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31 janeiro 2014

Rir é o melhor remédio

Um conjunto de fotografias de homens. Veja as fotos e imagine o leitor o que eles estão fazendo...







Esperando as mulheres fazerem as compras

Caráter da Inflação

Gustavo H.B. Franco - O Estado de S.Paulo
Tolos ou excessivamente espertos, sempre existiram os crentes no caráter da inflação. Uns viam um "caráter financeiro", outros um "caráter classista" e ao final do processo surgiram os sacerdotes do "caráter inercial". Diante disso, ficou famosa a penetrante observação feita pelo mestre Mario Henrique Simonsen:
- A inflação brasileira não tem nenhum caráter.
Não se tratava apenas de definir a criatura como macunaímica e peçonhenta, mas de estabelecer que a criatura tinha funcionalidade, pois havia quem lhe enxergasse caráter, mas que não era benigna nem era possível de se manter sob limites.
O desaparecimento da criatura em razão do Plano Real, que fará 20 anos em fevereiro, foi imensamente festejado mas, infelizmente, a criatura retornou, com a mesma falta de caráter, e novamente produzindo discórdia, desconforto e injustiça. Seu retorno foi a convite, a partir da invenção denominada "Nova Matriz Macroeconômica", uma criação da equipe econômica do governo.
Há os que enxergarão exagero nos veredictos acima. Para os que viveram a hiperinflação em particular, há dois sentimentos polares: o de que 5,91% ao ano não é nada, pois era a inflação de um fim de semana naqueles tempos malucos, e portanto não há razão para maiores ansiedades. No outro extremo, prevalece a angústia, pois o organismo econômico brasileiro livrou-se desse vício a muito custo, e pequenas dosagens da mesma droga podem produzir uma perigosa recaída.
É para se preocupar com 5,91% anuais, a inflação acumulada para 2013?
A primeira observação, quase um clichê, é que estamos tratando de fenômeno complexo que está muito longe de se resumir apenas a um número. Uma média pode resultar de extremos muito desagradáveis e assim ocultar mais do que revelar. É comum se usar a analogia médica ao comparar a inflação com a febre e tomar a temperatura desse organismo com um número livre de ambiguidades. Entretanto, como toda analogia, ao simplificar demais o assunto, pode levar a erro em muitos casos, como agora. De muitas maneiras a medição da inflação se parece muito mais com um exame de sangue, com seus inúmeros testes capturando diferentes fenômenos e revelando disfunções de órgãos específicos. Os diversos números desse tipo de exame não se "somam". Seu médico poderá dizer que o HDL está bom, mas não a tromboplastina e a testosterona. E que há um antígeno marcando números estranhos. Sem entender, e angustiado você pede uma nota de zero a dez. Dificilmente o médico dirá um 5,91 ou qualquer número, não é por aí.
Os 5,91% da inflação pelo IPCA-2013 resultam de uma inflação nos serviços pouco inferior a 10% ao ano e de um congelamento branco de tarifas públicas. Péssimas notícias. 10% é muito e o País sabe bem que o congelamento de preços significa encomendar inflação no futuro, com a inevitável arrumação desses preços, sempre de forma amplificada e com as piores repercussões.
O congelamento é propositalmente dissimulado por movimentos que produzem uma inflação de cerca de 1% ao ano no conjunto desses itens, criando uma "inflação reprimida" que, na verdade, equivale à tentativa de aprisionar a inflação na sala de estar, o pior lugar para essa criatura peçonhenta, que vai espalhando sua sujeira pela casa, grafitando as paredes, tirando as coisas de seus lugares e ampliando a confusão.
Por isso, é uma tolice apelar à "desindexação" para justificar esse congelamento. É visível que as autoridades não sabem o que é desindexação, do contrário aceitariam o que lhes pede a Petrobrás para os preços de derivados do petróleo. Qual a lógica de o preço da gasolina, eletricidade e passagem de ônibus não andarem (sobretudo quando todos possuem agendas ampliadas de investimento), a tabela do imposto de renda sofrer correção de 4,5% e o salário mínimo crescer 6,78%?
A indexação (a prática da correção monetária) é assunto muito complicado, e muitos economistas de alentada reputação já meteram os pés pelas mãos nesse assunto. A ligação entre inflação e indexação provoca confusões históricas, como a tese do "caráter inercial" que postulava que a inflação existia por que existiu ontem, ou que a causa da inflação era a correção monetária. Como acima argumentado, era um julgamento tolo, ou excessivamente malicioso, sobre o caráter da inflação.
Obviamente, os planos de estabilização baseados nessas teses insanas todos fracassaram de forma flagrante e humilhante. Mas nem por isso desapareceu a tese de que a indexação era a causa da inflação e não a consequência, tampouco a ideia que falsear a correção monetária serve para moderar a inflação.
Desindexação não é "congelamento", pelo contrário, é liberdade para o sistema de preços cumprir o seu papel de vibrar e orientar as decisões econômicas, ou seja, está mais para a livre contratação de indexação, sobretudo no setor privado.
Nos preços públicos, onde não pode haver a livre negociação, trata-se de equilíbrio econômico financeiro de contratos supervisionados pelo poder público e de honestidade na aferição dos índices. Ao fraquejar nesses princípios, as autoridades introduzem um veneno na economia, que apenas o exame mais detalhado do índice de inflação logra capturar.
Os efeitos do veneno já são muito presentes na corrente sanguínea e a conclusão do hemograma é muito simples: a "Nova Matriz" é um fiasco histórico. Com a política fiscal frouxa, as leis da economia, das quais, infelizmente, não é possível fugir, impõem ao governo a escolha entre mais inflação ou mais juros.
Os argentinos preferiram "nenhum dos dois", e apostaram que uma maquiagem muito pesada em todos os números poderia enganar as leis da economia. É como alterar os valores do exame de sangue, acreditando que isso vai confundir o médico e também as doenças. O fracasso dessa tolice tem sido exposto em cores cada vez piores a cada dia.
No Brasil, estamos utilizando maquiagem, sobretudo nos números fiscais, mas a escolha mais importante foi a de permitir que o Banco Central cumpra seu dever, e portanto, optamos pelo "mais juros". A antipatia pública se volta para a ortodoxia da Autoridade Monetária e assim os políticos responsáveis pela desordem fiscal se afastam das consequências de seus atos. Um clássico, um truque velho e sem nenhum caráter.
*Gustavo H.B. Franco é ex-presidente do Banco Central e sócio da Rio Bravo Investimentos. 

Listas: 6 regras para o sucesso


Six Rules to Success
1. Trust yourself. No matter what anyone else thinks
2. Break the Rules. Think outside the box.
3. Don't be afraid to fail. Don't paralyze yourself with fear of failure. Push yourself.
4. Don't listen to the naysayers. Don't pay attention to those who say you cant.
5. Work your butt off ! Leave no stone unturned. There is no way around hard work.
6. Give something back. No matter what path you take, GIVE BACK to your community and country.



