-velho.

As fraudes corporativas têm como características realçar os aspectos positivos e mitigar os riscos. Assim, receitas são infladas, dívidas, camufladas e despesas, reduzidas. A Enron se utilizou de firmas offshore para escamotear prejuízos. No caso da South Sea Company, a administração alardeava contratos de monopólio com as colônias espanholas na América do Sul, embora efetivamente apenas um navio britânico de porte médio poderia fazer o comércio com México, Chile e Peru uma vez ao ano. A STAB falsificou um título do governo italiano para fazer parte do seu ativo, cujo valor hoje corresponderia a 1,3 bilhão de libras.

[...]

O Center for Financial Research & Analysis (CFRA) listou sete estratégias usadas por fraudadores corporativos: (i) registrar lucros prematuramente ou de qualidade questionável; (ii) registrar lucros falsos; (iii) reforçar a receita com ganhos obtidos em uma única operação; (iv) transferir despesas atuais para um período anterior ou futuro; (v) deixar de registrar ou reduzir impropriamente passivos financeiros; (vi) transferir receita atual para um período futuro e (vii) transferir despesas futuras para o período atual como um custo especial.

Já as fraudes relacionadas ao esquema de pirâmides têm outros atributos. O golpista alardeia que possui o conhecimento de uma operação financeira complexa, o que acaba por dar credibilidade. Carlo Ponzi, por exemplo, dizia que realizava operações de arbitragem com cupom-resposta, valendo-se do diferencial de câmbio entre os Estados Unidos e a Itália. Mas essas operações são apenas fachada, pois o dinheiro arrecadado não é aplicado em qualquer ativo. Logo o investimento não possui qualquer lastro. O dinheiro dos novos aplicadores serve para pagar o resgate dos investidores anteriores. O esquema se sustenta, porque a rentabilidade atrativa mantém os investidores, reduzindo o número de resgates. Mas, em situações de restrição de liquidez, como ocorreu durante a quebra do banco Lehman Brothers, o esquema entra em colapso, pois os pedidos de resgate superam as entradas, o que causou a quebra do fundo de Bernard Madoff e do clube de investimento WinCapita.

O livro pouco menciona o Brasil. Contudo, aparecem duas curiosidades. Após ter seu esquema descoberto, Carlo Ponzi foi contratado por uma companhia aérea que fazia o trajeto entre Brasil e Itália. Assim, ele veio morar no Rio de Janeiro onde acabou falecendo em janeiro de 1949 após ter sofrido um derrame. A segunda curiosidade é que entre os bens pertencentes a Bernard Madoff havia um jato particular da brasileira Embraer, avaliado em US$ 24 milhões.

Fonte: Aqui

Formatação e Compreensão do Texto

A pesquisa acadêmica  na área de compreensão da leitura  já demonstrou que  adicionar  espaço num texto  aumenta a sua  compreensão (vide STEVENS, Kathleen. Chunking Material as an Aid to Reading Comprehension, Jornal of Reading, v. 25, n. 2, nov 1981, p. 126-129, mas a origem  deste tipo de  pesquisa é  bem mais antiga).

Os leitores ruins geralmente possuem um movimento dos olhos diferente  dos bons leitores (aqui uma  explicação).  Uma empresa, Asymmetrica,  desenvolveu uma ferramenta para melhorar  a disposição gráfica do texto, permitindo  que estímulos no  espaço entre as palavras  possa melhorar a  compreensão em até 40%.  O software insere, automaticamente, espaçamento  assimétrico nos documentos,  permitindo uma  leitura mais  rápida também.  O interessante é que a  ferramenta pode ser adicionada a  um browser, como o  Chrome ou Firefox.

27 julho 2015

I Seminário de Ciências Contábeis e Atuariais da UFPB

Vamos apoiar os bons eventos contábeis? Em novembro ocorrerá o primeiro seminário organizado pela Universidade Federal da Paraíba.

Mais informações no site ou no Facebook.





Submissão de artigos:
 2 de julho a 16 de agosto

Divulgação do resultado dos artigos:
 30 de setembro

Inscrições:
6 de julho a 4 de novembro (quanto mais perto do evento, mais caro)

Reunião Técnica CPC/IASB: Estrutura Conceitual

O International Accounting Standards Board (IASB), em associação com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e a Fundação de Apoio ao CPC (FACPC), realizarão um encontro técnico com o objetivo de destacar os principais aspectos do projeto sobre Estrutura Conceitual, além de abordar questões importantes da minuta de documento.

