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10 julho 2015

Ciclo Vicioso da Produção da Informação

A informação é considerada um bem público. Ao contrário do que o nome poderia sugerir, o bem público não possui, necessariamente, um vínculo com um bem produzido pelo setor público. O bem público é aquele em que o consumo não significa a exclusão ou a disponibilidade para outras pessoas.

O bem privado possui a característica oposta, ou seja, o seu consumo por parte de um individuo impede que outro possa usufruir. Considere um prato de comida; quando uma pessoa consome este produto, existe uma exclusividade.

Já o bem público tem como característica a não exclusividade. A iluminação de uma rua é um exemplo de um bem público. Se uma pessoa usufrui os benefícios da iluminação, isto não impede que outro também possa aproveitar. Outros exemplos são a segurança, os fogos de artifícios na noite do ano novo e o asfalto de uma rua.

A informação é considerada um bem público, já que está disponível a todos os membros da sociedade. É bem verdade que existem mecanismos que funcionariam como barreiras para o uso. Se eu escrevo um texto e coloco num blog de livre acesso, a informação é um bem público. Mas quando se exige que uma pessoa pague um valor para ter acesso a este texto, como ocorre com algumas revistas e jornais, criam-se barreiras e impedindo que a informação seja um bem público. Mesmo criando estas barreiras, sabemos que isto não funciona completamente já que o texto pode ser replicado em outro local de acesso livre ou pode-se descobrir uma senha que impede este acesso.

Tem-se um ciclo vicioso da informação: por ser um bem público, o consumo não é exclusivo. As barreiras usadas são ineficientes, mas sem estas barreiras não existiriam incentivos para a produção da informação.

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