IFAC alerta para a divergência contábil

O IFAC é uma entidade que congrega profissionais contábeis de 130 países, com 179 membros. Esta entidade soltou um comunicado apelando para que os políticos promovam a convergência das normas relacionadas à contabilidade. Isto inclui não somente normas para relatórios financeiros – como o caso o Iasb.

A ausência de convergência poderia estar criando problemas para o crescimento da economia, custos desnecessários e incertezas. O IFAC considera que alguns países estão promovendo a divergência, em lugar da convergência, com respostas específicas. Um exemplo citado pelo IFAC são as Normas Internacionais de Auditoria (International Standards on Auditing, ISAs) e o Código de Ética para os Contadores (Code of Ethics for Professional Accountants).

Explicitamente, o IFAC também comenta o caso do rodízio obrigatório. Enquanto alguns países rejeitaram esta proposta (Estados Unidos e Canadá), outros estão em processo de adoção, como a Europa. O Parlamento Europeu aprovou reformas que tornarão o rodízio obrigatório, com a possibilidade de que cada membro possa usar períodos diferentes para o rodízio, aumentando a divergência.

Leasing: dificuldades com a TI

A contabilidade de leasing está chegando a uma tentativa de convergência, visando trazer para os balanços das empresas a maiorias das operações. Entretanto, as dificuldades são diversas, incluindo a resistências das entidades que estarão sujeitas à norma.

Uma pesquisa realizada pela Deloitte revelou outro aspecto preocupante: os problemas relacionados a TI para implantação da norma. Isto inclui problemas com a qualidade dos dados e adequação dos sistemas.
A pesquisa foi realizada com empresas que estarão sujeitas a nova regra sobre contabilidade de arrendamento (leasing). A grande maioria dos executivos (80%) indicou existir uma grande dificuldade com o novo padrão, não estando preparados para nova norma.

A previsão otimista é que a norma seja aprovada este ano para entrar em vigor após 2017. Ou seja, seriam três anos para reconhecer nos balanços os contratos de leasing com duração acima de 12 meses, usando para isto o valor presente dos contratos.

Os executivos esperam também uma grande influencia nas demonstrações, incluindo o endividamento e o retorno sobre o ativo. A maior influência seria sobre os arrendatários.

Fiat não é uma empresa italiana

Segundo o El País, a Fiat, uma montadora de procedência italiana, passará a ser chamada de Fiat Chrysler Automobiles (FCA). Sua sede legal será na Holanda, embora a sede fiscal seja no Reino Unido, com ações na Bolsa de Nova Iorque (mas mantendo cotação também em Milão). Além disto, a empresa irá mudar seu logotipo. Mas o seu executivo principal, Marchionne, garantiu que a FCA irá manter o centro de desenvolvimento em Turim e fábricas na Itália.

Os programadores de Madoff

Uma das maiores fraudes ocorridas nos últimos anos foi o esquema financeiro de Bernard Madoff. Usando um esquema de pirâmide, Madoff conseguiu enganar reguladores e investidores durante anos. Alguns dos detalhes desta fraude apareceram agora.

Os ex-programadores de Madoff informaram como foram criadas milhares de transações falsas, com datas e registros contábeis, para enganar auditores. Jerome O´Hara e George Perez (fotografia) escreveram vários programas durante as auditorias da SEC, a entidade que fiscaliza o mercado acionário. Os dois programadores estão sendo julgados com participantes do escândalo financeiro de 2008.

No software criado gerava-se documentos aleatórios, com atribuição de transações com entidades bancárias escolhidas e períodos de tempos também escolhidos ao acaso.

Os acusados afirmaram que estavam seguindo ordens e não sabiam que o código estava sendo usado para fraude. Eles se declararam inocentes. Mas a acusação afirma que quando os programadores descobriram que seu trabalho estava sendo usado para fraude, passaram a extorquir mais salários e bônus.

Mais detalhes vide aqui

30 janeiro 2014

Rir é o melhor remédio

A arte de trollar uma fotografia...


Mão de obra precária

O Estado de S.Paulo

Dois estudos recentes comprovam que já se tornou crônica a escassez de mão de obra qualificada no Brasil, o que pode comprometer ainda mais a capacidade produtiva nos próximos anos. Se nada for feito urgentemente para começar a reverter esse quadro, o País estará condenado a ter por muito tempo ainda o crescimento econômico pífio que apresenta hoje - com efeitos negativos na distribuição de riqueza.

Um dos estudos, elaborado pelo IBGE, indica que as pessoas de 14 anos ou mais que não tinham terminado o ensino fundamental representam 26,9% dos 90,6 milhões de trabalhadores ocupados, segundo dados do segundo trimestre de 2013. Os ocupados com nível superior são apenas 14,9% do total, e os que não dispunham de nenhuma instrução chegam a 5,4%.

Tais números são próximos daqueles que compõem o perfil educacional do País. Dos brasileiros acima dos 14 anos, isto é, em idade de trabalhar, 31,6% não têm o fundamental completo, 10,7% têm o superior completo e 9,4% não têm nenhuma formação.

As informações constam da nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que mostra dados trimestrais sobre emprego. Desde 2012, conforme o levantamento, o número de trabalhadores menos escolarizados diminuiu, mas os indicadores apontam que a escolarização ainda segue sendo muito precária, insuficiente para atender à demanda cada vez maior por parte das indústrias e mesmo dos setores de serviços e da construção civil, que tradicionalmente exigem menos especialistas na hora de contratar.

Outra pesquisa, esta da Fundação Dom Cabral, mostra que 91% das 167 empresas consultadas manifestaram dificuldades para contratar em 2013. Trata-se de uma situação estável em relação aos 92% verificados na primeira pesquisa, em 2010. No entanto, a fundação alerta que cresceu o número de empresas que mencionaram um conjunto maior de profissões com falta de mão de obra. Isso significa que, antes, a escassez de trabalhadores era mais acentuada em apenas alguns setores; hoje, no entanto, a gama de atividades que enfrentam dificuldade para contratação ampliou-se, com a escassez praticamente generalizada.

A pesquisa mostra que a grande maioria das empresas (83,23%) cita a falta de trabalhadores capacitados como a principal dificuldade na hora de contratar, seguida de deficiência na formação básica dos candidatos, com 58,08% das menções. O responsável pelo estudo, Paulo Resende, diz que "os profissionais chegam ao mercado com dificuldades básicas, como fazer contas ou interpretar textos", uma situação que obriga as empresas a "investir cada vez mais em treinamento e capacitação dos seus funcionários, elevando seus custos e, consequentemente, reduzindo a sua competitividade".

O remédio, para as empresas, é reduzir as exigências. A pesquisa indica que 51% das companhias deixam de requerer experiência dos candidatos, enquanto chega a 13% o porcentual de empresas que aceitam empregados até mesmo sem nenhuma habilidade. Mesmo assim, nem todos os cargos são preenchidos, e então é necessário buscar funcionários no exterior. Segundo Resende, o tempo que as empresas levam para contratar e treinar um profissional de nível técnico e superior pode levar até oito meses, algo que também afeta diretamente a produtividade.