Nesse sentido, IASB, CPC e FACPC têm o prazer de convidá-lo para apresentações seguidas de debates com representantes senior do staff do IASB.

Informações detalhadas sobre a proposta acima podem ser obtidas no seguinte endereço eletrônico: http://www.ifrs.org/Current-Projects/IASB-Projects/Conceptual-Framework/Pages/Conceptual-Framework-Summary.aspx

O evento acontecerá no dia 11/08/2015 (terça-feira), das 10:30 às 12:30, no Auditório da FIPECAFI (Rua Maestro Cardim, 1170 – Sobreloja – São Paulo / SP).

As apresentações serão feitas em inglês com tradução simultânea. Para efetuar sua inscrição no evento, enviar solicitação pelo e-mail eventos@facpc.org.br

As inscrições são gratuitas, porém os lugares são limitados seguindo a ordem de inscrição, que apenas serão efetivadas mediante e-mail de confirmação da FACPC.

Rir é o melhor remédio


Quanto custa estudar em Hogwarts?

Estudar é caro. Mas estudar magia em Hogwarts talvez não seja tão proibitivo, já que a família dos pobretões Weasley conseguiu enviar seus sete filhos para esta escola. Para quem não entendeu o que estamos falando, trata-se da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, situada na Escócia, que possui cerca de 280 alunos. Esta escola foi criada na série Harry Potter, por JK Rowling.

Para ingressar na escola é necessário ser bruxo. Mas quanto custa? A autora revelou num tweet que não existe taxa de matrícula e que o Ministério da Magia cobre o custo da educação. Mas existe o custo do material: livros, caldeirões, varinhas mágicas. A estimativa é que estes itens custam em torno de 1.031 dólares.

Diminuição do custo de envio de satélites

Uma equipe de pesquisadores alocados na Escape Dynamics (ED), uma empresa que desenvolve tecnologias para melhorar o transporte até o espaço, afirma que é possível dar partida em naves espaciais usando micro-ondas disparadas a partir do solo. Se a ideia realmente evoluir, as economias de custos para o envio de satélites (ou talvez até de humanos) para o espaço poderão ser consideráveis.

Os foguetes de hoje são todos baseados na mesma ideia. Cada parte da nave é preenchida com um propulsor que empurra o foguete para o espaço conforme ele entra em combustão. Esse método é muito caro porque o propulsor é extremamente pesado.

Na Wikipédia lemos que:
Todas as atuais naves espaciais usam foguetes químicos no arranque, ainda que alguns tenham usado motores consumidores de oxigénio atmosférico no seu primeiro estágio. A maior parte dos satélites têm simples, mas confiáveis, propulsores químicos (geralmente foguetes monopropulsores) ou propulsores resistojet na manutenção de órbita e alguns usam rodas de reação (também conhecidos como volantes de inércia) para controle de atitude. Os satélites soviéticos fizeram uso, por décadas, da propulsão elétrica. Naves recentes, de órbita geoestacionária, têm também utilizado este tipo de propulsão para manutenção de estações de órbita polar. Os veículos interplanetários também usam principalmente foguetes químicos, ainda que em alguns tenham utilizado experimentalmente propulsores iónicos (uma forma de propulsão elétrica) com sucesso.
A ideia da ED é, então, procurar uma abordagem mais eficiente, como as micro-ondas emitidas do solo para aquecer o hidrogênio levado pelo avião espacial para empurrar a "embarcação" até o espaço, um método mais eficiente, segundo eles.

A primeira bateria de testes envolveu a construção de um propulsor que opera no chão e, em seguida, um teste para ver quanto de impulso é gerado pela engenhoca. A equipe relatou ter alcançado um impulso específico de 500 segundos usando hélio, e acreditam que quando trocarem este gás por hidrogênio, o número deve saltar para 600 segundos – o suficiente, dizem eles, para empurrar uma pequena embarcação para o espaço.

Com uma espaçonave real, as micro-ondas atingiriam o escudo de calor na parte inferior da nave, alimentando um motor eletromagnético que, por sua vez, iria aquecer o hidrogênio conforme ele fosse liberado no tanque. O resultado seria um grande impulso.

Uma vez em órbita, a nave deve permanecer no ar o tempo suficiente para implantar um satélite e fazer o caminho de volta para a Terra. O truque aqui é que o sistema todo não tem de ser eficaz, apenas a própria nave. A matriz de micro-ondas seria alimentada por eletricidade, gerada por qualquer meio, para baixo aqui na Terra.

