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21 agosto 2015

Eufemismo e Metáforas

Em "Euphemisms, code words and metaphors about bribery and corruption" o blog FCPA Professor discute o fato de que nos Estados Unidos se utiliza termos para se falar de corrupção e falcatruas. Um exemplo apresentado pelo texto é do New York Times:

“The king of Saudi Arabia wanted the United States to outfit his personal jet with the same high-tech devices as Air Force One. The president of Turkey wanted the Obama administration to let a Turkish astronaut sit in on a NASA space flight. And in Bangladesh, the prime minister pressed the State Department to re-establish landing rights at Kennedy International Airport in New York. Each of these government leaders had one thing in common: they were trying to decide whether to buy billions of dollars’ worth of commercial jets from [a U.S. company] or its European competitor, Airbus. And United States diplomats were acting like marketing agents, offering deals to heads of state and airline executives whose decisions could be influenced by price, performance and, as with all finicky customers with plenty to spend, perks. […] To a greater degree than previously known, diplomats are a big part of the sales force, according to hundreds of cables released by WikiLeaks, which describe politicking and cajoling at the highest levels.”


A partir deste texto pensei em como a Petrobras falava dos problemas que ocorreram na empresa. Acredito que ninguém hoje acredita que na empresa de petróleo não tenha ocorrido corrupção. Se olhar o último ITR da empresa, parece que nada ocorreu ali. Na nota 29.2 o ITR fala das ações contra a empresa. O único trecho onde o termo "corrupção" aparece é o seguinte:


O autor líder da ação coletiva consolidada alega que a Companhia, através de fatos relevantes, comunicados e outras informações arquivadas na SEC, teria reportado informações materialmente falsas e cometido omissões capazes de induzir os investidores a erro, principalmente com relação ao valor de seus ativos, despesas, lucro líquido e eficácia de seus controles internos sobre as demonstrações contábeis e as políticas anti-corrupção da Companhia, em função de denúncias de corrupção alegadas com relação a determinados contratos, o que teria supostamente elevado artificialmente o preço dos valores mobiliários da Petrobras.

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