A fartura de trabalhadores foi determinante para que, na década passada, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita se expandisse 20%, enquanto a produtividade cresceu apenas 10%. Agora, no entanto, a disponibilidade de mão de obra estreitou-se, e a maior parte dela é despreparada para o necessário salto da capacidade produtiva.

A solução do problema não passa apenas pelo estímulo aos cursos de capacitação técnica - necessários, porém insuficientes, pois seus resultados, em boa parte dos casos, são apenas paliativos. O importante, reitere-se, seria ter investimentos massivos e duradouros em educação básica, cuja precariedade condena o setor produtivo brasileiro à mediocridade.

Listas: Maiores Times de Futebol

Em desempenho:
Em Receita:
(em milhões de euros)

Auditoria na Europa

Está previsto para abril a votação pelo Parlamento Europeu (foto) da reforma no mercado de auditoria. Esta semana a Comissão de Assuntos Jurídicos aprovou a exigência de rodízio das auditorias a cada dez anos. Isto inclui as empresas de capital aberto. A proposta prevê algumas exceções.

Frase



"É possível treinar até um macaco para que ele tenha um MBA"

Bruce Dicksinson, cantor (Iron Maiden), compositor, historiador, esgrimista, radialista, empreendedor, piloto de avião e investidor-anjo.

FAF aporta recursos na Fundação IFRS

Um dos grandes problemas da Fundação IFRS, entidade responsável por promover as normas internacionais de contabilidade no mundo, é o seu financiamento. A Fundação depende de grandes doadores.

Isto provoca um sério inconveniente: a possibilidade de sofrer pressão por parte dos seus financiadores. Recentemente os países europeus solicitaram que as normas contábeis internacionais considerassem, na sua estrutura conceitual, a prudência. E lembraram a grande dependência financeira da Europa por parte da Fundação IFRS. Outro grande grupo doador são as empresas de auditoria. Mas depender desta fonte de recursos pode comprometer a independência da Fundação.

Agora surge a notícia de que a Financial Accounting Foundation (FAF) fez uma contribuição de 3 milhões de dólares para a Fundação IFRS para ajudar o Iasb a completar os quatro projetos conjuntos realizados com o Fasb. Estes projetos é uma tentativa de obter uma convergência na área de reconhecimento da receita, arrendamento, instrumentos financeiros e seguros.

A grande dúvida é como isto irá afetar na negociação das normas que estão sendo debatidas. Como a FAF é a entidade dos Estados Unidos que apoia o Fasb, ao colocar dinheiro na outra parte que está negociando a convergência poderá afetar seu poder de barganha.

Carlsen

Ontem postamos a partida entre o campeão mundial de xadrez, o norueguês Carlsen (foto), e o Bill Gates. Foi um massacre, obviamente, onde Gates fez movimentos de principiante e Magnus aproveitou sua experiência para dar mate rapidamente.

O campeão mundial de xadrez e o maior ranking da história deverá visitar o Brasil para participar do 13º. Torneio aberto Internacional de Xadrez “Festa da Uva”, em Caxias do Sul. Em Caxias do Sul, Carlsen irá jogar uma simultânea às cegas (vários jogos ao mesmo tempo, sem ver o tabuleiro) e um torneio contra Milos, Leitão e Rodriguez, três dos melhores jogadores da América do Sul (os dois primeiros, brasileiros). Depois irá jogar uma simultânea.

Hoje Carlsen começa a disputar o maior torneio de xadrez de todos os tempos, em Zurique, Suíça. Em geral os torneios de xadrez são classificados conforme a média dos rankings dos jogadores participantes. Com seis participantes, o torneio terá uma média de ranking de 2801, sendo classificado como categoria 23 (é bem verdade que a média foi puxada pelos extremos, já que Carlsen possui um ranking acima de 2872 e Aronian, o armênio com segundo melhor ranking do mundo hoje, com 2826).

29 janeiro 2014

Rir é o melhor remédio


Resenha: Contabilidade Tributária

Escrever um livro sobre tributos no Brasil não é tarefa para qualquer um. A quantidade de normas, sua complexidade e constante atualização são obstáculos difíceis de serem vencidos. Por este motivo, temos que enaltecer uma obra de Contabilidade Tributária.

Leonardo José Seixas Pinto, professor da Universidade Federal Fluminense, resolveu enfrentar este desafio. Seu livro está dividido em seis partes. Na primeira, com quatro capítulos, Leonardo trata da tributação sobre circulação e produção. Inclui aqui uma análise do Pis e Cofins, ICMS, IPI e ISS. A seguir, um estudo sobre a tributação sobre o lucro, também dividido em quatro capítulos. A terceira parte trata de assuntos diversos, incluindo juros sobre capital próprio, depreciação, reavaliação e recuperabilidade, leasing, entre outros assuntos. A quarta parte discute os encargos sobre a folha de pagamento. A obra finaliza com uma discussão sobre escrituração digital e obrigações acessórias. Ao todo são 250 páginas de texto.

Considero que esta obra possui duas grandes vantagens que poderão agradar ao leitor. Em primeiro lugar, o texto vai direto ao ponto, sem floreados e discussões inúteis. Em algumas poucas linhas o autor tentar dar conta do recado. A segunda vantagem é a praticidade da obra, com exemplos de cálculos dos tributos e dos lançamentos. Assim, é uma obra indicada não somente para cursos de graduação, como também para profissionais da área.

Diante das características do nosso sistema tributário, onde as normas estão em constante alteração, senti falta de um aspecto: um link para a editora (ou para o endereço do autor) onde o leitor poderia ter acesso às alterações ocorridas na lei. Em lugar de esperar uma nova edição, seria possível acompanhar as mudanças legais. Penso em algo bem simples, sinalizando as partes da obra que merecem um cuidado do leitor. Isto naturalmente não desmerece a qualidade da obra.

Vale a pena? Vale, para os interessados na área.

PINTO, Leonardo José Seixas. Contabilidade Tributária. Curitiba: Juruá, 2013, 2ª. edição.

Evidenciação: A obra analisada nesta resenha foi doada pelo autor.

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Magnus Carlsen x Bill Gates

Semana passada num programa de TV da Escandinávia, Magnus Carlsen, o campeão mundial de xadrez, derrotou Bill Gates num jogo de xadrez rápido em 79 segundos e 9 movimentos. Devia ter apostado uma grana com o homem mais rico do mundo.





Crédito a Cuba

Patrícia Campos Mello
Folha de S.Paulo, 26/02/2014

O governo brasileiro está oferecendo cerca de US$ 500 milhões de crédito por ano (aproximadamente R$ 1,2 bilhão) para Cuba comprar produtos e serviços brasileiros. Segundo levantamento feito pela Folha, o governo brasileiro desembolsou US$ 152,7 milhões pelo BNDES até setembro de 2013 (foram US$ 220,58 milhões em todo o ano de 2012), mais US$ 221,2 milhões pelo Banco do Brasil.