Há ainda, naturalmente, uma série de obstáculos para superarmos antes que a ideia possa ser considerada viável. A matriz das micro-ondas, por exemplo, teria que se provar suficientemente forte e capaz de manter a embarcação ao longo do caminho, principalmente quando ele tiver alcançado o espaço. Também pode haver problemas de segurança em torno do disparo de uma quantidade tão grande de micro-ondas para o espaço. Por outro lado, se bem-sucedida, a ideia pode baratear significativamente os custos para o envio de satélites ao espaço.

Assista aqui um vídeo interessante mostrado a simulação.

Fontes: Aqui e aqui

26 julho 2015

Rir é o melhor remédio

Cavalo de Tróia

Placar da Auditoria

Se existisse um placar da auditoria, quem estaria vencendo? Usando os dados do Fato da Semana, que este blog publica regularmente todo sábado, selecionamos as entidades que foram destaque pelos problemas na sua contabilidade em 2015. Por uma questão de critério, mesmo que o problema contábil tenha ocorrido em exercício anterior, como foi o caso da Petrobrás, está sendo considerado. Não fizemos distinção entre os problemas nacionais ou não, empresas ou outros tipos de entidade. Para evitar inconsistência, tomamos o último auditor, como foi o caso da Petrobras: apesar dos problemas serem originados em 2004, considerou-se somente uma empresa de auditoria, a última, como responsável. Isto é obviamente injusto, mas resolvemos adotar um critério. Também não foi levado em conta o tamanho da falha ou sua relevância: certamente o problema da Moldávia é muito mais grave que da Toshiba.

No final, até agora, tivemos oito casos de escândalos contábeis. Eis a relação:

1º. Lugar – KPMG – 3 pontos: BVA, BNDES e FIFA
2º. Lugar – PwC – 2 pontos: Petrobras e Satyam
3º. Lugar – EY, Deloitte e GT – 1 pontos por Toshiba, CSN e Moldávia, nesta ordem.

Bel Pesce: Cinco maneiras de matar os seus sonhos

Todos queremos inventar um produto divisor de águas, abrir uma empresa de sucesso, escrever um livro que atinja recordes de venda. Porém, pouquíssimos de nós alcançam esses objetivos. A empresária Bel Pesce desfaz cinco mitos, fáceis de acreditar, que fazem com que os projetos dos seus sonhos nunca se realizem.

25 julho 2015

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Ginástica dos nossos avós

Fato da Semana: Toshiba (semana 29 de 2015)

Fato da Semana: Executivos da empresa japonesa renunciaram em razão do escândalo contábil que superestimou os lucros. Entre eles, o presidente e dois ex-presidentes que ocupavam cargos na empresa.

Qual a relevância disto? Há seis semanas o Japão introduziu um código de governança corporativa. E uma comissão independente descobriu que há anos a empresa estava manipulando seus resultados em razão da pressão interna para demonstrar melhores resultados. O The Guardian lembra que nos anos oitenta o governo trabalho em conjunto com as empresa japonesas e tudo, incluindo manipulação contábil, assédio sexual e poluição era aceito em nome desta empresas. O código de governança é uma tentativa do governo japonês em colocar ordem na bagunça. O mesmo The Guardian lembra as semelhanças com o caso Olympus.

Positivo ou Negativo? Positivo, já que tende a fortalecer a intenção do governo em aplicar boas práticas de governança no Japão.

Desdobramentos – Será que o Iasb tentará vender a ilusão que suas normas são imunes ao escândalo? Os problemas irão resultar numa maior participação estrangeira na empresa? Poderá também incentivar o surgimento de outras situações como esta? Sim, para todas as perguntas. Mas até o momento não vi nenhum texto falando quem era o auditor. Cadê o auditor? Cadê a EY?

X Congresso de "Contabilidade" do DF

Quantos Contadores estão nesta programação? 

Criticar é muito fácil. Fazer sim, é mais complicado. Reconhecendo isso, parto para a parte fácil: criticar o e-mail que recebi do Conselho Regional de Contabilidade do Distrito Federal. O assunto é uma convenção de contabilidade cujo tema é “com a Contabilidade o Brasil se faz transparente”. O folder traz um contador e uma claramente palestrante motivacional. Todo congresso tem um (eu já participei de um com o saudoso Ariano Suassuna que faz com que o meu nível de exigência seja inalcançável; isso eu reconheço). As primeiras palestras são bem fraquinhas daí fui  lendo meio que a contragosto porque o que mais me dói em contabilidade é ver um monte de não contadores sendo a atração do evento. Será que os profissionais não se disponibilizam? Será que é falta de criatividade dos organiadores que caem sempre na mesmice? Será que é minha culpa que sempre quero ver algo que me deixe orgulhosa de ser contadora? Fu lendo... absorvendo... Aí nos Fóruns vi algumas pessoas interessantes e fiquei muito contente ao ler o nome do professor Dr. Marilson Dantas, que é, inclusive, um colega blogueiro. Aí me venderam a palestra e deixo aqui o link para quem se interessar. 


A X Convenção de Contabilidade do Distrito Federal será realizada nos dias 20 e 21 de agosto.


24 julho 2015

Chimamanda Ngozi Adichie

A Chimamanda é sensacional. O vídeo ainda está sem legendas... mas vale super a pena. S2

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Arte na rua

Maurice Obstfeld é o novo economistas-chefe do FMI

The International Monetary Fund Monday named Maurice Obstfeld, a widely respected economist known for his work on how policies spill over into the global economy, as the emergency-lender’s next chief economist.

Mr. Obstfeld, a University of California, Berkeley, professor and a member of the White House’s Council of Economic Advisers, will replace Olivier Blanchard in September.

The 63-year-old will give the IMF high-powered intellectual horsepower on an issue the fund has been trying to expand upon in the wake of the financial crisis: how economic policies of one economy affect others around the globe. He is the co-author of two influential textbooks used at the top universities around the world–Foundations of International Macroeconomics and International Economics, as well as scores of papers and research articles on financial crises, exchange rates, monetary policy and global capital markets.

[...]
Fonte: aqui

 

Reconhecimento da Receita

Tanto o Fasb quanto o Iasb votaram e aprovaram o adiamento da entrada em vigor do padrão sobre reconhecimento da receita, feito pelas duas entidades. A nova data de entrada em operação da IFRS 15 é 1o de janeiro de 2018, segundo informou o Journal of Accountancy.

Durante muitos anos as duas entidades estiveram envolvidas num esforço conjunto para convergir a norma de reconhecimento da receita. O trabalho demorou mais do que o projetado e mesmo assim não foi suficiente para que o padrão fosse claro o suficiente.

Regime de Competência e Crise do Setor Público Brasileiro

Será que o regime de competência poderia ter antecipado a crise do setor público brasileiro? Esta é uma pergunta instigante e que merece reflexão. Segundo o historiador Jacob Soll (via How good accounting can save the world – including Greece, Adrian Rollins, Intheblack) a boa contabilidade é essencial para a construção de sociedades fortes e prósperas. O argumento de Soll (imagem) encontra respaldo nas cidades italianas, na França antes da revolução e também na moderna Grécia.

O grande problema das finanças públicas brasileira nos anos recentes foi a “pedaladas”. Este termo é a síntese de uma série de manobras que foram realizadas, particularmente a partir da Secretaria do Tesouro Nacional, para obter resultados positivos. Como a contabilidade brasileira funciona basicamente através do regime de caixa, as pedaladas constituiu um mecanismo capaz de atrasar o pagamento das despesas. A adoção de um regime de competência efetivo, sem a lorota de regime misto, seria um obstáculo a estas manobras?

É interessante notar que o governo do ex-presidente Lula tomou-se a decisão de adotar as normas internacionais de contabilidade. E um dos fundamentos destas normas é exatamente o regime de competência. Entretanto, existia uma nítida preocupação de “apuração de custo”. Aqui tivemos, inclusive, uma contradição, já que o espírito propagado era da adoção do custeio direto, “sem rateios” (uma grande balela que a teoria de custos já tinha detonado há anos). Acontece que o custeio direto não é o mais adequado para o regime de competência.

Ao mesmo tempo, a grande quantidade de itens patrimoniais do governo federal inviabilizou a adoção das normas dentro do prazo previsto. Postergação na data de início da adoção da depreciação terminou sendo inevitável. Além disto, não estava clara a razão das normas, já que a decisão de ordem financeira do governo federal ainda continuava vinculada aos critérios políticos (e partidários) e o orçamento ainda era o foco do processo. Em outras palavras, o regime de competência ainda não foi alcançado.