Disponibilizou ainda uma linha anual de US$ 70 milhões do programa Mais Alimentos Internacional, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, para a compra de implementos agrícolas brasileiros. O foco brasileiro em Cuba se traduz nos números –no ano passado, o país de 11 milhões de habitantes, mesma população do Rio Grande do Sul, foi o terceiro maior destino de financiamentos do BNDES para exportação de bens e serviços brasileiros. Recebeu mais recursos do que o Peru, país com PIB de US$ 196 bilhões, quase três vezes maior que o cubano. O BB não forneceu dados para essa comparação.

Listas: 9 erros comuns numa entrevista

Na ordem de importância:

1. Parecer desinteressado

2. Vestir inadequadamente

3. Parecer arrogante

4. Falar negativamente sobre os empregadores atuais ou anteriores

5. Responder um telefonema ou mensagens de texto durante a entrevista

6. Parecer desinformado sobre a empresa ou a função

7. Não apresentar exemplos específicos

8. Fornecer informação pessoal em demasia

9. Perguntar ao gerente de contratação questões pessoais

Fonte: Aqui

P.S. Participei de muitas entrevistas de seleção de candidatos e acredito que esta seja uma boa lista sobre o que não se deve fazer.

Amigo Secreto: E viveram felizes para sempre

Queridos leitores,

Terminamos o amigo secreto e não conseguimos fazer uma postagem final aqui no blog. Mas hoje venho para tentar suprir essa falha.

No fim foi uma brincadeira muito divertida. Achei ótima a oportunidade de me aproximar um pouco mais de blogueiros que eu não conversava antes. Também fiquei feliz ao ver os outros interagindo. Quase como uma mãe que leva o filho para o parquinho e fica satisfeita ao ver a interação social dando frutos. Como foi para vocês?

A história foi assim...

Resolvemos criar uma atividade para mudar um pouco a rotina, apresentar novos blogueiros, incentivar a criação de novas páginas, dar mais cor à contabilidade virtual. Utilizamos uma plataforma exclusiva para o sorteio de amigos secretos on-line, trocamos e-mails com os endereços e sorteamos os nomes. Cada um se virou para escolher o presente, pois evitamos criar listas com pedidos. Achei divertidíssimo ver as pessoas sem saber o que presentear! Rsrsrs

E aí começou. O meu presente para a Claudia Cruz chegou. Depois o dela para a Polyana. O Pedro Correia recebeu um da Poly e presenteou o Alexandre Alcantara, que enviou o dele para o Orleans. Depois de um bom tempo o Marcelo Paulo postou o embrulho que recebeu do Orleans! O professor César ganhou chocolates do Marcelo e enviou um livro para o Augusto. O Vladmir recebeu um presente sem remetente e após sofrermos de curiosidade o Augusto assumiu ser o secreto amigo oculto que procurávamos. Aí o Vladmir enviou um presente musical para o Thiago, que entregou o presente do Felipe em mãos. O Felipe tirou o Vinícius, que me tirou. E todos viveram felizes para sempre! Até a próxima brincadeira, quando mais gente entrar e ficarmos mais loucos que desta vez. Confesso que em alguns momentos fiquei com receio de algumas coisas darem errado. O prazo foi uma delas, mas, independente disso, espero que tenham gostado.

Isabel -> Claudia -> Poly -> Pedro ->
-> Alexandre -> Orleans -> Marcelo -> César ->
-> Augusto -> Vladmir -> Thiago -> Felipe -> Vinícius -> Isabel

Espero que estejam ansiosos para a próxima interação entre nós, contadores, considerados pessoas tão antissociais. Audácia da Filombeta! Pode deixar que estamos aqui para mudar tudo isso. Espero que se junte a nós!

Débitos e Créditos,

Isabel


Participações (confiram os links no nosso BLOGROLL)
Alexandre Alcantara – Blog Professor Alexandre Alcantara
Augusto Cezar Filho – Blog Contabilidade e Métodos Quantitativos
César Tibúrcio – Blog Contabilidade Financeira
Cláudia Cruz – Blog Ideias Contábeis
Isabel Sales – Blog Contabilidade Financeira
Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão – Blog Contabilidade e Métodos Quantitativos
Marcelo Paulo de Arruda – Blog Métodos Contábeis
Orleans Martins – Blog Informação Contábil
Pedro Correia – Blog Contabilidade Financeira
Polyana B. Silva – Blog Histórias Contábeis
Thiago Pena – Blog Métodos Contábeis
Vinícius Gomes Martins – Blog Contabilidade e Métodos Quantitativos
Vladmir F. Almeida – Blog Vladmir F. Almeida

BNB

Mais um exemplo de uso inadequado de dinheiro público

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra o ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB) Roberto Smith e mais dez dirigentes pelo crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. Na ação autuada ontem pela Justiça Federal do Ceará, o procurador da República Edmac Trigueiro acusa os ex-gestores de terem praticado irregularidades na administração dos recursos do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE).

A acusação criminal sustenta que o desfalque nas contas do bancou superou a cifra de R$ 1,2 bilhão. Na denúncia de 97 páginas, o MPF afirma que foram autorizados cerca de 55 mil empréstimos, entre eles alguns repasses milionários a empresários, sem que a instituição tenha feito as cobranças judiciais para reaver os recursos. Desse total, 20,5 mil foram integralmente baixadas, gerando um prejuízo de R$ 832 milhões. Outras 34,5 mil transações foram parcialmente baixadas, causando um rombo de R$ 442 milhões.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que embasa a denúncia do Ministério Público, constatou que das 55 mil operações auditadas apenas 2.385 tinham autorização para serem cobradas judicialmente. Ou seja, o BNB eximiu-se em reaver os recursos em 95,6% das transações analisadas.

Na denúncia, o procurador argumenta que os crimes contra o sistema financeiro cometidos pela cúpula do banco guardam "certa semelhança" com o caso do mensalão. O órgão está investigando também alguma possível relação entre os dirigentes do banco e os empresários beneficiados com o empréstimo.

A revelação das operações do BNB culminou na queda de Roberto Smith e de outros dirigentes da instituição em meados de 2011. Segundo o procurador, partiu do ex-presidente do BNB "todas as diretrizes para a adulteração dos resultados nos registros contábeis do banco". A reportagem não localizou Smith para comentar a denúncia criminal. Desde o fim de 2011, ele é presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), órgão vinculado ao Governo do Estado.

O Banco do Nordeste informou, por meio de uma nota, que cumpriu todas as determinações do Tribunal de Contas da União, cobrou judicialmente devedores inadimplentes para reaver os valores emprestados e está apurando possíveis irregularidades.

Operação duvidosa. Em setembro do ano passado, o Estado revelou que o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) afrouxou exigências internas e fez empréstimos de R$ 98 milhões, em condições vantajosas, a um frigorífico que pediu recuperação judicial um ano mais tarde, dando prejuízo à instituição. Conforme o plano aprovado pela Justiça, a dívida a ser quitada com o banco foi reduzida a pouco mais da metade (R$ 55 milhões) e os pagamentos foram renegociados em prazos dilatados.

A Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos, do grupo mato-grossense Frialto, obteve aval da área técnica e da diretoria do BNB - na época presidido por Roberto Smith - para sacar os valores entre dezembro de 2008 e maio de 2009. Documentos das operações mostram que o banco identificou dificuldades financeiras na empresa e concedeu os empréstimos mesmo assim.

Na época, o BNB alegou que as operações foram aprovadas pela diretoria colegiada, "tendo tramitado anteriormente por todos os comitês previstos normativamente".


Fonte: Aqui

Diferença de salário entre homens e mulheres

Em diversos países do mundo existem mais mulheres do que homens com diploma de curso superior. Esta é uma tendência que também ocorre no Brasil . Doze por cento da população adulta feminina possui diploma de curso superior, mas somente dez por cento dos homens conseguiram concluir o terceiro grau.

Entretanto, apesar das mulheres terem melhor educação, isto não se reflete no mercado de trabalho. No Brasil, 91% dos homens com curso superior possuem emprego, contra 81% do gênero feminino. Os números da OCDE mostram que esta tendência também ocorre em países menos machistas. Como o diploma superior agrega renda – um brasileiro formado num curso superior recebe 2,5 vezes mais que aquele que completou o ensino médio – isto deveria significar que as mulheres teriam um salário médio maior. Mas isto não ocorre na prática: os homens ainda ganham mais por trabalho equivalente.

Existem diversas explicações para as diferenças entre os homens e as mulheres no momento de receber seus pagamentos mensais. A mais óbvia, a diferença decorre de um passado, onde a mulher era claramente discriminada. Esta diferença pode ter reduzido nos últimos anos, mas ainda não foi suficiente para igualdade salarial.

Uma explicação menos óbvia foi obtida de um experimento apresentado por três pesquisadores. Eles publicaram um anúncio oferecendo emprego. Para metade daqueles que se interessam o salário era fixo, de 15 dólares a hora. Para outra metade, existia uma parcela fixa, de doze dólares, e uma parcela variável, de seis dólares a hora, que seria obtido numa comparação com um colega. Assim, nesta segunda proposta, o valor esperado seria de 15 dólares ou $12 + 50% x $6. Ou seja, ambas as propostas possuíam um valor médio igual, mas a segunda proposta dependeria de uma competição. Ao comparar a aceitação da proposta os pesquisadores encontraram que as mulheres eram menos propensas a aceitar a oferta de competição.

Para os pesquisadores, isto pode ser um sinal de que as mulheres não estão muito interessadas em trabalho onde exista uma competição, ao contrário dos homens. Em outras palavras, mulheres possuem preferência diferente pela competição. Como os salários são resultantes de competição que ocorre no mercado de trabalho, isto poderia ser uma explicação para a persistência da diferença salarial entre as pessoas. Em lugar de preconceito, herança cultural e outras explicações, o experimento parece indicar que parte da diferença decorre das preferências do gênero, que talvez tenha sido marcada ao longo da evolução da nossa espécie. Assim, o esforço no sentido de reduzir esta diferença é de longo prazo.

Leia mais em
FLORY, Jeffrey; LEIBBRANDT, Andreas; LIST, John. Do Competitive Workplaces Deter Female Workers? A Large-Scale Natural Field Experiment on Gender Differences in Job-Entry Decisions, 2010.

28 janeiro 2014

Rir é o melhor remédio


Quem nunca?
Esse Rir vai em homenagem aos meus primos. *.*

Curso de capacitação em IFRS e ISA

O Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) e a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) oferecem 1.200 vagas para professores do ensino superior em ciências contábeis para um curso de capacitação em IFRS (normas contábeis internacionais) e ISA (normas internacionais de auditoria). O projeto teve início no ano passado e é oferecido de forma gratuita pela primeira vez. O curso tem duração de 11 meses e será todo ministrado a distância.

Realizada por meio de um convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a iniciativa pretende capacitar ao menos um profissional de cada instituição de ensino de contabilidade no país. O professor fica, então, responsável por disseminar o conhecimento na instituição. As inscrições estão abertas
pelo site até que todas as vagas sejam preenchidas. As aulas começam em 3 de fevereiro.


(Valor)



Professores ensinam gramática pela metade


[...] Em entrevista à Livraria da Folha, por telefone, Dad [Squarisi] frisou que a escola não ensina, e os professores repassam a meia lição e não a lição completa sobre a gramática da língua portuguesa para os estudantes. Daí, a perpetuação da calosidade em nossa escrita.

A especialista disse que boa parte dos alunos não sabe gramática. Ela atribui o deslocamento incorreto da pontuação a um problema de análise sintática. "A vírgula não é saber pausa, não é onde você respira e põe a vírgula. A vírgula é problema de análise sintática".

Dad afirmou que os pleonasmos sofisticados estão invadindo os textos e se tornando frequentes, como "manter a mesma", "continuar ainda", "além de e também". "Se é 'manter' só pode ser 'a mesma', 'ainda' é dispensável, 'além de e também' juntos indicam adição", exemplifica.

[...]

Livraria da Folha - Quais vícios mais lhe incomodam nos textos jornalísticos?
Dad - Se você me perguntar como é que jornalista escreve, eu lhe digo que jornalista escreve com pressa. O problema do jornalista é a pressão, escreve muito rápido e sob pressão. Às vezes, não tem tempo de revisar o texto, e ele vai para a edição sem revisões. [O jornalista] Tropeça em vírgulas e em concordâncias por causa da rapidez, comete erros por falta de traquejo. Tem também as ambiguidades, que a gente vê com muita frequência. O jornalista lê e não percebe que a frase está ambígua, mas o leitor ou ouvinte lê ou ouve e vê imediatamente que a frase está ambígua. Há vícios recorrentes de pleonasmos, mas de pleonasmos sofisticados. Por exemplo, "manter a mesma", "continuar ainda", "além de e também". Se é "manter" só pode ser "a mesma", "ainda" é dispensável, "além de e também" juntos indicam adição. Esses pleonasmos são muito frequentes. Um tropeço muito grande que a gente percebe é o futuro do subjuntivo, um calo muito grande no pé. A vírgula é um calo no pé de todo mundo.

Livraria da Folha - E os tipos de "porque"?
Dad - Erra-se muito nos tipos de "porque", nos "ques" (com e sem acento) e na crase. Alguns são decorrentes de descuido e outros de uma base que não foi tão boa, um primário que não foi tão bem feito. A gente é muito da cultura oral. Nós escutamos muito dito desse jeito e acabamos repetindo o que foi dito.

Livraria da Folha - Isso se deve à falta de leitura também?
Dad - Sim. A grafia e as estruturas se fixam pela leitura.

Livraria da Folha - Casos como "mais grande" e "mais pequeno" parecem ser usados de forma incorreta quando podem ser utilizados. Qual outra ocorrência gramatical habita o imaginário popular como errada e é apropriada?
Dad - O "mais bem" e o "mais mal". Eu digo "o candidato mais bem classificado" e não "melhor classificado", porque antes de particípio eu uso o "mais bem". Eu uso "mais bom" e "mais mal", "mais grande" e "mais pequeno" nas comparações. Os professores, na ânsia de ensinar os alunos a empregar "melhor" e "pior", dizem que está errado, e, na verdade, ensinam meia lição e não a lição completa.

Livraria da Folha - Então escreve-se baseado em uma meia gramática?
Dad - Boa parte dos alunos não sabe gramática. Por que existe tanto problema na vírgula? Porque a vírgula não é saber pausa, não é onde você respira e põe a vírgula. A vírgula é sintática, é problema de análise sintática. Se ela [pessoa] não sabe análise sintática, não sabe usar a vírgula. A escola não ensina, e os jovens vão arrastando a dificuldade.

Livraria da Folha - Isso piora na rede com o chamado "internetês"?
Dad - Depende de que internet você fala. Se for a internet que eu leio os jornais, é uma linguagem bem cuidada. O jornal que está na internet tem a mesma qualidade do jornal impresso. A internet é um universo muito grande. Tem que ser adequado. Na sala de bate-papo, a língua tem que dar a impressão de que está sendo falada, tem que abreviar, tem que inventar grafias diferentes para ser rápido, para ser entendido. Se eu não fizer isso, eu sou excluída. Tenho conversado com professores de universidades para saber se há uma interferência do "internetês" nos textos escritos, e a resposta de 99% é não. Nós falamos várias línguas, nós escrevemos várias línguas.

Livraria da Folha - Em quais autores vocês perceberam desvios ou ruídos no uso da língua?
Dad - Nossa procura não foi pelos maus textos, que há de montão, mas pelos bons textos. Tivemos a preocupação de selecionar quem tem bom texto para expor como modelo, como Roberto Pompeu de Toledo e Diogo Mainardi, que você pode concordar ou não com o que ele diz, mas ele tem um texto muito moderno. O texto não nasce de uma sentada. Ele exige muito trabalho para fazer, refazer, tornar a fazer, substituir palavras e estruturas.

Crise Cambial Argentina afetará o Brasil

La crisis argentina afectará a las exportaciones brasileñas
Se acercan días difíciles para el exportador brasileño que tiene a los argentinos como mercado consumidor. Tras la crisis cambiaria de esta semana, que ha llevado al equipo de Cristina Fernández a reducir las restricciones para la adquisición de dólares para evitar un nuevo agujero en las precarias reservas internacionales, el próximo paso es limitar aún más las importaciones del país. Será una medida desesperada para preservar la moneda extranjera, pero tendrá consecuencias para argentinos y brasileños.

“Comenzarán a faltar productos en Argentina”, dice Josefina Guedes, de la GBI Consultora de Comercio Exterior, que comienza a percibir la preocupación de los exportadores brasileños. “Antes teníamos problemas puntuales para la liberación de la entrada de productos, una cuestión que se negociaba caso por caso. Pero ahora, la situación comienza a generalizarse”, explica.Argentina es el tercer socio comercial de Brasil, solo por detrás de China y Estados Unidos. En 2013, Brasil exportó al mercado argentino el equivalente a 242.000 millones de dólares, en máquinas, partes y piezas, electrodomésticos y coches, entre otros. Por eso, cualquier movimiento brusco en la tierra de Cristina Fernández preocupa a Brasil.

Para Roberto Gianetti da Fonseca, director de Relaciones Internacionales de la Federación de las Industrias del Estado de São Paulo, hay dos canales de contaminación por la crisis cambiaria argentina. Uno de ellos en el campo comercial: “La devaluación argentina encarece los productos brasileños allí en un momento en que la población pierde poder adquisitivo”, explica. En la cuestión financiera, la volatilidad lleva a los inversores globales a ser más cautelosos. “Si hubiera un índice de riesgo del Mercosur, estaría alto tanto por Argentina como por Venezuela puesto que estos países están interrelacionados”, explica Fonseca.

“Todo indica que se trata del comienzo de un problema”, dice Luís Eduardo Assis, exdirector del Banco Central de Brasil. “Lo siguiente será que la devaluación del peso se reflejará en la inflación de Argentina”, explica Assis.

A lo largo de este viernes, la tensión en los mercados por la situación de Argentina - sumada a los bajos resultados de China - influyó en la tasa de cambio de Brasil, que superó los 2,40 reales por dólar. El Banco Central brasileño hizo varias intervenciones para evitar una mayor escalada del real. Pero la crisis en sí no llegará a Brasil, mantiene Assis. “La posibilidad es muy pequeña. Solo quien está realmente desinformado puede confundir la situación macroeconómica de Argentina con la nuestra”, dice.

[...]

Para Gianetti da Fonseca, Brasil va a perder parte de sus exportaciones con la crisis en el país vecino. “Por lo tanto, es hora de buscar mercados alternativos. Mirar hacia Asia y México para redireccionar nuestros productos a otros mercados"

Nossa Língua Portuguesa: Você sabe bem por quê.

Uso do Porque | Por que | Porquê | Por quê


FormaQuando usarExemplo
Por que
Nas perguntas ou quando estiverem presentes (mesmo que não explícitas) as palavras “razão” e “motivo”.
Por que você não aceitou o convite?
Todos sabem por que motivo ele recusou a proposta. Ela contou por que (motivo, razão) estava magoada.
Por quêNos finais de frases.Por quê? Você sabe bem por quê.
PorqueQuando corresponder a uma explicação ou a uma causa.“Não, Bentinho; digo isto porque é realmente assim, creio...” (M. Assis, Dom Casmurro). Comprei este sapato porque é mais barato.
PorquêQuando é substantivado e substitui “motivo” ou “razão”.Não sabemos o porquê de ela ter agido assim. É uma menina cheia de porquês.

E um vídeo rápido com uma professora super fofa:





Fonte: Aqui, aqui e aqui.

Listas: 4 tendências moldando a nova economia da informação


As chances são de que o seu ambiente de trabalho esteja totalmente diferente hoje que há dez anos.

Mudanças tecnológicas, culturais e de foco criaram um novo tipo de economia na qual a velocidade é a ordem do dia e a única constante é a mudança.

Com essa transformação para uma nova economia informacional – que não apresenta sinais de que irá desacelerar – os trabalhadores possuem duas escolhas: tentar manter-se atualizado ou perecer.