A pedalada caracterizava por postergar a realização financeira de certas despesas. Assim, o governo atrasava o repasse do dinheiro para a Caixa efetuar os pagamentos de benefícios sociais. Em termos de caixa, o que importava era o momento do repasse. Na teoria no regime de competência a despesa deveria ser considerada em confronto com a receita. Esta regra perde o sentido na área pública. De qualquer forma, existindo a contabilidade pela competência seria muito mais provável que a “dívida” do governo com a Caixa aparecesse na contabilidade. Se o balanço patrimonial fosse um pouco mais claro, seria possível perceber o crescimento do passivo com a Caixa. Além disto, poderíamos notar que existia uma diferença entre o fluxo de caixa do governo e as receitas e despesas, conforme a competência.

O aumento da dívida, o descompasso entre superávit/déficit e fluxo de caixa, além da apuração mais rigorosa dos passivos atuariais futuros, a aproximação da contabilidade pública da contabilidade empresarial e outras nuances possíveis poderia certamente ajudar na percepção de que existiam problemas nas finanças públicas brasileiras.

É bem verdade que já se sabia dos problemas antes de 2015: os jornais já discutiam sobre o assunto, os especialistas tentavam compreender os números e as sutilezas da manipulação já tinham se manifestado. Surpresos ficaram aqueles que não conhecem as contas públicas; ou seja, a enorme parcela de brasileiros que não gosta de números, que foram ensinados na escola a odiar a contabilidade e são capazes de acreditar em tecnocratas com vocabulários difíceis.

Em suma, o regime de competência poderia ajudar. Mas sem uma melhoria na compreensibilidade das contas públicas nada disto seria suficiente. Isto estaria compreendido dentro do que Soll chama de boa contabilidade. E boa contabilidade é a chave da prosperidade.

22 julho 2015

Rir é o melhor remédio


Baixando demonstrações contábeis com o R

No início do ano mostramos como é possível vizualizar demonstrações contábeis no R. Neste post iremos mostrar como podemos baixar  demonstrações financeiras em Excel pelo R. Após a execução do script abaixo, o balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício e o fluxo de caixa tanto trimestral como anual dos 3 últimos exercícios da Petrobras, Apple e Vale serão baixados separadamente em arquivos em excel no formato CSV no local em que está definido seu diretório do R. Em seguida basta transformar todas as tabelas do CSV para XLS, seguindo o este tutorial. Caso queira baixar outras demonstrações, basta trocar o símbolo da ação. Para isso, verifique o site do Google Finance.

#Instale o pacote quantmod

library(quantmod)

PBR<-getFinancials("PBR",src="google",auto.assign=FALSE)
write.csv(PBR$IS$A,"PBR_DRE_ANUAL.csv")
write.csv(PBR$BS$A,"PBR_BP_ANUAL.csv")
write.csv(PBR$CF$A,"PBR_FLUXOCAIXA_ANUAL.csv")
write.csv(PBR$IS$Q,"PBR_DRE_TRIMESTRE.csv")
write.csv(PBR$BS$Q,"PBR_BP_TRIMESTRE.csv")
write.csv(PBR$CF$Q,"PBR_FLUXOCAIXA_TRIMESTRAL.csv")

AAPL<-getFinancials("AAPL",src="google",auto.assign=FALSE)
write.csv(AAPL$IS$A,"AAPL_DRE_ANUAL.csv")
write.csv(AAPL$BS$A,"AAPL_BP_ANUAL.csv")
write.csv(AAPL$CF$A,"AAPL_FLUXOCAIXA_ANUAL.csv")
write.csv(AAPL$IS$Q,"AAPL_DRE_TRIMESTRE.csv")
write.csv(AAPL$BS$Q,"AAPL_BP_TRIMESTRE.csv")
write.csv(AAPL$CF$Q,"AAPL_FLUXOCAIXA_TRIMESTRAL.csv")


VALE<-getFinancials("VALE",src="google",auto.assign=FALSE)
write.csv(VALE$IS$A,"VALE_DRE_ANUAL.csv")
write.csv(VALE$BS$A,"VALE_BP_ANUAL.csv")
write.csv(VALE$CF$A,"VALE_FLUXOCAIXA_ANUAL.csv")
write.csv(VALE$IS$Q,"VALE_DRE_TRIMESTRE.csv")
write.csv(VALE$BS$Q,"VALE_BP_TRIMESTRE.csv")
write.csv(VALE$CF$Q,"VALE_FLUXOCAIXA_TRIMESTRAL.csv")

Curso de Contabilidade Básica Mudança na Data de Encerramento do Exercício

Em geral a grande maioria das empresas encerra seu exercício social no final do ano. E isto mantém ao longo do tempo. Mas nada impede que uma empresa possa encerrar seu balanço em outra data. Mas é necessário ter um cuidado especial nesta alteração ao se analisar as demonstrações.