Você não precisa ser deixado para trás. Abaixo foram selecionadas quatro tendências que estão moldando este novo mundo:


1. NUVEM
At this point, the term is ubiquitous, though rarely entirely understood. But what it provides to businesses and workers is helping to shape how we collaborate, secure and access our information. With a recent study conducted by Gartner, Inc. finding that spending on cloud was poised to nearly double – from $110 billion in 2012 to $210 billion by 2016 – the cloud will be an ever-increasing focus in this new information economy. Solutions ranging from IaaS (infrastructure as a service), SaaS (software as a service) and BPaaS (business process as a service), are allowing businesses to focus primarily on their products and services, leaving the technical solutions to those best able to provide reliable networks and IT infrastructure.
2. BIG DATA*
What do you get when you combine significant advancements in technology, complex new data types, data growth and a renewed focus on analytics and results? You get big data, and it’s a big part of the new information economy. In fact, big data was estimated to drive – either directly or indirectly – more than $110 billion in IT spending in 2012. And if your business doesn't have an efficient means of turning a high volume of data into usable information, more and more of your time and energy will be spent dealing with processes, rather than your actual business.
3. MÍDIAS SOCIAIS
No one trend has changed the world more in the past decade than social media. The advent of Facebook, Twitter, Sina Weibo (a Chinese micro-blogging site similar to Twitter) and others have created a planet that’s more interconnected than ever. And while you may not have heard of Sina Weibo, 500 million people – more than 100 million more than the entire population of the United States – use the site. Indeed, more than 90 percent of Chinese people today use social media, compared to just short of 70 percent of Americans. That’s the sign of a trend that’s more than just a flash in the pan. It means social media is an ongoing growth area, not only domestically, but abroad. Adopting a strong social strategy is no longer just a nicety. It’s a necessity that will open new avenues to potential customers. Both the real-time information and the aggregate data gathered will prove invaluable to informing your ongoing strategic planning – from overall business strategy to tactical product tweaks. Getting this instant – and for the most part free – feedback from your customers is an information source you can’t afford to ignore.
4. MOBILIDADE
Do you have a smartphone? Guess what – so do your workers. And your customers. And probably their grandparents, too. Today’s public is always on and always connected, and this is changing the face of work forever. By 2015, the percentage of mobile workers will surpass 1.3 billion people, trends supported with the advent of programs like Bring Your Own Device (BYOD). Workforce mobility is creating significant changes – and challenges – for work. Just ask your IT staff the difficulties involved with data security, information management and mobile. And pull up a chair – you may be there a while.

Fonte: Aqui

*Big data se trata de um conceito, no qual o foco é o grande armazenamento de dados e maior velocidade. Podemos dizer que o big data se baseia em 5V’s velocidade, volume, variedade, veracidade e valor

Grant Thornton


Após se unir à brasileira Directa Auditores em dezembro, a multinacional de auditoria e consultoria contábil Grant Thornton planeja aumentar o faturamento em 50% ao ano até 2015, quando deve atingir R$ 280 milhões. Segundo seus executivos, a Grant Thornton é hoje a quinta maior no país, atrás apenas das "big four"(PricewaterhouseCoopers, Deloitte, KPMG e Ernst&Young),que juntas têm 90% do mercado.

Continua aqui

A vantagem das dicas

Em finanças pessoais é muito comum a existência de “dicas” para os investidores. Algumas destas dicas são desconhecidas sobre sua origem e inclui como compor a carteira de investimento, o valor a ser economizado ou a forma como calcular o valor presente. Será que estas regras possuem validade?

Um estudo desenvolvido por David Love (Optimal rules of thumb for personal finance) mostrou que estas regras é uma forma de reduzir a complexidade das finanças, mas que em muitas situações a regra simples pode ter um desempenho tão bom quando as fórmulas complexas.

Temos muitos exemplos disto no mundo real também. Na avaliação de empresas é comum o uso de múltiplos para determinar o valor de uma empresa. O método correto é fazer uma projeção do fluxo de caixa futuro e sua taxa de desconto e trazer a valor presente todos estes valores. Isto envolve muita subjetividade e um nível de conhecimento inacessível para a maioria dos comerciantes. Em lugar disto, estabeleceram-se regras simples, os múltiplos, onde é feita a estimativa do valor da empresa a partir de multiplicação do faturamento por um valor, com algumas somas e subtrações. Não se sabe bem a origem destes múltiplos, mas parece que funcionam na prática. Tanto é assim que os comerciantes transacionam seus negócios tendo por base estas regras.

Love mostra que isto também funciona com as finanças pessoais. Herbert Simon, o grande especialista em processo decisório, discutia a relação entre a incerteza e o custo de processar as informações. Simon criou que no mundo real as decisões deveriam ser satisfatórias, não ótimas. Como as pesquisas mostram que a maioria das pessoas sequer conhece matemática financeira básica, as regras é um grande atalho para decisões satisfatórias.

O risco que Love não comenta é a criação de “falsas dicas”, que não possuem fundamentação.

27 janeiro 2014

Rir é o melhor remédio


História da Contabilidade: As Leis das Sociedades Anônimas

Ao longo da nossa história tivemos três legislações para as empresas SAs. Iremos fazer um breve comentário sobre estas normas na postagem de hoje.

Apesar de existir uma série de normatização em meados do século XIX, incluindo o Código Comercial, somente com o fim do império é que foi promulgada a primeira legislação para as empresas sociedades anônima (1). Em 1891 tem-se o Decreto 434, oficialmente a primeira lei das SAs. O presidente era o general Deodoro da Fonseca. Com 231 artigos, o Decreto 434 trata de diversos temas, como constituição, dissolução, assembleia geral. Mas a parte contábil é praticamente inexistente. Por exemplo, não existia nenhuma norma sobre os balanços, incluindo aqui a estrutura patrimonial. Um ano depois, o governo adota a cobrança de imposto sobre dividendos recebidos, sendo o primeiro passo para usar a contabilidade para fins de arrecadação. A lei 4625, de 1922, por exemplo, sanciona no último dia do ano, é um exemplo das dificuldades de usar a contabilidade para esta finalidade, já que não existia um conjunto de regras mínimas para a contabilidade das SAs.

A segunda norma sobre as SAs foi o Decreto-Lei 2627, de 1940. Esta norma realmente avançou sobre a contabilidade; passamos a ter uma legislação societária, com normas de avaliação de ativos e apuração e distribuição do resultado. Com 180 artigos, existia um capítulo específico que tratava da contabilidade. Isto incluía assuntos como depreciação, criação de fundos de amortização, mensuração patrimonial, incluindo o uso do preço corrente, a possibilidade de constituir a provisão de devedores duvidosos, a ativação de despesas de instalação e a divisão do ativo e do passivo. Além do Balanço, as entidades deveriam divulgar a conta de lucros e perdas.

Finalmente, a terceira norma das sociedades anônimas é a Lei 6.404, de 1976. Aprovada durante o governo Geisel, esta é a atual normatização existente, embora a parte contábil alterou-se recentemente pela Lei 11638, de 2007.

Foram 49 anos entre a primeira norma e o Decreto-Lei 2627, de 1940. Trinta e seis anos se passaram para a reforma desta norma, em 1976. Entre 1976 e 2007 foram 31 anos. Mas considerando que a Lei 6404 ainda está em vigor, já se somam 38 anos da lei 6404. Ou seja, as mudanças nas normas societárias demoram a ocorrer no Brasil.

Um aspecto interessante é que todas as três legislações foram aprovadas num ambiente pouco democrático: a presidência do marechal Deodoro, a ditadura de Vargas e o regime militar de Geisel. Em todos os três casos ocorreram após uma ruptura democrática: a tomada do poder dos militares e a proclamação da república, o golpe de Vargas em 1937 e a deposição de Jango, em 1964.

(1) Vide postagem anterior onde fizemos um apanhado destas leis.
(2) Vide aqui

Brasil: devedor líquido do mundo

Segundo reportagem do G1: 

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, avaliou, porém, que as reservas internacionais brasileiras ainda são maiores do que a dívida externa do país, o que confere ao país a posição de credor líquido , e que a dívida externa de curto prazo (até um ano) representa pouco mais de 10% do valor total do endividamento externo brasileiro. 

Meu comentário: Nominalmente as reservas internacionais brasileiras são superiores à dívida privada e pública com exterior (obrigações externas). No entanto, quando intervém no mercado de câmbio, o Banco Central utiliza contratos de swaps cambiais. . A reportagem abaixo explica de forma detalhada essas operações. O BC deve honrar esses contratos no futuro. Considerando o custo desses contratos, o Brasil não é mais credor do mundo desde Outubro de 2013.




Brazil: net debtor to the world 
Jonathan Wheatley 
Financial Times, January 16, 2014

How well protected is Brazil against external shocks? Perhaps not as well as is commonly thought. 
It has been a proud boast of Brasília for several years that it is a net creditor to the world because it holds more in foreign exchange reserves than it owes in overseas debt. However, it is far from clear that this is still the case. The issue is just one example of the vulnerabilities investors must include in their calculations of how Brazil and other emerging markets will fare as monetary policy in the developed world becomes less accommodating. 

Global liquidity has been a boon to Brazil for at least a decade. Before the crisis of 2008-09, global demand for Brazil’s commodities and the rise of millions of new consumers at home led to and fed off huge inflows of money. Since the crisis, the flows have continued thanks to quantitative easing by the US Federal Reserve and other central banks in the developed world. 
The impact is clearly visible in Brazil’s foreign exchange reserves, which rose from about $35bn in 2001 to about $360bn by the end of last year. 

Combined public and private sector foreign debt was steady at about $200bn from 2001 until 2009 and then began to rise, reaching about $310bn by the end of last year. Nevertheless, thanks to the steady increase in foreign reserves, Brazil has been a net creditor since early 2009. 


Or has it? 


At about the same time as the country became a creditor, Brazil’s central bank began using a nifty new method of intervention on foreign exchange markets. Instead of buying and selling dollars on the spot market – the standard method of central bank intervention – it used currency swaps. This is a clever alternative because it achieves the same result as buying or selling dollars with no impact on the stock of reserves. 

When the bank uses such a swap to limit the depreciation of the real, it offers to pay the difference between the initial exchange rate and the final exchange rate during the period of the contract, plus a dollar-linked rate of interest (known to traders as the cupom cambial). In return, it receives the cumulative interbank interest rate (currently about 10 per cent a year) on the amount of the contract in Brazilian reals. Crucially, the contracts are settled entirely in reals. No dollars exchange hands and there is no obvious impact on the country’s ability to pay its foreign debts.
The method works because it satisfies demand for foreign exchange contracts by financial market participants looking to hedge foreign exchange exposure or to speculate on movements in the exchange rate. By doing so, it removes demand from the market and has the same effect on the exchange rate as if that demand had been met by buying or selling dollars. 

During several periods since the method was introduced, the central bank used it (in a mirror image of the contract described above) to limit the appreciation of the real, which was being driven up by the arrival of all that hard currency and undercutting the competitiveness of Brazilian exports. 

But when the US Fed began talking about tapering its QE programme last year, the real went on a slide. Since then, the central bank has upped its currency swap programme to a different order of magnitude. As Gabriel Gersztein and Thiago Alday at BNP Paribas in São Paulo pointed out in a recent note, between May 31 last year and January 10, the bank accumulated a short position on the US dollar through currency swaps of more than $77bn. 

You may well ask, so what? It is all done in reals, after all, so there is no impact on foreign reserves. But big bazookas don’t come cheap and you can’t support your currency to the tune of $77bn at no cost. 
And of course there is a cost. If the swaps are successful – and a central bank working paper published in July 2013 suggests they often are – then the bank may even make a profit on them. But what if the real continues to slide, in spite of the central bank’s heavy weaponry? The currency has shown some resilience since the panic went out of foreign exchange markets last September. But it has still weakened from R$1.95 to the dollar last March to about R$2.35 today. Every time its swap contracts go against it, the central bank – or rather Brazil’s national treasury – takes a hit. 

How big is that hit? If we assume there is no such thing as a free lunch, let alone a free big bazooka, we must also assume the cost is significant. Gersztein and Alday at BNP Paribas think a reasonable indication of the cost is to net out the central bank’s short dollar position through currency swaps from its foreign reserves. After all, it is not only the stock of reserves but also the broader health of the Brazilian economy that affects its ability to pay its debts. 

If we do that, we discover that, thanks to the use of its bazooka, Brazil ceased to be a net creditor to the world in October last year. The central bank’s latest figures, for November 2013, show external debt at $312bn and foreign reserves at $362bn, giving a cushion of $50bn. Net out its short position through swaps of $68bn at the end of November and the cushion is gone. 

That is something investors may wish to keep a close eye on if, as widely predicted, the real continues to weaken and Brazil’s fiscal position continues to deteriorate during 2014 and 2015. 

Pós-graduação

A Folha de S Paulo trouxe um especial sobre a pós-graduação e a questão do emprego. Os artigos abordam a falta de informação na escolha, em especial os cursos de especialização, o aumento no número de cursos nos últimos anos, ausência de mulheres nos cursos de negócios nos Estados Unidos, os conselhos de consultores para melhorar o aproveitamento com os cursos, a importância dos cursos em inglês para o crescimento no número de alunos do exterior no Brasil, a baixa qualidade dos cursos profissionais, os cursos de políticas públicas, a elevada evasão de alguns cursos, o processo de recrutamento de alunos pelas empresas, os melhores programas de pós do Brasil, incluindo contábeis e a escolha do orientador. Num texto o jornal afirma que as maiores universidades de São Paulo estão gerindo um programa de bioenergia:

As três maiores universidades de São Paulo lançaram um programa de doutorado em conjunto na área de bioenergia (energia obtida por meio da biomassa, usando bagaço da cana-de-açúcar, por exemplo). É a primeira vez que o Brasil tem um programa gerido por mais de uma instituição. A iniciativa, de USP, Unicamp e Unesp, tem o objetivo de alavancar a pesquisa de alta tecnologia para produção de biocombustíveis e melhorar a eficiência de motores, por exemplo.

É mentira, não é o primeiro programa. Na área de contabilidade temos o programa Multi.