Veja o caso da Companhia Agrícola Colombo, que fechava seu balanço no dia 31 de dezembro e agora alterou para o dia 31 de março. Eis como a empresa apresentou seu balanço:


O cuidado que o usuário deve ter diz respeito a sazonalidade. Deve-se conhecer o negócio da empresa e verificar se esta sazonalidade influencia em algumas contas, particularmente do capital de giro. O problema maior estaria na DRE e na DFC. Vejamos a DRE:

Ocorreu um aumento na receita operacional, mas o último exercício possui quinze meses e o anterior 12. Uma forma de comparar é calcular a receita mensal:

Receita mensal em 2015 = 414558 / 15 = 27 637
Receita mensal em 2013 = 361 306 / 12 = 30 108

Na realidade a receita reduziu de um período para outro. O mesmo deveria ser feito para as outras contas. Quando se calcula os indicadores isto também deveria ser levado em consideração. Por exemplo, o giro do ativo, que é a relação entre a receita e o ativo da empresa. Neste caso, pode-se anualizar a receita mais recente da seguinte forma:

Receita Anualizada de 2015 = 27 637 x 12 = 331 646.

Com isto, a comparação pode ser feita de maneira menos prejudicial para o usuário.

21 julho 2015

Presidente da Toshiba pede demissão

Conforme postamos na semana passada, a Toshiba é o centro das atenções por conta das irregularidades nos resultados. Diante da divulgação da superestimação dos resultados, o seu presidente renunciou hoje. Como os problemas eram originários das duas gestões anteriores, os dois ex-presidentes também renunciaram nos seus postos de vice-presidente do conselho e conselheiro. Outros dirigentes também renunciaram.

O tamanho do problema contábil: US$1.200 milhões.

Rir é o melhor remédio

Teoria Econômica + Inteligência Artificial = Machina Economicus

Segue um artigo muito interessante publicado na Revista Science, um dos periódicos científicos mais prestigiados do mundo ( com um fator de impacto de 33,611 ano passado). Em seguida uma entrevista com os autores da pesquisa.

Science

Vol. 349 no. 6245 pp. 267-272
DOI: 10.1126/science.aaa8403  

 Economic reasoning and artificial intelligence

The field of artificial intelligence (AI) strives to build rational agents capable of perceiving the world around them and taking actions to advance specified goals. Put another way, AI researchers aim to construct a synthetic homo economicus, the mythical perfectly rational agent of neoclassical economics. We review progress toward creating this new species of machine, machina economicus, and discuss some challenges in designing AIs that can reason effectively in economic contexts. Supposing that AI succeeds in this quest, or at least comes close enough that it is useful to think about AIs in rationalistic terms, we ask how to design the rules of interaction in multi-agent systems that come to represent an economy of AIs. Theories of normative design from economics may prove more relevant for artificial agents than human agents, with AIs that better respect idealized assumptions of rationality than people, interacting through novel rules and incentive systems quite distinct from those tailored for people.

http://www.sciencemag.org/content/349/6245/267.full


Outros artigos sobre o tema de inteligência artificial podem ser encontrados na mesma revista aqui. Em seguida a entrevista com os autores do artigo.


The unintended consequences of rationality


DAVID PARKES DISCUSSES HOW ARTIFICIAL INTELLIGENCE IS CHANGING ECONOMIC THEORY
July 16, 2015


A century of economic theory assumed that, given their available options, humans would always make rational decisions. Economists even had a name for this construct: homo economicus, the economic man.

Have you ever met a human? We’re not always the most rational bunch. More recent economic theory confronts that fact, taking into account the importance of psychology, societal influences and emotion in our decision-making.

So, are the theories that are predicated on homo economicus extinct? David C. Parkes, the George F. Colony Professor and Area Dean of Computer Science at Harvard John A. Paulson School of Engineering and Applied Sciences, doesn’t think so. Humans may not always make rational decisions, but well-conceived algorithms do.

In a paper out today in the journal Science, Parkes and co-author Michael Wellman, of the University of Michigan, argue that rational models of economics can be applied to artificial intelligence (AI) and discuss the future of machina economicus.

 Continua aqui